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Ficha de Reclamação para Semideuses e Sistema de Legados.
Ficha de Coorte.





















Seis meses se passaram desde que "o acontecimento" perturbou a paz do Acampamento Júpiter. Um titã invadiu o lugar até antes chamado “seguro”, trazendo consigo uma série de acontecimentos de cunho inferior, porém de grande importância também. Campistas e mais campistas haviam sumido, e uma única hipótese cunhava as ideias dos pretores: eles haviam se aliado a Saturno. As notícias não eram boas... Fillipo já não dormia direito havia quase um mês. A preocupação o assaltava durante o dia, os pesadelos vinham durante a noite. O receio de não ser um bom líder e a ansiedade pelo que estava por vir eram constantes companheiros. Martin, seu namorado centurião e fiel escudeiro, o ajudava com planos de batalha e pesquisava feitiços e encantamentos incansavelmente... Julianne parecia um pouco avulsa a tudo. Mais dura, mais rígida e ao mesmo tempo mais sentimental, parecia não ter superado o fato de que seu ex-namorado Brandon ter mudado de lado, em favor dos titãs. A pretora talvez achasse que havia esperança para ele. Um sentimento tão profundo que talvez nem ela mesma soubesse, a despeito de ser uma filha de Vênus. Os treinos haviam sido dobrados... E os centuriões passavam a exigir mais dos campistas de sua Coorte. O ritmo era acelerado, mas depois de meio ano passado, todos já haviam se acostumado. Filhos de deuses ligados à magia – como Mercúrio, Trivia e Angita – e que tivessem determinadas habilidades eram reunidos praticamente todos os dias para juntos encontrarem defesas e ataques mágicos que fossem eficientes. Aqueles que podiam ver o futuro, o passado e o presente, em especial o Áugure, tentavam interpretar suas visões. A alegria da nomeação dos pretores e as festividades que ocorriam quase sempre pareceu esmorecer de repente. Já não se viam pessoas rindo nas ruas. Estas mesmas pessoas estavam com armas e artefatos, treinando suas capacidades físicas, treinando seus poderes... Treinando... Casais eram vistos sempre juntos, como se não tivessem tempo a perder com a guerra iminente. Em Nova Roma, a transformação era ainda maior que no Acampamento Júpiter. A cidade todos os dias acordava cedo e todos os ex-legionários eram chamados aos treinos diários. Centuriões estavam exigindo que mesmo aqueles que fossem muito jovens ou muito idosos treinassem três vezes por semana, para o caso de precisarem. Os romanos não reclamavam. Pelo contrário, se empenhavam para defender seu amado lar. Mas nenhuma mudança era maior do que a expressão das pessoas. Enquanto os prédios se mantinham no lugar, a arquitetura magnífica se mantinha e a cidade se preparava para a batalha, as pessoas se preparavam inconscientemente para perder muitos de seus amigos e familiares, mesmo com a vitória. A batalha não seria simples e os semideuses e legados sabiam muito bem disso. Um sorriso era algo incrivelmente raro de se ver. Entre os legionários, olheiras e cansaço eram visíveis e tangíveis o tempo todo. Aqueles que tinham habilidades singulares eram vistos ainda mais acabados, exauridos de suas forças para controlar cada vez mais seus poderes. Por vezes, os pretores davam a ordem de convocar a Fulminata no meio da madrugada para um simulação surpresa. “É necessário estar preparado para tudo.” Era a declaração deles. Os legionários sonolentos concordavam e treinavam. Logo a maioria estava se acostumando a dormir pouco para recuperar a energia. Aqueles que possuíam talento com ervas vendiam energéticos a preços altos, e o estoque se esgotava rapidamente. Até mesmo alguns centuriões aderiram às compras massivas de energéticos. Certas pessoas ganhavam dinheiro com a guerra. Nova Roma estava tensa com a guerra. Mas ainda assim, havia uma chama que não poderia ser apagada. Nova Roma tinha esperança. A XII Legião Fulminata sabia que tinha uma chance. Eram legionários, eram semideuses, eram legados. Eram romanos. E a chama que ardia em seu peito era a esperança...


















































O Camp Jupiter RPG é baseado na saga "Os Heróis do Olimpo", de Rick Riordan. O conteúdo vem em maior parte de Wikis tematizadas na saga citada; os sistemas, testes, fichas, concursos, e poderes & habilidades, são de autoria de R. Rinehardt (Júpiter), F. Segheto (Mercúrio) e J. Esteves (Vênus), co-fundadores do RPG. Plágio ou uso indevido das informações contidas neste RPG serão notificados à Forumeiros, que tomará as providências cabíveis.

Aproveitando este ensejo, agradecemos a todos que colaboraram e colaboram com o CJRPG, seja admnistrando, moderando ou apenas jogando conosco. O nosso muito obrigado!


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 Missão para Anthony Humphries | Reconhecendo o Terreno

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MensagemAssunto: Missão para Anthony Humphries | Reconhecendo o Terreno   Sab Ago 03, 2013 2:30 pm



Reconhecendo o Terreno



Tudo foi planejado de forma a ter a menor chance de erros possível. Fillipo havia passado várias noites pensando detalhe sobre detalhe... meios de proceder, já que essa tarefa era extremamente necessária e teria que ser realizada por alguém. Um legionário bastante experiente deveria realizá-la, mas que tal um desafio? Um filho de Júpiter recém-chegado e recém-descoberto poderia ser a pessoa perfeita para executar esse plano. Poderia sim, ainda mais servindo à legião na I Coorte, Coorte essa conhecida de forma única pelo pretor. Anthony era seu nome, um garoto com aptidões de liderança, ao qual seria confiado o destino da legião.

Um irmão deste, por parte divina, havia traído a Fulminata se juntando às forças dos titãs. A qualquer momento um ataque poderia acontecer, e o sentimento de que o inimigo conhecia cada lugar do Acampamento angustiava cada semideus ou legado dentro daquelas fronteiras.


Diretrizes de Postagem


Missão one-post. 72 horas para postar.
Deverá sair do acampamento para fazer o reconhecimento do Monte Ótris, e realizar uma observação com o objetivo de conhecer melhor o terreno a ser invadido pelo Acampamento Júpiter. Sairá sozinho, contudo, terá apoio total da legião. Ao voltar apresente as notas - que deverá fazer durante a missão - aos pretores.
Poderá levar todo e qualquer armamento que conseguir portar.
Essa será uma prova de fogo, execute-a com maestria e será promovido a centurião.

~

Being fake about anything creates a block inside of you. Life can’t work for you if you don’t show up as you.

Jupiter Optimus Maximus

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Anthony H. S. Humphries
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MensagemAssunto: Re: Missão para Anthony Humphries | Reconhecendo o Terreno   Qua Ago 14, 2013 7:37 pm

Monte Ótris - OP
[size=12]
O nascimento de uma criança é algo muito comum. Os fatos científicos comprovam que uma criança nasce a cada dois segundos em uma parte do globo, e está gerará frutos; os seus frutos também o farão e assim seguirá durante gerações atrás de gerações. Quando um semideus nasce, ou seja, um filho de um deus imortal com um mortal ou uma mortal, é estimulado que esta prole sobreviva somente até os dezesseis anos de idade, se tiver sorte. Poucos os casos de quem conseguiu sobreviver mais do que este tempo e, se as informações são verídicas à respeito da idade da morte dos semideuses, Anthony é uma bomba relógio prestes a explodir. Certa vez, um chamado alertou o menino dentro dos terrenos romanos. O pretor, Fillipo, convocou o nosso protagonista para uma missão de vida ou morte que poderia gerar o fim ou a vitória do Acampamento Júpiter. O menino teve um sucesso esplendoroso na realização desta tarefa, mas para isto teve de realizar diversos favores aos deuses em troca de favores para si mesmo. Está curioso? Ele, o filho de Júpiter, resolveu nos contar a sua história. Está interessado em saber quais os favores, os riscos, os fatores que o influenciaram a aceitar a missão, e o modo como a venceu? Isto tudo hoje, no Globo Repórter!

O garoto movia-se com tamanha facilidade manuseando adagas gêmeas. Enquanto passeava deslizando as armas, cabecinhas na arquibancada e vivas eram dirigidos para si, esbanjando um largo sorriso. Em um momento de distração, se cortou, caindo ferido.

Acordei. Saliva escorria pela minha boca e alguns dos meus companheiros de quarto riam de mim. O que havia feito? Apenas lembrava-me de um sono estranho. Isso, isso, fora o sonho! Lembro-me de estar voando e recebendo vivas de todos os campistas e então... puff. Limpei a saliva do meu rosto e levantei-me de súbito. Vesti minhas pantufas de raio e rumei até o banheiro para a higiene diária. Parei defronte com um enorme espelho posicionado na parede do banheiro, assustando-me com o Anthony encontrado no objeto. Meu reflexo não era o mesmo. Não, não, mesmo. Meus fios capilares estavam esbranquiçados e extremamente desalinhados. O que não é normal. Sempre acordei com meus cabelos perfeitamente alinhados e normais, sem alterações. Mas o que teria feito àquilo comigo?

Seus companheiros, seu estúpido! — respondo minha própria pergunta em voz alta. Um de meus companheiros de quarto aparecera no vão da porta, confirmando a hipótese de eu ser louco, penso. Isto teria troco.

As pantufas de raios não permitiram que machucados surgissem em meus pés, já que havia pisado fortemente em um bracelete de algum aluno, mesmo que não percebendo. Realizei toda a higiene necessária, voltei até minha cama e capturei minha mochila, colocando todos os livros dentro de tal, afinal, não havia lido os horários de treinos ainda. Coloquei minhas adagas gêmeas na bainha. Vesti meus trajes azulados e posicionei meu elmo. Desci os degraus até o amarelado local onde alguns alunos já estavam conversando, escrevendo e outros, abusivos, treinando. Acomodei-me em um dos negros sofás e joguei minha mochila de lado.

Onde eu guardei você, huh? — minha caneta estava perdida entre todos os instrumentos no interior da mochila. — Achei! — enfiei minha mão na mochila e capturei a caneta, retirando, também, uma folha de papel.

Ignorei a mochila sobre o sofá e rumei até o quadro de avisos. Posicionei a pena sobre o pergaminho e falei:

Primeira aula é de arquearia, são dois tempos — movimentei a caneta rapidamente, escrevendo tudo o que repetia. Alguns alunos pararam e olhavam para mim. — Temos almoço depois e...! — não consegui terminar a frase, deixando-a vagal no ar como um arquejo e uma dúvida.

Um outro papel me incomodou e me fez soar um alerta de emergência. Os meus conhecimentos de mitologia romana junto ao conhecimento sobre o acampamento dizia que aquilo não era possível, nunca havia acontecido algo assim antes. O fato de um campista ser convidado para uma reunião com os pretores, junto a todos os centuriões, era algo inédito no acampamento. O nome de um campista em especial estava escrito ali, e era o nome de um novo filho de Júpiter. Pelo o que me lembro, este sou eu.

O horário da reunião com os mestres foi divulgado assim que deixei a Coorte I. Um fauno me informou que esta só aconteceria depois do café da manhã, onde os assuntos de guerra seriam resolvidos com os demais semideuses, em relação a coordenação dos treinos e a escolha do supervisores. Isto me forneceu alguns segundos para respirar e fez com que o meu cérebro, se é que a esta altura ele já não escorreu pelo meu nariz, começasse a trabalhar os futuros assuntos da reunião enquanto caminhava para o refeitório.

Café. Há algo melhor? Ora, há sim! Voar! Porém, com esse tempo, está impossível. Beberiquei do negro líquido, sentindo-o quente em minha boca. Evitei beber em grandes quantidades, já que poderia causar ardência. Os murmúrios estavam altivos e misturados com os ruídos e barulhos produzidos pela colisão com os talheres e pratos. Os olhares furtivos dirigidos à mim só me ajudava a desconfiar do assunto da reunião, calculando as possibilidades de uma morte dolorosa ao filho de Júpiter — o menino que representaria uma perigosa devastação a Legião. Precisei de vários minutos para terminar de, enfim, tomar o café e mastigar algumas frutas. Era o suficiente para uma manhã relativamente dolorosa na reunião do conselho, para definir não sei o que. Faltava apenas dez minutos para o início da reunião quando, inesperadamente, fui puxado da minha mesa.

O meu nome é Fillipo — nesta altura ele segurava o meu braço, hesitando, escolhendo as palavras certas. — E, caso você preze a sua vida, deveria me seguir.

Eu não tive escolha alguma, o segui para aonde quer que ele estivesse indo.

O cenário dos vales verdes do Acampamento Júpiter era, de fato, um presente para todos os apreciadores da natureza – os filhos de Ceres. Cruzamos em poucos minutos a linha pomeriana, nos dirigindo à uma área até então desconhecida por mim. Na verdade, Nova Roma era um lugar um tanto desconhecido por mim; desde a chegada no acampamento , o lugar nunca havia sido visitado. Era a primeira vez ali. Em todas as áreas era possível avistar desde criancinhas a senhores brincando, nos bares ou saindo de prédios. Um lugar feliz, esta era a definição correta.

Aonde estamos indo, posso saber? — os passos para um lugar fechado estavam me assustando, por conta da dúvida e por conta da presença ilustríssima de um Pretor me guiando por Nova Roma.

Hesitei. Fillipo, antes caminhando apressadamente, parou em um beco escuro. O lugar estava manchado de tinta, cheirava fortemente a gasolina e estava extremamente sujo. Seu olhar era de incerteza quanto a decisão que precisava tomar – seja lá qual fosse -, e seu olhar demonstrava desapontamento com algum acontecimento anterior.

Anthony, você está convocado para uma missão. Após uma reunião demorada do Conselho resolvemos o testar – e esta também foi a decisão dos deuses, segundo os ursos – para ver se está apto a ser um legião. Muito está em jogo. — E então ele me explicou o resto. O espião antigo havia sido assassinado e eu precisaria o substituir, trazendo informações frescas do Monte Ótris e do exército antigo. Eu tinha a legião ao meu favor e todas as armas necessárias para a sobrevivência, além do meu conhecimento. Aceitei, pois era a chance que precisava para mostrar o valor ao servir a Legião. Em seguida, rumei para os estábulos e escolhi um pégaso branco, como a maioria. Ao menos, era o que parecia.

Anthony escolheu a hora do jantar para partir, quando poderia ir sem levantar atenção. Thony estava inclinado sobre o baú de seus pertences quando sentiu a baforada da cadela perto do seu rosto; ela era silenciosa. A porta devia estar entreaberta, um descuido seu. Mas ali estavam, Thony e sua loba, encarando um baú preenchido por presentes. Algumas caixas aveludadas guardavam diversas joias. Amuletos, anéis e brincos. Ele reconhecia cada um: uma aliança de prata; um brinco, um bracelete verde onde havia escrito "esperança"; um colar de marfim polido que carregava a energia do frio da qual ele tinha certa saudade; um colar de corda de violão que ela não lembrava bem se fazia algo ou se era apenas um presente significativo; um anel de ouro (ela não conseguia imaginar de onde os semideuses tiravam dinheiro para aqueles presentes) chamado Valentine (aquela era uma peça admirável e útil, considerou levá-lo para a missão); uma coroa e as adagas gêmeas Além disso, havia outros presentes, como um Ipod, um relógio de bolso e a pelúcia de um peixe palhaço. Ele ergueu-se, olhando para a cadela mas com a mente enevoada e o olhar perdido. Pouco havia o restado de suas heranças mortais e elas não seriam tão úteis na missão que se seguiria, invadindo o casulo inimigo. Suas deficiências visuais quando ao perigo haviam sido alarmadas, exalando o seu olhar esbranquiçado e escasso de felicidade. Seus itens eram poucos, porém eficientes. Suas armas, Pollux & Castor, as adagas gêmeas, foram posicionadas estrategicamente no cinto, deixando-as de forma a serem usadas no momento solicitado. O elmo, na cor dourada com cinza, foi colocado sobre a sua cabeça. Seus armamentos estavam arrumados, pois só tinha aquilo ali. Fillipo ordenara que saísse depois do jantar e sem ser visto. Faltava somente dez minutos. Em seguida, rumou para os estábulos e escolheu um pégaso branco, como a maioria. Ao menos, era o que parecia.








A impressão que tinha do solo vista do céu era completamente diferente da que tinha no próprio chão. As paisagens passavam abaixo pequenas e rápidas demais para que pudesse saber onde estava, e apesar da velocidade considerável do cavalo-alado, o sol estava desvanecendo no horizonte. Nesse instante, quando os últimos raios alaranjados desapareciam, ele via as paisagens cheias de rios, florestas e lagos serem substituídas por uma vastidão desértica e árida. Com as pernas pressionadas contra o corpo do cavalo, e as mãos em sua crina, ele concluiu que estavam voando pelo centro do país. Passaram a voar bastante baixo (o pégaso parecia cansado), o que tornou bastante inacreditável quando uma carruagem dourada, que se misturava ao céu alaranjado, vinha investindo na sua direção. O pégaso relinchou e poderia muito bem estar exclamando algum insulto, pois ele empinou no ar como se aquela luz estivesse deixando-o cego.
A última coisa que viu foi um rosto sorridente na janela da carruagem mais acima, afastando-se mais e mais.


* * *

Teve um sonho do qual somente se lembrava de estar em uma clareira no meio da noite. Não, não era noite. Tudo ao seu redor era escuro, até mesmo o chão parecia ser negro, parecia areia vulcânica. Ele sentiu o cheiro de mofo e morte pairando pelo ar (ou o que deveria ser ele) e se pudesse estar nauseado, com certeza estaria. Anthony caminhava sem controlar os seus próprios passos, a visão em primeira pessoa visualizando apenas uma trilha (tinha de forçar os olhos para vê-la), enquanto todo o resto estava negro como breu. Ele ouvia vozes sussurrantes ao longe, gritos e lamentos. Estava, muito provavelmente, no Submundo. Não tinha a mínima noção do seu destino e, consequentemente, para onde aquela trilha o levaria, mas continuava a seguir mesmo sem poder ver o seu horizonte. No entanto, a escuridão apareceu avançar pela trilha, estreitando-o, e rostos eram visíveis na escuridão; rostos brancos tomados por desespero e agonia. Conforme ele avançava, um tanto intimidado pelas vozes que de repente surgiram, braços esbranquiçados saíam da escuridão. Ele notou que aqueles gritos tinham uma sincronia, como se houvesse uma voz por trás de todos forçando uma única palavra e eles, mesmo sem saber do que se tratava, o copiavam. Clamava-se: "Styx, Styx." Os braços estavam prestes a agarrá-lo quando uma calma melodia de lira começou a tocar. A música afastou imediatamente os espíritos, como se estivesse os atacando, os repelindo.
A música ecoou quando a luz se expandiu e ela viu-se em um salão amplo, com a escuridão cada vez mais distante. Entretanto, aquela melodia parecia não fazer efeito a figura enorme que ergueu-se das sombras na sua frente. Com um elmo escuro na sua cabeça, o Senhor dos Mortos, sem poder vê-lo, parecia estar falando algo sobre assistir um acontecimento pela segunda vez.

Ou melhor, um fracasso — ele gargalhou sadicamente. Sua visão enturveceu e ele despertou com uma voz serena e harmoniosa.

Uma figura serena e bela segurava o violino de Anthony com uma doçura indescritível, como se tivesse nascido com o dom. Na realidade, ele era o que se chamava de dom. Era Febo, o deus da música — ele era quase um adolescente de sua idade, loiro e belo, vestia um jeans claro e uma camiseta branca por baixo de um casaco de universidade, ele estava sentado na porta de uma ferrari vermelha.
Sua cabeça doía mas Thony era capaz reconhecê-lo somente pela habilidade com a música — também porque esta era uma melodia que ele havia ensinado-o a tocar. Aos poucos, como se estivesse sendo acalmado pelas cordas (o que era bem possível), foi tomando consciência de onde estava e de como estava. Vestia uma roupa de couro que não reconhecia como sua. Uma ombreira vermelha de couro pesava em seu ombro esquerdo e parecia familiarmente confortável. Na realidade, não se tratava de uma ombreira, e sim de uma espécie de escudo que cobria desde o ombro e projetava-se para longe dele, como um escudo faria. O filho dos céus ergueu-se, olhando para si mesmo de pé: uma capa branca cobria suas pernas, e a vestimenta, no demais, era feita de um couro revestido e forte (que, a propósito, não cobria muito), e sua movimentação era facilitada. Ele notou que era açoitado por uma sensação de força, como se quisesse simplesmente ver o que poderia fazer enquanto vestia aquela roupa. Ao seu lado, no chão árido, estava uma espada vermelha e negra grande. Thony voltou seus olhos para Febo que estava boquiaberto, mas logo recuperou-se e olhou com orgulho para o menino, parando de tocar e fazendo um sinal de joínha.

Ele riria, se entendesse qualquer coisa que se passava. Como se Febo lesse a mente do Anthony, ele começou:

Eu sou Febo, deus do sol. Como vai? — sua voz era nervosa, como se ensaiada.

Senhor Febo... — ele reverenciou o deus, cumprimentando-o.  — É uma honra conhecê-lo. — sorriu amargamente para o deus.

Hah... — ele sorriu enquanto seus olhos brilhavam com um tom divertido — Esta belezinha? Bem, vamos tratar disso daqui a pouco — ele prosseguiu — Bem, como podes ter notado, você tem uma tarefa bem difícil a sua frente, eu diria que quase impossível. Imagino que tenha noção do que seja, então eu não estarei interferindo em nada se mencionasse o fato de que existem coisas te esperando em São Francisco. — o deus bateu com o pé no chão por um segundo, e o menino sentiu que um calor ameno batendo em seu corpo, fazendo-o tremer. — Agora, bem. Vou dizer que essa roupa fica bem em você, é... Han, um empréstimo. Mesmo que você me agrade, Anthony  — nesse momento, o menino por acaso recebeu um sorriso. — Terá de me fazer um favor — ele pôs o violino do filho de Júpiter de lado e seu tom endureceu. — Essas roupas aumentarão sua agilidade e o vigor não deixará o seu corpo com facilidade, ela implica na sua velocidade também... Bem, tem coisas que você vai descobrir, no entanto, é o seguinte: aceitará a minha ajuda, levando em conta que, quando menos esperar, terá de me retribuir — da forma que for?
Tony sentiu sua cabeça rodar, mesmo com a roupa presa ao seu corpo. Sua expressão foi de culpa, peso, fosse o que fosse, ele sabia que esse tipo de presente nunca viria de graça e a responsabilidade iria cair nos ombros dele futuramente. Mas era pegar ou largar, isso aumentaria suas chances de sobrevivência em um campo que... ele não fazia a mínima ideia de como se guiar e nem do que fazer. O menino ficou em silêncio alguns minutos, e foi como se a sinfonia do corvo tocasse em sua mente. Lembrou-se do seu encontro com o pai, em sonho, e como as respostas lhe foram negadas...

Bem — novamente, ele pareceu ler os pensamentos do menino maroto. — Essa roupa tem o mesmo efeitos que a do seu antigo irmão, que eu matei — Tony não gostou da palavras "tem" mas continuou ouvindo —, mas caso deseje, ela será muito útil — ele sorriu novamente, como se fosse seu sloganAltamente adaptável! Aceite ou rejeite, ande! Não tenho tempo.

Ele não disse que sim nem que não, mas o deus pareceu entender. Sussurrou um aceito e o deus sorriu.

Onde está meu pégaso? — ele olhou a volta, procurando-o, mas não havia nem sinal da presença do animal.

Ah, ele voltou para o Acampamento. Parece que você vai ter de se virar, a menos que queira esperar pelo amanhecer e pegar uma caroninha... He, he. — Ele piscou de novo e deu um sorriso, mas Tony definitivamente não estava em situação para ser estressado por um deus.

Bem. Não será necessário. O que há por perto? — ele olhou para escuridão que os cercava e só via deserto.

Você pode achar algo no Ferro-Velho, mas também pode achar algo que não queira achar — aquilo não soou animador. No entanto, ele continuava sorrindo.

Senhor Febo, se me permite perguntar, o que o... — ele foi interrompida pelo dues, que pôs o violino junto ao braço e começou a tocar, falando ao mesmo tempo.

Ah, outro presentinho. — E, puf, ele transformou-se em um pingente de violino preso em um pulseira junto ao pulso esquerdo de Tony. — Você precisará dele e tenho certeza que conseguirá usá-lo com maestria.

Anthony assentiu, agradecido — apesar de confuso. Agachou-se e pegou as adagas nas mãos, estimando seu peso. Havia uma bainha em seu cinto, e foi lá que ele as colocou. Era um peso suportável. Tony arqueou as sobrancelhas enquanto o deus o observava, talvez ele tivesse algo a acrescentar. Como ele não disse nada, o filho de Júpiter perguntou (apesar de, internamente, sentir algo estranho dando-lhe direção):

O Ferro-velho, fica em qual direção?
O deus olhou para cima, ponderando e depois voltou-se para o menino: — Ah... Leste daqui. Quantas milhas terá de percorrer só descobrindo. Bem, está na minha hora — ele disse, olhando para o pulso onde definitivamente não havia relógio algum. Ele voltou os olhos para Humphries e soltou uma piscadela, sumindo em seguida antes que ele pudesse relutar junto com a sua ferrari.

Encontrando-se só, no meio do nada, Tony não viu outra alternativa que não caminhar para a direção que o seu instinto o levava — o céu sem estrelas não permitia que ele se guiasse, e desnorteado não poderia identificar o Leste, mas implorou internamente para que estivesse indo no sentido correto. No céu eram visíveis pigmentos alaranjados, por motivo de que, Tony supôs, estar amanhecendo. O aglomerado de pessoas, anteriormente escasso, aumentou de forma considerável e murmúrios já eram ouvidos com frequência. Os olhos de Tony — tais azul celeste — estavam semicerrados, efeito causado pelos raios solares em demasia, o que, em uma junção com o ar encontrado em temperatura elevada, causou certo desconforto para com os trajes expostos em seu corpo.  O fato de não saber por aonde avançar deixou o adolescente aborrecido. Os raios solares prosseguiam em deixá-lo duplamente desconfortável.  Inclinou-se, então, acomodando-se à areia. Desejou estar em algum lugar com o clima suportável... Estar no Monte Ótris, pensou, suplicando. Fechou os olhos, por fim, ignorando o fato de que à frente o sol jazia enviando-lhe seus irritantes raios.

Ruídos. Forte cheiro de eucalipto. Íris azuladas em expressa confusão. O calor... Mas que calor? O ar colidia contra o corpo do filho de Júpiter, trazendo, também, o cheiro esquisito de eucalipto. Só lhe restam dois desejos, uma voz fria e breve irrompeu, atordoando a prole de Júpiter. Tony sentiu-se aliviado, afinal, dois desejos podem alterar tudo, certo? Seus olhos apreensivos e hesitantes percorreu o perímetro do local, concluindo que, de forma alguma, estão no mesmo lugar de segundos antes. Suas passadas o levaram para certo ponto por entre as árvores, onde sua visão tornou-se prestigiada e imperceptível, descrevendo o modo em que seu corpo está. O seu extremado conhecimento o fez esperar o momento certo: quando os pigmentos alaranjados colorir o céu por mais uma vez; ao crepúsculo. Rochas jaziam à frente, as mesmas negras e gastas. A folhagem vasta visível ao redor do filho de Júpiter causou certo desconforto e complicações quando seus pés pisoteavam o solo. Fragmentos, também negros, eram encontrados ao envolto de uma com estatura elevada e Anthony os evitou quando marchou para as proximidades de tal. Escondeu-se em meio ao escuro. Sustentou, por fim, seu corpo na rígida superfície, esperando o momento correto para avançar. Informações sadias e eficazes deveriam chegar aos ouvidos dos pretores, e esta ação ocorreria.

O som de carros, ao longe, fora notado por Anthony. O mesmo procurou não executar movimentos bruscos, mantendo-se quieto e apático. O calor excessivo continuou produzindo desconfortos, mesmo para ele, cuja posição era entre as sombras de uma rocha com comprimento e altura demasiado grande. O forte cheiro de eucalipto juntou-se com o cheiro do mar, onde as ondas quebravam com agressividade. Monstros surgiam, marchando para o alto, onde a negra fortaleza causava calafrios.  Seres de metal, mulheres reptilianas com dois troncos de serpentes em lugar de pernas, mulheres brancas como mármore, olhos cor de sangue e afiadas presas eram encontrados em pares, entrando em uma espécie de formação. Os pelos do braço de Tony eriçaram. A hesitação tomou enorme espaço em seu semblante, anteriormente apático e seguro. Gotículas de suor escorriam pelo pálido rosto da prole de Júpiter, o mesmo sentia fome, o que é justificável por motivo de que não se alimentou desde o café da manhã do dia anterior. Suas passadas foram iniciadas por mais uma vez, o levando para a vasta vegetação, onde as folhagens colidiam com seu corpo com ferocidade. Seu olhar percorreu todo o espaço, procurando algo comestível. As árvores possuíam troncos de comprimentos razoáveis, criando sombras que reduziam o calor, propiciando o avanço de Tony. Em um momento em que os azulados olhos do adolescente estavam fixos ao solo, cogumelos foram vistos. A superfície dos mesmos era esbranquiçada e Anthony refletiu sobre capturá-los ou não. Ah... Não irão fazer mal, pensou a prole dos céus, levando sua mão direita e retirando um do solo. Sustentou seu corpo em um tronco qualquer e retirou do interior da mochila uma faca. As impurezas foram descartadas com tamanha facilidade e o alimento logo estava pronto para ser devorado. Anthony repetiu o mesmo processo em mais dois cogumelos, preparando-os para serem devorados.

Tony estava confortável às sombras da rocha poucos minutos após. Somente um cogumelo restara e, assim que foram usufruídas duas dentadas, somente um pequeno pedaço era visível. O mar tornou-se consideravelmente mais agressivo e silvos podiam ser ouvidos; Anthony voltou a se sentir inseguro e hesitante. Os raios solares eram dirigidos ao garoto com menos veemência, sinal de que o tempo passara com velocidade. A brisa, por sua vez, tornou-se o oposto de horas anteriores: frio. A capa de seus trajes dançava em sincronia com o ar, e os seus azulados olhos não possuíam a necessidade de estarem semicerrados. O entardecer está próximo, pensou, causando-lhe um desconforto inédito. A hora de... Invadir, também, continuou a divagar o filho de Júpiter. Maneiras de entrar vinham ao seu encontro e, nos minutos anteriores aos pigmentos alaranjados colorirem o céu, pensou em seus dois últimos desejos. Tony se levantou, usufruindo de passadas medianas, marchando para onde sua missão ganharia o ápice. Seus olhos estavam vidrados no topo do Monte, onde uma fortaleza negra era visível. O cheiro de eucalipto aumentou e foi aumentando e aumentando... Até que Anthony sentiu-se desagradável com tal. Os carros causavam barulhos que conseguiam ser mais desconfortáveis do que para com o cheiro.  O medo de decepcionar a Legião brotou, de certa forma, nos pensamentos de Anthony. Seus pés prosseguiam... A hesitação continuou.

Ele pisoteou no solo barroso e logo silvos foram notados. Suas passadas cessaram, Tony procurou ignorar a angústia de suas emoções antes de avançar. Por fim, deparou-se com um gigantesco dragão. E então o filho de Júpiter descobriu qual a origem dos silvos. O forte cheiro de eucalipto irrompia do dragão, junto de desagradáveis cheiros, tais capazes de fazê-lo ter seus pelos eriçados. Anthony sabia que o dragão somente não desvencilharia da árvore, onde maças douradas cintilavam, então analisou o perímetro do espaço. Poderia correr... Mas como fugir das bruxuleantes chamas que viriam logo após?, pensou Anthony. Foi quando chamas ardentes foram dirigidas para a prole dos céus. Sem pensar duas vezes, o mesmo fez com que suas pernas se movimentem, avançando o mais longe possível do dragão, desviando das chamas; não tomando para si o luxo de olhar para trás. Anthony se sentiu abafado. O calor aumentou de horrível forma. Eram medianos os intervalos de tempo entre as labaredas. Os trajes ajustados ao corpo de Anthony aumentaram sua velocidade, o que causou esperança no jovem. Entreolhou para a árvore; o dragão não se desvencilhou da mesma. As chamas estavam demorando a chegar às proximidades de Anthony. Suas duas únicas alternativas eram: correr ou lutar. Era uma corrida contra o relógio, sem dúvidas, e mais cedo ou mais tarde suas mãos teriam de tocar a adaga para uma luta horripilante. Por quê não agora? Pollux&Castor deslizaram facilmente das mãos do menino, desenhando um arco no ar, afrontando o inimigo a ser combatido e derrotado. Suas mãos se firmaram nos grossos cabos da adaga, relembrando a perícia que tinha com elas e obrigado-as a funcionar, mesmo com o medo predominando em seu ser. O dragão, feroz, em uma tentativa de defender seus frutos, atacou. Anthony seguiu as ordens dadas pouco antes de uma das cabeças do dragão, que espirrava um fogo bruxuleante, o acertar. E então percebeu. Não estava mais só. Ordens indicavam que ele devia correr, mas não podia deixar alguém se arriscar para o salvar. Mirou em uma das cabeças do dragão, uma mira tosca e sem direção, e deu o primeiro tiro, seguido do segundo. Suas adagas voaram e atingiram as cabeças, cortando-as. Um ‘’vá’’ novamente foi ouvido e, percebendo que seu tempo estava acabando, ele recuperou as adagas e continuou correndo. O garoto percebeu, então, que o relevo ia se alterando... Estava, por fim, subindo.

Anthony camuflou-se entre um grupo de semideuses, tal situado entre pilares negros de comprimento gigantesco. As íris azul-celeste da prole dos céus os analisaram: possuíam, quase todos, estatura elevada e pele bronzeada. Tony pensou em situações para se misturar em meio ao que via. E chegou, então, a conclusão de que conversando é que iria conseguir.

Oi. Como é que e-eu... Alisto-me? — Anthony procurou soar seguro de si, entretanto, nada. — Deuses idiotas! — reforçou, desta vez veemente e sorrindo maliciosamente.

O garoto, por sua vez, apenas apontou para um jovem másculo e pálido, assim como Anthony. Tony entendeu que deveria conversar com o mesmo. – Obrigado, então – agradeceu. Seu olhar fixo aos olhos claros do líder no qual deveria contatar. Monstros circulavam pelo negro espaço. Os pilares expressavam um ar desagradável, mas Anthony avançou. Suas passadas eram confiantes. Não poderia decepcionar a Legião, não! Bom, Anthony conseguiu descobrir que monstros estavam em uma espécie de formação... Consegue isto ser algo útil? Útil ou não, há mais para ser descoberto. O olhar do líder encontrou Anthony. Seus olhos exalavam grandeza, superioridade. Tony hesitou, mas, ainda assim, chegou.

Preciso servir a causa. Os deuses são estúpidos. — Anthony, como prole dos céus, possui imponência, tal em evidência em suas falas. O líder o analisou. Tony acostumou-se em ser analisado, então continuou com seu olhar fixo ao do tal líder.

O líder era um menino razoavelmente bonito. Entre as características mais marcantes de seu estilo estão as listras. Fininhas e verticais, sem dúvida esta padronagem alonga a silhueta e pode ser incorporada a qualquer peça. Em eventos formais é possível substituí-las por ternos riscas de giz ou padrões de falso liso, aquele efeito onde linhas de mesma cor criam listras mais salientes. Seus lábios são extremamente grossos e ressecados — características de um filho dos céus —, assim como os de Tony. O menino é uma cópia perfeita de nosso protagonista, porém uma alteração drástica em sua personalidade maléfica. Tony concluiu, sozinho, que conversava com um filho de Júpiter.

Não é assim, muleque. — sua voz era áspera como uma faca raspando pedra, além de ser extremamente grossa. — Não aceitamos qualquer um! Precisa mostrar seu valor. — informou, de forma grosseira. — Quais são as suas armas? Use-as! — plantou dois semideuses a frente dele, mostrando que estes eram os alvos.

O menino não hesitou em questionar sobre o alvo humano, argumentando que a perda de duas vidas no exército seria uma baixa que no futuro poderia fazer diferença. Segundo o filho de Júpiter, irmão de Tony, o alvo humano eram semideuses inimigos que foram capturados tentando passar informações sobre o exército inimigo ao Acampamento Júpiter. O coração de Anthony bateu mais forte neste momento, e uma pergunta formou-se em seu intimo: eu acabarei assim também?

Os alvos estavam aflitos. Suas vestimentas foram retiradas e o mesmo aconteceu as suas armas, que passaram a servir para os integrantes do exército. Seus rostos não demonstravam sentimento algum, pelo contrário: só fitavam o globo ocular de Anthony, sem demonstrar medo. Ele não sentia medo de matar; mas estes eram semideuses que estavam do seu lado, do lado do Acampamento Júpiter! O menino fez uma prece silenciosa a Plutão, entregando a alma de dois companheiros, e... Arremessou as adagas. Flinc!, este era o barulho que anunciava duas mortes em favor do exército dos titãs.

Cada passada significava um novo tema a serem conversados e ideias analisadas.. Estranhamente, Chris, nome a qual havia se identificado O Líder, havia se identificado com Tony, de maneira que havia aprovado sua entrada no Exército. Simples assim. Tony, sem ser bobo, suspeitava do menino... é claro! Ele estava dentro do exército inimigo. Seus ombros estavam envolvidos por largos braços musculosos de seu irmão por parte divina, além de seus passos acompanharem os do menino.
Eu tenho uma boa voz, canto desde miúdo. Queres ouvir? — ele iniciou uma cantoria animada, demonstrando seus dotes artísticos para um Tony entediado. Em sua canção, Tony conseguiu escutar as palavras destruição e titãs Posso confiar em você, Anthony? — uma pergunta surpreendente, mas Tony balançou a cabeça. — Venha ver. — convidou.

Os sombrios corredores pareciam apontar somente para uma direção: para as trevas sem fim. Tochas exuberantes brilhavam nas paredes, exibindo sua elegância ardente. Os ecos surdos – os sapatos dos meio-sangues – ecoavam pelos corredores vazios, demonstrando toda a elegância que o Castelo do Monte Ótris poderia exibir. Era um labirinto cheio de armadilhas, repleto de coisas assustadoras. Vez ou outra, barulhos horrendos de tortura e gritos de monstros eram ouvidos ao caminhar. Chris olhava para o rosto de Tony, com medo, e voltava a caminhar. Por fim, seus pés se acalmaram e Tony. O menino continha as informações necessárias, toda a informação do exército... E isto havia sido conseguido fácil. Os portões se abriram com as ordens do Líder, e uma cena não tão boa foi encontrada. O exército era enorme e, ao seu centro, liderando-o, era possível enxergar todos os traidores do acampamento.

Está vendo, Anthony? Você está fazendo a coisa certa se juntando a nós. — derramou, indicando o exército em preparação para o combate. — Mas, infelizmente, não foram boas intenções as suas. — sua mão deslizou para a espada e Tony o seguiu, agarrando suas adagas. — Estará morto antes de ver os titãs reinarem.

Uma ação um tanto incerta a de Thony perante as circunstâncias atuais, mas ele correu. Seus pés alcançavam a altura de sua cabeça, sem exagerar, correndo a fim de encontrar uma maneira de deixar o lugar. Voar? Ele não tinha esta habilidade e o O Líder o seguiria facilmente, pois certamente tinha uma perícia enorme – motivo pelo qual deviam o ter contratado como chefe da causa. Sua sentença seria enorme, mas quando uma flecha voou, tudo poderia ter mudado.

Uma ação um tanto incerta a de Thony perante as circunstâncias atuais, mas ele correu. Seus pés alcançavam a altura de sua cabeça, sem exagerar, correndo a fim de encontrar uma maneira de deixar o lugar. Voar? Ele não tinha esta habilidade e o O Líder o seguiria facilmente, pois certamente tinha uma perícia enorme – motivo pelo qual deviam o ter contratado como chefe da causa. Sua sentença seria enorme, mas quando uma flecha voou, tudo poderia ter mudado. Um único pensamento o encontrou: desviar e, logo após, correr. E assim Anthony fez. Um zumbido, por fim, fora notado por ele, indicando que a flecha não o atingira. Suas passadas eram movimentadas com rapidez e sincronia, tais reforçadas pelas propriedades de seus trajes mágicos. Os murmúrios agitados dos semideuses que o seguiam se juntou aos silvos dos monstros que os acompanhavam. As pisoteadas de Anthony o fizeram perceber as alterações ao relevo: Tony estava descendo, então. A respiração encontrava-se acelerada, deixando-o levemente atordoado. E foi quando uma repentina dor irrompeu à perna da prole dos céus, fazendo-o grunhir e, ao mesmo tempo, despencar ao chão. Os trajes, por sorte, fizeram com que a distância entre ele e os soldados do Líder fosse razoável. Uns turbilhões de emoções invadiram Anthony, recusando-se a esvair. Culpa, medo... Em uma junção inimaginável. Dois desejos... Mais dois desejos, Anthony se lembrou da voz que lhe ajudou em sua locomoção. Os silvos e murmúrios aumentaram, os seus adversários avançavam veementes. Somente deseje, a mesma voz apática retirou a atenção de Tony dos soldados que avançavam. Acampamento Júpiter. Desejo me teletransportar para o acampamento Júpiter, pensou, fechando os olhos.
E, estranhamente, ele sentiu o cheiro de sua casa e a voz de Término, anunciando a chegada de um campista que havia burlado a fronteira. E o melhor: o acampamento havia dado um passo enorme, pois ele tinha todas as informações do exército. Obrigado Chris, foi a última coisa que pensou antes de tudo apagar por conta da dor.

Equipamentos levados/adquiridos:
 

Poderes utilizados.:
 



Código:
◆ Eu tenho uma coisa a dizer. Nos primeiros parágrafos, a deixada do acampamento, eu o escrevi em primeira pessoa. Porém, o restante da missão em terceira. Por quê? Certa vez, depois de fazer uma OP, um deus me disse que se eu colocasse os pontos mais importantes em terceira pessoa ficaria melhor e mais divertido de se ler - e foi o que fiz. Eu não sei o que você, que vai avaliar, acha... mas eu fiz assim. Eu também gosto de escrever assim, pois treino as duas maneiras de escrever.

◆ Como eu falei para o Júpiter no facebook, boa parte da missão foi escrita pelo teclado virtual - sim, o meu veio a dar erro - e podem ter erros por conta disto. Perdão.

◆ Usei, também, as habilidades até o nível cinco pois Júpiter me permitiu.
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MensagemAssunto: Re: Missão para Anthony Humphries | Reconhecendo o Terreno   Sex Ago 16, 2013 1:21 am

Avaliação

~ A Anthony Humphries 170 XP.
"As pantufas de raios não permitiram que machucados surgissem em meus pés, já que havia pisado fortemente em um bracelete de algum aluno, mesmo que não percebendo." | Como assim, "aluno"?

"Realizei toda a higiene necessária, voltei até minha cama e capturei minha mochila, colocando todos os livros dentro de tal, afinal, não havia lido os horários de treinos ainda. Coloquei minhas adagas gêmeas na bainha. Vesti meus trajes azulados e posicionei meu elmo. Desci os degraus até o amarelado local onde alguns alunos já estavam conversando, escrevendo e outros, abusivos, treinando. Acomodei-me em um dos negros sofás e joguei minha mochila de lado." | Mas, que livros, para que necessitaria de livros? E a quais trajes azulados se refere, no Acampamento Júpiter o "fardamento" é uma camiseta roxa. De onde surgiram os sofás?

"Hesitei. Fillipo, antes caminhando apressadamente, parou em um beco escuro. O lugar estava manchado de tinta, cheirava fortemente a gasolina e estava extremamente sujo." | Os romanos são conhecidos pela sua organização. Não é possível que haja algo tão sujo assim, e em uma cidade de semideuses, ainda mais.

"Anthony escolheu a hora do jantar para partir, quando poderia ir sem levantar atenção. Thony estava inclinado sobre o baú de seus pertences quando sentiu a baforada da cadela perto do seu rosto; ela era silenciosa. A porta devia estar entreaberta, um descuido seu. Mas ali estavam, Thony e sua loba, encarando um baú preenchido por presentes. Algumas caixas aveludadas guardavam diversas joias. Amuletos, anéis e brincos. Ele reconhecia cada um: uma aliança de prata; um brinco, um bracelete verde onde havia escrito "esperança"; um colar de marfim polido que carregava a energia do frio da qual ele tinha certa saudade; um colar de corda de violão que ela não lembrava bem se fazia algo ou se era apenas um presente significativo; um anel de ouro (ela não conseguia imaginar de onde os semideuses tiravam dinheiro para aqueles presentes) chamado Valentine (aquela era uma peça admirável e útil, considerou levá-lo para a missão); uma coroa e as adagas gêmeas Além disso, havia outros presentes, como um Ipod, um relógio de bolso e a pelúcia de um peixe palhaço." | Muitos detalhes não citados anteriormente. Muita informação que aparece do nada, Anthony.

"...ele concluiu que estavam voando pelo centro do país. Passaram a voar bastante baixo (o pégaso parecia cansado), o que tornou bastante inacreditável quando uma carruagem dourada, que se misturava ao céu alaranjado, vinha investindo na sua direção. O pégaso relinchou e poderia muito bem estar exclamando algum insulto, pois ele empinou no ar como se aquela luz estivesse deixando-o cego." | O monte Ótris e o Acampamento Júpiter, são vizinhos, praticamente. Mais um erro de continuidade.

Li diagonalmente a missão a partir deste ponto, e mesmo sem focar-me bastante, percebi o quanto você poderia ter feito melhor. Concluo que a primeira parte pegou de um texto e adaptou, e fez o mesmo depois, mas com vários textos. Pura encheção de linguiça que não levou a lugar nenhum. Aliás, não cumpriu com a missão, demos com ela por encerrada. Você não faz as regras. Se o narrador diz "espie e conte o que viu" você espia e conta o que viu. Além de não ter cumprido com o objetivo principal, decidiu delongar a missão com detalhes sem nexo, ou fantasiosos demais...

A recompensa atribuída será apenas pelo que escreveu, esta missão não deverá ser considerada como RP. Consideremos que nenhum fato narrado nela aconteceu.


SENATUS POPULUSQUE ROMANUS!

~

Being fake about anything creates a block inside of you. Life can’t work for you if you don’t show up as you.

Jupiter Optimus Maximus

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MensagemAssunto: Re: Missão para Anthony Humphries | Reconhecendo o Terreno   

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Missão para Anthony Humphries | Reconhecendo o Terreno
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