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Ficha de Reclamação para Semideuses e Sistema de Legados.
Ficha de Coorte.





















Seis meses se passaram desde que "o acontecimento" perturbou a paz do Acampamento Júpiter. Um titã invadiu o lugar até antes chamado “seguro”, trazendo consigo uma série de acontecimentos de cunho inferior, porém de grande importância também. Campistas e mais campistas haviam sumido, e uma única hipótese cunhava as ideias dos pretores: eles haviam se aliado a Saturno. As notícias não eram boas... Fillipo já não dormia direito havia quase um mês. A preocupação o assaltava durante o dia, os pesadelos vinham durante a noite. O receio de não ser um bom líder e a ansiedade pelo que estava por vir eram constantes companheiros. Martin, seu namorado centurião e fiel escudeiro, o ajudava com planos de batalha e pesquisava feitiços e encantamentos incansavelmente... Julianne parecia um pouco avulsa a tudo. Mais dura, mais rígida e ao mesmo tempo mais sentimental, parecia não ter superado o fato de que seu ex-namorado Brandon ter mudado de lado, em favor dos titãs. A pretora talvez achasse que havia esperança para ele. Um sentimento tão profundo que talvez nem ela mesma soubesse, a despeito de ser uma filha de Vênus. Os treinos haviam sido dobrados... E os centuriões passavam a exigir mais dos campistas de sua Coorte. O ritmo era acelerado, mas depois de meio ano passado, todos já haviam se acostumado. Filhos de deuses ligados à magia – como Mercúrio, Trivia e Angita – e que tivessem determinadas habilidades eram reunidos praticamente todos os dias para juntos encontrarem defesas e ataques mágicos que fossem eficientes. Aqueles que podiam ver o futuro, o passado e o presente, em especial o Áugure, tentavam interpretar suas visões. A alegria da nomeação dos pretores e as festividades que ocorriam quase sempre pareceu esmorecer de repente. Já não se viam pessoas rindo nas ruas. Estas mesmas pessoas estavam com armas e artefatos, treinando suas capacidades físicas, treinando seus poderes... Treinando... Casais eram vistos sempre juntos, como se não tivessem tempo a perder com a guerra iminente. Em Nova Roma, a transformação era ainda maior que no Acampamento Júpiter. A cidade todos os dias acordava cedo e todos os ex-legionários eram chamados aos treinos diários. Centuriões estavam exigindo que mesmo aqueles que fossem muito jovens ou muito idosos treinassem três vezes por semana, para o caso de precisarem. Os romanos não reclamavam. Pelo contrário, se empenhavam para defender seu amado lar. Mas nenhuma mudança era maior do que a expressão das pessoas. Enquanto os prédios se mantinham no lugar, a arquitetura magnífica se mantinha e a cidade se preparava para a batalha, as pessoas se preparavam inconscientemente para perder muitos de seus amigos e familiares, mesmo com a vitória. A batalha não seria simples e os semideuses e legados sabiam muito bem disso. Um sorriso era algo incrivelmente raro de se ver. Entre os legionários, olheiras e cansaço eram visíveis e tangíveis o tempo todo. Aqueles que tinham habilidades singulares eram vistos ainda mais acabados, exauridos de suas forças para controlar cada vez mais seus poderes. Por vezes, os pretores davam a ordem de convocar a Fulminata no meio da madrugada para um simulação surpresa. “É necessário estar preparado para tudo.” Era a declaração deles. Os legionários sonolentos concordavam e treinavam. Logo a maioria estava se acostumando a dormir pouco para recuperar a energia. Aqueles que possuíam talento com ervas vendiam energéticos a preços altos, e o estoque se esgotava rapidamente. Até mesmo alguns centuriões aderiram às compras massivas de energéticos. Certas pessoas ganhavam dinheiro com a guerra. Nova Roma estava tensa com a guerra. Mas ainda assim, havia uma chama que não poderia ser apagada. Nova Roma tinha esperança. A XII Legião Fulminata sabia que tinha uma chance. Eram legionários, eram semideuses, eram legados. Eram romanos. E a chama que ardia em seu peito era a esperança...


















































O Camp Jupiter RPG é baseado na saga "Os Heróis do Olimpo", de Rick Riordan. O conteúdo vem em maior parte de Wikis tematizadas na saga citada; os sistemas, testes, fichas, concursos, e poderes & habilidades, são de autoria de R. Rinehardt (Júpiter), F. Segheto (Mercúrio) e J. Esteves (Vênus), co-fundadores do RPG. Plágio ou uso indevido das informações contidas neste RPG serão notificados à Forumeiros, que tomará as providências cabíveis.

Aproveitando este ensejo, agradecemos a todos que colaboraram e colaboram com o CJRPG, seja admnistrando, moderando ou apenas jogando conosco. O nosso muito obrigado!


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 (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington

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MensagemAssunto: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Ter Jul 23, 2013 9:07 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts

Las Vegas
USA
[#001]
Chovia em Las Vegas. Ao menos a chuva fria, segundo alguns semideuses, auxiliava a mascarar a aura dos dois, além de seus rastros. Os monstros que andavam perseguindo os dois legionários. Martin, o outro centurião, era um dos que defendia essa teoria. Ele explicara a Jasmine que como a previsão de Ross Nell (o Áugure) dizia que chuva era mais que provável, que isso causaria uma perturbação não só no plano material, mas também na energia que os circundava. Essencialmente, fora isso que o filho de Trivia dito, embora com vários diagramas arcanos e termos místicos que apenas filhos da deusa da magia estavam acostumados.
Depois do desaparecimento de alguns semideuses, os pretores preocupados precisavam que fossem verificados certos locais onde a atividade da Névoa fosse mais forte. Depois de várias consultas aos augúrios dos Olimpianos, várias tentativas de diversos semideuses e legados e incursões de legionários especializados na espionagem e furtividade (como os filhos de Mercúrio, deus dos ladrões), alguns locais foram destacados e divididos entre as Coortes.
Exatamente por isso, ali estavam John Connington e Jasmine Engels. Las Vegas ficara para a Terceira Coorte. Como Martin estava pesquisando defesas para o Acampamento, Julianne Burn, a pretora e gêmea de Jasmine, havia gentilmente sugerido que os dois tomassem a frente dessa investigação na cidade. Portanto, depois de descerem das águias do Acampamento e despistados os monstros, os dois andavam pelos cassinos. Segundo o Áugure da Fulminata, ele havia tido uma premonição ao tocar um baralho, pouco antes dos dois semideuses saírem de Nova Roma com seu equipamento. Disse que os deuses talvez estivessem enviando um sinal de que deveriam procurar os cassinos.


Os dois decidiram começar por um cassino de nome bem sugestivo. “Flush of Clubs”, referindo-se ao termo do jogo de pôquer. O interior estava agradavelmente quente e seco. Quando entraram, os dois foram logo recebidos por uma menina baixinha, de cabelos castanhos. Parecia uma adolescente de uns quinze anos. Seus olhos eram de um tom negro brilhante que combinava com a roupa preta gótica que usava. Atrás dela, havia alguns grupos jogando cartas. Pilhas de moedas estavam nas mesas, mas não eram apenas dólares. Havia de tudo um pouco. Euros, libras... E surpreendentemente, dracmas (uma antiga moeda grega) e denários. Aquilo só poderia significar uma coisa. Os dois se entreolharam. A menina, percebendo seu interesse, perguntou, casualmente.
Desejam sentar e jogar? Quem sabe beber alguma coisa... — Ela perguntou, indicando uma mesa vazia e um bar, ignorando obviamente a menoridade deles. — Ou querem alguma... Informação?
Ela abriu um sorriso e seus olhos faiscaram ao dizer isso. Com a pergunta no ar, os dois romanos notaram suas possibilidades no ambiente. A porta estava agora trancada, mas havia um corredor que certamente levava à rua do outro lado. Era possível ver um poste com uma lâmpada fraca na porta entreaberta e algumas latas de lixo. A gótica esperava uma resposta deles, observando-os atentamente...




Regras
O post inicial deve conter o recebimento da missão, os preparativos, a chegada à Las Vegas, o cassino e suas primeiras ações.
Os participantes poderão carregar consigo apenas duas armas e dois itens (detalhes podem ser discutidos com o narrador, Mercúrio).
Poderes e Itens devem ser apresentados em Spoiler, Code ou outra estrutura similar (à escolha).
Gramática, ortografia, coerência e coesão são essenciais.
A postagem deverá ser bem escrita, de maneira a envolver o leitor, e interpretando o personagem, afinal, é disso que se trata RPG.
Prazo de 72h para postagem.


STATUS
Aliados
Jasmine Engels
HP 170|170
MP 170|170

John Connington
HP 260|260
MP 260|260

Oponentes
Nenhum.
Participantes
Jasmine Engels Burn (filha de Trivia, legado de Vênus) – Nível 7
John Connington  (legado de Marte e Nêmesis) – Nível 17
Meteorologia
Chuvoso
Tx: 20 ºC | Tn: 16 ºC

~


Deus dos ladrões, mensageiro dos deuses.

Credo ego potest volare.
Credo potest tangere caelo.


Última edição por Mercúrio em Qua Jul 24, 2013 10:39 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qua Jul 24, 2013 6:55 pm


 


Las Vegas


Whanna Play Poker?

 
 
Uma missão havia sido entregue à cargo da III Coorte. Deveriam investigar a atividade de possíveis semideuses desaparecidos do acampamento, ou mesmo de monstros que pudessem estar se reunindo, sob uma densa concentração da Névoa na cidade de Las Vegas. John estava um pouco ansioso. Era a primeira vez que deixaria o acampamento como Centurião, bem como a primeira em que teria um de seus subordinados consigo - A filha de Trivia, Jasmine E. Burn. 

Não é como se ele não a conhecesse. Mas eles não eram o que as pessoas chamariam de amigos. Tudo que John sabia sobre a garota, além de sua ascendência divina, é que ela era irmã da Pretora. As poucas vezes em que haviam convivido por mais tempo, foram em ocasiões em que ambos haviam sido designados para guardarem o túnel, meses atrás, quando John não havia galgado o posto de Centurião ainda. 

Era estranho estar novamente lado-a-lado com a garota para uma missão importante como aquela; ao que o garoto lembrava, ela estava no acampamento desde antes que ele chegasse, e mesmo assim seguia numa posição inferior a dele. Ele não poderia dizer que confiava plenamente em suas habilidades. Se coubesse a ele escolher, teria solicitado que um Legionário com o qual ele já tivesse treinado fosse seu acompanhante, não a garota que parecia ser frágil. 

Mas John mais do que ser um centurião, era um legionário da XII, e recebera uma ordem direta da Pretora para que levasse sua irmã com sigo. 

 
"Bem, não há de ser de todo o mal, ela é irmã da Pretora, a final de contas, devo estar subestimando-a" - pensara o garoto na hora. Pensamento este no qual ele investira sua confiança. Numa missão externa, o menor grau de hesitação poderia pôr tudo a perder. Não. Ele confiaria em sua companheira. 
 
Faltavam poucas horas para ambos partirem, e ele se encontrava terminando os últimos preparativos: enchera um mochila com algumas barras de cereal e frutas desidratadas; alocara ali também uma bolsa com seus denários e seu fiel companheiro - o gládio que ganhara no dia em que fora aceito na III Coorte da Fulminata. Ali também levaria alguns dólares que pudesse ter conseguido de sua reunião com a Pretora, pois teria pedido a ela uma quantidade de dinheiro mortal emergencial, bem como cartas de recomendação do acampamento, para o caso de encontrarem algum veterano em Las Vegas, poderem provar que pertenciam ao Júpiter e receber alguma ajuda. Não seria inteligente sair das fronteiras do acampamento sem aquilo. 

Além disso, levava um vidro contendo 200ml de Sangue de Centauro, que havia recolhido de um garoto mais novo que estava causando distúrbios no acampamento semanas antes. Não sabia muito bem o porquê de levar aquilo, mas não gostava da ideia de deixa-lo no acampamento sem estar perto para supervisioná-lo. É o tipo de coisa que certamente terminaria em acidente. 

Deixaria-o embrulhado em alguns panos, dentro da mochila. 
 
Além disso, vestia firmemente o Bracelete-Escudo que tinha ganhado de seus pais. Ele era suficientemente discreto para ser levado no pulso esquerdo, e seria uma ótima alternativa para o caso de as coisas saírem errado. Além disso, fixou o par de punhais gêmeos que lhe aviam sido recompensas de uma antiga missão, na parte de trás da calça, ocultados pela camiseta. Ali eles seriam fáceis de sacar e ficariam suficientemente discretos. 
 
Colocou também um velho casaco com capuz por sobre a camiseta do acampamento, para o caso de esfriar. 
 
Assim paramentado, deixou seus aposentos indo de encontro à garota que deveria acompanhá-lo na missão, chamando-a à porta da caserna na qual ela deveria estar alojada. 
 
- Vamos lá, Srta. Burn. Espero que esteja preparada. 
 
Assim que a garota saísse, caminharia até a colina dos templos, onde escutaria os últimos augúrios antes de partir em missão. 
 
Segundo o Áugure, eles deveriam iniciar pelos cassinos da cidade. A ideia divertiu o garoto enquanto eles decolavam em uma das águias do acampamento. Um ano atrás, antes que tudo aquilo tivesse acontecido e o arrastado para dentro das fronteiras mágicas do Acampamento Júpiter, John era um garoto fã de jogos de cartas. Era seu costume assistir os grandes nomes do Poker mundial jogando nos programas de televisão no sábado à noite. Ele até mesmo havia aprendido as regras do jogo com sua mãe. Não era algo difícil; era uma pena que ele fosse menor de idade, seria uma boa oportunidade de se testar depois que o trabalho estivesse concluído. 
 
Ele deixou que este pequeno sonho lhe dominasse a mente enquanto viajavam pelo céu na direção de Las Vegas. 
 
 
Após algumas horas de uma silenciosa viagem pelos céus, os dois legionários aterrizaram nos limites da cidade. Não seria bom se o resto da população os visse descendo de uma águia gigante no meio da rua. 
 
Daí em diante, os minutos seguintes foram um pouco tensos. Os dois tiveram de correr algumas vezes para conseguirem despistar alguns monstros que tentaram entrar em seu rastro. Por algum motivo, não eram tantos quantos o jovem Centurião imaginava que seriam, mas mesmo assim aquilo lhes havia dado algum trabalho. 
 
Uma vez livres de tais criaturas, a dupla se dirigiu para rua das cassinos, onde um rapidamente chamou a atenção do garoto 
 
"Flush of Clubs" 
 
O inconfundível nome da quinta combinação mais forte do Poker não passou despercebido a John, que rapidamente guinou para seu interior. 
 
O clima lá dentro estava bastante agradável. Do contrário do clima úmido e levemente frio do exterior do cassino, ali a temperatura se encontrava agradavelmente maior e confortavelmente mais seco. John teve o reflexo mental de tirar o casaco, mas não chegou a se mover com tal intento. A tatuagem em seu braço que o marcava como um legionário da Fulminata iria aparecer, e até que ele descobrisse que tipo de lugar era aquele, não se achava no direito de ser descuidado. 
 
Tão logo os dois passaram pela porta, uma estranha pessoa veio lhes receber. Aparentando não ser muito mais velha que John, de cabelos e olhos escuros, vestida em roupas góticas, uma garota que se pretendia funcionária do local se aproximou. Enquanto ela se aproximava, o garoto deixava que seus olhos se perdessem pela sala. 
 
Em uma mesa próxima, pessoas jogavam o clássico Texas Hold'em, o famoso Poker Aberto, aquele jogado em todos os cassinos de Las Vegas. O flop estava aberto com um 3 e um 7 de paus, bem como um valete de espadas. Uma mesa muito pouco conclusiva, julgava o garoto. Mas certamente não era uma opinião partilhada pelos outros jogadores. Um deles empurrava para o centro da mesa uma pilha que absolutamente NÃO era de fichas do cassino. Eram mais largas e brilhavam. John poderia ter confundido aquilo com os denários que trazia em sua mochila, já que eram claramente feitos de ouro. Mas aquelas moedas eram maiores e mais toscamente cunhadas. Ele lera algo sobre aquilo em algum dos livros da biblioteca de Nova Roma... Dracmas, seria esse o nome? O que uma antiga moeda grega faria num cassino de Las Vegas? 
 
Outro jogador parecia cobrir a aposta, lançando mão de uma pilha um pouco maior, dessa vez feita do dinheiro corrente no Acampamento Júpiter. Outros jogadores lançavam o equivalente aquilo em pilhas de fichas comuns, provavelmente utilizando-se de dinheiro mortal. A única conclusão que John podia chegar era que a névoa estava velando os olhos dos mortais que usavam fichas comuns de jogo, para não perceberem o que realmente estava em jogo. Mas aquilo certamente intrigava o centurião. Um jogo de Poker mitológico? Seria possível alguma coisa como essa? 
 
Citação :
-Desejam sentar e jogar? Quem sabe beber alguma coisa... — Ela perguntou, indicando uma mesa vazia e um bar, ignorando obviamente a menoridade deles. — Ou querem alguma... Informação?

 
John foi rapidamente despertado pela voz da garota. Ela claramente estava ignorando a idade dos dois legionários, e a maneira maliciosa como pareceu colocar a última frase preocupava o Centurião. Certamente eles estavam caindo numa armadilha naquele exato momento. Mas, ao mesmo tempo, o garoto não via muito o que pudesse fazer para escapar dela, sem perder algo importante. Havia muito mais para descobrir naquele cassino do que a primeira impressão poderia sugerir. Um leve som às costas de John o fizera perceber que a porta havia sido trancada, mas ainda havia um corredor que poderia conduzi-los para fora; no final dele, através de uma nesga da porta entre-aberta, era possível ver algumas latas de lixo sob um poste com luz fraca. Não parecia exatamente o ambiente pomposo de um cassino de Las Vegas. Aquilo poderia muito bem ser um beco sem saída. 
 
Nesses breves instantes em que John pensava, a garota parecia se interessar neles, olhando-os com grande atenção. John tomara sua decisão. Afinal, os deuses lhe tinham dado a chance perfeita de se experimentar no jogo que tanto amava. Sim, John iria jogar. Não via melhor maneira de arrancar as informações que estavam incrustadas ali. Moedas gregas e romanas em uma sala de jogos em Las Vegas gerenciada por uma adolescente de quinze anos. Se aquela não era a oportunidade pela qual ele e Jasmine procuravam nesta missão, então nenhuma outra seria. 
 
- Informação, você disse? Sim, sim, por acaso eu gostaria de uma. Qual é o valor do Small Blind da mesa dos cavalheiros ali – apontaria então pra mesa com as moedas míticas - acho que estou em um dia de sorte hoje, irei me juntar a eles. – o garoto dizia isso com um tom jovial e tranquilo, como se aquilo tudo fosse normal e ele fosse apenas mais um homem de meia idade entrando em um cassino comum. Pegaria na mão de Jasmine de forma levemente promíscua, tomando o cuidado de apertá-la levemente no tendão próximo ao polegar, como uma advertência para que a garota encenasse junto com ele. Eles estavam por entrar em um jogo, e o Centurião sabia muito bem que o Poker era apenas a parte fácil dele.
 
Seguiria então na direção da mesa, procurando um local em que pudesse se sentar, tomando o cuidado de observar atentamente cada um dos jogadores, e descobrir tudo que fosse possível de se depreender de suas faces. 
 
Armas Levadas:
 

 
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qua Jul 24, 2013 10:25 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts


Não é que eu goste de complicar as coisas, elas é que gostam de ser complicadas comigo. (Alice in Underground)




Não, aquele dia provavelmente não podia ter sido pior até então. Houve apenas uma tendência de que as coisas se tornariam mais interessantes no fim das contas.

O dia de Jasmine começara com uma tentativa completamente frustrada de contatar um amigo através de uma magia com espelhos, como sua mãe – Trivia – já fizera uma vez. No Acampamento Júpiter estava no ar uma preocupação com legionários que estavam sumindo, de modo que alguns pontos de maior atuação da Névoa – e, portanto, suspeitos em potencial – ficaram a cargo das Coortes da Duodécima. A garota já tinha noção que estes sumiços poderiam ter relação com as últimas palavras de seu antigo tutor, Erik, antes de sair da Legião: uma convocação para servir ao lado dos titãs.

Só que em nenhum momento ela indicou essa possibilidade quando seu meio-irmão e centurião da III Coorte, Martin, comentava a respeito. Ela queria falar com seu amigo antes, e ao menos saber se ele estava bem.

Após algumas tarefas delegadas a ela por seus centuriões,  Jasmine resolveu ocupar o restante de seu tempo pela manhã no Aqueduto, queria um tempo a sós com seu grimório. Tentaria de novo... A magia com os espelhos era forte demais para Jasmine, ao menos ainda era, e sua simples tentativa acabou causando um breve desmaio na garota, que acabou sendo amparada por seu meio-irmão Martin.

- Estava tentando algo que não podia de novo, né? - disse em tom repreensivo.

O motivo que levava um dos centuriões da III até ela era justamente quanto ao desaparecimento de alguns campistas e uma convocação. A irmã de Jasmine a havia chamado, junto a John – o outro centurião da coorte – para uma breve reunião com ela, pois tinham uma missão que precisava ser cumprida.


~

“Acho que ela faz isso de propósito...”, a garota resmungava consigo mesma enquanto arrumava suas coisas para partir em missão. “Ela sabe que eu não gosto de me envolver nas coisas do Acampamento, e provavelmente imagina que eu esteja mais preocupada com Erik do que com esses legionários desaparecidos...”. Na história familiar dos Engels constam alguns desentendimentos entre Jasmine e Julianne, irmãs gêmeas que não foram criadas juntas, e o relacionamento deteriorado das duas parece piorar às vezes. Como naquele dia.

Ainda que fosse algo que Jasmine não estava interessada em fazer, contrária à aparente ansiedade de John para aquela missão, ela não iria para aquela missão de má vontade ou sem dar o seu melhor. Não estava em si estragar a confiança de seu centurião ou até mesmo de sua pretora, muito menos prejudicar o Acampamento enquanto fosse legionária romana. Arrumou sua mochila com o arco curto que havia ganhado da legião ao chegar ao Acampamento, juntamente com a aljava – que ela colocara sob a mochila nas costas. Em uma bainha discreta, que ficaria sob o casaco,  Jasmine também pôs sua faca de caça. No interior da mochila, além de alguns alimentos e kit de primeiros socorros (com um pouco de ambrosia, que Jasmine pedira a Martin), também estava guardado seu grimório – o tipo de item que filhos de Trivia jamais deixariam longe de si.

– Vamos lá, srta. Burn. Espero que esteja preparada. – Jasmine reconheceu a voz do centurião John à porta do quartel antes de sair.

Era uma voz com a qual ela só havia se habituado com comandos durante os jogos de Guerra ou instruções diárias para os legionários da Terceira. Os dois já ficaram encarregados da guarda do Túnel Caldecott também, e diria que John não causou uma boa impressão em Jasmine, por estar um pouco desatento e distante naquela situação. Esperava que não fosse o caso naquela missão, havia muito mais a se perder se fosse o caso.

– Engels. – Ela o corrigiu assim que saiu do quartel com a mochila sobre um dos ombros. – Burn é um sobrenome adotado apenas por minha irmã. – Ela explicou, com mais rispidez na voz do que teria esperado de si mesma, mas porque detesta qualquer comparação com Julianne.

Os dois seguiram para a colina dos templos, para as últimas palavras de Ross – o áugure - quanto àquela missão. Ele tivera uma previsão ao tocar um baralho, e então concluiu que era um sinal dos deuses para que iniciassem sua busca nos cassinos. Aquilo prometia ser, no mínimo, interessante.


~


“Como odeio chuva”, pensou Jasmine consigo mesma, enquanto descia da águia que a transportara do Acampamento até os limites de Las Vegas. Ela tinha medo que a chuva se agitasse mais e trouxessem algo que ela odiava ainda mais: trovões. Mas como dissera Martin, a chuva era algo bom.

Ainda que a chuva estivesse ajudando a disfarçar o cheiro dos dois, alguns monstros ainda os perseguiram, tendo dado algum trabalho para despistar durante o percurso até os cassinos. “Lucida Diffra”, pronunciou Jasmine em sua mente, para que ela e John se tornassem uma imagem turva e desfocada, numa tentativa de atrapalhar as criaturas que insistiam em seu encalço.

Antes de qualquer questionamento que Jasmine pudesse ter tido tempo de pronunciar, John adentrou um dos cassinos – Flush of Clubs. Assim que adentrou o local seguindo garoto, sentiu a diferença no clima do local – estava quentinho e agradável, muito mais receptivo que a chuva incômoda lá fora. Ela fechou uma das mãos próximo a boca e soprou, numa tentativa de aquecer as pontas dos dedos que sentia praticamente congeladas após aquela extensa caminhada na chuva, logo esfregando as mãos depois.

– No que está pensando, John? – Jasmine perguntou, pouco tempo antes de aparecer uma gótica baixinha para recebê-los.

O que exatamente Jasmine não gostara naquela garota, exatamente? O estilo ou o olhar intenso que lançava sobre ela e John? Ela não tinha certeza, mas não achou aquela menina uma companhia muito agradável.

Desprendendo-se do seu olhar, Jasmine olhou ao redor, para as mesas de jogos, para os balcões... apenas uma observada geral naquele lugar. Parecia bem interessante, e não fugia à imagem que ela tinha de um cassino – pois nunca visitara um, apenas os imaginava por filmes. Ela estava um pouco encantada com o local, seduzida pelo brilho dos jogos e da diversão, até que uma moeda rolando sobre uma mesa de pôquer chamou sua atenção. Era um peso mexicano, moeda com a qual ela estava mais acostumada e lhe fez pensar em sua antiga casa. Observando com mais atenção aquela mesa, viu também alguns denários junto às apostas – o que lhe fez sentir um frio na barriga - , mas não eram apenas denários as “moedas mortas” que estavam naquela mesa, havia outra que Jasmine não conhecia mas que parecia tão antiga quanto.

Ela olhou para John um pouco tensa em relação àquele lugar, até que a voz da baixinha gótica voltou a despertar a atenção dos dois.

- Informação, você disse? Sim, sim, por acaso eu gostaria de uma. Qual é o valor do Small Blind da mesa dos cavalheiros ali? Acho que estou em um dia de sorte hoje, irei me juntar a eles.

Jasmine não conseguiu evitar um breve sorriso com aquela resposta de seu centurião, embora não tivesse achado a melhor resposta a se dar naquele momento. Ainda assim, tornaria aquilo interessante. Ela apenas foi pega de surpresa quando John segurou sua mão e a levou consigo para a mesa que ele havia indicado antes, mas entendeu que precisava encenar junto a ele para que as coisas dessem certo de uma boa forma naquele cassino. Então agora eles seriam apenas um jovem casal que buscava divertimento em um cassino.

“Espero que saiba o que está fazendo”, Jasmine usou de seu poder de telepatia para dizer isso a John, antes de sorrir cumprimentando os jogadores da mesa.


Armas e itens levados:
 


Poderes usados:
 






Vestindo http://www.polyvore.com/cgi/set?id=90926880

Thanks, Dricca - Terra de Ninguém
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qui Jul 25, 2013 12:13 am

Ace of Spades & Queen of Hearts

Las Vegas
USA
[#002]
Os dois legionários se dirigiram à mesa que já estava em atividade, mas alguém atrás dele sorriu. A gótica os chamou de volta, os olhos intensos voltados para os dois. Sua testa se franziu um pouco ao vê-los de mãos dadas, mas logo depois relaxou. Haveria tempo para isso mais tarde.
Na verdade, vocês vão jogar comigo... — Ela falou, indicando a mesa vazia atrás de si. — Sentem-se...
Não havia alternativa senão obedecer. Antes de se sentar junto deles, a garota estalou os dedos, chamando para perto um dos funcionários. Era um rapaz de mais ou menos vinte anos, musculoso e com os cabelos curtos e espetados. Suas roupas pretas rasgadas tinham um emblema branco no peito: o símbolo do naipe de paus.
Chamou, Sam? — Perguntou, sentando-se. — Desafiantes especiais?
Seu olhar não se demorou muito em John, mas Jasmine recebeu uma atenção especial, minuciosa e nada discreta... O rapaz não demonstrava qualquer sinal de vergonha pelos olhares... Pouco tempo depois, voltou-se para a gótica, que estava visivelmente mais irritada com isso.
Chamei sim, que-ri-do. — Falou, destacando as palavras. — Mas eles nem sequer se apresentaram... Entretanto, foram capaz de notar mais do que os outros anteriores...
Ela piscou para ele e pegou um baralho do bolso, distribuindo as cartas viradas para baixo. Seu olhar dizia claramente que as cartas não deveriam ser viradas até que ela terminasse. Cada um recebeu três cartas, o que foi um tanto estranho.
Já devem ter notado que esse jogo não é pôquer... Eu mesma o criei... — Explicou, colocando o resto das cartas em um bolo na mesa. — Peguem suas cartas. Acho que Jasmine as reconhece melhor que você, John, mas não tenho tanta certeza...
Falou de uma maneira tão casual que seria possível para qualquer um que fosse espectador pensaria que eram apenas um grupo de amigos experimentando um novo jogo. Mas ela sabia o nome dos dois semideuses sem eles terem sequer se apresentado. Ao pegarem as cartas, viram que definitivamente não era pôquer. Sentados de lados opostos da mesa, como parceiros de Canastra, os dois romanos examinavam atentamente os dois oponentes e as cartas estranhas que tinham nas mãos... Eram cartas de tarô.
Jasmine tinha O Mago (Arcano I), Os Enamorados (Arcano VI) e A Estrela (Arcano XVII). John tinha nas mãos as cartas O Imperador (Arcano IV), A Força (Arcano XI) e O Julgamento (Arcano XX). Eles ignoravam o que viria a seguir, exceto que os dois tinham certa ligação com o mundo em que viviam. Ou talvez a gótica fosse apenas excêntrica.
O rapaz que a acompanhava tinha traços incrivelmente parecidos com os dela, embora fosse ao contrário, forte e musculoso. Os olhos eram praticamente os mesmos, negros e intensos, brilhantes...
Funciona da seguinte maneira... — Ela começou, tirando uma carta do bolo. — Você compra uma carta e baixa uma das quatro cartas que tem... Cada um dos outros baixa uma carta. Aquele que tiver o maior arcano do baralho, vence... Parece simples, não? Irei começar, depois Sean terá sua jogada. O próximo é John e por último, Jasmine...
Ela baixou uma de suas quatro cartas. Era uma carta de valor baixo, mas ela tinha um sorriso no olhar que deixava claro que ainda não tinha dito todas as regras... Na mesa, estava A Imperatriz, uma carta de Arcano III...




Regras
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A postagem deverá ser bem escrita, de maneira a envolver o leitor, e interpretando o personagem, afinal, é disso que se trata RPG.
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qui Jul 25, 2013 8:32 pm


 


Las Vegas


Ganbling

 
 

 
Aparentemente, John estivera certo. Aquele local de fato, era uma armadilha para outros semideuses. Ótimo ponto.
 
Mas algo além disso lhe chamara atenção. Ao que parecia, sua parceira era capaz de se comunicar com ele através de pensamentos. Isso era perfeito. Poderiam manter as aparências e ainda assim continuar com comunicação sigilosa. O garoto começava a gostar da companheira de equipe, ela realmente poderia servir para algo além de um rostinho bonito.
 
Ele respondeu à colocação dela de forma mental, esperando que ela pudesse ouvi-lo.
 
”Não se preocupe, temos o controle da situação por enquanto. Mas fique atenta, estamos em uma armadilha...”
 
Como que de repente, a gótica mudou subitamente de ideia, e chamou John para jogar com ela em uma mesa em separado. O rapaz apenas sorriu como um tolo qualquer, com uma expressão de “ótimo, amo jogos”, e um aceno amigável de cabeça.
 
Ele havia ganhado um ponto. Estava certo disso, a reação dela veio rápido de mais, e ele podia ver um certo grau de insegurança em sua voz. Ainda assim, o Centurião não largava mão de sua atenção, sabia perfeitamente que estava entrando de propósito em uma armadilha, bem como o que erros ali poderiam significar.
 
A garota então chamou alguém que John sinceramente duvidava que fosse seu namorado, ainda mais quando ela forçou isso ao brutamontes com uma colocação realmente indiscreta. Aliás, indiscrição parecia ser o carro chefe daquele estranho casal. O homem com o símbolo do naipe de “paus” no peito esquadrinhou Juliane de cima a baixo assim que colocou os olhos nela. John sorriu para ele.
 
A gótica então falou mais algumas coisas, que John novamente aceitou com casualidade. Ele já sabia do que ela falava. No momento em que ela hesitara chamando-os de volta, foi o momento em que John percebera que não eram os primeiros ali, e que não era uma reação normal a que tiveram. Mas a gótica parecia ainda subestima-lo, e ele deixaria que assim permanecesse. Sentaram-se todos numa mesa, e ela iniciou as explicações.
 
O garoto notou de imediato que não era um baralho qualquer. Muito mais fino do que os com os quais ele estava habituado, talvez com metade do número de cartas. Cartas estas que eram levemente maiores que as normais. Todos receberam três.
 
Novamente, a gótica falou o óbvio em observar que o jogo não seria o poker, o que não surpreendia em nada o garoto, dado o baralho. Mas não podia negar que as cartas lhe eram, sim, um pouco estranhas. Pelas gravuras exageradas que ocupavam praticamente todo o espaço, ele poderia dizer que era algum tipo de misticismo. Provavelmente algum baralho de tarô, muito comum entre ciganos – embora não tanto em cassinos.
 
A seguir, veio a parte mais interessante, A gótica que parecia se chamar Sam chamou-nos pelos nomes, sem que os tivéssemos dito. Imediatamente um sinal de alerta se ascendeu na cabeça de John. Agora que o verdadeiro jogo estava começando; se antes ele apenas suspeitava, agora tinha certeza: aquela garota gótica era, de alguma forma, um monstro; ou, na pior das hipóteses, um semideus traídor bastante experiente nas artes da telepatia.
 
Ele também notou que, um poucos antes de soltar sua mão, Jasmine tremera levemente. Fosse por medo do baralho místico, ou por alguma lembrança desagradável que aquele tipo de carta pudesse trazer, aquilo a havia abalado de alguma forma. Ele se concentrou, esperando que ela ainda estivesse mantendo o elo telepático.
 
”Não se preocupe. Não são as cartas ou o jogo que devemos observar, não deixe que uma jogada fraca como esta a engane. Tudo está sob controle”
 
É verdade que não estava tudo sob controle, mas John preferiria que a parceira acreditasse que sim, melhorariam bastante suas chances.
 
– Tens razão srta Sam, eu realmente não sou muito familiarizado com estas cartas, mas diria que são de Tarô, não? Lembro de cartazes colados nos postes da minha cidade sobre mulheres que liam o futuro nisso, muito interessante não acha? Hahahaha, em pensar que eu veria algo como isso em um cassino.
 
John sabia que sua atitude descontraída seria intrigante a mulher. Mantinha seu rosto praticamente inalterado, com um sorriso divertido e desentendido, como um criança que ganhou um jogo de tabuleiro novo dos pais. Mas seus olhos estavam perfeitamente atentos e fixos nos da gótica. Ele podia sentir a malícia nela melhor do que sentira inicialmente. Quando ela terminou de explicar as regras e fazer sua jogada, John soube no mesmo instante que algo estava sendo ocultado deles.
 
”Não estamos em um jogo justo, não tente entender as regras agora, isso irá fechar sua mente pro que está ao nosso redor, Engels. Lembre-se nosso objetivo aqui, queremos apenas informações, e já conseguimos arrancar algumas. Quero que você distraia o grandalhão, ele parece gostar de você. Aliás, espero que ainda esteja ouvindo isso com sua telepatia, e se estiver, não a “desligue”, precisamos ficar em contato. Deixa a gótica por minha conta”
 
O garoto via o jogo; cada um deveria sacar, e descartar uma de suas cartas. A maior vence a rodada. Certo, não é como se fosse algo complicado, mas não fazia sentido. O baralho não parecia ter mais que 25 cartas. E doze delas já estavam distribuídas. Em uma rodada, quatro a menos... isso já os deixaria com apenas nove cartas, no máximo, por serem sacadas. O suficiente para mais duas rodadas. Não, não. Aquilo não parecia certo. Mas ele sorriu.


– Certo! É um jogo bem simples não? Compre uma carta, descarte outra, confie em seu parceiro para tentar vencer a rodada. Realmente consegue se divertir com uma coisa dessas, Sam? O que acha de deixarmos isso mais interessante então! Estamos num cassino, onde está o dinheiro? – enquanto dizia isso, o garoto puxava prontamente quatro denários da mochila, fazendo parecer que fora acidental que deixara também o casaco cair, mostrando a marca do Acampamento Júpiter em seu braço direito. Enquanto fazia isso, é claro, mantinha os olhos fixos na gótica, procurando pela reação que ela teria – vamos lá, aposto que esta rodada é nossa, a mão da Jasmine irá derrubar qualquer carta que vocês tenham, vai pagar pra ver? - diria isso colocando as 4 moedas de ouro sobre a mesa em uma pilha como se fossem fichas normais de jogo e, sem mesmo desviar os olhos da mulher, virando diretamente a carta do topo do baralho em cima da mesa, sem se importar com qual valor ela representaria.
 
Esse era um momento crucial. As reações da gótica lhe diriam o que fazer em seguida. Ele já sabia que haviam semideuses que haviam morrido ali; ou que, pelo menos, tinham sido presos. A julgar pela mesa de jogos com as moedas históricas, diria que alguns deles foram mesmo hipnotizados, ou coisa do tipo, a ficarem jogando no cassino.
 
Isso tudo estava claro. Restava saber se ela possuía alguma ligação com os titãs, se os desaparecimentos dos campistas do Camp Júpiter poderiam ter uma conexão com aquilo, o porque de se manterem semideuses na “vitrina” e, se houvesse mais algum prisioneiro, como salvá-los. Essas eram as perguntas de John. Essas, e talvez algum questionamento de o quão perigosa esta criatura poderia ser ao acampamento. Se o que imaginava estivesse correto, suas ações impensadas e “descuidadas” iriam fazer com que ela revelasse mais alguma coisa. Ele não permitiria mais que aquela criatura escondesse qualquer coisa de seus olhos...
 
 
 
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qui Jul 25, 2013 10:14 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts


“Tu conheces, nos livros de imagens, a representação de Hércules em que ele, jovem, ainda não escolheu o seu caminho. O Vício e a Virtude o rodeiam, tentam atraí-lo, cada um o quer para si...” (Filostrastes)




John estava prestes a puxar uma cadeira na mesa indicada antes e se sentar, mas a voz incômoda daquela gótica os chamou outra vez. Não iriam jogar naquela mesa, mas estavam “convidados” a jogar com ela e com um moço alto que ela chamara poucos instantes após.

“Sam, este é o seu nome...” Jasmine pensou consigo ao ouvir o recém-chegado falar. Já iria procurar em sua mente qualquer referência que este nome poderia lhe trazer, mas sua atenção fora roubada pelo olhar incômodo e intenso do cara musculoso e de cabelo espetado que ela chamara. Certo, Jasmine também tinha o sangue de Vênus, e chamar alguma atenção não era surpreendente, mas era desconfortável aquele olhar. Ainda assim, ela não demosntraria tal incômodo, e manteve os olhos fitos nos olhos negros daquele rapaz. Ele também parecia ignorar que Jasmine ainda estava de mãos dadas com John, e o que aquilo deveria significar para ele. Os olhares se mantiveram fitos até que a atenção de ambos foi desperta pela voz de Sam.

“Ora, o que temos aqui...”, Jasmine pensou internamente, lembrando-se do filme Alice in Underground, especialmente a cena de ciúmes da Rainha de Copas para com seu valete. Ela pensou que naquele instante poderia ter despertado impressões negativas naquela gótica, mas também encontrou um ponto interessante a seu favor.

- Mas eles nem sequer se apresentaram... Entretanto, eles foram capazes de notar mais do que os outros anteriores...

Aquela frase num primeiro momento soou sem significados compreensíveis para Jasmine, até que uma segunda observação quanto a ela fez Jasmine pensar melhor. “Outros anteriores”, ao que parecia, Jasmine e John não eram os primeiros a visitar o local e a estar na companhia daquelas figuras em uma mesa como aquela. Mas será que esses “outros anteriores” também vinham do mesmo lugar que eles? Se sim... eles voltaram? E quanto ao que eles foram capazes de notar que os outros não foram... as observações anteriores dos dois não pareciam ter chegado muito longe, apenas era de se concluir que moedas romanas não deveriam estar circulando pelas mesas de apostas. Ao menos, era de se esperar que não estivessem.

- Peguem as cartas – ela disse após embaralhar um baralho que retirara do bolso e distribuir três cartas para cada um dos jogadores. - Acho que Jasmine as reconhecerá melhor que você, John, mas não tenho certeza.

Sabe aquele momento tenso em que uma pessoa estranha – no sentido de você não conhecê-la e no sentido literal da palavra – o chama pelo nome casualmente? É um pouco assustador. Ambos ficaram incomodados com isso, é claro, mas não demonstraram. Isso teria sido bastante preocupante para Jasmine, mas algo tinha todo o foco de sua atenção agora de maneira a incomodá-la mais: as três cartas que recebera.

Ela praticametne congelara por dentro ao ver que eras cartas de tarô... e não apenas por isso, mas pelas cartas que recebera, especificamente.

"Não se preocupe. Não são as cartas ou o jogo que devemos observar, não deixe que uma jogada fraca como esta a engane. Tudo está sob controle", dissera John para ela. No fundo Jasmine sabia que suas palavras foram mais para a tranquilizar do que sinceras, mas ele ainda assim fizera isso bem.

Como filha de Trivia, ela já havia estudado o pontencial daquele tipo de baralho, as teorias daqueles jogos e seus significados. Como irmã de uma garota que se criou com ciganos – sua gêmea Julianne -, ela já havia tido uma má experiência com um daqueles baralhos. É um dos episódios que consta como desavença entre as irmãs, uma situação em que Jasmine – como protegida de um gatuno – teve que roubar um artefato cigano da família de Julianne. Nesta empreitada, uma das cartas da altar cigano lhe chamara atenção e por curiosidade ela a guardava consigo ainda. Era um dos arcanos maiores, a Estrela.

Jasmine pensou um pouco a respeito dos significados das cartas, até que pareceu se importar naquele momento com aquele símbolo do naipe de paus que o convidado de Sam tinha na camisa. O naipe de paus, nos jogos de tarot, significava o anúncio de novidades, mas Jasmine não viu como as duas coisas se relacionavam.

A garota talvez não tivesse disfarçado bem sua surpresa em ver cartas como aquelas, mas procurou em logo se recompor e observar as reações de Sam e Sean conforme viam suas cartas. A gótica explicou como funcionaria o jogo, e em princípio, parecia ser simples. Simples, até o momento que ela colocou A Imperatriz na mesa – contradizendo o que era de se esperar após tal explicação – e com um sorriso incômodo nos lábios.

“Estamos jogando com cartas de Tarot, que são usadas para predizer o futuro e a sorte. O que essa baixinha está planejando, exatamente..? Vai nos fazer predizer a própria sorte?”

John estava com uma atitude simultaneamente descontraída e inesperada, o que devia estar incomodando Sam a sua forma. Jasmine sorriu após sua colocação a respeito das cartas de tarôt, mas optou por não comentar nada a respeito das cartas, evitando revelar o que realmente poderia entender daquelas figuras em cartas de baralho fora do comum.

Jasmine se incomodara com a carta que Sam havia largado, o Arcano III... Não apenas por parecer contraditório ao que ela explicara, mas pelo seu significado. A Imperatriz é o arcano da mediação, mãe, feminilidade, encanto, amabilidade... Coisas que de forma alguma ela relacionaria com a pessoa que soltara essa carta. A garota procurou sem retorno qualquer relação entre os significados daquela carta e Sam.

“Estou com a sensação que a maior carta não está no número do Arcano, John, mas no significado que ela possa ter para você.” Ela disse telepaticamente ao seu parceiro antes que escolhesse alguma carta para largar na mesa.

Jasmine não podia dizer quanto a John, mas as cartas que recebera davam-lhe a sensação de já conhecê-las... Como se elas fossem exatamente feitas para si naquele momento, como se a gótica soubesse avaliar o psicológico de um jogador, ainda que, teoricamente, as cartas tivessem sido embaralhadas e distribuídas à sorte.

"Não estamos em um jogo justo, não tente entender as regras agora, isso irá fechar sua mente pro que está ao nosso redor, Engels. Lembre-se nosso objetivo aqui, queremos apenas informações, e já conseguimos arrancar algumas. Quero que você distraia o grandalhão, ele parece gostar de você. Aliás, espero que ainda esteja ouvindo isso com sua telepatia, e se estiver, não a 'desligue', precisamos ficar em contato. Deixa a gótica por minha conta"

Digamos que Jasmine não tenha ficado com a parte que julgava mais interessante do esquema, mas não que aquilo fosse ser difícil de se cumprir para ela. Ora, por favor, era filha da deusa maga e neta da deusa do amor... o que não estaria ao seu alcance ali? Ela circulou o olhar pelos membros da mesa em um curto instante, tendo demorado-se mais no olhar de Sean, que pouco surpreendentemente, já a fitava antes. Não podia-se dizer que ele estava concentrado para o momento de sua jogada, pois os talentos de influência que Jasmine herdara estavam agindo sobre ele, chamando sua atenção cada vez mais para a garota de uma forma sutil. Como todo o bom jogo, trocas de olhares deveriam passar despercebidas e sob os panos.

Tendo Sean largado sua carta, era a vez de John jogar. Você reconhece aquele momento em que raiva e divertimento se misturam em uma coisa só dentro de si? Isso tinha um nome? Era o que Jasmine sentira após a jogada aparentemente desatenta e seu desafio a seguir. Já sabiam que estavam estrando e se afundando mais naquela armadilha... e agora ele resolvera deixar tudo às claras, de forma aparentemente indireta, como se fosse um bobo. A garota ficou tensa e pronta para qualquer reação inesperada ou pouco sutil de Sam. Não de Sean, pois este Jasmine ainda procurava manter com a atneção em si - através de dotes herdados de Trivia e Vênus.

- Vamos lá, aposto que esta rodada é nossa, a mão da Jasmine irá derrubar qualquer carta que vocês tenham, vai pagar pra ver?

Jasmine rira com o comentário de John, mas como uma boa jogadora teria feito - de modo que os demais não soubessem concluir se era blefe ou deboche. Dois pesos mexicanos e um denário fora retirados por Jasmine do bolso de sua calça jeans e colocados sobre a mesa, causando um baque surdo na mesa de madeira revestida de feltro para os jogos. Afinal, por que não entrar na aposta? Ela não perguntara nada ainda sobre a atitude que John tomara, confiaria que o garoto fazia ideia do que estivesse fazendo. Caso contrário, sua faca de caça sempre estaria à mão.

Então era a vez de Jasmine. Ser o último jogador normalmente era algo bom, pois aquela rodada passa a estar em suas mãos, mas era difícil dizer isso em relação a um jogo como aquele... John lhe dissera que o jogo em si importava menos agora, mas ela gostaria de manter a linha quanto a sua primeira intuição quanto às cartas. Se fosse escolher pelo valor da carta, colocaria A Estrela sobre a mesa, o arcano 17. Um valor que não era muito difícil de bater, mas isso não importava mais sendo a última a jogar. Mas se era pra escolher pelo significado, Jasmine ainda assim colocaria A Estrela sobre a mesa... “um desejo torna-se realidade”.

Quanto às outras cartas... O Mago é uma carta agradável também, mas que não era uma boa opção para se colocar à mesa naquela primeira rodada, já que em números, era o arcano com menor valor. O Mago era um aviso para harmonizar as áreas da vida, dizia perfeccionismo e indica habilidade manual. Pareceu parcialmente aleatória em significado naquele momento. Os Enamorados era uma carta que causava certo repúdio em Jasmine, pela imagem que trazia e incômodo com seus pontenciais significados. Foi a primeira carta de Jasmine quis largar, mas achou prudente seguir o padrão de jogo que delineara em sua mente e segurar aquela carta consigo ainda um pouco.

- Posso esperar que John tenha acertado sua aposta - disse ela, divertidamente, piscando um olho para Sam após ter-se demorado instantes no olhar de Sean.

Ela colocou o Arcano XVII, a Estrela, sobre a mesa.

- Então, Sam, quem continua agora? - Jasmine perguntou, olhando firmemente para seu rosto, apesar daquele contínuo incômodo que seu olhar lhe causava.

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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Sex Jul 26, 2013 11:06 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts

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[#003]
Sean havia jogado o Arcano VII, O Carro. John, sem notar, havia jogado uma carta de sua mão aleatoriamente. Acabou selecionando A Força, do Arcano XI. A garota gótica havia parado de sorrir e falar. Apenas fitava a mesa seriamente. Mas quando Jasmine jogou sua carta, A Estrela, franziu a testa. A configuração de cartas não a agradava muito e não fazia nada para esconder isso.
A Estrela... Isso significa que Jasmine leva todas as cartas da mesa... — Concluiu Sam. — No entanto, a sorte para A Imperatriz... O Carro indica o passado, portanto... Houve progresso para ela, vitória, esforço, confiança... Seus projetos foram executados e alguns iniciados no passado... Mas com A Força indica que ela talvez tenha de dominar por completo seus oponentes para atingir o que quer... Seja pela força exterior ou pela interior... Idelamente, as duas... Um controle quase absoluto no presente do campo material e espiritual... Com A Estrela no futuro, talvez haja uma ajuda inesperada, uma inspiração... Um grande amor será dado e recebido... É uma boa combinação... Pode ser que os planos iniciados no passado e executados no presente atinjam seus objetivos a longo prazo...
A análise da garota, que a recitou enquanto olhava fixamente para Jasmine, não definia a quem se aplicava. A gótica controlou sua leve confusão com as cartas e olhou para Sean. Entretanto, John Connington havia proposto uma aposta.
Certo! É um jogo bem simples, não? Compre uma carta, descarte outra, confie em sue parceiro paras tentar vencer a rodada. Realmetne consegue se divertir com uma coisa dessas, Sam? O que acha de deixarmos isso mais interessante, então? Estamos num cassino, onde está o dinheiro? — Falou, quando jogou. — Vamos lá, aposto que esta rodada é nossa, a mão de Jasmine irá derrubar qualquer carta que vocês tenham, vai pagar pra ver?
Quatro denários estavam sobre a mesa, colocados pelo centurião. Sua parceira fitou Sean longamente e depois deu uma piscadela para Sam.
Posso esperar que John tenha acertado sua aposta. — Falou, divertida. — Então, Sam, quen continua agora?
Era a pergunta que os dois oponentes esperavam. Sean gargalhou com gosto, pousando as cartas na mesa, mas tomando cuidado de não deixar ninguém vê-las. Sam sorriu, sem se importar com o olhar de John. Sabia exatamente o que ele tentaria fazer. Sua mãe a abençoara com esse dom... Ela não se importava que ele soubesse que estava em um jogo que tinha total vantagem.
Ainda não acabou essa rodada, querida... Sempre que as quatro cartas são colocadas na mesa, a menor delas é... Digamos... Ativada... — Explicou, sorrindo levemente, a voz se deliciando com o momento. — A sorte da Imperatriz foi lida... E, vejam só, ela é a carta de menor valor... Jasmine pode ter levado essa rodada, as cartas são dela... Mas A Imperatriz tem sua própria magia...
John e Jasmine agora estavam parados, como se alguém estivesse forçando-os a permanecer no lugar. A reviravolta tinha pego os dois de surpresa. Os olhos da gótica brilhavam intensamente, com um leve tom dourado.
Essa carta me permite dar uma ordem sobre vocês... Para todos os efeitos, eu sou sua imperatriz agora... — Seu sorriso maligno era visível diante dos semideuses. — E minha primeira ordem é para Jasmine... Filha de Trivia, legado de Vênus... Já beijou alguma garota da deusa do amor, Sean?
O sorriso do rapaz era malicioso quando respondeu. Avaliava Jasmine de cima a baixo, sem se importar com discrição. Passou a mão pelos cabelos arrepiados displicentemente.
Ainda não... — Falou, levantando-se e indo em direção à legado de Vênus. — Queria eu ter tirado A Imperatriz...
A gótica revirou os olhos para ele antes estalar os dedos para John. Era um efeito que eles não tinham previsto, uma habilidade que estava além de qualquer coisa imaginável. Até mesmo o Áugure não tinha previsto algo tão importante quanto isso.
John, recolha suas armas e as de Jasmine. Seus itens mágicos, dinheiro e qualquer outra coisa também... — Ordenou, sabendo que seria uma ordem a ser cumprida. — Quando a você, Jasmine... Beije Sean... Mas beije-o como jamais imaginou ser capaz... Um beijo com paixão...
Antes que tivessem se dado conta, as armas dos dois estavam nas mãos de Sam, que sorria satisfeita. Jasmine estava nos colo de Sean, os braços ao redor dele, pronta para beijá-lo... Mas o amor era uma esfera de Vênus, seu principal domínio... Seria ela capaz de resistir? Independente do consentimento, Sean a beijou, puxando-a para si com seus braços musculosos enquanto John permanecia parado na cadeira, preso pela força da Imperatriz. A gótica era alguém poderoso, com quem não deveria mexer... O Tarot que possuía era nada menos que um item mágico poderoso.
Agora o jogo continua... — Falou, depois que Jasmine voltara ao seu lugar e Sean estava visivelmente satisfeito, mexendo em um cordão de prata em forma de cruz invertida. — John... Compre uma carta... Depois é Jasmine quem joga uma carta de sua mão, incluindo as que acabou de receber, exceto A Imperatriz, que já foi utilizada... Depois eu e por último, Sean...
Ela indicou a carta num bolo separado. Jasmine agora tinha a maior mão de todas, repleta de possibilidades. O jogo era perigoso. Além de prever a sorte de alguém, as cartas guardavam uma magia incrível... E seus oponentes não tinham remorso algum em se aproveitar disso... Aquele Tarot era de uma magia incrível...




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Tarot Mágico:
 

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Última edição por Mercúrio em Dom Jul 28, 2013 10:53 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Sab Jul 27, 2013 10:25 pm


 


Las Vegas


A Martine, Please.

 
 

 
Finalmente aquele estranho jogo trazia uma surpresa ao Centurião. O baralho de fato possuía um poder mágico estupendo. Obrigara-o a desfazer-se de todos seus bens, bem como os de Jasmine. Não que o destino da pobre garota tenha sido muito melhor. Ser forçada a beijar aquele brutamontes... Não é como se fosse uma punição severa ou cruel, mas John bem sabia que era o tipo de ferida no orgulho que dificilmente cicatrizaria. Por seu descuido inicial, podia ser que a Legionária ficasse traumatizada por um longo tempo. Aquilo foi o que mais o enfurecera. 

Mas ele teve sorte. Como estava sob o efeito da estranha mágica daquele baralho, não fora capaz de transmitir a força que gostaria a seus dedos enquanto agarrava as armas para entregar a Sam. Certamente os nós teriam ficado brancos. 

Quando tornou a se sentar, já havia recolocado os pensamentos devidamente em ordem. Sempre há uma vantagem a se tirar, mesmo nas piores horas, ele aprendera isso com o tempo. Centrando novamente sua cabeça, se lembrava do motivo pelo qual havia corrido de braços abertos à armadilha, o que fazia-o sorrir novamente. Não mais aquele sorriso fingido e alegre do começo do jogo. Aquele tipo de encenação não era mais necessária, agora que ele finalmente descobrira com quem estava lidando. Não. Era algo muito mais perigoso. O garoto havia se empolgado. 

Ao passo que o lado da descendência de seu pai lhe trazia a disciplina, o senso de dever e o controle do padroeiro de Roma, que o ajudava a manter a mente limpa e o temperamento controlado, o lado de sua mãe lhe trazia o forte senso de justiça e o desejo da vingança. Em assuntos que se referiam à segurança de Roma, ou de seus legionários, seu sangue falava de uma forma inconfundivelmente alta. A perspectiva das coisas que em breve aconteceriam lhe trouxeram o foco e a perseverança da qual precisava. Ele sobreviveria àquele jogo. Seus olhos já não mais estavam na Gótica, ele descobrira tudo que precisava saber dela. O excesso de confiança que ela demonstrara ao utilizar o poder de seu baralho havia lhe revelado algo importante:

Não havia outra explicação para aqueles poderes, que não um meio-sangue. A garota certamente possuía alguma ligação com Trívia. Ou talvez, fosse alguma descendente distante da lendária feiticeira Circe. O garoto não tinha tanta certeza quanto a ISSO. Mas uma coisa era certa, de todo o seu estudo sobre monstros nos tempos de acampamento, era impossível encaixá-la em qualquer um dos grupos. Outra conclusão lógica, era que ela estaria do lado dos titãs. Provavelmente o Cassino era algum ponto de lavagem cerebral; com os poderes mágicos, a garota deveria ser capaz de medir o potencial de um meio-sangue em um jogo como o que jogavam agora. Dependendo do resultado, ela o forçaria a integrar com os titãs, ou o descartaria. Tornando-o, provavelmente, um zumbi jogador de pôquer como os da entrada, para que o cheiro de semideuses pudesse alertar as entidades divinas – como, por exemplo, Lupa e os faunos – que faziam o serviço de inteligência do acampamento, sobre a presença de prisioneiros ali, o que levaria a novas missões de resgate que cairiam novamente na armadilha. Era um plano simples. Bem elaborado, poucos furos. John podia mesmo dizer que gostava dele, seu sorriso se alargou um pouco enquanto pensava nisso. Ele mesmo não teria feito diferente. 

Restava agora saber quantos ela já havia sido capaz de aliciar, como tirar os outros semideuses de seu transe, por qual caminho eles eram levados embora dali. Mais importante que isso, o que mais tinha naquele cassino? 

O garoto olhava discretamente por sobre o ombro de Sam, captando todas as nuances dos locais. Algumas mesas de jogos com os jogadores hipnotizados; o corredor que conduzia ao estranho beco; um bar de onde deveriam vir as bebidas. Um bar... O garoto precisava avaliar o tamanho do perigo ainda não calculado que corriam. 

Fechou sua mente aos contatos telepáticos de Jasmine. Agora que conhecia os poderes de seu adversário, sabia que ela possivelmente poderia interceptar sua comunicação, talvez o tivesse feito desde o início, e isso poderia ser especialmente perigoso agora. Ele tinha um plano formado. Começou a pensar nas mais diferentes coisas ao mesmo tempo. Filmes, o torneio de gladiadores, férias em família, biscoitos. Deixou a cabeça na onda mais difusa de pensamentos que podia conseguir, trocando de um a outro sem ter uma ordem pré-definida. 

– Garçom – estalava os dedos na direção do bar - Eu gostaria de um Martini para acompanhar o jogo. Se importaria? 

Pedia a bebida sem o menor constrangimento. Havia esquecido, por um certo tempo, de tomar cuidado com os movimentos mais simples, sua destreza ou agilidade, em prol de ter uma melhor concentração; mantendo assim uma rede completamente difusa de pensamentos e considerações. Ele sabia que, fosse como fosse a maneira como aquela garota lia mentes, não seria fácil a ela ler a sua no presente momento, enquanto ele simplesmente não pensava em nada, e, ao mesmo tempo, em tudo. 

Observaria o chegada do garçom, ainda neste frenezi insano de pensamentos, agradeceria por sua bebida, cuidando para prestar atenção, da maneira que fosse possível, nas feições, estatura e aspecto do homem. 

Uma vez com o copo em mãos, ainda com todos os pensamentos se entrecruzando, de forma caótica e sem nexo, para evitar que sua mente fosse lida e suas intenções se revelassem claras, John sacou uma carta, andando com o copo perigosamente na direção de Sam e do baralho; 

Quando o movimento de saque terminou, o garoto acabou desequilibrando sua mão, devido a parte da destreza que havia sacrificado em prol de maior controle de seu raciocínio, e ainda com uma ajuda proposital mascarada, deixando com que o líquido caísse desajeitadamente na mesa, encharcando o baralho e mesmo, talvez, respingando na direção das cartas da própria Sam. 

O garoto tinha certeza que aquilo funcionaria a pelo menos um propósito: enfureceria sua adversária. Mas, se tivesse sorte, poderia estragar o baralho. Tudo possuí um ponto fraco, o garoto aprendera isso. Mesmo na famosa lenda do antigo herói grego, Aquiles. Homem honrado, incorruptível, melhor de todos os guerreiros e invulnerável. Mesmo ele possuía um ponto em seu calcanhar em que toda sua vida estava em pleno risco; total e constante. Seria possível, John imaginava em meioa seus pensamentos turbulentos em diversas linhas entercortadas, que talvez a fraqueza daquele baralho fosse justamente a fraqueza de qualquer carta: líquidos. Ainda mais que a composição química do álcool poderia ajudar a desbotar as imagens com grande rapidez, e um Martini possuía uma concentração razoável da substância. Talvez se não fosse possível reconhecer as cartas, não seria possível ativar suas habilidades. 

Era uma aposta arriscada, John sabia disso. Mas também sabia que o ódio que causaria em sua adversária dificultaria seus pensamentos e enevoaria seus pensamentos, tornando muito difícil que sua habilidade conseguisse encontrar o padrão de pensamento oculto que o Centurião criara em sua cabeça para despistar a possível investigação. 

Agora só restava esperar as consequências que seus atos trariam, e como sua companheira se portaria sem mais ter no comandante a referência necessária. Ele confiava nela, fora treinada no mesmo acampamento que ele, e deveria estar ainda mais irritada com a adversária que o próprio John, mas ainda era possível que ela confundisse a jogada de oportunidade dele, com desespero e verdadeiro pavor, devido ao trabalho que ele tivera para justamente maquiar suas ações seguintes. A aposta estava feita, restava a ele apenas esperar que o seu fosse o maior jogo...


 
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Seg Jul 29, 2013 6:03 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts


“...talvez tenha de dominar por completo seus oponentes para atingir o que quer... ”




É comum para semideuses e legados acordar após um sonho com uma terrível impressão que ele estava sendo algo real, e é algo que acontece com mais frequência do que se podia esperar. Lupa ensinou que isso significa muito mais que meros sonhos. Jasmine uma vez sonhou com uma ilha do falado Mar de Monstros - o qual os legionários estavam agora proibidos de navegar por qualquer que fosse o motivo. Aquela ilha emanava algo que atraía as duas naturezas que haviam nela: o amor e a magia. Era o Spa & Resort C.C., administrado por uma irmã sua... A energia mágica que ela sentiu daquele lugar, mesmo em sonho, era familiar ao que Jasmine vinha sentido de Sam, ou de seu baralho. Os ambos.

"Que relação você tem com a mãe Trivia ou com Circe, Sam..?", pensoua garota enquanto ela predizia algo a partir das cartas que estavam na mesa, fitando-a fixamente. A legionária já esperava que colocar A Estrela sobre a mesa seria algo bom. A primeira suspeita de Jasmine era que Sam pudesse ser uma empousa, mas aquela opinião logo se desfez. Mas como  essas monstras-vampiras têm relação com sua mãe, já imaginava estar na pista certa.

O clima era de um divertimento falso, e isso qualquer um dos jogadores podia sentir no ar... Sobre a mesa estavam os quatro denários que John colocara para aposta e também a aposta de Jasmine: dois pesos mexicanos e um denário. Sam e Sean não demonstraram muito interesse num primeiro momento, e não parecia nenhuma novidade para Sam a tatuagem da fulminata no braço de John - que agora ele deixara à mostra. Àquele ponto, Jasmine se perguntava o que poderia surpreender aquela gótica da forma como queriam. Mal imaginava ela que John apresentaria a resposta certa instantes após.

- Ainda não acabou essa rodada, querida... Sempre que as quatro cartas são colocadas na mesa, a menor delas é... Digamos... Ativada... — ela dizia com um tom extremamente incômodo, e foi o único momento até então naquela missão que Jasmine sentiu receio. — ... Jasmine pode ter levado essa rodada, as cartas são dela... Mas A Imperatriz tem sua própria magia.

Os filhos de Trivia e aqueles que têm alguma relação com a magia têm olhos mais aguçados para o que ocorre na esfera mágica, é como se dependesse de uma imaginação que muitos não possuem. Quando Sam explicou sobre A Imperatriz e Jasmine não se sentiu mais capaz de se mover, então olhou para cima e viu algo como fios de nylon num tom roxo que prendiam suas mãos, joelhos, tornozelos e ombros, assim como também prendiam John. O Arcano III sobre a mesa do jogo tinha aquele mesmo brilho. Jasmine sabia que podia arrebentar aqueles fios e reverter a sorte do jogo, mas algo mais forte, um pressentimento, dizia para esperar.

Quando John se aproximou de Jasmine para confiscar suas armas e itens, sem que pudesse se opor, ela sussurrou apenas um "Está tudo bem". Certo, não estava tudo compeltamente bem: por exemplo, ter seu grimório nas mãos de uma gótica como Sam. Mas tudo bem, ela não conseguiria sequer abrí-lo, estava protegido magicamente. O instinto mágico de Jasmine estava aguçado, era aquele sentido que não era simples de entender e ao mesmo tempo não era complicado. Era a confiança em seu poder mágico, ela sabia o que fazer.

- Quando a você, Jasmine... Beije Sean... Mas beije-o como jamais imaginou ser capaz... Um beijo com paixão...

A magia já havia falado dentro dela, mas e agora? E o domínio que Vênus lhe transmitira sobre as emoções? Jasmine não conseguiu disfarçar bem a surpresa desagradável que foi ouvir aquela ordem, tendo ela arregalado um pouco os olhos como se tivesse visto uma catástrofe diante de si. Ela respirou fundo interiormente, antes que aqueles "fios de nylon" a forçassem a se levantar e se aproximar de Sean da maneira que ela mais teria repugnado. "Pense rápido, Jasmine".

Ora, ela era neta de Vênus, a deusa do amor, os poderes que herdara da deusa eram condizentes exatamente com os sentimentos... Sim, ela poderia impedir aquilo, mas não seria inteligente fazer isso. "Ah, Vênus, deverei oferendas e qualquer coisa se isso der certo como planejo!", ela pensou nos breves segundos que teve antes de...

Jasmine não conseguiu pensar em alguém menos repugnante para que aqueles segundos demorasse menos pra passar, não conseguiu machucar os lábios daquele brutamontes, não conseguiu fingir muito bem aquele "beijo com paixão" como Sam pedira. Mesmo que ela estivesse ciente do que estava fazendo, não poderia colocar naquele momento um sentimento que não existia. Pense bem, estamos falando de um legado de Vênus que domina emoções. Quando Jasmine se sentiu livre dos "fios de nylon", afastou-se de Sean imediatamente. Mas agora que começava a melhor atuação.

Um meio-sorriso surgiu nos lábios da garota como se tivesse gostado do beijo - apenas sendo uma ótima atriz para isso -, e aproximou seus lábios do ouvido de Sean, usando um tom de voz para sussurrar ao seu ouvido que apenas garotas da deusa do amor conseguiriam usar.

- Há um preço, Sean. Você agora é meu "cão de guarda", e é a mim que vai obedecer a partir de agora. Isso se quiser mais, claro... - ela disse, em palavras breves, dando um rápido beijo em sua bochecha ao se afastar, fitando seus olhos alguns segundos ainda.

Nos olhos de Jasmine havia um brilho que ela nunca imaginaria ver, aquela era a primeira vez que conseguira conciliar muito bem as habilidades de magia e de sentimentos. Vênus lhe garantiria aquele sucesso a partir do momento em que Sean mostrou interesse pela garota, e aliando isso à habilidade de hipnose que provinha da magia, aquele cara certamente seria o menor dos problemas dos legionários a partir de então. Pelo jeito Jasmine já estava seguindo uma das coisas que Sam dissera para ela com as quatro cartas que estavam na mesa: “...talvez tenha de dominar por completo seus oponentes para atingir o que quer... ”

Em um olhar, John e Jasmine acharam prudente interromper os contatos telepáticos, pois se as conclusões estavam corretas, Sam podia interceptá-los. Os dois estavam tensos, pegos desprevenidos por aquele baralho de tarô e procurando manter o foco no objetivo daquela missão. Ela notava no olhar de seu centurião os pensamentos confusos, e se estava tentando manter a mente bagunçada o suficiente para Sam não entender com clareza seus pensamentos, algo importante ele planejava. Melhor seria conseguir alguns segundos a mais para ele.

Antes de sentar novamente, Jasmine tirou o casaco colegial preto e branco que vestia por sobre a camiseta de flanela vermelha, colocou-o sobre a guarda da cadeira na qual estava sentada, também revelando sua tatuagem de legionária. Duas barras, SPQR, um pentagrama e um coração. Ela aproximou-se de Sam, da maneira como garotas fazem quando têm um comentário em segredo para fazer entre si, apoiou-se brevemente na mesa e reclinou-se para que apenas ela a escutasse.

- Você está me parecendo uma garota incrível, Sam. É preciso ser muito mulher para ver a pessoa que você gosta beijando outra, apenas para deleite dele - dito isso e afastando-se dela, piscou um olho para a gótica - Ah, minha irmã Circe teria adorado o poder desse Arcano.

"Como se Circe não conhecesse esse baralho, Jasmine...", pensou a garota consigo. Mas o comentário era para apenas poder observar sua reação ao mencionar o nome de sua irmã.

A primeira impressão que Jasmine teve daqueles dois foi um breve ciúme de Sam em relação a Sean, e a parte de Vênus nela dizia que não estava enganada. Não foi por causa de Sean que a gótica ordenara que Jasmine o beijasse, mas por estar detestando a legionária, por querer irritá-la, fazê-la sentir-se mal com aquilo. Mas Jasmine estava tentando virar aquela jogada e irritar Sam.

- Agora o jogo continua - ela disse após Jasmine se sentar, e explicou a sequência de jogadas daquela rodada.

John pedira uma bebida para acompanhar o jogo, algo simples estando em um cassino, mas tanto Jasmine quanto provavelmente Sam não esperavam algo simples a seguir. Jasmine teve vontade de pedir um vinho também, apenas para sentir-se mais à votade e confortável, mas por prudência, dispensou a pedida. Então seu pedido chegara e ele continou, sacando uma carta do baralho - agora ainda menor do que quando o jogo havia começado.

Num lance Jasmine percebeu o perigo daquela proximidade de John sacando uma carta e o restante do baralho, e inspirou fingindo surpresa quando a bebida de John caiu sobre a mesa, molhando as cartas e a mesa e trincando o copo. Então ela novamente viu... daquele jeito que apenas magos são capazes de enxergar, como antes vira aqueles fios de nylon e o brilho arroxeado da Imperatriz. Ela via o brilho que envolvia cada uma daquelas cartas, com exceçao de uma - provavelmente O Louco ou O Mundo, ou ainda outra carta de valor alto, que por ser a carta mais alta, não teria como ser ativada após uma rodada do jogo. A matiz do brilho de cada uma escondia um significado e um poder que Jasmine desconfortavelmente não conhecia.

"Agora é um bom momento para isso, Jasmine!" ela pensou, lembrando-se do que teve receio de fazer antes, quanto aos fios de nylon. Ela não podia perder a oportunidade agora. "Cessari Mox!", pensou ela, na tentativa de cancelar a magia do baralho, e mesmo sabendo que poderia desmaiar pelo gasto de sua energia para aquilo. Mas o importante era conseguir.


Armas e Itens (agora em posse de Sam):
 


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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Ter Jul 30, 2013 2:07 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts

Las Vegas
USA
[#004]
Agora que estava sem o casaco, Jasmine vestia sua camiseta de flanela vermelha, exibindo também sua tatuagem romana. Se aproximou de Samantha e sussurrou, conspiratoriamente.
Você está me parecendo uma garota incrível, Sam. É preciso ser muito mulher para ver a pessoa que você gosta beijando outra, apenas para deleite dele. Ah, minha irmã Circe teria adorado o poder desse Arcano. — Falou a filha de Trivia.
Pra início de conversa, Jas, eu não sou namorada dele. Apenas me irrito com o fato dele querer beijar toda garota que entra, não se controla... Então resolvi dar... Você sabe... Um “calmante” nele... — Retrucou a gótica, sorrindo para ela. — A namorada dele não trabalha aqui... Eu tenho mais o que me preocupar do que namorados... Um flerte não faz mal, mas... Nenhum namoro sério... Vênus não gosta muito de mim, sabe? Agora, Trivia... Bem, eu sou parte da família...
A ênfase à última palavra deixou um sorriso ainda maior no rosto de Samantha. Sean, franzira a testa, confuso quanto ao teor da conversa das duas, que, aos sussurros, impedia qualquer outro de ouvir. Ela fitou Jasmine e seus olhos faiscaram. Agora, as duas conversavam mentalmente.
Exatamente, sou uma legado de Trivia, você já deve ter percebido isso... Seu amigo John está tentando me enganar com pensamentos completamente caóticos e inconstantes... Não adianta, não quero os pensamentos dele. Se eu quisesse, invadiria sua mente com toda a força de vontade que possuo e não restaria nada...” ela avisou, telepaticamente. “Sabe, Jasmine, com seu grimório em meu poder, eu posso tentar algumas coisas... Já ouvi dizer que certos filhos e legados da deusa da magia podem usar rimas... É só encontrar alguém com o feitiço certo para desbloquear seu livro e terei sua magia em meu poder também...
Voltando ao jogo, deixando Jasmine com seus próprios pensamentos, Samantha viu quando John pediu uma bebida logo depois de sacar. Um Martini. Sean tinha a expressão confusa, mas ela trataria disso mais tarde. E não podia deixar que vissem suas próprias cartas. Jasmine poderia ter aprendido algo sobre o baralho cigano. Ela deveria ser capaz de enxergar as linhas de energia que corriam pelo baralho, em cada uma das cartas... A magia do Tarot era poderosíssima. Se ela fosse mais além e detectasse a natureza de cada uma das cartas...
Mas por um instante, tudo isso se foi da mente da garota. Samantha reprimiu um grito de ódio, se contentando em olhar irritada para John por ter molhado seu precioso baralho de Tarot, com os dentes cerrados. Os olhos negros da gótica tinham um brilho frio e maligno, algo que chegava a dar um medo mortal. Sean estava um tanto distraído, já que Jasmine conseguira encantá-lo com suas habilidades de Vênus.
Você acha que pode acabar com minhas cartas só deixando-as enxarcadas? — Disse Sam, sem esconder o ódio frio na voz. — Isso só prova o quão pouco sabe sobre mim, sobre o que eu possuo, sobre minhas habilidades...
A garota estalou os dedos e olhou para Jasmine, que, com seus pensamentos chamaram a atenção da (obviamente) líder do local. O baralho ficou seco imediatamente, como se não tivesse sofrido dano algum. E Samantha não emitira nenhum som. Entretanto, percebeu uma súbita mudança de energia quando Jasmine, sem falar, enviou sua própria magia na direção das cartas, tentando anular sua magia...
A filha de Trivia se sentiu tonta imediatamente, mas seus olhos não viam nenhuma mudança no brilho mágico das cartas, nas conexões entre cada uma delas. Sua energia se esvaía e finalmente ela detectou o porquê. Um finíssimo fio de energia as conectava diretamente a Samantha, cuja aura de poder era nada mais nada menos que impressionante. As cartas estavam sobre sua própria proteção.
John... Se fizer o favor de jogar... — Pediu ela. — Infelizmente, acho que Sean vai ficar um pouco em transe nos próximos minutos, o que é realmente uma pena, mas não há muita coisa que podemos fazer, não é mesmo, Jasmine?
Sean olhava preocupado para a legionária, que apoiava as mãos na mesa, tonta por conta de seu esforço. Infelizmente, não fora capaz de anular o poder que havia no baralho. A energia fora manipulada, moldada, mas ainda assim não funcionou. E a tática de John também não havia sido eficaz. As cartas estavam perfeitas, sem qualquer dano. Eles precisavam de um novo plano... E em breve, talvez Sam pudesse recuperar Sean. Afinal, estava mais do que claro que ela comandava aquele lugar.
É claro, vocês sempre têm uma segunda opção ao invés de jogar...
Seu sorriso era triunfante. Samantha confiava que, a despeito das altas habilidades dos dois, iria acabar com eles. Internamente, agradeceu a Trivia pelos dons que recebera, honrando a deusa que havia se unido a Saturno. Jasmine precisava de uma lição... Em breve, Sam seria o instrumento conduzido pela deusa da magia para trazer de volta sua filha.




Regras
Poderes e Itens devem ser apresentados em Spoiler, Code ou outra estrutura similar (à escolha).
Gramática, ortografia, coerência e coesão são essenciais.
A postagem deverá ser bem escrita, de maneira a envolver o leitor, e interpretando o personagem, afinal, é disso que se trata RPG.
Prazo de 72h para postagem.




Tarot Mágico:
 

Cartas:
 

Poderes (Samantha):
 

STATUS
Aliados
Jasmine Engels
HP 170|170
MP 090|170

John Connington
HP 260|260
MP 235|260

Oponentes
Samantha
HP ???|???
MP ???|???

Sean
HP ???|???
MP ???|???
Participantes
Jasmine Engels Burn (filha de Trivia, legado de Vênus) – Nível 7
John Connington  (legado de Marte e Nêmesis) – Nível 18
Meteorologia
Chuvoso
Tx: 20 ºC | Tn: 16 ºC

~


Deus dos ladrões, mensageiro dos deuses.

Credo ego potest volare.
Credo potest tangere caelo.


Última edição por Mercúrio em Qui Set 19, 2013 3:04 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qua Jul 31, 2013 10:15 pm


 


Las Vegas


Diplomacy

 
 

 
A maneira simples e arrogante com que Sam pareceu se livrar da artimanha que John havia planejado, por um momento, chegou a desestabilizar o garoto. Ele talvez houvesse subestimado um pouco sua adversária; o poder daquele baralho era realmente incrível.
 
Não bastasse isso, sua companheira de missão parecia ter sido ferida pela gótica. Jasmine estava cabisbaixa e aparentando uma enorme exaustão. Certamente aquela maldita bruxa tinha algo a ver com aquilo.
 
O quão poderosa ela poderia ser? Por breves instantes, o Centurião quase perdeu o controle de si mesmo. Aquela garota certamente era uma cria de Trívia, isso estava claro como água agora. Uma semideusa? Talvez Legada? Não tinha como John ter certeza, mas com certeza era mais poderosa do que Jasmine, e isso o assustava um pouco. De onde tiraria ela tanto poder? Uma hipótese macabra se formou na cabeça do rapaz instantaneamente quase fazendo com que ele perdesse totalmente a calma.
 
Ao que parecia, Sam não estava tentando destruir com eles, ou pelo menos, não Jasmine. Como sua parente por parte da deusa da magia, Sam parecia querer aliciar a Legionária para o lado dos titãs. Para estar tendo tamanho poder para este intuito, a única coisa que o Centurião conseguia concluir é que a própria deusa estava aliada à Saturno. Não seria de se admirar, é claro. Trívia era uma deusa menor que não fazia parte do conselho olimpiano. A queda deles poderia representar vantagens a ela, não havia dúvidas. Era possível que a deusa estivesse favorecendo Sam em detrimento de Jasmine. Emprestando mais poder àquela gótica do que ela realmente tinha. Isso representaria uma ameaça muito maior do que John pensara de início. O risco que eles corriam ali era tremendo. Haveria alguma chance para eles?
 
Quando o garoto pensou que seria dominado pelo medo repentino, uma imagem tomou conta de sua cabeça. Era a lembrança de um sonho que tivera no início do ano com seu pai. Um antigo Centurião da Legião, um dos mais brilhantes filhos de Marte dos últimos anos, correndo por uma mata a noite enquanto enfrentava inúmeros monstros. O mesmo Centurião que desaparecera em uma missão a serviço do acampamento muitos anos no passado. Quantas desvantagens e situações muito piores que aquela em que John se encontrava teria passado seu pai? Durante todos esses anos era a única coisa que ele fazia, John sabia disso. Não tinha o direito de ser fraco, era uma cria de Marte também.
 
Seu olhar que momentaneamente havia vacilado. Sua vontade que por poucos instantes havia falhado, lhe voltaram com força renovada. Não era mais uma questão de poder ou não vencer. Ele tinha que vencer. Devia vencer.
 
Analisando melhor a situação, sua desvantagem não era assim tão aterradora. A arrogância de Sam e sua demonstração de ódio quando John molhara seu baralho haviam fechado as últimas peças do quebra cabeça. John já tinha o que precisava saber. Sam era uma descendente de Trívia que montara uma armadilha para aliciar Semideuses e Legados para o lado de Saturno. Era nutrida pela própria deusa, que também estava agora do lado dos Titãs. O Acampamento precisava ser avisado.
 
O momento para brincadeiras e encenações estava acabado. John não tinha mais tempo para perder com um jogo que ele sabia que não poderia vencer. Já era mais que tempo de aquela mesa virar. Sabia que sua adversária estava sendo protegida por uma deusa, e que não poderia vencer sem auxílio do mesmo tipo de poder, mas não levantaria qualquer oração. Sabia que seus ascendentes divinos não davam a mínima pare preces.
 
Marte era o deus da guerra, protetor dos Legionários e padroeiro de Roma. Ele repugnava fraqueza, principalmente quando advinda de alguém de sua prole. Mas tanto quanto isso, valorizava a coragem, a determinação, e mais do que tudo isso, o senso de dever. O Centurião sabia isso. Assim como sabia que era seu dever proteger Roma. Marte não deixaria que que sua amada cidade fosse ameaçada por aquela gótica; John seria seu instrumento para que aquilo não acontecesse.
 
Por sua parte de mãe, Nêmesis ainda menos do que Marte dava atenção às preces. Com ela tudo possuía um preço e John não estava em posição pare negociar naquele momento. Por outro lado, ela era a vingadora do Olimpo. Um espírito de justiça e revanche. Ele duvidava muito que ela estivesse contente com Trívia após a traição desta aos demais deuses seus coirmãos. Bem como sabia dos ultrajes passados por John e Jasmine desde o momento em que pisaram naquele cassino. O garoto não pediria, mas sentia dentro de si que o poder da deusa não lhe seria negado para que fosse seu instrumento de vingança.
 
A fria calma que ele demonstrara desde o início daquele dia, e que fora brevemente abalada pelos breves momentos anteriores, agora era substituída por uma súbita resignação. Os olhos que normalmente pareciam como enigmáticas lagoas verdes do garoto, agora mais pareciam com esmeraldas aquecidas ao fogo, com um temível brilho; cheios de decisão, raiva, ódio, senso de justiça. Aquilo gerou uma transfiguração completa na expressão do Centurião.
 
Calmamente, antes de fazer qualquer outra coisa, ele fechou o pequeno leque de três cartas que tinha na mão, e colocou-os no bolso traseiro de sua calça, voltando a sua posição original; entrelaçando os dedos de ambas as mãos, e pousando-as sobre a mesa. A expressão dele era séria, fechada, com os olhos ainda mais pétreos e firmes do que antes. Era uma face claramente destemida, decidida e, porque não dizer, intimidante e assustadora.
 
- Já chega de todo esse espetáculo de pantomimeiro, não? Não irei seguir no seu jogo, Samantha. Já sei o que precisava saber. Você tem coisas que me pertencem, e eu agora tenho coisas que pertencem a você também. Não irei fazer absolutamente nada até que devolva os itens que me forçou a lhe dar. - o volume da voz parecera o mesmo, constante. Nem alto e nem baixo. Porém, o tom de voz havia mudado para um tom imperioso, carregado de uma força que o rapaz não usava nem mesmo quando dava ordens à centúria da III pela qual era responsável em comandar. Era uma voz que mesmo calma serena, impunha um tipo de respeito diferente e forte, com uma determinação de aço. O rapaz hesitou por um instante antes de pedir que lhe entregasse os bens de Jasmine também, já que a garota era uma filha de Trívia. Mas essa hesitação durou pouco. A garota estava se empenhando na missão, e Sam iria querer que ele duvidasse dela. Não havia motivos para temer uma traição. Além do mais, Jasmine também era uma Legada de Vênus, uma olimpiana que fora mãe de Enéias, o mais antigo descendente de toda a Roma. Ela certamente não traíria o acampamento - bem como os pertences de minha companheira. Não prosseguirei com o jogo até que isso seja feito.
 
O garoto então lançou um pequeno relance à marca em seu braço. A lança sobre as mandíbulas de um cão. O primeiro símbolo representando o avô paterno, Marte. E o segundo, o cão leal e vingativo do Olimpo, Nêmesis. Logo abaixo, sua solitária e única tarja transversal, marcando aquele ainda incompleto primeiro ano de serviço na Legião. Ela parecia queimar em seu braço, como se também estivesse revoltada com a situação.
 
Os olhos de Sam haviam seguido os do Centurião, ele sentia isso. Estivera falando sempre com os olhos grudados aos olhos dela, e percebera que ela os movera junto com os seus quando ele voltou-se à marca.
 
– Você sabe o que é isso, Samantha? Sabe o que estas marcas significam? Tenho certeza que não. Deixe eu lhe dizer uma coisa: São essas marcas que vão derrota-la. É por causa destas marcas que não há a menor chance de ter sucesso. Sabe o que elas representam, cria de Trívia? Elas são a vontade de Roma. São a prova de que pessoas como você, como eu ou como Jasmine tem lugar neste mundo. A prova de que podemos viver sem o medo e sem a ameaça constante que nossa existência implica. São a prova de que há sim, um lugar seguro para nós neste mundo. Estas marcas são a prova de que nenhum Semideus, Legado ou outro ser Mítico está sozinho ou desamparado. São a garantia de que, mesmo na pior das tempestades, temos um porto seguro no qual nos refugiar. Elas vão derrota-la, Samantha. Você cometeu o mais abominável dos crimes ao trair estas Marcas, ao renegar aquilo que sabe que é o certo. Ao trais estas Marcas você está traindo todos aqueles que são exatamente como eu e você. Não haverá lugar seguro pra você neste mundo depois disso. Não seja arrogante de achar que é alguma coisa perto destas marcas. Nós não estamos sozinhos aqui. Pode ser que eu não seja capaz de derrotá-la, pode ser que você de fato seja tão poderosa quanto julga ser. Mas não é o bastante. Não há chances de vitória para você, Samantha. Você está enfrentando a única coisa contra a qual jamais poderá triunfar. Você está se voltando contra a própria alma de Roma. A notícia de sua traição chegará ao acampamento de um forma ou de outra. Se você realmente tem as informações que tem se gabado de ter desde que chamou nossos nomes, sabe que há muitos outros como nós dois, muito mais poderosos. Não pense que eles terão piedade de quem desrespeitou, traiu e mesmo tentou destruir tudo que estas marcas representam. Não subestime o poder da XII Legião Fulminata, somos uma muralha que protege Roma desde o primeiro século desta era, já passamos por muito mais coisas do que você poderia sonhar, não será uma feiticeira gótica que irá causar problemas. - o tom de voz do Centurião havia se tornado ainda mais impressionante durante o discurso. Dotado de um força de convicção incrível. Não era mais John Connington, Centurião da III Coorte quem estava falando. Era a voz da própria Roma, e porque não, de seu padroeiro, utilizando o Legionário como mero instrumento para dar o aviso. O garoto não pensava em nada. Sua mente estava limpa. Agia pura e simplesmente por instinto. Seu sangue estava comandando as ações agora. Toda a ira que seu lado que ele devia a Nêmesis havia acumulado, toda a paixão por Roma que seu lado descendente de Marte lhe emprestara. Tudo aquilo agora era John. O poder de suas palavras era algo tão forte e desproporcional em comparação com o tom descontraído e casual que ele estivera adotando desde o começo da missão era tamanho, que ele sentiu a colega se encolher levemente perante a força de suas palavras. Mas ele não iria parar.
 
– Espero que tenha entendido, Samantha cria de Trívia. O jogo acabou. Devolva o que é nosso por direito. Estou cansado de você me subestimar.
 
Desde que começara o discurso, os olhos estavam fitos firmemente no olhar da gótica. O garoto poderia dizer que havia visto mesmo uma certa hesitação nela, frente a sua repentina tomada de posição. Mas ele já não mais pensava sobre isso. Os ultrajes feitos a ele, mas principalmente a Jasmine já não ficariam mais sem resposta. Agora seu sangue havia tomado as rédeas da situação. O garoto seguiria fitando a gótica em busca de sua resposta, com os pétreos olhos fixos no fundo daquelas lagoas negras que eram os olhos da adversária. A sorte estava lançada.
 
 
Armas Levadas (ainda sob o poder de Sam):
 

 
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qui Ago 01, 2013 3:08 am

Ace of Spades & Queen of Hearts


“...talvez tenha de dominar por completo seus oponentes para atingir o que quer... ”





- O que está dizendo, Erik? Não quer mais que eu vá com você? - disse Jasmine ao seu amigo, antigo tutor, e agora um ex-legionário, Erik Gledson.
- Não é isso, mas aqui é mais seguro pra você - ele respondera com um quê de seriedade, o tom que sempre usou quando não devia ser contrariado.
- Tem razão, eu ia atrapalhar você, ia te atrasar! Eu não sou tão boa e preparada, não é? - ela disse irritada, interrompendo o que quer que ele fosse dizer para se justificar. Não haveria justificativa se a garota insistia naquela ideia, e quanto mais ele falasse, pior poderia ser. - Quer saber... apenas não morra, Gledson. Não antes de eu voltar a contactá-lo - ela disse, e derrubou o espelho que servia para a conversação dos dois naquele momento.


O sorriso que se mostrara nos lábios de Jasmine enquanto ainda falava com Samantha tinha um tom zombeteiro que poderia irritar a gótica, pois ela não se convenceria daquelas palavras. Ao menos ela poderia convencer Sam que ela podia estar enganada no que se referia aos seus sentimentos, ou apenas irritá-la. A segunda opção era mais legal. - Claro - respondeu Jasmine com sarcasmo à sua primeira observação.

"Não seja ridícula", Jasmine respondeu telepaticamente também, quase usando aquela última palavra para fazer mênção ao que ela vestia. "Não há feitiço, amor, a única pessoa que saberia abrir isso está longe demais. Mas pode tentar." Ao menos dizer-lhe aquilo com convicção poderia ajudar. A única que saberia abrir aquele Grimório era sua irmã gêmea, e não porque Jasmine teria permitido tal coisa, mas porque a aura mágica das duas é tão familiar que o livro mágico cederia. Diferente disso, Martin, seu irmão, já havia lhe dito também que quando um mago usa o bloqueio de grimório para proteger seu livro, ele dificilmente será aberto por outrém.

Se o comentário de Sam também estava certo, ela conhecia sim alguém com aquele poder de magia literária, usando rimas para executar magias. Seu pensamento quase foi ao seu irmão Martin, mas seria imprudente apresentar-lhe mentalmente à Sam, então rapidamente desviou os pensamentos de novo para o jogo, ou para qualquer outra coisa.


O jogo, o martini, as cartas... O feitiço fora lançado, e imediatamente Jasmine sentiu-se fraca e precisou apoiar as mãos firmemente na borda da mesa para manter-se, mas ainda forçou-se a fitar as cartas, para se certificar que tivesse dado certo. "Droga". Frustração.  Concentração era o necessário agora, apesar da dor de cabeça, das imagens turvas ainda diante de seus olhos. Algo não estava turvo em sua visão: o brilho mágico das cartas, e um fio que ligava cada uma à Samantha, cuja energia e potencial mágico pareciam mais fortes do que em um primeiro momento.

Jasmine agitou a cabeça, tentando normalizar sua visão, respirou fundo, e olhou novamente para as cartas. Agora pareciam normais. Sean a olhava preocupado, seu olhar que antes era distante agora fitava a filha de Trivia com maior intensidade. O tutor de Jasmine a ensinara a sempre enxergar algo de positivo nas coisas. Naquele momento, ela sabia que havia algo que nem a magia de Samantha poderia mais evitar, pois Trivia não sabe lidar com laços afetivos. Não como Vênus. Se aos olhos de Jasmine também fosse possível enxergar os fios que ligam as pessoas afetivamente, aqueles entre Sam e Sean estariam mais frágeis agora, enquanto de Sean para Jasmine estariam firmes. Aquilo era o poder da garota de atuar em laços. Além de hipnotizado, aquele brutamontes estaria ligado a Jasmine até quando ela quisese, se sentiria obrigado a manter-se ao seu lado.

"Se essa gótica fosse esperta, eu resolveria essa pendência de relacionamento dela...", não foi um pensamento proposital, mas Jasmine soube - pelo olhar de Sam - que ela havia escutado.

- Minutos? - Jasmine disse, repetindo a última palavra de Sam com escárnio. - Não seja imbecil - ela dissera, no limite tênue do "comentário ofensivo" e o "ops".

Jasmine se ajeitou em sua cadeira, e fitou cada uma das cartas que tinha em mãos. Era um leque de oportunidades, e por um momento pensou que aquelas cartas não podiam ser ativadas apenas durante o jogo. Seria uma inutilidade em batalha se fosse apenas isso, e Trivia, ou ainda Circe, não concederiam algo tão simples e ainda limitado. Havia mais. Jasmine estava disposta a descobrir.

A gótica mesmo dissera que o jogo era uma invenção sua. Logo, se ela inventasse uma maneira diferente de jogar, a magia dos baralhos funcionaria de maneira diferente. "Ross, como queria que tivesse previsto isso quando tocou naquele... baralho..." Não podia ser apenas coinscidência que ambos estivessem tendo problemas com um baralho, assim como o áugure tivera uma premonição ao tocar um objeto como esse. Os dois deviam estar relacionados... Quais foram as exatas palavras de Ross mesmo..?

Jasmine levou uma das mãos à têmpora, fazendo uma leve pressão. Sua tentativa falha em anular a magia do baralho havia requerido bastante de si, e ainda sentia um pouco da tontura que aquele esforço havia lhe causado. Ela insistiria em colocar aquele baralho contra a própria dona enquanto ela tivesse forças para sofrer os próprios danos.

- Já chega de todo esse espetáculo de pantomimeiro, não? - John dissera, em um tom diferente ao que Jasmine estava acostumada a ouvir. Assim como ela, ele não via necessidade em continuar com aquele jogo, não enquanto a missão de ambos era apenas recolher informações sobre os desaparecimentos. Não havia motivos para continuar aquele jogo sem nexo, não havia porquê correrem o risco de se tornarem mais dois números nas estatísticas dos desaparecimentos.

As palavras a seguir de John deveriam pesar na consciência de Samantha, ainda que ela não fosse demonstrar tal coisa. Mas tal como atingiriam a gótica, as palavras do centurião mexeram com Jasmine também. Lembrara-se do convite de Erik para acompanhá-lo naquela decisão, o que em preocupação ao seu amigo, ela quase considerara. Por consideração ao acampamento, aos esforços da centúria em treinar os legionários, por Lupa, ela permanecia lá. Ela conhecia o motivo que levava os desertores ao lado dos titãs: o descaso dos deuses quanto a suas proles, e não conseguia tirar-lhes a razão nisso... Ela sabia o quanto podia ser sofrido viver à própria sorte, sem saber de pai ou mãe que estivesse por si. Isso principiou quando o pai de Jasmine perdeu a vida em um incêndio, sem nenhuma intercessão.

– Espero que tenha entendido, Samantha cria de Trívia. O jogo acabou. Devolva o que é nosso por direito. Estou cansado de você me subestimar.

Jasmine imediatamente cessou tais pensamentos. Odiava a lembrança que eles traziam, os pensamentos que lhe traziam e a irritação infundada. E principalmente, porque Sam esquadrinhava seus pensamentos e poderia ter obtido informações a seu respeito que não eram agradáveis. Ela fitou John por um instante, e tinha certeza que nada poderia acrescentar ao que ele dissera. Se a reação daquela gótica ao ver o baralho umedecido pelo martini já havia sido impagável, agora poderia ser tão interessante quanto.

"Committitur Mox", pensou a filha de Trivia fitando o Arcano I, para tentar testar se sua teoria estava certa.

Armas e Itens (em posse de Samantha):
 


Poderes & Habilidades Utilizados:
 






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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Dom Ago 04, 2013 8:02 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts

Las Vegas
USA
[#005]
Jasmine continuou conversanto por telepatia com a legado. “Não seja ridícula. Não há feitiço, amor, a única pessoa que poderia abrir isso está longe demais. Mas pode tentar...” Seus pensamentos se voltaram à gêmea, Juliane e aos avisos de Martin Warren. Martin Warren... Samantha estreitou os olhos diante da leve informação que conseguira. E exultou triunfante diante da tentativa falha de Jasmine em anular o poder das cartas. “Ridícula é uma filha da deusa da magia que não consegue anular uma magia como essa...
Mas conforme os acontecimentos se desenrolavam, Jasmine não pôde conter certos pensamentos maldosos em relação à gerente do cassino. “Se essa gótica fosse esperta, eu resolveria essa pendência de relacionamento doela...” Samantha olhou para ela com irritação, esperança e uma misteriosa satisfação. Mas tudo isso sumiu quando o centurião, John, fechou seu pequeno leque de cartas e guardou no bolso.
Samantha não tirou os olhos de John enquanto este falava. Percebia que aquele garoto frio e calculista era leal a Roma e aos seus companheiros. Sua voz dizia que iria parar de jogar. Mas quando começou a falar de Roma, a legado de Trivia sentiu frustração e raiva jorrando em seu íntimo, além de um pouco de, porque não dizer, tristeza profunda... Mas não demonstrou. Sustentou o olhar do legado de Marte e Nêmesis enquanto ele discursava.
Você sabe o que é isso, Samantha? Sabe o que estas marcas significam? — Perguntou, com surpreendente calma. — Tenho certeza que não. Deixe eu lhe dizer uma coisa: são essas marcas que vão derrota-la. É por causa destas marcas que não há a menor chance de ter sucesso. Sabe o que elas representam, cria de Trivia?
A legado da deusa da magia estreitou os olhos com a falta de respeito dele.  “Cria de Trivia... Mais respeito comigo... Sou uma legado poderosa da deusa da magia, treinada pela própria Circe...” Ela ouviu atentamente cada palavra dele. Por segurança, havia bloqueado sua mente, impedindo que Jasmine ouvisse seus pensamentos.
Elas são a vontade de Roma. São a prova de que pessoas como você, como eu ou como Jasmine tem lugar neste mundo. A prova de que podemos viver sem o medo e sem a ameaça constante que nossa existência implica. São a prova de que há sim, um lugar seguro para nós neste mundo. Estas marcas são a prova de que nenhum semideus, legado ou outro ser mítico está sozinho ou desamparado. São a garantia de que, mesmo na pior das tempestades, temos um porto seguro no qual nos refugiar. Eles vão derrota-la, Samantha. — Sentenciou. — Você cometeu o mais abominável dos crimes ao trair estas marcas, ao renegar aquilo que sabe que é o certo. Ao trair estas marcas, você está traindo todos aqueles que são exatamente como eu e você. Não haverá lugar seguro para você neste mundo depois disso. Não seja arrogante de achar que é alguma coisa perto destas marcas.
Idiota... Você não tem a menor ideia do que eu já passei... Roma... Roma... Roma nunca fez nada por mim...” Pensou Samantha, revoltada. Sua aura, vista por Jasmine, ficava mais intensa, mais perigosa e se estendia pelo aposento... Mesmo assim, não deixou de prestar atenção a cada palavra do centurião.
Nós não estamos sozinhos aqui. Pode ser que eu não seja capaz de derrota-la, pode ser que você de fato seja tão poderosa quanto julga ser. Mas não é o bastante. — Contestou, veemente. — Não há chances de vitória para você, Samantha. Você está enfrentando a única coisa contra a qual jamais poderá triunfar. Você está se voltando contra a própria alma de Roma. A notícia de sua traição chegará ao Acampamento de uma forma ou de outra. Se você realmente tem as informações quie tem se gabado de ter desde que chamou nossos nomes, sabe que há muitos outros como nós dois, muito mais poderosos. Não pense que eles terão piedade de quem desrespeitou, traiu e mesmo tentou destruir tudo o que estas marcas representam. Não subestime o poder da XII Legião Fulminata. Somos uma muralha que protege Roma desde o primeiro século desta era, e já passamos por muito mais coisas do que você poderia sonhar. Não será uma feiticeira gótica que irá causar problemas.
O cérebro da garota estava a mil. Sean nem sequer se mexia, atento às palavras dele, e não gostando claramente de nada do que estava ali naquele discurso. Entretanto, faltava a ele a sutileza de entender a intenção por trás daquilo.
Espero que tenha entendido, Samantha, cria de Trivia. — Sentenciou John. — O jogo acabou. Devolva o que é nosso por direito. Estou cansado de você me subestimar.
Agora Samantha batia palmas para ele, mas nem sequer sorria. Apenas fitava os dois legionários à sua frente. Quando falou, sua voz era cheia de raiva e frustração.
Não sabe nada, John Connington. — Retrucou. — Você prega os valores de Roma, um lugar seguro, fala de traição... Mas como eu posso trair algo de que jamais fiz parte?? Como é que eu posso pensar em destruir alguma coisa que não conheço?? Minha guerra não é contra Roma... Minha guerra é contra o menosprezo do Olimpo para com todos os semideuses, legados, deuses menores... Ninguém está livre da arrogância dos deuses maiores...
Ela abriu as mãos e fogo surgiu entre elas, iluminando seu rosto de uma maneira um tanto maligna. Era um dos truques que aprendera com Circe, além de muitos mais. Os segredos da feitiçaria, a evolução de sua prática arcana, a arte das poções e das ervas... Circe fora uma mentora e uma amiga, uma tia. Fora sua única família depois da morte de sua própria mãe...
Eu nunca conheci Nova Roma ou o Acampamento Júpiter. Eu jamais pus os pés no seu precioso lar... Eu nunca tive um verdadeiro lar... — Sua raiva se misturava à revolta e lágrimas saltavam enquanto ela gritava com os dois. — Júpiter jamais olhou por mim... Marte nunca sequer prestou atenção... Nêmesis sempre me deu o pior nessa vida... Apenas ela, Trivia, é que me olhou com bons olhos... Trivia me deu um dom maravilhoso, me enviou à Circe, a deusa da feitiçaria. Sou uma feiticeira com orgulho, uma bruxa prodigiosa... Sou neta da Encantadora Divina, aprendiz da Grande Feiticeira... E mesmo assim, não recebi absolutamente nada dos olimpianos... Nada de Roma...
A chama explodiu quando ela fechou a mão depois de falar, mas não causou dano algum. Sua intenção era apenas mostrar seu dom. Sean parecia estar se libertando do encanto de Jasmine depois da súbita explosão de Samantha. A intensão da feiticeira era surpreendê-lo a ponto de quebrar seu transe. Ainda assim, Jasmine era forte. Samantha precisaria se esforçar mais com os dois romanos à sua frente.
Sean. Liberte-se desse encanto. Imediatamente! — Ordenou, fazendo um gesto na direção dele.
O rapaz musculoso piscou os olhos de repente e olhou para Jasmine. Sacudiu a cabeça, um tanto confuso. Samantha, no entanto, ficou satisfeita de ver que conseguira livrar seu parceiro dos poderes de Jasmine. Seu olhar se voltou diretamente para John Connington e disse com a voz segura.
Devolva essas cartas imediatamente. — Falou, veemente, colocando todo o seu poder naquelas palavras. — Muito bem... Agora...
Ela recolheu as cartas que John lhe estendia. O rapaz não pudera resistir ao encanto dela mais uma vez. Era como se A Imperatriz estivesse agindo outra vez. Mas Samantha não pôde lhe dar mais nenhuma ordem, pois parou ao ver que Jasmine improvisara um feitiço em uma de suas preciosas cartas. O Mago ficou quente nas mãos da legionária, que o largou em cima da mesa. Logo, todas as demais cartas pareciam voar ao redor da mesa, brilhando como o Arcano I, como se estivessem sob o seu comando. Aquele era o poder da primeira carta do Tarot. Pelo padrão de energia, Jasmine entendeu que poderia pedir a qualquer uma das vinte e três cartas, incluindo O Louco (Arcano Zero), que a obedecesse. Ela deveria escolher com sabedoria, pois apenas uma delas lhe obedeceria antes que Samantha pudesse fazer qualquer coisa. As cartas flutuavam levemente ao redor da carta d’O Mago, que curiosamente agora se encontrava no centro da mesa, mais brilhante que todas as outras.
Sean se levantou e tirou um dos anéis que usava. O objeto cresceu e se transformou em uma espada no exato momento em que o envolveu com a mão. A espada era de aço, como qualquer outra, e parecia afiada. Mas certamente não era um gládio como os romanos estavam acostumados, mas uma espada longa, mais medieval. Samantha tirou um colar de dentro das roupas, já que apenas uma correntinha era visível. A corrente fina de prata tinha como pingente uma esfera de opala, mas que, ao olhar para ela, parecia não ter fim. Era um efeito perturbador. A gótica tinha os olhos frios e decididos. Como John e Jasmine não possuíam seus itens, teriam de confiar em suas habilidades pessoais.
Jasmine tinha de dar a ordem à carta sobre qual das outras queria ativar... O problema, é que não sabia com exatidão os demais efeitos... Se analisasse bem as estruturas brilhantes de energia... John talvez pudesse usar o momento da magia para recuperar suas armas, que Samantha deixara de lado e sem proteção, surpresa com o comportamento do baralho e com o feitiço improvisado da filha de Trivia.




Regras
Poderes e Itens devem ser apresentados em Spoiler, Code ou outra estrutura similar (à escolha).
Gramática, ortografia, coerência e coesão são essenciais.
A postagem deverá ser bem escrita, de maneira a envolver o leitor, e interpretando o personagem, afinal, é disso que se trata RPG.
Prazo de 72h para postagem.




Tarot Mágico:
 

Poderes (Samantha Haggenfar):
 

STATUS
Aliados
Jasmine Engels
HP 170|170
MP 150|170

John Connington
HP 280|280
MP 260|280

Oponentes
Samantha
HP 270|270
MP 210|270

Sean
HP 150|150
MP 150|150
Participantes
Jasmine Engels Burn (filha de Trivia, legado de Vênus) – Nível 7
John Connington  (legado de Marte e Nêmesis) – Nível 18
Meteorologia
Chuvoso
Tx: 20 ºC | Tn: 16 ºC

~


Deus dos ladrões, mensageiro dos deuses.

Credo ego potest volare.
Credo potest tangere caelo.


Última edição por Mercúrio em Qui Set 19, 2013 3:04 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Seg Ago 05, 2013 8:46 pm


 


Las Vegas


Ground and Pound

 
 

 
Bem, as coisas não correram perfeitamente da maneira que John talvez tivesse pretendido que corressem, mas o resultado fora surpreendentemente positivo. Samantha havia perdido completamente o controle de si. O ódio a dominava, e um embate era iminente.
 
O ódio e desejo de vingança de John apenas havia crescido, quando em sua cólera Sam exigira que John devolvesse-lhe as cartas do Tarô. O garoto tentara com todas as suas forças dizer um sonoro “Não”, mas seu corpo agira involuntariamente, contrariando todos os seus impulsos, forçando-o a entregar as cartas.
 
O garoto quase perdeu novamente o controle de si próprio, quando de repente voltou-lhe a mente o mito de Circe. A encantadora feiticeira destruidora de homens. Era natural que ele tivesse tamanhas dificuldades em enfrenta-la. Seu poder de sedução para controlar os homens era evidente. Foi aí que o Centurião notou seu Crasso erro: manter contato direto com os olhos da bruxa. Ele precisaria somente evitar isso, e talvez a maré virasse a seu favor...
 
Nem bem pensara isso, seus instintos novamente o dominavam. Ele vira Sean sacar uma longa espada medieval e Sam pegar algum tipo de arma. Ele e Jasmine estavam em perigo. Principalmente a filha de Trívia, que jamais fora uma guerreira hábil, seu poder estava em sua magia. Desarmada, ela seria uma presa fácil àqueles dois.
 
Então a tão esperada oportunidade se abriu. Por motivos que John não saberia explicar, Samantha desviou momentaneamente a atenção dele, impressionada por algum outro acontecimento. As cartas do baralho pareciam subitamente enlouquecidas, ou qualquer coisa do tipo. Conningnton não parou para admirar o que poderia ser o causador daquilo tudo. Simplesmente chutou sua cadeira para trás enquanto levantava em um salto agarrando Samantha logo acima da cintura e derrubando-a no chão no tradicional golpe “Ground and pound” da luta greco-romana. Era um golpe simples, em que o lutador abraça seu adversário na altura das costelas flutuantes, aplicando grande força em um apertão, ao mesmo tempo em que levanta o adversário do chão e, com força aplicada nos ombros, o derruba de costas no solo. John havia feito aquilo a partir de um salto, aumentando assustadoramente a velocidade e o impacto das costas de Sam contra o chão.
 
A gótica era esbelta, o que a tornava surpreendentemente leve, bem como uma presa fácil ao ataque desarmado de John. Havia sido um tremendo erro da parte dela imaginar que o Centurião seria uma criatura indefesa sem suas armas. Ele era um descendente do deus da guerra.
 
O sangue dele fervia de ódio nas veias, mas ainda assim o rapaz estava repentinamente calmo. O combate era como seu segundo lar. Se sentia estranhamente confortável em uma luta. Nada escapava de seus olhos. No momento em que pulara em Sam, havia notado a distração da gótica, o saque de espada de Sean, sua mochila nos pés da cadeira ao lado da qual Sam se mantinha em pé. O garoto já tinha um plano de ação. Seus olhos não eram mais as pedras em chamas de raiva que eram antes. Não. Agora eram como sólidas esmeraldas cruas e frias. A expressão em seu rosto a de um assassino completamente frio e sem emoções. Ele havia entrado em um combate, e agora nada poderia pará-lo.
 
Uma vez que Sam havia atingido o chão, o rapaz agiu rápido, de forma quase mecânica e automática, como se derrubar uma feiticeira gótica do mal fosse seu exercício de todo o sábado a tarde. Seu joelho esquerdo moveu-se diretamente para um ponto acima da bacia de Samantha, pressionando a musculatura pélvica para imobilizá-la com a dor, ao passo que sua mão esquerda soltara do aperto, e segurava firmemente a alça de sua mochila, ao alcance de seu braço na frente da cadeira de Sam, puxando-a para perto de si, enquanto os dedos labutavam abrindo o zíper perto de uma protuberância que o rapaz sentira ao correr um dos dedos sobre o fecho. Ali ele sabia que estava o cabo de seu gládio, arma em que mais confiava.
 
Ao mesmo tempo em que fazia isso, o garoto aproveitou a pressão do joelho esquerdo para mover a perna direita. Saindo da posição deitada para uma agachada, pousando o calcanhar direito diretamente na boca do estômago de Sam, contra seu diafragma. Ele sabia que aquilo cortaria a respiração dela, de modo que deslocou uma maior parcela de seu peso para aquele ponto, enquanto sua mão direita viajava para trás, fechando-se em torno do punho do gládio.
 
A este momento, Sean já havia quase terminado de dar a volta da pequena mesa. O rapaz grande a atabalhoado com o símbolo do naipe de paus no peito vinha com um ódio assassino nos olhos. John olhou-o. Um sorriso cínico de desprezo formou-se no canto de seu lábio esquerdo, sem revelar dente algum. O garoto transferiu todo o peso do corpo para a perna direita, levantando a esquerda num passo a frente, e pulando a partir da direita para frente, sacando o gládio. O movimento causaria um impacto muito maior do que o de um chute contra o músculo respiratório de Sam, o que quase inevitavelmente a deixaria em espasmos, impedindo que a gótica respirasse por alguns momentos. Aquilo a manteria deitada, desesperada por ar, por algum tempo.
 
Daquele salto, John já estava em pé, a menos de um passo de Sean. O gládio já na posição tradicional de combate romano, colado ao lado da linha de cintura, com a ponta apontada para cima e para frente.
 
A esta altura, Sean já desferia um pesado golpe em arco com sua grande espada, mas John não temia nada. Pelo contrário, se divertia com o combate, e um sorriso ainda maior começava a se desenhar em sua face. Ele deu um passo a frente, movendo o gládio com velocidade e perícia que ele sabia, nenhum outro legionário dentro da III seria capaz de fazer, em um pequeno arco de ângulo agudo, o garoto utilizou a folha da lâmina para rebater o golpe de Sean.
 
Havia sido um golpe pesado, como não poderia deixar de ser, vindo do brutamontes de quem vinha, com ainda o peso da espada empregado em conjunto. Mas o gume da espada deslizou inofensivamente pela folha da lâmina do gládio de John, que vinha intercepta-lo, em um movimento da direita para esquerda com a ponta do gládio apontando para baixo, de modo que a espada medieval deslizasse para fora, a esquerda de John.
 
O Centurião avançou à frente, abrindo a espada em um golpe em arco baixo, da esquerda para direita, golpe que teria aberto o baixo ventre de Sean de fora a fora, terminando a luta naquele momento, não fosse o grandalhão esquivar-se para trás.
 
John acompanhou o movimento perdido do rapaz do naipe de paus, entrando em sua zona de guarda com passos largos. Sean era quase uma cabeça mais alto que o Centurião, mas mesmo assim o garoto olhou o nos olhos com uma expressão assassina. Ele viu ali tudo que não poderia ser visto nos olhos de um combatente. Hesitação, medo, indecisão. O jovem Connington estava agora dentro da zona de operação do curto e letal gládio da Fulminata, uma ingrata lâmina de 42cm de comprimento. A espada medieval de Sean, uma arma com quase um metro e dez de lâmina era desajeitada de mais para um combate tão próximo, o legionário sabia disso, de maneira que começou uma rápida sucessão de ataques que obrigavam Sean a recuar cada vez mais. O grande homem não era capaz de revidar, pois sua lâmina era desajeitada e lenta de mais. Cada bloqueio que realizava a um ataque de John, acabaria por abrir brecha para um novo ataque.
 
O Centurião lutava o melhor estilo romano. Golpes partindo sempre de sua posição de guarda inicial na linha de cintura, em estocadas ou cutiladas em ângulos sempre menores que 90º, um tipo de combate incrivelmente fechado, ideal para distâncias curtas, pois não abria a guarda ao adversário. Um combate que, de certa forma, é primordialmente defensivo, mas frente a desvantagem de Sean devido a sua arma grande de mais, o garoto tinha liberdade de atacar.
 
A cena era praticamente macabra. O combate com perspectiva de vingar tudo aquilo que John e Jasmine haviam sofrido e sido humilhados durante o jogo, sem falar no calor da luta em si, eram um deleite incrível para o garoto. Tão incrível que ele nem percebera quando começara a rir em meio aos ataques, sempre direcionados aos intestinos, virilha ou garganta, pontos que uma vez feridos, tirariam qualquer adversário de combate. Quase um minuto de luta frenética haviam passado, e John notava que Sam começava a se levantar.
 
Nos poucos momentos de pressão sobre Sean, ele havia quase passado a outra extremidade da pequena mesa. John então fintou uma forte estocada contra a pele sob o queixo do ajudante da gótica, que prontamente desviou a lâmina de John com sua própria, dando um afobado passo atrás. Aquela era a brecha que o rapaz precisava. Ele enroscou a perna esquerda no pé da mesa, fazendo um firme puxão.
 
A pequena mesinha que fora palco de seu jogo de fechada, agora havia avançado o espaço de dois passos largos atrás das costas do Centurião, que prontamente pulou sobre o tablado. O espaço que Sean involuntariamente lhe cedera, deu-lhe tempo para correr até o ponto em que Samantha se levantava.
 
Com o tablado da mesa por chão, Sam se veria mais ou menos em pé, com um legionário cego pela sede de sangue correndo em sua direção, sobre um píer improvisado. Sean vinha atrás dele, mas estava longe de mais para impedir que o rapaz executasse o que estava prestes a fazer.
 
Outra brecha estava aberta. Sam ainda estaria ofegante de sua rápida experiência apneica  do minuto e meio anterior. John, em terreno superior, frente a surpresa e susto da gótica, baixaria o gládio em um único golpe. Vindo de um arco a partir da linha do ombro do Centurião, a espada desceria pela direita de John, em direção a lateral esquerda do pescoço de Sam, num golpe que vararia daquela lateral até um ponto meio palmo a frente de sua clavícula direita. Se bem sucedido, o ataque romperia a artéria carótida juntamente com a veia jugular e mesmo glote, laringe e um pedaço da traqueia. Um verdadeiro trabalho de açougueiro.
 
John o faria saltando de cima da mesa. O curto espaço a ser percorrido desde o ponto em que lutava com Sean, somado à surpresa de Sam e ainda sua estupefação causada pela falta de ar recente, e a velocidade feroz com que John atacaria, tornariam as chances da gótica de escapar a seu destino extremamente escassas.
 
Uma vez mais no chão, John se viraria para um Sean cego de raiva, que provavelmente teria seguindo-o pela mesa, caminho mais rápido do que contornar o obstáculo. John, ao se virar depois de sua cutilada em Sam, daria espaço para que o brutamontes atacasse. Utilizando sua espada de maneira muito semelhante a que usara em seu primeiro confronto com o rapaz de paus, desviando a lâmina dele para longe de si. Sua maior vantagem contra aqueles dois eram as emoções. Seus adversários eram combatentes comuns. Era natural um certo grau de hesitação e medo. Insegurança. Ódio e raiva. Mas para John, lutar era um esporte. Era seu segundo lar. O que antes era uma simples risada, agora era quase uma gargalhada doentia. Sua vingança era certa para com aqueles malditos inimigos de Roma.
 
Desta vez, ao desviar o golpe de Sean, invés de partir novamente ao ataque, o garoto deu um passo à frente, estocando com o gládio do ponto me que ele parara em seu bloqueio, diretamente sob o guarda mão da arma medieval. A estocada rápida e precisa forçaria Sean a largar a espada de qualquer forma, fosse por sentir o perigo e abrir a mão, fosse por perder o polegar para a impiedosa mordida do aço da Fulminata. John tinha certeza que aquilo faria o grandalhão se apavorar. Desarmado, frente ao um risonho assassino.
 
O centurião se aproximaria ainda mais de sua presa. Sim, presa. As coisas eram assim na cabeça do garoto. Um adversário, um inimigo de Roma, não passava de uma presa a ser abatida. Ele estava próximo de mais de Sean. Aquele homem em sua ânsia por abater o legionário e salvar Sam, havia se aproximado de mais de John.
 
Daquela distância, seu destino estava selado. John partiu novamente em seu golpe em arco baixo, trazendo mais uma vez sua espada da esquerda para direita. Mas dessa vez o garoto calculara a esquiva de Sean. Executou o golpe de forma um pouco mais aberta, levando a perda esquerda ainda mais a frente, e esticando todo o seu braço. A envergadura do garoto naquela posição era maior do que a passada que Sean poderia dar para trás ou para o lado.
 
Se bem sucedido, os intestinos de Sean manchariam o chão do cassino em meio a macabra risada da cria de Nêmesis. A vingança era um estranho deleite para ele.
 
Se as coisas tivessem corrido como ele planejava, estaria tudo acabado. Sam e Sean estariam deitados sobre poças de sangue. O gládio de John estaria escorrendo o fluído vital de ambos os adversários, com alguns pedaços amarelados dos intestinos de Sean.
 
O rosto de John estaria com uma expressão ainda assassina, salpicado do sangue de Sam, o braço esquerdo encharcado das mãos até metade do antebraço com sangue de ambos oponentes; a camiseta roxa, maculada com as entranhas e o sangue do grande guerreiro de paus.
 
- Perdão o mau jeito, Srta. Engels – diria John, caso tudo tivesse saído como planejado. Logo após ter inspirado profundamente. Se agacharia então, e jogaria a mochila de Jasmine na direção dela para que ela agarrasse. – Tome. Vamos sair logo deste lugar, não vai querer estar aqui quando a polícia mortal chegar, nem os deuses sabem o que a névoa os fará ver.
 
John já estaria novamente com sua mesma expressão de sempre, aquela que ostentava no início do dia. A voz calma e assertiva. Uma pessoa que o visse agora, não poderia imaginar o que ele havia feito naqueles breves momentos – bem, ignorando-se o sangue que o empapava.
 
O garoto se agacharia no chão, limparia a espada nas roupas de uma desfalecida Sam, e coletaria o restante de seus itens. Colocando o bracelete, guardando ambos os punhais no cos da calça em suas costas, e o gládio de volta a mochila, já sobre os ombros. Aproximar-se-ia então, de Sean. O golpe havia sido fatal, caso tivesse acertado, e o grande homem deveria estar agora moribundo. Já não haveria mais salvação.
 
- Que Plutão o receba de braços abertos em seu reino, e que Marte lhe conceda salvo conduto aos Elísios, bravo combatente - teria sussurrado isso ao pé do ouvido de Sean, alto o bastante apenas para que o próprio guerreiro ouvisse. Em seguida, enterraria um dos punhais na base de seu crânio como um golpe de misericórdia. Não era intenção de John ver o grandalhão sofrer. Ele era apenas um fantoche de Samantha, e provara-se um combatente obstinado, embora pouco talentoso. Em uma batalha, já não são os motivos de um soldado que importam, mas sim se ele é fiel a eles. Sim se ele está pronto para dar a vida por aquilo que acredita, cumprindo seu valor como um guerreiro. Sean provara-se intrépido em sua crença, e John sabia respeitar aquilo. A oração que desejara ao adversário caído fora, de fato, sincera.
 
 
Obs.:
 

 
Armas Levadas (provavelmente de volta à posse de John):
 

 
Itens:
 

 
 
 
Poderes Utilizados:
 

 
 
 
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Sex Ago 09, 2013 2:51 am

Ace of Spades & Queen of Hearts


"Apesar dos pesares"





A reação em segurar a mochila um tanto pesada quando lhe fora jogada teria sido mais rápida do que a sua reação após ver aquele outro lado de seu centurião que descobrira agora, naquele cassino, Flush of Clubs. Jasmine demoraria um pouco para se mexer e sair do lugar, de modo que John estenderia-lhe a mão para convidá-la a sair do local. O olhar da legionária para o garoto haveria de ser confuso, num misto de repúdio, mas admiração, medo, mas segurança. Ela iria colocar uma das alças da mochila sobre o ombro direito e avançaria em direção à porta, passando por John e ignorando que ele lhe estendera a mão.

- Seria prudente disfarçar essas manchas - ela diria ao passar por ele, referindo-se às manchas avermelhadas na camisa de John e lhe estendendo o casaco colegial preto e branco que tirara antes, durante o jogo de cartas. - Não precisa devolver.






- Clichê - disse Jasmine, interrompendo por um momento o que Sam dizia à respeito de sua guerra ser contra o menosprezo do Olimpo e a arrogância dos deuses maiores. - Você sabia que os que estão se aliando aos titãs usam essa mesma desculpinha, querida?

Jasmine se interrompeu antes que os demais à mesa somassem um mais um e notassem que era o tipo de coisa que Jasmine não deveria saber e ter à ponta da língua, como se ela tivesse algum contato com alguém do outro lado que já discursara a mesma coisa antes. E tinha, mas não era importante agora. O fato é que Jasmine notava quão intensa ficava a aura de Samantha conforme falava sobre seu repúdio a Roma e, principalmente, aos deuses, quão mais forte e marcante ficava conforme sua raiva crescia.

Fogo. Jasmine lembrou-se das dificuldades passadas conforme ia aprendendo a dominar aquele elemento, e a bronca que já levara do próprio John - como centurião - quando quase ateou fogo no quartel da III Coorte ao tentar um encantamento com fogo, mas deixara que Martin lhe falasse quanto a fazer tais coisas nos quartéis, onde algo poderia sair do controle facilmente. Sabia Samantha que estava com uma arma para Jasmine usar contra ela em suas próprias mãos? Ela demonstrara depois que estava apenas brincando para se exibir, e a legionária ficou se perguntando quanto aquilo poderia lhe custar e se ela conseguiria fazê-la se machucar com sua própria brincadeira. Seria, no mínimo, interessante.

"Charmspeaking", Jasmine identificou assim que Samantha dirigira-se a Sean para que ele despertasse, tendo o grandalhão apenas fitado-a confuso para voltar seu olhar para a gótica. Bom, ele não era problema, na realidade. Ele era tão fácil de subjugar sem força física, bastava um ponto fraco por moças bonitas, que por sinal tinha.

A filha de Trivia agiu com certa agressividade ao levar a mão esquerda rapidamente aos pulsos de John quando este estendera as mãos para devolver as cartas a Samantha, fazendo-o bater as mãos contra a mesa e pressionar as cartas sobre.

- Você pode ter tal charme nas palavras para subjugar homens conforme queira, Samantha, mas deve se lembrar que o mesmo talento é original de Vênus, e não é um truquezinho besta e tão efêmero que só funciona com alguns. - Jasmine teria levado as mãos sobre as cartas e segurado-as consigo, mas não teria feito diferença a partir daquele momento.

Uma das cartas aqueceu-se em sua mão, o Arcano I, que momentos antes de se distrair com Samantha, a garota tentara encantar. Sorriu satisfeita ao ver que funcionara, e que, principalmente, Samantha não contara com aquela.

John, antes do que Jasmine poderia esperar, pulou por sobre a mesa e atacou Samantha. Poxa, era Jasmine que queria ter tido aquela satisfação. De qualquer forma, ela precisava entender porque as cartas estavam brilhando e dançando ao redor d'O Mago, para saber de que forma aquilo lhe seria útil. "Pense, Jasmine... Pense..."

- Sean, você não quer me ajudar? - ela disse, brincando, mas usando certo tom na voz para que ele prestasse atenção nela por um segundo e não em John e Samantha se engalfinhando naquele momento. Se ela o mantesse distraído por alguns segundos, talvez, fosse o que John precisasse. Então Jasmine piscou um olho para o brutamontes e voltou sua atenção às cartas.

O Mago girava no centro das demais cartas, e Jasmine tentava se focar no padrão de energia de cada uma delas, e rápido, já estava  perdendo tempo demais naquilo enquanto John tentava lidar com a gótica. Mas tudo bem, logo ficou claro que Jasmine poderia ativar qualquer uma das demais cartas, e assim que o fizesse, as duas cartas - o Mago e a que escolheria - perderiam o brilho imediatamente sem poderem se ativadas novamente. Ao menos eram as regras do jogo.

- Arcano dezenove - exatamente como Jasmine imaginou, a carta chamada se elevou sobre as demais, que passaram a brilhar com intensidade menor que O Sol. - Incipit - a legionária ordenou que a carta se ativasse, e as demais caíram sobre a mesa cessando a dança ao redor do Arcano I.

Teria sido interessante de se acontecer durante o jogo, com pilhas de moedas sobre a mesa para as apostas, e Jasmine até mesmo acharia bonito o brilho do Arcano XVIIII se espalhar sobre os jogadores se não fosse a cena que vira entre os demais assim que levantou os olhos das cartas. Sam estava deitada no chão tossindo sangue entre alguma respiração ruidosa e outra. Sean e John estavam em um embate, e Jasmine não vira como o centurião recuperou sua arma. Ele atacava com rapidez a uma curta distância de Sean, de modo que o grandão, um tanto desajeitado, recuava e recuava a cada passo que John avançava com o gládio contra ele. Jasmine não precisava de Empatia para dizer que Sean estava hesitante e talvez com medo.

- Lucida Diffra - Jasmine dissera, levantando-se e formando uma "barreira" com o movimento de suas mãos, na intenção de disfarçar tudo o que ocorria naquela mesa ao canto para que aqueles dois não chamassem atenção dos demais jogadores e de quem trabalhava no lugar.

John ria agora. Toda prole de Vênus tem certo repúdio por violência, pois qualquer forma desta pode assustar a fragilidade daqueles semideuses e legados, e embora Jasmine costumasse ser uma excessão à regra em boa parte das vezes, não poderia dizer que aquele garoto não estava assutando-a. Antes que a mesa sumisse diante de si por um movimento de John, ela estendera a mão direita em direção ao seu aliado e cedera de sua habilidade com energias para que os ataques dele fossem efetivos e ferissem Sean ainda mais.

Ela teria se jogado por baixo da mesa para ir até Sam e lidar com ela a partir dali, usaria o poder das sombras para prendê-la no lugar em que estava, imobilizá-la. Mas foi quanto John puxou a mesa na outra direção e pulou sobre ela. Pouquíssimo tempo devia ter se passado desde que John atacara Sam e a deixara como estava antes, suplicante por ar, até que avançara por sobre a mesa e investira contra Samantha novamente.

Apesar de tudo o que se passara antes durante aquele jogo bobo que ela inventara, apesar das palavras ríspidas ditas antes, e apesar de ela estar agora a favor dos titãs, Jasmine por um instante sentiu pena dela. Será que John a assustara em meio àquele risonho assassino que se tornara a esse ponto? Bem, não apenas isso, mas a legionária não podia dizer que não se apiedara da garota acolhida apenas pela magia. Como dizer que não entendia o que se passara na cabeça dela ao tomar tais decisões? Incorretas, ok, mas justificáveis. Ou talvez toda a piedade se devia ao fato de ela ser capaz de perdoar seu amigo e ex-tutor que agora também servia os titãs.

Piedade... essa palavra não parecia estar no dicionário de John naquele momento. Jasmine desviou os olhos e foi até Sam, que estaria morta ou inconciente naquele momento. Ela tinha curiosidade quanto muitas coisas naquela garota, mas queria verificar apenas isso agora: se estaria viva depois daquele golpe.


Armas e Itens (possivelmente recuperados):
 



Poderes & Habilidades Utilizados:
 






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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qui Ago 15, 2013 8:07 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts

Las Vegas
USA
[#006]
Jasmine demonstrou desprezo pelas palavras de Samantha, o que irritou a aprendiz de Circe. Mas a feiticeira percebeu o que estava por trás dessas palavras: a filha de Trivia tinha conversado com outros aliados de Saturno. Engels estava atenta às habilidades que Samantha demonstrava.
A garota tentou influenciar Sean através de seu poder, mas então sua atenção se voltou para algo mais urgente: as cartas de Tarot que voavam e giravam ao redor de Samantha e Jasmine. A legionária tentava ganhar tempo para que John fizesse o que fosse necessário para ganharem vantagem.
Arcano dezenove. Incipit. — Disse, improvisando um feitiço.
O Sol, o Arcano XIX, brilhou intensamente, se elevando da mesa sobre as demais cartas. O resto do Tarot caiu sobre a mesa e Samantha tentou recolhê-las. Mas nesse momento, John saltou sobre ela. A feiticeira caiu no chão, cuspindo sangue, exasperada e ofegante. O centurião recuperara rapidamente suas armas e agora duelava com Sean, que tinha certa habilidade. Mas o frenesi de John era sanguinário, uma fúria jamais vista. Sean não era páreo para ele.
Samantha estava ofegante e ainda cuspia sangue, algumas das cartas que recuperar ainda estavam em suas mãos, inúteis, quando Jasmine lançou o Feitiço da Imagem Turva, uma ilusão que desfocava a área em que se encontravam. John atacava Sean sem piedade e apesar dos esforços do rapaz, não conseguia bloquear os golpes do centurião. Além disso, Jasmine enviava sua energia para ampliar a efetividade dos golpes de seu aliado. Sean já estava morto, uma poça de sangue se espalhava pelo lugar.
John pulou sobre a legado de Trivia e a atingiu com o cabo do gládio. Samantha não se moveu mais depois disso. A carta de Tarot brilhava e Jasmine finalmente entendeu seu significado. Já podia sentir suas energias retornando, sua força vital se renovando. Além disso, conseguia ver a vida sendo sugada da inconsciente Samantha. Sean já não tinha mais nada a oferecer.
Incrivelmente, O Sol revelou que existia um alçapão exatamente sob a mesa em que estavam antes, destruída durante a fúria incessante de John. Mas agora, os dois precisavam escapar dali, não havia muito tempo. Jasmine viu que Samantha ainda vivia, mas recolheu suas coisas e saiu do cassino com John. O centurião não se sentia em nada cansado depois de sua luta: o Tarot cuidara disso para ele.
O rapaz pegou o casaco da filha de Trivia e saíram pela porta dos fundos no exato momento em que a polícia invadia o cassino e via a cena sangrenta. O feitiço de Jasmine já tinha sido desfeito e os dois podiam sentir que a Névoa entraria em ação para mais uma vez toldar a visão dos mortais.


Os dois agora se encontravam em um beco sujo e escuro, exceto por um poste enferrujado. A chuva havia parado de cair, mas ainda assim o frio não havia deixado o lugar. Um gato negro, de olhos brilhantes, passou por eles e saltou sobre o muro que dava para a casa ao lado. Conforme avançavam, os dois se aproximavam inconscientemente um do outro. Havia uma atmosfera hostil naquele lugar que não podiam negar. Uma neblina começava a se formar e chegavam ao final do beco quando viram duas sombras na parede.
O início, pensaram que era apenas mais um casal nos becos escuros de Los Angeles. Mas quando chegaram mais perto, viram que havia um homem alto, com uma leve barba, e olhos brilhantes. Em suas mãos, havia uma faca que emitia um brilho assassino, colado à garganta de um outro rapaz. O garoto, aterrorizado e imobilizado pelo assaltante, era levemente familiar aos dois... Quando se deram conta de quem era, não tinham muito o que fazer...
O rapaz cortou a garganta dele, tirando um pergaminho de usa mochila e deixando-o desfalecido no chão sujo. Seus olhos se voltaram para os dois, com a carta de recomendação de George Knowles, um dos legionários da III Coorte, um bisneto de Ceres.
Desejam alguma coisa?? — Perguntou o homem, erguendo a faca.
Mas antes que John ou Jasmine pudessem responder ou processar a informação, uma voz grave interrompeu o assassino, vinda de trás dos dois legionários. Era um rapaz pouco mais velho que John, com um gládio preso ao lado do corpo e um estranho globo de vidro vermelho pendendo de uma corrente do lado oposto.
Deixem-nos... Para terem chegado até aqui, eles devem ter derrotado a Ás de Paus. É a única maneira... Eu disse que não era confiável confiar a ela os primeiros testes, são coisas demais para dar errado... — O rapaz tinha os cabelos negros cortados bem rente, em estilo militar, e olhos num tom incomum de verde. — Então... Não sei quem são vocês, mas se derrotaram Samantha Haggenfar, então devem ser alguém de importância...
Ele estalou os dedos e dois rapazes pularam o muro do beco. Os quatro tinham um porte atlético, mas nenhum deles irradiava uma aura de puro poder físico como o líder.
Tony, pegue a carta de recomendação desse romano e... Bem, você sabe onde guardar... Faye... As cartas desses dois também podem se juntar a ela. — Ele falou.
Nenhum dos dois legionários perceberam quando uma garota surrupiou suas cartas de recomendação (e alguns denários). Somente quando ela falou, empoleirada em cima do muro, é que notaram sua presença.
Pode deixar, Garrett. — Ela sorriu, maliciosa, andando para as ruas de Los Angeles. — Deixarei esses itens bem guardados com ela... Devo mandar algum recado?
Mas o rapaz balançou a cabeça, fitando sério os dois legionários. Faye deu de ombros e virou as costas, se afastando dos dois. Garrett sorriu para eles e esfregou as mãos, como um anfitrião.
Agora... Vamos ver o que mais eles têm... — Falou, apontando para Tony, o assassino. — São todos seus, Tony... Precisamos saber os pontos fracos do Acampamento Júpiter... Nenhum semideus consegue revelar quais são depois de traírem o acampamento... Deve ser algo daquele maldito Término... — Ele cuspiu a última palavra, com desprezo. — Sabem... Tony é ótimo para extrair informações à força... A menos, é claro, que queiram dá-las voluntariamente...
Ele recuou, deixando que Tony, armado com uma faca, se aproximasse dos dois legionários. Os outros três bloqueavam as saídas do beco: dois para a rua, Garrett para o cassino.




Regras
Poderes e Itens devem ser apresentados em Spoiler, Code ou outra estrutura similar (à escolha).
Gramática, ortografia, coerência e coesão são essenciais.
A postagem deverá ser bem escrita, de maneira a envolver o leitor, e interpretando o personagem, afinal, é disso que se trata RPG.
Prazo de 72h para postagem.




Tarot Mágico:
 

STATUS
Aliados
Jasmine Engels
HP 170|170
MP 170|170

John Connington
HP 280|280
MP 280|280

Oponentes
Samantha
HP 020|270
MP 170|270

Sean
HP 000|150
MP 150|150

Garrett
HP 300|300
MP 300|300

Tony
HP 230|230
MP 230|230
Participantes
Jasmine Engels Burn (filha de Trivia, legado de Vênus) – Nível 7
John Connington  (legado de Marte e Nêmesis) – Nível 18
Meteorologia
Nublado
Tx: 16 ºC | Tn: 11 ºC

~


Deus dos ladrões, mensageiro dos deuses.

Credo ego potest volare.
Credo potest tangere caelo.


Última edição por Mercúrio em Qui Set 19, 2013 3:04 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Dom Set 01, 2013 9:35 pm


 


Las Vegas


Hard Situation

 


John se sentia um pouco culpado, e agora caminhava atrás de Jasmine no caminho que conduzia para fora do Cassino, em direção a um beco mal iluminado.  A garota havia, claramente, se assustado com a ferocidade que ele demonstrara momentos antes.  Mas, de toda a forma, ele achou que não seria prudente não colocar o casaco. De modo que tirou a mochila das costas para vesti-lo, saindo do cassino cm ela ainda segura pela mão esquerda na alça central.
Ele pensou em dizer algo para acalmar e se desculpar com a companheira, mas nada lhe veio à cabeça. Connington não era o tipo de pessoa que sabia como se relacionar com outras pessoas. Na verdade, era o tipo de pessoa que não sabia fazer muito mais coisas que não fosse seu dever.

Uma vez no beco, uma visão lhe surpreendeu ao ponto de fazer o sangue congelar em suas veias por um instante. Algo que lhe fez, por curtos instantes, parar de respirar, devido a surpresa, raiva, estupefação, entre outros sentimentos comuns.
Parado, na saída daquele imundo lugar, um homem alto terminava de degolar um garoto que fora Legionário da III. Os braços de John começaram a tremer diante da cena. Ele não sabia que tipo de reação a garota a sua frente teria, mas ele, ao ver pela primeira vez a morte de um companheiro, ficou estupefato por longos momentos.  O braço direito, aquele que usava para empunhar seu gládio, que até então estivera relaxado ao longo de seu corpo, tremia. O garoto nem mesmo percebia o quão fundo estava enterrando as unhas na carne da palma da mão. Os nós dos dedos estavam brancos, e uma vontade imensa de gritar se acumulava em seu peito. Grito que com certeza teria sido verbalizado, não fosse a momentânea falta de ar que se instaurara em seu peito.

Quando aquele homem se dirigiu aos dois, John sentiu imediatamente que não se tratava de um combatente imberbe como Sean fora.  Instintivamente, deu um longo passo a frente, pondo-se meio passo adiante de Jamine, e largando a mochila ao lado da perna esquerda, deixando ambas as mãos livres. Aquele homem pagaria pelo que fizera à Knowless.  Mas antes que John pudesse se concentrar mais nele, outra voz soou. Grave, e com o tradicional tom de comando que o próprio John costumava envergar quando se dirigia aos demais Legionários da III.

Se o primeiro homem parecia ser mais perigoso que Sean, este era de fato um risco. Andava de forma despreocupada e segura; a segurança dos grandes, a segurança dos que conhecem a arte das armas. Sobre uma das ancas, pendia um gládio; certamente, outro traidor do acampamento. Quantos mais ele e Jasmine ainda encontrariam naquela noite? John já estava começando a ficar perigosamente cansado de traidores.

Desta vez, a resposta veio rapidamente. “Eles derrotaram o Ás de Paus”. Bem, ao que parece, Samantha fora a primeira, de uma organização de 4 descendentes dos Deuses que serviam aos Titãs. Aquilo deveria ser algum tipo de grupo tático de operações especiais. Uma SWAT dos titãs, que tinha por trabalho descobrir o que pudesse do Acampamento, e cooptar novas tropas para o lado Titã. Isso já estava bastante claro, depois de Sam.

Então, rápida como uma gata, uma garotinha passou reto por John. Menos de um minuto depois, estava empoleirada no topo do muro. Algo estava em suas mãos: a carta de recomendação que a Pretora lhes cedera para o acaso de encontrarem legionários veteranos. A do outro legionário caído fora roubada também. O rosto do Centurião tornou-se vermelho como uma beterraba. Mas ele duvidava que, naquela meia-luz, qualquer um pudesse notar.

A raiva dentro de si crescia a uma razão absurda.  E as coisas seguiam acontecendo.  Garret, aquele com pinta de líder, e com o gládio no cinto, ordenou ao projeto de assassino Tony que viesse extrair deles informações. 
Era claro que fora aquilo que ele estivera fazendo com o pobre Knowless. John estendeu a mão para a mochila a seu lado, sacando o próprio gládio. O simples tocar da empunhadura da espada foi o suficiente para trazê-lo de volt a estranha razão que se apossava dele quando um combate era iminente.

Sem qualquer cerimônia, tirou o casaco colegial que Jasmine havia lhe dado, deixando que se amarrotasse no chão, empunhando a espada na mão direita. O movimento revelava a imunda e ensanguentada camiseta do acampamento. Deu mais um passo a frente, ignorando a companheira, enquanto a passa para trás de si com o braço esquerdo em um movimento firme que não toleraria qualquer objeção.


– Fique atrás de mim.

Foram as únicas palavras ditas. Em um tom grave de ordem que não poderia ser contrariado. O rapaz assumiu novamente uma postura de combate, montando uma base firme com as pernas. Mantinha Jasmine atrás de si, escorada contra uma das paredes do beco,  com ele próprio a frente em uma posição onde conseguia captar Garret, à sua direita, bloqueando o caminho que conduzia de volta ao poste velho de luz e à saída lateral do cassino. Diagonalmente a sua esquerda, estava Tony e sua faca.  Um pouco mais a sua direita, os outros dois bloqueavam a saída do beco.

O garoto deixou escapar uma risada rouca e engasgada de sua situação. Terminasse como terminasse, aquilo com certeza seria rápido. Estavam cercados de porcos traidores. Agora era ver o quanto aqueles porcos poderiam impor de desafio ao gládio do Centurião.

Ele olhou diretamente nos olhos de Tony, enquanto este se aproximava. Não se moveria um único centímetro de sua posição. Que o grandalhão viesse. Tampouco se deu ao trabalho de escutar que quer que fosse que ele dissesse.  Em seus pensamentos, mantinha uma única ordem para Jasmine: não diga nada. Se ela tentasse contatá-lo por telepatia, era o que encontraria. Não se daria ao luxo de pensar em palavras para acalma-la, ou instruções para lhe passar. A situação exigia sua total atenção. Ele iria esperar pela brecha certa. Deixaria que Tony e sua faca chegassem perto. Mover-se-ia de forma a ter seu gládio sempre como uma ameaça ao bastardo,  sempre girando a base de seus pés, de modo a ficar no caminho dele, impedindo totalmente que ele chegasse a Jasmine sem passar por John.

Deixaria que ele fizesse o primeiro movimento de ataque. Não tinha porque tomar a iniciativa. Estava novamente com o escudo no braço esquerdo, em forma de bracelete. Se o adversário fizesse o movimento impensado de ataca-lo diretamente com a faca, John apenas interporia o braço esquerdo, acionando o escudo oculto, e deixando que ele angulasse um pouco, de modo a repelir a faca para esquerda, estocando ao mesmo tempo com seu gládio direto contra a virilha esquerda do adversário, que, para lançar uma facada, certamente estaria em seu raio de ação. Uma perfuração na virilha, ele sabia, romperia a artéria femural. É um ferimento que causa um sangramento maior e mais rápido do que o da própria jugular, na garganta. Em outras palavras, abrir a virilha de um adversário é mais letal que propriamente degolá-lo.

Se Tony fosse imprudente a ponto de ataca-lo com sua faca, John não demonstraria qualquer remorso em sujar-se um pouco mais nos esguichos de seu sangue de traidor de Roma.

De qualquer forma, aguardaria. Não se lançaria ao convite de um combate aberto, que eles viessem para ele. A maneira romana de combater era essencialmente defensiva; aquele Tony não tocaria nele. Se tentasse agarrá-lo, provavelmente perderia uma das mãos para um golpe de John com seu gládio. O garoto não abandonaria sua posição. E não deixaria que sua companheira fosse envolvida.

Seus olhos estariam atentos a tudo.  A procura de qualquer intenção que pudesse denunciar o ataque inimigo. E claro, de olho no estranho orbe que Garret carregava. Alguma coisa dizia a John que aquilo ainda traria problemas...


De qualquer maneira, não havia mais muito o que fazer. Esperaria pela ação do inimigo, e não perdoaria qualquer falha que Tony mostrasse em sua defesa. Não tinha motivos para dar a honra de uma luta justa a quem matou um de seus companheiros; a quem traiu Roma; e a quem  agora tensionava ferir outra companheira sua. Sua avó, Nêmesis, havia quase que assumido o controle da situação. A ira divina haveria de ser administrada sobre aqueles que a mereciam.
 
 
 
 
 
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Sab Set 14, 2013 2:10 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts


"Só o amor seria capaz de corrigir todos os males", Lord Byron





- Je ne souhaite pas à mon pire ennemi qui ne connaît pas le vrai amour¹. Que Vênus tome direção da sua vida, Samantha. Que ela decida a felicidade que merece e se ainda merecerá viver. Mas que quando vier a morrer, que seja pelas minhas mãos.

Jasmine vira emanar da aura da inconsciente Samantha um fino fio de magia que ainda corria nela. Não era nada intenso e brilhante como antes a semideusa havia visto, mas ainda estava ali, indicando também o pouco de vida que ainda habitava Samantha. Havia sido uma surpresa para a garota quando se aproximou da legado de Trivia e a viu ainda com aquele fino fio de vida, pois esperava que o golpe de John tivesse sido suficiente.

Se a história de Takahashi fosse real e Jasmine pudesse empunhar a espada Tenseiga naquele momento, certamente veria aquelas criaturinhas pequeninas e demoníacas, como ceifadores, ansiadas pelo desejo de obter uma alma perdida do mundo dos vivos para si. Mas Jasmine pressentia que isso não aconteceria tão cedo. Por isso tais palavras suas, desejando que Vênus cuidasse da vida de Samantha como bem lhe fosse sensato, que ela optasse pela vida ou pela morte daquela goticazinha, mas a condição de morte era a mão de Jasmine.

- Eu seria sonsa se saísse daqui sem isso - disse a garota meio que falando com John e meio que falando sozinha antes que se retirassem do cassino, tendo pego o baralho de tarô - algumas cartas estavam na mesa ainda, algumas outras estavam nas mãos de Samatha. Podia estar faltando uma carta ou outra, dada a agitação dos momentos anteriores, mas poderia ser útil mesmo assim.





_____



No ano de 1855 a literatura abraçou um grande exemplar byroniano para fazer jus à geração de escritores e artistas da época. O grande cenário daquilo era uma taverna, o tipo de lugar para recostar-se ao balcão com um copo de cerveja e chorar as mágoas para o atendente que, como se nunca tivesse ouvido aquelas lamúrias, iria tentar consolá-lo com mais um copo de bebida. E ali, bebendo e recostado ao balcão sobre um dos cotovelos, dividiria suas lamúrias com o vivente estristecido ao seu lado, que também lhe contaria suas mágoas. Uma noite daquelas em uma taverna poderia até ser comum naquela época, mas a mensagem final das histórias que aqueles bêbados compartilharam ficticiamente era especial: é preferível morrer por amor que viver sem ele. ² O ambiente que os legionários seguiam naquele beco lembrava a Jasmine exatamente o que ela imaginara como cenário daqueles contos de horror, drama e amores.

"Queria que tivéssemos tido tempo de observar aquele alçapão", Jasmine comentou a John, telepaticamente. Tiveram de sair com tamanha pressa daquele lugar que Jasmine nem tinha certeza se John também havia reparado naquilo sob a mesa, quando em meio à batalha, esta havia saído do lugar, revelando o tal alçapão.

John estava seguindo a frente, a passos cautelosos e com atenção a todos os lados, pois aquele beco se esgueirava e tornava-se um tanto mais estreito, tornando difícil a visibilidade do que estariam por encontrar adiante.

Jasmine virou-se rapidamente e de modo afobado quando ouviu algum ruído à sua direita, mas respirou aliviada ao ver que era apenas um gato. Ela reconsideraria o "apenas", pois o olhar dourado daquele gato pareceu se demorar por demasiado nela, e parecia ser mais cativante e chamativo do que o olhar de um simples gato. O felino olhou adiante, continuando seu trajeto, até que sua pelagem preta o disfarçasse na escuridão daquela ruela.

Distraída com aquele gato, Jasmine poderia não ter notado a atrocidade que estava prestes a ocorrer diante de seus olhos, não fosse John ter segurado seu pulso por um breve instante. Ao olhar com atenção para os dois rapazes à sua frente, se deparou com a segunda cena mais desagradável da noite. Ela estava tentando ocupar sua mente com diferentes coisas para não se lembrar do lado de seu centurião que conhecera naquela noite, que até a assustara. Ela evitava ter de falar com ele, evitava olhar para seus olhos, como se no instante que isso ocorresse fosse se deparar com aquele garoto desembestado que só pensava em matar que houvesse de se intermpor em seu caminho.

E agora, sem que ela tivesse tido tempo para processar os fatos, vira um antigo legionário da III Coorte desfalecer em meio ao seu sangue, sem que tivesse feito nada por ele. Jasmine quase teve o ímpeto de correr, se não tivesse sido impedida por John. Pareceu que naquele momento eles haviam sido então notados por aquele garoto imenso e ganhado sua atenção.

"Há quanto tempo eu não via George Knowles no Acampamento? Por qual missão ele havia saído? Trate de se lembrar, Jasmine...", a garota dizia consigo, e após, notara seus olhos lacrimejarem pela injusta morte do garoto e pelo remorso de não terem chegado ali um minuto antes. Como sempre, tentando ser mais racional que sentimental, embora sua natureza a traísse.

Uma outra oz manifestara-se atrás dos dois legionários, e Jasmine virou-se para ver quem seria agora. Ela teria prestado mais atenção em seus chamativos olhos verdes, não fosse aquele globo vermelho pendendo em uma corrente ao lado do corpo. Tentou ver se tinha algo a mais em seu interior, mas a falta de luminosidade não ajudara. Falta de luminosidade? Aquilo dera uma ideia para Jasmine...

Segundo as palavras daquele rapaz, a legionária entendera que ela e John estavam em um jogo de tabuleiro caracterizado por quatro fases, cada qual representada por um naipe do baralho. Samantha fora a primeira "chefe" do jogo, sendo representante do naipe de paus. Jasmine gostava de jogos interessantes assim, não fosse o sangue derramado sobre o tabuleiro. E agora, em qual naipe estariam?

Dispensando o sarcasmo de seus próprios pensamentos, coisa que vinha a ela junto à raiva, ela percebeu melhor do que se tratava. Samantha estava servindo aos titãs, sem necessariamente ter traído o Acampamento - segundo ela -, mas aqueles que estavam a sua volta agora estavam enquadrados nos dois crimes: traição e cúmplices. Ao menos não saberiam das cartas de recomendação se já não estivessem estado à mercê de uma. Se, de acordo com as regras daquele jogo, estavam passando por quatro grupos de servos dos titãs... no final... Jasmine ainda encontraria Erik, seu antigo amigo e tutor? Ela agitou a cabeça negativamente dispersando aquela ideia, pois não era alguém que ela quisesse ver tão cedo.

Então, seria Garret o "chefão" daquele nível ou "ela"?

Jasmine teve o ímpeto de pular aquele muro e ir atrás daquela garota, Faye, por ter furtado suas cartas de recomendação. Parecia um tamanho ultraje alguém treinada como ladra no México ser roubada agora por uma pirralhinha, e Jasmine tinha certeza que ela não iria longe se fosse em seu encalço. Poderia recuperar a carta de recomendação de Knowless também... Mas não, não seria prudente fazer isso.

John afastara Jasmine, passando-a para trás de si, assumindo posição de batalha outra vez. Uma sensação fria percorreu a espinha de Jasmine, como se fosse ter um déjà vu desagradável daquele cassino. "Não diga nada", era o que o centurião instruía telepaticamente. Ela fitou Garret por um instante. Teria muitos "mas" a dizer a John quanto à sua ordem, ela poderia muito bem enganar Tony e Garret sobre as fronteiras do Acampamento, poderia se passar por sua irmã, Julianne. Poderia também ignorar o que John lhe dissera e correr o risco da ideia que delineara seus pensamentos...

Ela encarou a fraca luz que iluminava precariamente o beco, e então as sombras em todo o ambiente. Elas pareceram se agitar quando Jasmine lhes deu atenção. A garota poderia não parecer uma grande ameaça para aqueles dois no momento, já que o centurião estava diante dela com seu gládio empunhado, o que era o que Jasmine precisava naquele momento. Fitou as sombras do beco e lhes disse para subirem. A filha de Trivia fez com que as sombras se levantassem e se prendessem às pernas de Garret.

"Tenebrescere"³.




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Poderes usados:
 


Código:

1. "Não desejo ao meu pior inimigo que não venha a conhecer o amor verdadeiro".

2. Referência ao livro "Noite na Taverna", de Álvares de Azevedo. Escritor da segunda geração romântica, a geração byroniana. Este livro de contos foi publicado, postumamente, em 1855.





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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Qui Set 19, 2013 3:05 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts

Las Vegas
USA
[#007]
Tony hesitou por um momento ao ver o olhar de John e sua concentração. Aquele rapaz não era um inexperiente no combate e seus olhos mostravam que estava pronto para morrer e que não tinha medo disso. E mais, que levaria quantos pudesse com ele. Mas depois, obrigou-se a acalmar os pensamentos.
Garrett, no entanto, não demonstrou emoção ao ver que o assassino caminhava para um combate que provavelmente iria perder. Continuou com os braços cruzados, deixando um sorriso desprovido de humor se insinuar em seu rosto. Sempre ficava assim diante da perspectiva de ver uma morte. Não era a hora ainda de interferir... Primeiro observaria o legado de Marte e de Nêmesis... E, obviamente, a filha de Trivia...
Quando Tony avançou para John, fazendo uma finta para atacar seu pescoço, Jasmine tentou alterar um de seus feitiços. Entretanto, a magia ficou por demais instável e a lâmpada do beco explodiu, com uma magnitude surpreendente para uma simples lâmpada. Ao alterar o Feitiço de Iluminação para que tivesse o efeito oposto, a filha de Trivia transformou a lâmpada em pura luz. Ainda que as sombras que controlava fizessem seu trabalho, prendendo as pernas de Garrett, não estavam fortes o bastante. Além disso, a repentina explosão desestabilizou os presentes. Garrett e os outros dois cambalearam; Tony errou seu golpe e John não pôde contra atacá-lo; mas Jasmine levou a pior: caiu no chão, um tanto atordoada. As trevas que prendiam Garrett se dissiparam e o rapaz se apoiou na parede para não cair.
Seus olhos fitaram profundamente a filha de Trivia e fez sinal para que um de seus asseclas fosse até ela. Entrementes, Tony atacava John, ainda que estivesse nervoso por conta da súbita explosão e do globo de luz que agora se mantinha flutuando sobre eles, iluminando tudo. Seu nervosismo foi o que o centurião precisava para deter seu ataque com o escudo e aplicar um golpe em sua virilha, a lâmina do gládio subindo pelo abdome o assassino. Com um empurrão, John o jogou no chão, sangrando e longe de qualquer esperança de cura. Se virou para interceptar os dois capangas de Garrett, que tinham cada um uma espada longa nas mãos.
Jasmine agora se levantava. Algumas das cartas do baralho mágico de Samantha estavam no chão: A Sacerdotisa, O Carro e A Lua. Sua tentativa de alterar o feitiço havia sido frustrada, resultando no globo luminoso sobre o beco. Garrett a olhou profundamente e sorriu para a garota. Seus olhos eram escuros e davam uma sensação de medo, de pânico... O terror começava a invadir a legado de Vênus, nublando suas sensações... Seu corpo já não respondia aos seus pensamentos...
Enquanto isso, John travava sua luta contra os dois capangas de Garrett. Nenhum dos dois era inexperiente e seu esforço conjunto dava ao centurião certo trabalho. Enquanto um atacava, forçando Connington a se defender com o escudo, o outro avançava contra ele, interceptando sua lâmina com a própria. Os dois tentavam acuá-lo contra um dos cantos do beco e com Jasmine sob o olhar de Garrett, a ajuda talvez não fosse imediata. O rapaz teria de pensar em uma maneira de se livrar dos dois e salvar a legionária. Caso contrário... Bem, Garrett tinha um ar possessivo demais enquanto se aproximava dela... E apesar da iluminação concedida pela magia, o ambiente ficava mais frio e a chuva não dava trégua...




Regras
Poderes e Itens devem ser apresentados em Spoiler, Code ou outra estrutura similar (à escolha).
Gramática, ortografia, coerência e coesão são essenciais.
A postagem deverá ser bem escrita, de maneira a envolver o leitor, e interpretando o personagem, afinal, é disso que se trata RPG.
Prazo de 72h para postagem.





Poderes (Garrett Werra):
 

STATUS
Aliados
Jasmine Engels
HP 165|170
MP 140|170

John Connington
HP 280|280
MP 240|280

Oponentes
Garrett
HP 300|300
MP 250|300

Tony
HP 000|230

Capanga 1
HP 230|230

Capanga 2
HP 230|230
Participantes
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John Connington  (legado de Marte e Nêmesis) – Nível 18
Meteorologia
Chuvoso
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~


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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Sab Out 26, 2013 8:17 pm


 


Las Vegas


One on Two

 

 
As coisas realmente não saíram como o planejado. O que é ruim, realmente sempre pode piorar.
 
Enquanto o Centurião aguardava o impacto do ataque de seu oponente, convicto de que o adversário imaginava que sua finta forçaria John a abrir mão da posição defensiva com a espada – posto que o homem não sabia da existência de um escudo oculto em seu bracelete – a lâmpada do beco explodiu de forma efusiva.
 
Os momentos seguintes, o jovem oficial da III não poderia se recordar com clareza. Apenas tinha a vaga consciência de novamente estar empapado em sangue. Ao que parecia, seu adversário escapara ao atordoamento da repentina claridade mais rápido do que ele, mas seus instintos de combate não permitiram que o adversário obtivesse sucesso. Pelo tipo de ferimento, Connington sabia que ele não seria mais problema.
 
Ele.
 
A suas costas, Jasmine desabava por conta do esforço para conjurar o feitiço; muita energia havia sido drenada dela, e o outro rapaz, que agora John reconhecia claramente como um filho do deus da guerra, marchava em sua direção, acuando-a com uma enorme aura de pânico e medo da batalha, que se propagava de seus olhos.
 
O Centurião teria ido em seu  auxílio, não fossem os outros dois meio-sangue que guardavam a entrada do beco terem caído sobre ele com espadas em punho.
 
Foi um assalto complicado. Devido a sua grande desvantagem – tanto em comprimento de lâmina, como em quantidade de combatentes – o rapaz estava sendo empurrado para trás, para longe de sua companheira. Ao passo que Garret estava cada vez mais próximo da Legionária. Aquilo lançou uma voz de alerta na mente de John.
 
Ele era obrigado a usar tanto o gládio quanto o escudo para bloquear, e já havia cedido terreno de mais. Porém, finalmente, o estupor pela enorme claridade e pelo estrondo do feitiço de sua própria companheira, pareceram amainar.
 
Ele travou os pés no chão e não mais recuou. Precisava se aproximar novamente de Engels. Seus olhos tornaram-se novamente os tradicionais radares de batalha que costumavam ser e, gradativamente, sua habitual calma de combate retornaram à mente.
 
Rapidamente a batalha na qual ele parecia estar levando a pior, pareceu se tornar mais equilibrada. Os padrões de movimento de seus adversários começaram a se tornar mais claros, era John agora quem pressionava.
 
Utilizando o corpo angulado e o escudo como seu melhor amigo, o Centurião fintava agilmente sobre seus adversários, atraindo seus golpes mais pesados contra o broquel, e os mais ágeis contra pontos que lhe proporcionavam fácil evasão, liberando assim o gládio para que os ameasse.
 
Ele ainda estava longe de poder ferir ambos adversários, que ao que parecia, tinham experiência em cooperarem em uma frente de luta, protegendo-se mutuamente. Mas, ao menos, conseguira-os pressionar até um ponto que novamente estava próximo de Jasmine.
 
O garoto então mudou sua movimentação com as pernas. Podia perceber que Garret estava perigosamente perto da garota, que agora conseguia pôr-se em pé novamente.  Ele precisava ajuda-la. Aquele filho de Marte não era o tipo de coisa que uma filha de Trívia teria facilidade para enfrentar. John não veria mais um legionário da III ser ferido na sua frente, e seu sangue ainda borbulhava desejoso de vingança pela queda de Knowless.
 
O pé esquerdo, que estivera desde o início à frente, apresentando o escudo a seus adversários, foi posto  um passo atrás do direito. O garoto abria a guarda, oferecendo o lado da espada a seus oponentes, girando o corpo de forma com que seu escudo protegesse o flanco em que um dos oponentes estava e o gládio, ameasse o outro.
 
Fez este movimento de forma rápida, estocando o gládio contra a defesa do inimigo, forçando assim com que se posicionasse entre eles.
 
O que ele faria em seguida era simples. Usaria o gládio para bloquear qualquer golpe de seu adversário mais próximo – à sua direita – mas assim que o oponente da esquerda atacasse, aproveitando de sua posição aparentemente frágil com o escudo, ele inverteria novamente sua posição, usando o escudo de forma a não apenas bloquear, mas efetivamente golpear a lâmina da longa espada do adversário, jogando todo o peso de seu corpo no movimento. 
 
Ampliaria a força deste “encontrão”, girando nesta direção, com uma passada larga da perna direita, de modo que fosse parar praticamente atrás de seu oponente. Concomitantemente a este tipo de movimento, moveria o gládio de forma a cortar o oponente da direita na altura da garganta, o que o forçaria a bloquear seu gládio, impedindo que o fulminasse durante o giro. Uma vez que este estivesse completo, e com o adversário da esquerda desequilibrado por seu golpe tão próximo, estocaria a lâmina contra sua omoplata.
 
Tendo ou não tido sucesso nessa manobra, faria o movimento inverso, voltando novamente a sua posição de partida. Em caso de sucesso, o Legionário avançaria sobre o segundo capanga – o da direita – utilizando-se da vantagem de ter um escudo e uma espada, para pressioná-lo até uma das paredes do beco, e lá, liquidá-lo com um golpe contra a virilha ou a garganta, para em seguida voltar, e se interpor como possível entre Jasmine e Garret.

Caso não houvesse dado certo, manteria a luta, de  forma a poder repetir a manobra, intercalando com uma manobra espelhada – lançando o peso do corpo no gládio, girando com a proteção do escudo, e fulminando de forma semelhante o oponente da direita, para apenas depois se voltar ao da esquerda.

 
 
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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Seg Out 28, 2013 7:12 pm

Ace of Spades & Queen of Hearts


Why am I so afraid to break down and lose my mind again I don't know, I can't see, what's come over me




Foi como se a energia da semideusa tivesse drenado em boa parte para aquele globo de luz ofuscante que pairava sobre o local. Ao menos foi como Jasmine sentiu. Sentiu-se desfalecer imediatamente após o efeito do seu encantamento, e sentira ainda alguns cacos de vidro da luminária arranharem seu rosto causando certa ardência sob a chuva incessante. A garota caíra sob o joelho direito, tentando sentir-se completamente consciente novamente.

A escuridão quando fechara os olhos parecera muito convidativa, ela admitia, mas os sons provocados pela batalha entre John e os outros campangas de Garret mantiveram Jasmine consciente que não podia se entregar à inconsciência. "Vamos, Jasmine, se levante", ela dizia a si mesma. Sabia que John estava a frente cuidando de dois adversário enquanto ela tinha tempo de se recompor, e sentia-se inútil por não estar ajudando de alguma forma. Ela recostou-se à parede atrás dela, usando-a como apoio para se levantar, estando - ou se forçando a estar - melhor após o efeito falho daquele feitiço.

"Bem, eles dão trabalho", Jasmine tentava se lembrar do que seu tutor havia dito sobre como enfrentar um filho de Marte, mas até onde lembrara, não havia ajudado. Talvez devesse ter se lembrado cedo o bastante sobre o que ele dissera... para nunca fitá-los diretamente nos... olhos.

O que mais assustava Jasmine? Ela nunca soube responder essa pergunta a si mesma. Nunca foi uma criança com medo do escuro ou de monstros, essa última parte, por incrível que pareça. Talvez pela afinidade sanquínea à escuridão e criaturas míticas. Ela não tinha medo da dor ou da morte. Não tinha a quem temer a perda. Mas nem por isso não haviam coisas que a agoniassem.

Ela se viu sob um céu tingido de sangue, o campo de batalha dividido e inimigos prestes a entrar em combate e ela exatamente no meio, entre eles. Não havia escolhido seu lado, não pertecia plenamente a nenhum partido, mas deveria. Então os dois exércitos não entraram em combate um contra o outro, mas levaram suas forças em direção a Jasmine. Ela não era neutra ou amiga de ambos os lados, era inimiga de ambos.

"É só uma ilusão, eu sou mais forte que isso!", ela disse a si mesma naquela ilusão, o que pode na verdade ter sido um grito dela naquele beco perante John e a corja de Garret. Fitou cada um dos dois exércitos naquela ilusão e procurou rostos conhecidos, ou pelo menos forçou-se a ver como conhecidos e começara usar seu próprio esforço mental para tentar alterar o efeito daquela ilusão sobre si, passado o estupor prévio. Se lutasse contra o medo e o efeito daquilo, sabia que seus olhos voltariam a ver apenas aquele filho de Marte... "Concentre-se", ela dizia a si mesma, apesar de uma lágrima ter estragado a expressão de seriedade em seu rosto. Fato é que ela temia o dia que esse embate ocorresse...

Através de uma amiga sua do Acampamento, Jasmine ouviu uma história bastante interessante. Ao que parecia, Marte tinha certa atenção por alguns filhos e quando completavam quinze anos, poderiam ter a honra de dirigir a sua quadriga de guerra. O colega de centúria de Madison, um filho de Marte, contara aquela história. Pânico e Medo poderiam cruzar o caminho de quem passasse por esse tipo de teste empregado pelo deus, e experimentar pessoalmente o seu olhar que causava pavor. Se tinha uma maneira de evitar aquilo? Bem, dizem que apenas concentração e a consciência que é uma ilusão.

A parte sobre concentração não era difícil para Jasmine, ainda mais conforme ela recuperava-se e ficava mais consciente após o feitiço. Os arranhões em seu rosto causados por alguns cacos de vidro da luminária explodira a ajudavam, era o único momento em que ela tentava se concentrar mais na dor causada ao invés de ignorá-la. Isso a faria se concentrar em seu corpo real naquele beco, não na dor daquela visão. Interiormente, adotou sua opinião, e a visão não podia mais causar-lhe medo.

Viu-se no beco sob a chuva de novo. Não se sentia tão afetada quanto antes, apenas com uma dor latejante em sua cabeça, mas não importava. Logo passaria. Ao ver os olhos de Jasmine lúcidos, Garret não fez uma cara de muito bom grado. Seu grimório estava a mão, e ela só tinha uma coisa a dizer. Avançou poucos passos e tocou o ombro de John, apenas para que não fosse também atingido pelo que pretendia fazer.

- Rallentare - disse, lançando o feitiço de desaceleração. - Acabe com ele, John - ela diria se desse certo, pois até mesmo Garret, que aparentava ser um adversário de maior porte, estaria fora de condições de se defender ou atacar. Dando certo e oferecendo a oportunidade perfeita para John lidar com aquele cara - ou também os seus adversários anteriores, caso os ataques de John não tivessem sido eficientes o bastante -, Jasmine se adiantaria atrás da garota ladina que roubara as suas cartas de recomendação junto com a de Knowless. Havia uma ela mais importante que Samantha ou Garret que precisava ganhar uma atenção especial.


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MensagemAssunto: Re: (Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington   Sex Fev 27, 2015 12:56 pm



Missão Suspensa




Por inatividade, suspendo esta missão até que haja possibilidade em retomá-la. Os legionários participantes dela ganham as seguintes recompensas:

John
♥ 2 níveis
♥ Item ainda a combinar

Jasmine
♥ 2 níveis
♥ Baralho de Tarot de Samantha Haggenfar [Roubado no Flush of Clubs após a morte de sua dona, o baralho ainda é capaz de executar magia quando o poder das cartas é ativado, mas não está ligado à energia mágica vital de Jasmine - sendo, portanto, apenas um souvenir.]



Por Vênus - do amor, da beleza, patrona de Roma.



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(Las Vegas - Nevada, USA) Ace of Spades & Queen of Hearts [Missão Dinâmica Externa] - J. Engels | J. Connington
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