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Ficha de Reclamação para Semideuses e Sistema de Legados.
Ficha de Coorte.





















Seis meses se passaram desde que "o acontecimento" perturbou a paz do Acampamento Júpiter. Um titã invadiu o lugar até antes chamado “seguro”, trazendo consigo uma série de acontecimentos de cunho inferior, porém de grande importância também. Campistas e mais campistas haviam sumido, e uma única hipótese cunhava as ideias dos pretores: eles haviam se aliado a Saturno. As notícias não eram boas... Fillipo já não dormia direito havia quase um mês. A preocupação o assaltava durante o dia, os pesadelos vinham durante a noite. O receio de não ser um bom líder e a ansiedade pelo que estava por vir eram constantes companheiros. Martin, seu namorado centurião e fiel escudeiro, o ajudava com planos de batalha e pesquisava feitiços e encantamentos incansavelmente... Julianne parecia um pouco avulsa a tudo. Mais dura, mais rígida e ao mesmo tempo mais sentimental, parecia não ter superado o fato de que seu ex-namorado Brandon ter mudado de lado, em favor dos titãs. A pretora talvez achasse que havia esperança para ele. Um sentimento tão profundo que talvez nem ela mesma soubesse, a despeito de ser uma filha de Vênus. Os treinos haviam sido dobrados... E os centuriões passavam a exigir mais dos campistas de sua Coorte. O ritmo era acelerado, mas depois de meio ano passado, todos já haviam se acostumado. Filhos de deuses ligados à magia – como Mercúrio, Trivia e Angita – e que tivessem determinadas habilidades eram reunidos praticamente todos os dias para juntos encontrarem defesas e ataques mágicos que fossem eficientes. Aqueles que podiam ver o futuro, o passado e o presente, em especial o Áugure, tentavam interpretar suas visões. A alegria da nomeação dos pretores e as festividades que ocorriam quase sempre pareceu esmorecer de repente. Já não se viam pessoas rindo nas ruas. Estas mesmas pessoas estavam com armas e artefatos, treinando suas capacidades físicas, treinando seus poderes... Treinando... Casais eram vistos sempre juntos, como se não tivessem tempo a perder com a guerra iminente. Em Nova Roma, a transformação era ainda maior que no Acampamento Júpiter. A cidade todos os dias acordava cedo e todos os ex-legionários eram chamados aos treinos diários. Centuriões estavam exigindo que mesmo aqueles que fossem muito jovens ou muito idosos treinassem três vezes por semana, para o caso de precisarem. Os romanos não reclamavam. Pelo contrário, se empenhavam para defender seu amado lar. Mas nenhuma mudança era maior do que a expressão das pessoas. Enquanto os prédios se mantinham no lugar, a arquitetura magnífica se mantinha e a cidade se preparava para a batalha, as pessoas se preparavam inconscientemente para perder muitos de seus amigos e familiares, mesmo com a vitória. A batalha não seria simples e os semideuses e legados sabiam muito bem disso. Um sorriso era algo incrivelmente raro de se ver. Entre os legionários, olheiras e cansaço eram visíveis e tangíveis o tempo todo. Aqueles que tinham habilidades singulares eram vistos ainda mais acabados, exauridos de suas forças para controlar cada vez mais seus poderes. Por vezes, os pretores davam a ordem de convocar a Fulminata no meio da madrugada para um simulação surpresa. “É necessário estar preparado para tudo.” Era a declaração deles. Os legionários sonolentos concordavam e treinavam. Logo a maioria estava se acostumando a dormir pouco para recuperar a energia. Aqueles que possuíam talento com ervas vendiam energéticos a preços altos, e o estoque se esgotava rapidamente. Até mesmo alguns centuriões aderiram às compras massivas de energéticos. Certas pessoas ganhavam dinheiro com a guerra. Nova Roma estava tensa com a guerra. Mas ainda assim, havia uma chama que não poderia ser apagada. Nova Roma tinha esperança. A XII Legião Fulminata sabia que tinha uma chance. Eram legionários, eram semideuses, eram legados. Eram romanos. E a chama que ardia em seu peito era a esperança...


















































O Camp Jupiter RPG é baseado na saga "Os Heróis do Olimpo", de Rick Riordan. O conteúdo vem em maior parte de Wikis tematizadas na saga citada; os sistemas, testes, fichas, concursos, e poderes & habilidades, são de autoria de R. Rinehardt (Júpiter), F. Segheto (Mercúrio) e J. Esteves (Vênus), co-fundadores do RPG. Plágio ou uso indevido das informações contidas neste RPG serão notificados à Forumeiros, que tomará as providências cabíveis.

Aproveitando este ensejo, agradecemos a todos que colaboraram e colaboram com o CJRPG, seja admnistrando, moderando ou apenas jogando conosco. O nosso muito obrigado!


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 {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas

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Vênus
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MensagemAssunto: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Seg Fev 18, 2013 12:51 am



Circus Maximus: Corrida de Bigas





Uma popular arena utilizada para jogos e diversão, o Circus Maximus foi criado pelos antigos reis etruscos de Roma. Os espetáculos ali mostravam uma clara influência grega com seus grandes jogos, corridas de bigas e festivais, tendo sido os primeiros espetáculos promovidos por Tarquínio, o quinto rei de Roma. Nos primeiros tempos, o Circo Máximo era formado por uma estrutura de madeira, na qual foi anexada uma área de onde partiam os carros dos jogos.

Ao longo dos anos, o Circus Máximus sofreu alterações como: a expansão da arena por Júlio César, que deu a ela as dimensões de 600m e 225m; mais tarde também ganhou a anexação de um arco por Tito, imperador romano que sucedeu Vespasiano.

Exatamente dessa forma que o Circus Maximus foi trazido à Nova Roma, e um lugar tão clássico quanto esta popular arena não ficaria de fora das festividades daqueles três dias. Comemorando ao estilo romano, o Circus Maximus terá uma atração imperdível durante os três dias de festa: corrida de bigas – aquele evento que é chamado como “Fórmula 1 da Antiguidade”. As bigas seriam puxadas por dois cavalos, e os legionários poderiam competir sozinhos ou em duplas (o que era mais recomendável, devido aos ataques). A pretora do Acampamento Júpiter atuaria como juíza neste point, atenta a qualquer acidente ou trapaças - pois ainda que fosse comum usar das armas para tirar outras bigas da competição, sempre havia quem cometesse exageros.

A pretora Julianne Engels Burn estava no centro da arena a observar a pista ao redor, segurando as rédeas de seu cavalo andaluz enquanto observava os legionários preparando suas bigas, conversando e se preparando para a grande corrida do dia. Ao seu lado, praticamente imóvel, estava o cão metálico dourado. E como Términus não permitiria que atravessassem para Nova Roma sequer com um alfinete, era interessante notar o que cada um ali portava como arma, objetos de plástico, madeira e o que mais fosse atravessável pela Linha Pomeriana.

As festividades estavam iniciadas, no Coliseu, no Circus, e uma imensa mesa de buffet nos Campos de Marte, onde uma grande festa de encerramento ocorreria após findar os três dias – para também saudar os campeões dos jogos.



Informações sobre a Corrida de Bigas:


♦ A postagem será one-post: Significa que você elaborará seu post como se fosse um treinamento individual ou uma missão autonarrada. Pode descrever desde o começo dos jogos, pode narrar a corrida tendo feito seu percurso sozinho ou com outro legioinário (NPC {personagem não-jogável} ou combine com outro player). E por ser tudo em apenas um post, deverá narrar tudo, caprichando nas descrições e detalhes.

Os posts serão avaliados em níveis e XP após a festividade ser concluída, então capriche.

Lembrando ainda que aqueles que se destacarem nesses jogos do evento poderão ganhar itens de reconhecimento ou conquistar cargo de centurião de sua coorte.

Lembre-se que Términus não permite que você passe a Linha Pomeriana portando armas de ataque, e não adianta discutir. Então use a criatividade e leve armas de madeira, de plástico, o que for. A criatividade nisso renderá mais pontos depois.

♦ Sobre a Corrida, propriamente dita: Serão três voltas na pista, e claro que os legionários, ao jeito romano, podem usar de suas armas para tentar derrubar ou tirar do caminho competidores de outras bigas. Apesar de serem armas de brinquedo, lembre-se que você ainda tem seus poderes herdados e habilidades de semideus.
{*} Quanto aos poderes, só poderá usar os passivos.

Lembrando que você pode participar do Duelo de Gladiadores (clique aqui) OU da Corrida de Bigas.

Quem está postando em alguma missão, treinamento ou em interação pode (e deve) postar também no Evento, sem ter que interromper outras postagens.

♦ Prazo: 28/02, às 12h horas.


Por Vênus, do amor, da beleza, patrona de Roma.



Última edição por Vênus em Seg Fev 25, 2013 6:32 pm, editado 1 vez(es)
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Julianne E. Burn
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Seg Fev 18, 2013 3:37 pm


Party Like a Roman: A Corrida de Bigas no Circus

VESTINDO | TAGGED -x- | WITH Aurum, Wein, demais legionários presentes | FALANDO COM: Competidores da corrida







▬ O que você tem aí? É de plástico? – perguntei a um dos legionários que se preparava, com curiosidade na forma como o garoto se armou para a corrida, pois fora criativo. Afinal, Términus era claro com as regras e as seguia rigorosamente, não havia exceções, mesmo que fosse um super evento de comemoração pela eleição dos novos pretores. Eu sei, eu tentei falar com o deus dos limites (mesmo sabendo do lindo ”não” que receberia).

No meu caso, estava com um cajado feito de madeira e com a parte superior com detalhes de plástico de vidro. Como não competiria, só precisava de algo que desse para qualquer situação, e como filha da deusa da magia, o que melhor? O cajado estava preso às minhas costas, ao alcance para qualquer momento que precisasse.

Senti a agitação de Wein, e precisei aplicar mais força no pulso para que ele não se movimentasse tanto. ▬ Shh. Ei, garoto, calma. – disse acariciando os pelos curtos próximo ao seu focinho. Talvez ele estivesse agitado devido à presença dos demais cavalos que puxariam as bigas, os quais a minha antiga coorte, a Segunda, preparou e os trouxe para o Circus. Ou quem sabe fosse a presença de alguém que o incomodasse. ▬ Entendo você, Wein.. Olhei ao redor, observando cada legionário presente ali, todos ocupados arrumando suas bigas e conversando em duplas sobre as estratégias de ataque.

Aurum, o autômato canino dourado, parecia fazer uma observação ainda mais meticulosa de cada um. Eu esperava por trapaças, esperava por golpes sujos e baixos durante as corridas, e admito que faria vista grossa com isso (qual seria a graça?). Mas de qualquer forma, Aurum estava ali para me ajudar com isso, afinal, os campistas sequer se sentiam confortáveis com os autômatos perto.

▬ Espero que estejam preparados, legionários! – disse após montar meu cavalo e me aproximar deles na linha de partida. Já haviam transcorrido muitos minutos desde que eles começaram a se preparar, e pela posição que o sol já ocupava, julguei que já era hora de começarmos. ▬ Serão três voltas, contando desta linha a qual vocês estão posicionados – disse gesticulando e indicando a tal linha, e deixando que aqueles que estavam mais afastados dela se posicionassem corretamente. ▬ Claro que vocês podem tentar tirar do caminho os outros competidores, mas estarei vigiando cada um de vocês para que não passem dos limites. Aos que estão competindo em dupla, um deve dirigir a biga, o outro cuidará dos ataques e defesa. Cuidado com a vida útil de sua biga, pois se for muito atingida, não poderá continuar.

Assim que concluí as explicações e os legionários se posicionaram, conduzi Wein para me levar ao centro da pista novamente. Vi em cada um que estava competindo a ansiedade, a competitividade (como os bons romanos que são), e a determinação para vencer. Eu amava ver aquilo. Assim que estava no centro da pista, dei o sinal para que a corrida começasse.




Dicas

_ Lembra-se de como foi a Corrida de Bigas narrada em O Mar de Monstros? Basicamente, precisa ter uma ideia de como é a biga para entender como as coisas estarão acontecendo. São carros de guerra de duas rodas, movidas por dois cavalos, entenda melhor como “mini-carruagem”. Tem espaço para dois componentes, evidentemente o auriga e o lutador.
Citação :
Na noite anterior à corrida, Tyson e eu terminamos nossa biga. Ficou legal. Tyson tinha feito as partes metálicas nas forjas do arsenal. Eu havia lixado a madeira e montado a carruagem. Era azul e branca, com desenhos de ondas nas laterais e um tridente pintado na frente. Depois daquele trabalhão, era mais do que justo que Tyson fosse meu copiloto, embora eu soubesse que os cavalos não iriam gostar disso e que o peso extra de Tyson me atrasaria.

RIORDAN, Rick. O Mar de Monstros.

_ Se estiver dirigindo a biga, como controlou os cavalos? Acho importante citar isso, já que não é bem assim, qualquer um e de qualquer jeito, para controlar os animais. Se você for criativo nessa parte, não deixará o post inverossímil.




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Ravyn R. Ollicourt
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Ter Fev 19, 2013 4:47 pm


Lutar com armas (mesmo que de brinquedo) como um gladiador, sendo puramente ataque-e-defesa, ou participar da Corrida de Bigas, na qual podia tirar vantagem de ser filho de Mens e Sapiente de Minerva? Obviamente fiquei com a última opção.

Era uma linda tarde de sol. Aquele evento estava acontecendo devido a nomeação de Julianne e Fillipo para Pretores. Havia votado nela no Senado, na eleição, o pretor não era de todo ruim, apenas não seria a minha escolha. Mas sabia que a Duodécima Legião Fulminata seria bem liderada por ambos. Sai da Coorte, indo para onde a filha de Vulcano que seria minha parceira estava terminando com a biga. De longe, vi-a, os dois cavalos já selados e presos à biga. Eram rápidos, talvez não os mais, porém eram dóceis, e por isso escolhera-os. Sabia bastante de domar cavalos, assim como sabia bastante de qualquer coisa, mas prática era outra coisa. Não poderia ser, de primeira, domar cavalos ferozes ou castrados. Seriam especialmente difíceis de controlar, mesmo que fossem mais rápidos.

Ao ver minha aproximação, a filha de Vulcano perguntou-me:

- Gostou? Foi complicado, mas vai valer a pena.

Ela estava tão entusiasmada quanto eu. Seu nome era Joanne Tan (que significa "fogo" em galês), tinha 15 anos, portanto um ano mais nova que eu. Mesmo sendo romana, filha de um deus não conhecido como o mais alegre de todos, ela assim era animada, carismática. Era da mesma coorte que eu, conhecera-a quando chegara no Acampamento, quando ainda era Centurião, cargo que esperava voltar a ocupar em breve. Abri um sorriso.

- Está ótima!

Disse, me aproximando. Andei em volta da biga. Estava simplesmente formidável. Eu dera as ideias, e ela projetara e forjara. Era aerodinâmica, feita de Bronze. Uma economia de peso: como o peso específico (g/cm³) da prata é bem maior que a do bronze, utilizamos galvanização para revestir toda a superfície com íons de prata, deixando a impressão que a biga era de prata, mas não, era de bronze. Na frente, havia um desenho de um cérebro com um martelo cruzando-o. E tínhamos como nos defender em batalha: as rodas tinham "lanças" no centro, de modo que qualquer biga que se aproximasse, teria as suas rodas quebradas, visto que, sendo bigas, as rodas deveriam ser de madeira, e as "lanças" eram de bronze revestido em prata. Também tinham "escudos" de bronze prateado, como calotas, para proteger nossas rodas de serem destruídas por uma estratégia parecida com a nossa. Na lateral direita e esquerda, haviam lançadores de redes. Levaríamos quatro, de cordas, simples. Não eram armas, Terminus deixaria passar. Até porque, usaríamos elas para assustar os cavalos das outras duplas.

Ela pegou a lança e o escudo, ambos de madeira, que ela usaria. Martelos não seriam permitidos, não importando o material machucariam, por serem armas de impacto, e de plástico ela não saberia fabricar. Mas lanças eram boas para atacar sem precisar se aproximar demais. Eu estava com uma cota de malha, ela com Loriga Segmentada, já que era mais forte, pelo trabalho nas forjas.

Falando em Joanne, a pele dela era acobreada, os músculos, especialmente dos braços, bem definidos, mais que os meus. Olhos castanhos que pareciam faiscar, como se a íris pegasse fogo de vez em quando. O nariz dela já fora quebrado, perceptível, quando ela vinha para o Acampamento, embora ela nunca tenha me contado detalhes. Lábios sem batom (por sinal, nunca usava maquiagem) naturalmente avermelhados, carnudos, orelhas comuns. O busto não era muito desenvolvido (mesmo que a armadura dela, por ser feminina, tivesse a curva para os seios), assim como seu quadril. Não, não ficava olhando aquilo, mas quando se vê alguém colocando as placas de aço da armadura do corpo, o olhar acaba seguindo onde as mãos vão.

Subimos na biga e seguimos para a Linha Pomeriana, parando na frente da estátua de Términus. Guiar os cavalos não era tão difícil, e eu já fazia isso para começar a me acostumar. Ele avaliou-nos criticamente enquanto a menina se aproximou do veículo com a bandeja. Fiz um chamego no topo da sua cabeça, ao qual era respondeu com um sorriso com um dente faltando, um de leite que havia caído. O deus nos falou:

- Ravyn, elegante como sempre, mas se segurasse as rédeas com menos tensão, talvez os cavalos se sentissem mais a vontade. Joanne, a braçadeira está três graus, nove minutos e dois segundos desalinhada com a linha do braço. - Rapidamente os dois seguiram a recomendação. - Podem entrar, bem vindos novamente a Nova Roma!

Assentimos e esporeei os cavalos com um movimento das rédeas, fazendo-os se moverem novamente. Fomos diretamente para o Circus Maximus, alguns legionários já estavam lá. Parei a biga com as cabeças dos cavalos ficando exatamente na frente da linha. Quer dizer, não exatamente, uns centímetros atrás, não podia arriscar. Eu e a filha de Vulcano começamos a falar das estratégias: ela deveria falar ou gritar para mim o que precisaria fazer para que ela pudesse atacar, ou defender. Ela tocaria com a ponta do cabo na minha perna quando fosse para arremeter para o lado que ela estava, e encostaria com ele nas minhas costas para afastar. Sabia que isso me renderia algumas marcas no fim da corrida, afinal ela não era um primor em delicadeza ou falta de força, além de que a adrenalina estaria nos incitando. Privilegiaríamos a defesa ao ataque, isso era definido, assim como não faríamos golpes sujos, mesmo que fizessem conosco.

Após algum tempo conversando, a pretora se aproximou de cavalo de nós. Percebi os meus cavalos nervosos por Aurum se aproximar, mas acalmei-os com algumas palavras em latim misturado com inglês. Julianne, como sempre, por sua ascendência com Vênus, estava realmente bonita. Seu rosto era severo, como alguém que usava roxo no Acampamento Júpiter deveria estar, mesmo que conseguisse ver um lampejo de animação com aquela atividade em sua homenagem. Fiz uma leve reverência, assim como Joanne, assim que ela passou por nós, explicando. Olhei para os nossos dois vizinhos: para a minha sorte, nenhum filho de Marte, Bellona ou qualquer deus mais "esquentadinho" era meu imediato vizinho, embora soubesse que alguma hora deveria enfrentá-los.

Assim que ela foi para o centro da pista, preparei-me para fazer os cavalos acelerarem. Assim que o sinal de largada foi dado, nossa biga começou a se mover um segundo depois das outras. Questão de estratégia: que eles se quebrassem primeiro todos, depois chegaria lá. Claro, não fora o único que tivera a mesma ideia: filhos de deuses mais pacíficos tiveram a mesma ideia, ainda que a competitividade existisse em todos os romanos. Senti o cabo na perna esquerda e fiz a biga ir para a esquerda, com certa dificuldade, mas ainda assim conseguindo. Olhei para o lado e vi que arremetíamos na direção de uma biga de cobre, simples. Olhando para frente, voltei a fazer o veículo ir somente para a frente, apenas recuando quando eles ameaçavam avançar em nossa direção: tinham uma espada, não uma lança. Após alguns golpes, usando sua força, Joanne fez o copiloto recuar na biga e, sem querer, esbarrar no que piloto, que perdeu o controle sobre os cavalos, que saíram da rota, fazendo a biga adversária bater contra a parede, por consequência a roda esquerda e sendo eliminado da corrida. Os dois, nos xingando, se apressaram a tirar sua biga e cavalos da pista, afinal na volta seguinte seriam pisoteados se continuassem ali.

Fiz a curva para a esquerda, até ir para a reta a oposta. Estávamos ficando para trás, haviam apenas eu e outra biga um tanto quanto longe de mim, atrás de cinco que se digladiavam lado a lado, bem na frente. Com um aceno de cabeça, respondido com outro da outra dupla, foi rapidamente decidido que não nos atacaríamos, por agora. Desviei a biga da tombada de um dos que estava mais a frente, que teve as rodas destruídas pela lança de madeira de uma semideusa, que sorriu sarcasticamente olhando para trás e nos vendo. Filha de Bellona, reconheci pouco após olhar para ela. Praguejei em latim. Seu olhar era do tipo "vocês dois são os próximos".

Não ia deixar a ameaça me afetar, mas irritou a filha de Vulcano, que falou para mim:

- Me coloque a ponto de conseguir atirar uma rede nos cavalos dela.

- Calma, temos que ter paciência, ela quer que façamos isso.

Mesmo assim, acelerei a nossa biga, cruzando a linha, iniciando a nova volta segundos após os primeiros colocados, que eram quatro agora. Seis no total ainda na pista. Fiz a curva o mais fechado possível sem perder o controle, passando por mais uma biga vencida. Era um filho de Marte, sozinho, surpreendia-me que tivesse sustentado-se tanto tempo, sozinho, contra a maioria de duplas. Por meu veículo ser leve e aerodinâmico, alcancei-os. Emparelhei do lado contrário que a semideusa que nos havia provocado estava, ficando à esquerda de todos: nas curvas teria vantagem. Dessa vez precisava atacar, não precisava do comando de Joanne. Minha copiloto atirou uma rede, errando os cavalos, mas atingindo as rédeas, atrapalhando o piloto, que praguejou em latim e mandou o copiloto nos atacar. Vi de imediato que ia me atacar. Imediatamente senti o cabo nas minhas costas, mas não podia me afastar demais, se não teria problemas na curva. A biga inimiga se aproximou, estando livre por a biga do lado estar lutando contra a da filha de Bellona, que tentava a todo custo chegar em nós. Ouvi o som de madeira contra madeira, a filha de Vulcano me protegendo de golpes de uma foice de plástico, mas, manejada por um filho de Marte, era tão perigoso quanto uma arma comum. Finalmente, a semideusa conseguiu fazer a foice cair e travar a roda traseira, fazendo a roda quebrar quando forçada e eles serem impossibilitados de continuar.

Para a minha não-alegria, a filha de Bellona também superara o veículo do seu inimigo, começando a se aproximar logo após fazermos a curva e iniciarmos a terceira e última volta. Senti o maldito cabo nas minhas costas, dando uma ordem óbvia: afastar-se. Incitei os cavalos a correrem o máximo possível, e começamos a abrir uma vantagem. Antes disso, avaliei a piloto: uma filha de Júpiter, I Coorte. Engoli em seco, filhos de Júpiter eram bons líderes, sempre.

Mas o que aconteceu na sequência foi golpe baixo: a copiloto pegou uma boleadeira e, com precisão, acertou Joanne, que gritou uma praga um tanto quanto pesada em latim, caindo aos meus pés, pelo menos ainda dentro da biga. Mas escorregava de leve, tendo que pisar na sua barriga com a ponta do pé direito para não deixá-la cair. Mas isso me fez perder a concentração, o veículo indo para a direita nos momentos que abaixei a cabeça. Era tudo o que era necessário para as duas, que passaram a frente.

Então veio a coisa que não podia prever: o maldito do filho de Mania que dirigia a biga que vinha atrás, resolveu que queria o segundo lugar e avançou na nossa direção. Não obstante o copiloto ser filha de Íris (uma das deusas mais pacíficas!), ela deu uma pancada com a espada de madeira dela na minha nuca, fazendo-me perder o equilibro. Perderia, é verdade, mas não deixaria barato. Antes que conseguissem se afastar, fiz a biga ir violentamente na direção deles, as "lanças" das minhas rodas acertando as rodas dele. Vi a carruagem deles parando e logo a minha virando, fazendo-me cair no chão junto com a minha co-piloto. Momentos depois, sentindo bastante dor na nuca, desmaiei. Juro que ouvi a filha de Bellona rindo antes de perder a consciência.

Acordei momentos depois, recebendo tapas nada fracos de Joanne.

- Para, meu rosto já está doendo! - Disse, mas em latim. Ela desculpou-se. Percebi que estava fora da pista, concluí que ela havia me carregado até lá. Não gostei da sensação de ter estado tão vulnerável e dependente, mesmo que por instantes, mas mesmo assim agradeci, me sentando. Vi, mesmo que embaçado, a única biga remanescente passar em primeiro lugar, as duas semideusas imediatamente começando a se vangloriar. Superando qualquer ego que tivesse ainda, pedi ajuda para a filha de Vulcano para me levantar e ir mais para perto da pretora, ainda que longe, para que pelo menos aquela não pudesse vir me provocar ou algo.

Até porque, esperava que ela fosse desqualificada pelo golpe baixo. Só então eu sorriria, mesmo que o resultado eu não soubesse. Talvez fosse campeão, por minha biga ter caído mais a frente que a do filho de Mania traíra, ou talvez não houvesse campeão. Mas pelo menos ela não seria, nem os traidores de combinado.

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Lissander L. Farrét
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Qui Fev 21, 2013 7:46 pm

Bigas
"Mantenha-se Forte"
Com... Hugh

--------------------

Ser ou não ser, eis a questão; a semana toda Lissander havia se preparado para este momento, a tão esperada corrida de bigas antes da comemoração da nomeação de novos pretores: Julianne e Fillipo.

Boas escolhas feitas pelos centuriões em seu ponto de vista. Mas o mais interessante, uma nova repaginada pelo acampamento e claro competições para aguçar os sentidos romanos que se escondiam por trás das faces que até poderiam parecer dóceis e encantadoras como as de filhos de Vênus, mas escondiam seu veneno cruel como crias de Prosépina.

As mãos da semideusa se dirigiam à um pano liso e bem cuidado que quando puxado revelara uma biga ao estilo dos semideuses que a dirigiriam, um filho de Vênus e uma filha de Mens; os detalhes dourados pintados a mão por alguns filhos de Dionísio que se voluntariaram a ajudar, assim como as rosas vermelhas entalhadas e bem pintadas davam um toque de sutileza ao que se encontrava por trás luvas de boxes encaixadas em cabos de vassouras mas com uma potência incrível, projetada com muito suor com a ajuda de alguns contatos da terceira Coorte.
O sorriso que percorria a face da garota fora estendido quando sua companhia aparecera finalmente ao ponto de encontro carregando estacas de madeira decoradas com rosas.

- Pronto? – A menina questionara colocando as mãos sobre a cintura, um tanto quanto pouco convincente sobre o que aconteceria nos próximos momentos da corrida, contando quê: Ainda nem haviam passado por Término, o deus das fronteiras.
Com a confirmação do rapaz apenas nos faltava organizar os brancos eqüinos que puxariam nossa biga. Ajeitar eles fora fácil, mas controlá-los era o que rondava a cabeça de Lissander sobre como o rapaz faria. Eu ficaria no ataque.

Os comandos de nossos armamentos laterais [como luvas de boxes enchidas com areia; estacas de madeira e até bolinhas de gude] ficariam por conta da filha de Mens enquanto a direção e as rédeas eram tomadas pela cria de Vênus.

A menina que sempre tivera um pouco de cuidado e aversão maiores á estes tipos de campistas [crias da deusa do amor] por poderem sempre serem levados pelos sentimentos e poderem tentar enfeitiçá-la geralmente a fazia manter distância; mas dessa vez, confiava em sua companhia.

[...]

O caminho para o Circus estava aparentemente agitado, o que lembrava ainda mais a antiga Roma aos campistas. Após passarem com muitas reclamações pelo deus das fronteiras, os dois estavam prontos, ou pelo menos quase.

Lissander verificava novamente as ‘prendas’ enquanto Hugh – sua parceria – continuava a tentar domesticar os cavalos.

Por que a menina havia escolhido a corrida ao invés do duelo? Esta era a questão que pairava no ar... Com tantas armas, tantos treinamentos feitos... Logo se colocar na ponta de uma biga esperando poder ou não vencer sem descobrir o que viria de seus oponentes? Bem, para uma filha de Mens ela havia feito a escolha certa em sua consciência. Sendo assim, não havia do que reclamar.

[...]

Um... Dois... Três!

Dada a largada a biga enfeitada em detalhes pratas e fios de seda esvoaçantes com o esquema de elásticos que se prendiam ao pulso da cria de Mens e era dirigida por um filho de Vênus partia rapidamente um pouco atrás de bigas mais avançadas.

Os cavalos pareciam um tanto agitados, podendo assim se atrapalhar e corromper mais a largada, os garotos estavam quase ficando para trás... Quase os últimos. Mas ainda havia esperança. Com sua energia concentrada e canalizada nas mentes dos cavalos e na de Hugh, Lissander colocava em prática sua empatia, um de seus dons naturais como filha da ‘Boa Mente’. As emoções de sua equipe pareciam mais calmas agora, e avançavam com uma melhor velocidade.

Uma boa biga, carregando uma filha de Plutão e um de Marte prometiam encrenca, como já esperado Lissander preparara uma das armas sendo que, antes de poder pensar em atirá-las pequenas pedras um tanto quanto pontiagudas caem ao chão. A medida que avançavam se aproximavam mais ainda dos objetos que poderiam ser um grande perigo para a dupla.

Hugh parecia estar perdendo a paciência que lhe havia sido concedida. Se os cavalos pisassem em cima de um dos objetos estragariam todo o percurso, não seria algo nada bom.

A garota estende uma mão em direção aos pedregulhos, os levitando com telecinese. Eles estavam ao seu comando, agora bem perto de seu rosto; com um sorriso travesso no rosto passavam os adversários que tentaram pegá-los com a prenda um tanto quanto maldosa com os animais. Estendendo o braço na direção dos adversários enquanto a travessia pelos adversários era quase calma, os pedregulhos ainda levitavam no ar, mas não por muito tempo.

Estendendo o braço para frente, e soltando o primeiro elástico de seu pulso, uma das luvas fora ativada, tentando executar o efeito de fazer a biga adversária cambalear.

O golpe executara efeito com a equipe adversária e teria feito mais ainda se a possibilidade de continuar equilibrando as pedras e lançado elas fosse possível; ao tempo que se passava, se concentrara demais na equipe Plutão – Marte não dando atenção à outras que pudessem se aproximar, como uma Mercúrio – Hércules que se encontrava logo ao outro lado da dupla Mens – Vênus; o mais preocupante era a chave de direita que vinha na direção da atacante, Lissander.

Seus olhos se arregalaram e desviando ao se abaixar ao mesmo tempo que movia o soco do rapaz um tanto quanto para o lado, atingindo a nuca de Hugh. Preocupada, a menina não sabia o que fazer. Atordoar os garotos ou tomar as rédeas e tentar ajudar Hugh?

[...]

As decisões tomadas pela semideusa foram essenciais. Bem, primeiramente, lançara ondas de energia psíquica contra os outros dois semideuses; Hugh não havia bem perdido a consciência, apenas na verdade havia visto tudo turvo por um pequeno período de tempo, sendo assim, os cavalos ainda o obedeciam e já tomavam uma posição melhor na corrida; estavam quase ao final, passariam em uma boa posição? Quem estava na frente?

Todos os pensamentos dos semideuses foram interrompidos quando galhos os agarraram fazendo a biga e os animais continuarem andando; mas os dois, já não estavam mais em seu meio de transporte.

Os dois rolaram até um certo ponto, atravessando até a linha de chegada quase tendo as cabeças esmagadas.

- EU VOU MORRER – Lágrimas dramáticas saiam dos olhos de Hugh, Lissander não entedia nada. Quem e o quê havia feito aquilo com eles? Trapaça, apenas poderia ser trapaça.

Alguns semideuses da L.A.M. se aproximaram rápido para cuidar deles... Filhos de Ceres! Era isto, uma biga esverdeada passava ao lado deles, e provocara todos os problemas.

Lissander já mais ajeitada estava vermelha de raiva com os punhos cerrados e brancos.

A trapaça não passaria ‘de leve’ apenas mais tarde; para ela, teria volta.

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Viktorie W. Slowli
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Sex Fev 22, 2013 4:47 pm

I CAME TO WIN, TO FIGHT, TO THRIVE. I CAME TO WIN, TO SURVIVE, TO PROSPER, TO RISE.
''Elas estão bem presas, não tem nenhum risco de se soltarem ou coisa do tipo.'' disse-lhe, num tom irritado e revirando os olhos porque aquela já era a terceira vez que Derek me pedia para checar as rodas. ''Juro que se me perguntar isso de novo, você não vai ter que se preocupar com alguém tentando te derrubar da biga porque eu mesma farei isso.'' ameacei, me afastando da biga uns dois metros para poder visualizá-la melhor a distancia - ver se não tem nada fora do lugar. Ah, ela é adorável. Por eu e Derek ambos sermos filhos de deuses da guerra - Marte e Bellona - optamos por decorá-la principalmente em tons de vermelho e vinho, com algumas cenas de batalhas e outros diversos guerreiros entalhados na madeira - pedimos ajuda de um filho de Vulcano nessa parte. Nossos cavalos também são especiais. Mais selvagens, difíceis de lidar, não podendo ser liderados por qualquer um. São cavalos de guerra. O tipo que faz os outros cavalos saírem correndo, já que possuem uma aura naturalmente hostil. Meu pai os utilizava bastante antigamente, só que os dele soltavam fogo pelas narinas. Por serem quase os mesmos cavalos, acabo sendo uma das poucas no acampamento que podem se arriscar a chegar perto dessas criaturinhas fofas e tentar controlá-los. Ou quase isso.
''Só não quero te nenhuma surpresa desagradável'' disse-me Derek, impaciente, terminando de checar a biga por dentro.
''Não, nós não somos os que tem surpresas desagradáveis. Nós somos os que causam isso nas outras pessoas, ok?'' e ele me sorriu, concordando com a cabeça. Eu realmente gosto deste legionário. Conheci-o recentemente na II Coorte mas já o considero um amigo, motivo pelo qual chamei a ele para participar comigo da corrida. Se não fosse por mim, agora ele estaria no Coliseu, duelando com outra pessoa qualquer. Confesso que eu também estaria por lá, afinal, é quase certo que eu ganharia boa parte das batalhas - considerando que tenho um dom natural por parte de meu pai. Mas é exatamente por isso que vim para cá, porque não importa quem é seu pai/mãe/etc. todos tem a mesma chance de ganhar, o que torna tudo muito mais interessante e desafiador.
Alguns metros de onde estávamos, ouvi a voz da pretora Julianne se destacar. Sem dizer mais nada, subimos na biga e eu terminei de organizar os cavalos para rumarmos para a linha de partida, pois já estávamos atrasados.
Quando chegamos, olhei de esguelha para o filho de Bellona e observei sua posição. Ele estava atento a todos os lados, com o arco pronto em mãos e a aljava muito bem presa às costas com mais ou menos trinta flechas, tanto ácidas quanto normais. O cabelo louro caía levemente sobre os olhos negros, ele parecia determinado e muito intimidante. Preso à cintura, estava o que mais parecia ser uma bengala de madeira e eu estilingue bem prático. Próximo aos meus pés, um saco de tamanho médio cheio de pequenas pedras, pedaços de pau, e mais no fundo, a nossa arma secreta. O fato de não podermos utilizar nenhuma arma de verdade nos atrapalhou muito, na verdade, somente o arco foi permitivo porque é feito de madeira e couro - meio improvisado, mas que funciona. Não provoca nenhum dano real, por não ter a ponta das flechas de ferro e sim a própria madeira meio tosca, mas o fato delas serem banhadas em ácido já deixa qualquer arranhão uma ferida mais interessante.
Voltei a me concentrar somente nos cavalos. Segurei firme as rédeas em minha mãos e não ousei tirar a minha atenção deles. Estavam bem agitados pela quantidade enorme de pessoas ali, talvez se sentindo sufocados, e não paravam de riscar o chão com a pata, apenas esperando qualquer comando que tivesse para correr. Oh oh.
Quando a pretora deu início à partida, afrouxei um pouco as rédeas para dar a eles a liberdade para correr. No mesmo instante, ficamos na frente, porque eles eram rápidos e corriam desenfreados, me obrigando a aplicar uma força extra nas rédeas para mantê-los na linha. Confesso que até mesmo para mim, estava ficando um pouco difícil de continuar no trajeto, me obrigando a triplicar a força. Não pude desviar o olhar para não perder o controle, tênue. Apenas ouvia o som de rodas sendo partidas, gritos, pedras sendo atiradas, e as patas dos cavalos encontrando o chão.
Pude sentir Derek desviar da maioria das coisas que estavam atirando nele - não sei o que eram - e atacar com uma intensidade maior. Bom, provavelmente, já que não tinha mais nenhuma biga perto o bastante de nós. Tenho quase certeza de que estão mirando em mim, tentando me atingir tanto com ataques físicos como ataques mentais, mas ele se põe na frente, porque é muito mais resistente e sem dúvida alguma, eu sou a mais vulnerável agora.
Os cavalos estavam muito mais descontrolados agora, correndo numa velocidade muito maior do que estavam antes e fazendo força para se livrar das rédeas. ''Não, não, não, não... Por favor, só falta mais uma volta!'' pedi, minha voz sendo quase completamente abafada pelo barulho. Tentei puxá-los ainda mais forte, mas minhas mãos já estavam doendo. Daqui a pouco, é capaz de começarem a sangrar.
Não sei porque, no segundo seguinte, Derek caiu aos meus pés e eu tive que desviar a atenção para ele. Conclusão: durante a curva, soltei as rédeas e os cavalos correram desenfreados para longe, nos lançando por inércia para o lado oposto, devido a velocidade que estávamos.
Não vi mais nada, quando abri os olhos, tinha uns dois ou três semideuses da L.A.M. em minha volta. Mal consegui me mover, a única coisa que soube era que estava sangrando. Não vi Derek, mas um dos legionários me disseram que ele já tinha sido levado a enfermaria porque estava pior que eu. ''Aahn'' resmunguei, fechando os olhos e deixando que os outros fizessem sua mágica no meu corpo danificado. A corrida estava acabada. Não sei quem ganhou, mas provavelmente foi alguém que soube coordenar melhor seus cavalos. Droga, eu sabia que deveríamos ter usado cavalos mais dóceis, ou no mínimo, nos preparado melhor no quesito defesa.
No final nem pudemos usar nossa arma secreta, que era basicamente uma cobra de borracha. Talvez ele não tivesse tido tempo para pegá-la, ou talvez tenha se esquecido. Se eu não tivesse me esborrachado, com toda certeza os vencedores não seria vencedores agora.

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TAGS; desculpem o post ter saído um ixo, foi feito na pressa ok MÚSICA Fly ~ Nicki Minaj feat. Rihanna PLACE; circus VESTINDO; clica COM; Derek EM; paz e harmonia akjhskja
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Hugh Ewald Dörsbach
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Dom Fev 24, 2013 12:46 pm

{Pré-Trama / Party Like a Roman!}
corrida de bigas

Os eventos no acampamento Júpiter finalmente chegaram, com a nomeação de novos Pretores, uma comemoração deveria ser feita para que todo o acampamento festejasse. Eu não conhecia os anteriores, mas sabia que Julianne tinha algum parentesco comigo que eu ainda não entendia muito bem e que o outro rapaz era muito bonito. Eu havia me aliado a uma filha de Mens, Lissander, para participar de uma das competições, a Corrida de Bigas. Passamos vários dias construindo a nossa biga, a parte decorativa ficara ao meu encargo e acabei pedindo ajuda aos filhos de Dionísio para deixar exatamente da forma que eu desejava. Trajava roupas de cores claras e que me permitissem uma boa movimentação durante a corrida, havia penteado bastante meu cabelo, mas sabia que o vento acabaria deixando tudo um completo terror, nem conseguiria conviver com isso, simplesmente o vento era o meu inimigo por não estar a favor de minhas madeixas.

Observei Lissander cuidando de alguns últimos preparativos de nossa Biga, eu carregava umas estacas de madeira em que eu havia terminado alguns últimos entalhes florais. Coloquei próximo a biga com um sorriso não muito entusiasmado. – Aqui estão... são as últimas. – Subi sobre a biga e estendi a mão em uma das quinas externas, concentrei-me e então algumas rosas vermelhas floresceram o que deu um toque final a todos os ornamentos. A garota havia se dedicado a equipar a biga com equipamentos que nos ajudassem, ela também os utilizaria durante a corrida. Eu ficara com a decoração e com os cavalos, deveria guiá-los, mas estava um pouco inseguro e bastante nervoso com esse evento. – Sim, aqui está tudo pronto, só falta colocar os cavalos aqui. – Apontei para a parte da frente da biga, que estava vazia esperando os cavalos brancos com o belo brilhante e muito bem escovado.

Os demais competidores estavam apressados terminando os últimos preparos, ouvíamos um grito de guerra proveniente de filhos de Marte, estava bastante agitado o local em que nos encontrávamos com pessoas correndo para pegar ferramentas. Enquanto prendíamos os cavalos na parte da frente de nossa Biga eu notava que os mesmos relinchavam e batiam seus cascos no chão, hora ou outra. Coloquei minha mão sobre o pescoço de um dos cavalos e o acariciei, senti que o animal estava assustado com toda aquela movimentação, ele queria fugir para um lugar tranquilo. Ao tocar o outro equino, notei que possuía o mesmo sentimento. Cocei minha nuca enquanto Lissander subia sobre a biga e sinalizava para que eu a seguisse, eu deveria fazer alguma coisa, mas o que eu faria? Estava tão nervoso quantos os cavalos, afinal, as pessoas mais importantes do acampamento estaria nos observando.

Subi na Biga e me posicionei na parte da frente, segurando as rédeas de nossos cavalos brancos. Olhei para Lissander que verificava se os equipamentos que ela utilizaria estavam em seus lugares, pouco a conhecia, mas esperava que ela pudesse ser de grande ajuda e não piorasse o nervosismo que eu sentia. Dei a ordem para os cavalos caminharem até o ponto de partida, eles hesitaram um pouco mas logo caminharam até lá. Poucos minutos e todas as bigas estavam em suas posições, assim que a largada fora dada balancei as rédeas de forma vigorosa e os animais começaram a correr. Estávamos próximos das bigas que saíram um pouco avançadas, no calor da emoção meu coração estava disparado e eu não conseguia mais dar ordem aos cavalos, que rapidamente sentiram que eu não lhes passava confiança e começaram a diminuir a velocidade.

– Ah não... droga... droga... – Olhava para os lados enquanto as bigas passavam levantando poeira ao nosso lado. Até que eu senti uma energia reconfortante em mim, meus pensamentos ficaram mais claros e os cavalos pareciam menos agitados. Ótimo, agora conseguiria guiar os animais. Balancei as rédeas ordenando que eles começassem a correr, não demorou para que ganhássemos velocidade. – Estamos nos aproximando, Lissander! – Indiquei uma biga que ficava cada vez mais próxima, um dos membros da biga à nossa frente jogara pedras perigosas e pontudas no solo. – AAH! Não... os cavalos vão se machucar se pisarem nisso.... como eles são capazes? – Ficava enfurecido com aquilo, eles queriam ferir nossos cavalos. Pensei que estava vendo coisas, mas então notei que Lissander fazia as pedras flutuarem e ela agora as comandava.

Balancei as rédeas e os animais ganharam velocidade, estávamos na metade da segunda volta. Notava que as bigas que restaram estavam ficando muito próximas, quando uma biga que quebrara no meio do caminho surgiu a nossa frente, eu fora obrigado a fazer uma manobra que quase derrubou Lissander. A garota se movimentava bastante, não tinha tempo para observar o que ela fazia, mas imaginava que deveria estar tentando nos defender. Havia uma biga lado-a-lado com a nossa, minhas mãos seguravam firmemente as rédeas enquanto eu me concentrava em fazer a curva sem causar muito impacto nas rodas da biga. Não demorou para que eu fosse atingido por um golpe em minha nuca. Curvara-me um pouco para frente e sentia tudo girando, as rédeas ficavam frouxas em minhas mãos e os cavalos se agitavam. Eu deveria conduzir aquilo, como que Lissander não me protegera? Balancei a cabeça e senti minha consciência ficar 100% mais uma vez.

– Espero que não fique... não fique nem um hematoma! – Estava nervoso com Lissander por não ter me defendido. Era a reta final, poucas bigas permaneciam em jogo. No instante em que eu semicerrava os olhos para que o vento não lançasse alguma poeira dentro dele, senti que algo me retirava da biga. Tanto eu, quanto minha parceira fomos lançados de nosso veículo rolando por alguns metros no solo da pista. Nossos cavalos cruzaram a linha de chegada e logo em seguida nós dois também, claro, que fomos rolando, cheios de poeira e hematomas, mas ao menos cruzamos a linha de chegada. – EU VOU MORRER! AAHH! – Tentava proteger minha cabeça enquanto ouvia as bigas passando próximos a nós, sentia lágrimas escorrerem com o susto. Ficara deitado na pista até que chegaram algumas pessoas para nos ajudar, claro que eu duplicara a dor que eu sentia em meus ferimentos. Lissander praguejava os filhos de Ceres, os culpados de aquilo ter acontecido, conseguiríamos uma boa colocação se eles não tivessem feito aquilo.

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Jasmine A. Engels
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Dom Mar 03, 2013 2:29 pm

Why Am I Here?

Na na na Diva is female version of a hustle, of a of a hustle ♫


Cabelos sedosos. Sorriso sedutor. Olhos estreitos, como de gato, e pele acobreada, tipicamente com ascendência indígena. Corpo escultural. Definitivamente, descendente de Vênus. Também pelo nariz arrebitado e as vezes que parecia olhar algo com desprezo. Com sua postura sobre o cavalo, daria para equilibrar um livro. Exibida. Apesar de tudo, essa era a única palavra com que Jasmine descrevia sua própria irmã. Viu-a passar momentos antes enquanto as bigas eram preparadas para a corrida, e ia conversando brevemente com um ou outro legionário, e obviamente Jasmine notou o olhar frio que lhe dirigira.

- Eu não entendo vocês. – Madison disse, atraindo a atenção de Aimée para a biga que as duas dividiriam na corrida. – Vocês são irmãs, deveriam se entender – ela insistia, como se fosse simples.

- Você tem irmãos, Madison? – Jasmine perguntou como se um súbito interesse quanto à família da garota tivesse surgido, mas o tom claramente sarcástico.

- Hm, não.

- Ah... – Aimée respondeu, como se já não soubesse disso e fingisse surpresa forçadamente. Irônica. Assim ela dava o assunto por encerrado.

Jasmine tinha certeza que sua irmã jamais ficaria feliz com sua presença no Acampamento Júpiter. Apesar de não terem convivido juntas e terem seguido caminhos bem diferentes, bastou uma brincadeira ruim do destino para fazer com que as duas tivessem se encontrado apenas uma vez antes da travessia pelo Túnel Caldecott e, a partir daí, tivessem se odiado. Pode-se dizer que são meninas de boa memória e bastante rancorosas. Aimée abaixou-se para checar as rodas da biga enquanto Madison prendia os cavalos e conversava com eles.

Aquela garota, Madie, havia ajudado a pensar em como seria o projeto da biga, o que era indispensável e o que poderia leva-las para a vitória; porém, a parte da construção, em si, ficou nas mãos da filha de Trivia. Ela buscou por um forjador bom e de confiança (ou seja, que não participaria da Corrida) e ajudou-o a elaborar cada etapa do projeto de seus sonhos para a biga “Na na na Diva”. Quanto a esse nome, inacreditavelmente, Jasmine teve que discutir por horas com a filha de Esculápio, achando a ideia do nome inútil e ridícula, mas não teve muita saída diferente de aceitar aquilo.

Antes que a corrida começasse, Jasmine observou com cuidado à sua volta, cada biga competidora e os detalhes que continham. Naquele momento ela desejou ter o talento que o forjador de Vulcano tinha para aquelas coisas, queria saber o que exatamente cada uma continha como elemento-surpresa e como funcionavam. Como não era o caso, se ateve a suas observações. Romanos eram muito competitivos, e é óbvio que nenhuma biga estava a desejar, o que não deixava Aimée menos ansiosa ou nervosa.

Primeiro ponto: rodas. Pelo jeito ninguém teve a mesma ideia que as elas para as rodas, o que era interessantemente vulnerável, mas poucos deixaram de protegê-las. Outros fizeram mais do que isso, contando com setas pontiagudas no centro das rotas para intimidar quem se aproximasse demais. Segundo ponto: “corpo”. A maioria das bigas era de madeira, apenas umas duas tinham um revestimento a mais, e dependendo do que fosse, iria retardá-los. Isso me lembrou do que me disse Madison: “Não se preocupe com o material de nossa biga, eu dou conta de conduzi-la. Mas não exagere”. Apesar de ser irritantemente patricinha, de uma forma até mais irritante que muitas filhas de Vênus, ela dava certeza em suas palavras, sabia do que falava, e Jasmine não confiaria em ninguém mais como auriga.

Terceiro ponto: coisas que não devem passar despercebidas. No caso, em que partes das bigas poderia estar uma armadilha? Onde tinha uma saliência a mais que pudesse conter um elemento-surpresa ou algo assim? Madison estava bastante insegura com o elemento surpresa que fora posto em sua biga, tinha medo que algo saísse do controle, mas foi a melhor e mais interessante escolha até aquele momento. Na parte inferior traseira da biga, havia uma saída para um líquido escorregadio invadir a pista e atrapalhar quem quer que estivesse atrás. Aimée dissera que ela podia ficar tranquila, afinal, não tinha chances do “feitiço virar contra o feiticeiro”.

Julianne se aproximou novamente, dando as instruções necessárias para a corrida, e deu alguns segundos para que pudessem ser ajeitadas algumas coisas ainda enquanto ela se dirigia ao centro da pista. Então foi dado o sinal para largada.



_ _ _



Por que Aimée não se sentia tão segura com ela? Por causa do secador de cabelo, dos fios loiros, ou a aparente falta de atenção enquanto devia estar atenta a pacientes que chegassem à colina dos templos? Era difícil decidir, mas aquela garota, mesmo que não aparentasse, merecia respeito. Sua atuação nos Jogos de Guerra fora bem interessante: o restante dos legionários auxiliares médicos estavam cuidando à parte de alguns que caíram, ela era a única que tratava dos animais em pleno campo de batalha. Depois que Jasmine soubera que ela descendia de um deus dos animais e do deus da medicina, teve certeza que ela que lhe ajudaria com dicas com os cavalos para a Corrida. MAS acabou arrumando uma parceira.

- Vamos, então, começar pensando nos pontos fracos que uma biga pode ter para evita-los de alguma forma. Qual o primeiro que vem à sua mente? – Jasmine perguntou com um caderno e um lápis em mãos, batendo ritmadamente em seu queixo. Ambas estavam sentadas debaixo de uma árvore perto do lago, durante o fim da tarde, tendo marcado o encontro para decidir os detalhes para a Corrida.

A conclusão disso foi: as rodas não podem ser frágeis e ela precisa de um bom revestimento; no interior dela, Jasmine (que seria a lutadora) tinha que estar firme o suficiente, pois já ouviram histórias de lutadores que se desequilibraram durante a corrida. Madison deu os “detalhes técnicos” da parte dianteira enquanto lixava as unhas, falou dos detalhes que queria para se sair bem com os cavalos.

A biga ficou bem interessante, em um tom de azul claro, com quatro símbolos pequenos à frente posicionados como os quatro naipes do baralho, mas os quatro simbolizavam a ascendência das meninas (Trivia, Esculápio, Vênus e Lupércio), nas laterais, linhas pretas na diagonal. Nos lados posteriores e na traseira, espinhos de ferro do tamanho de pregos de construção, longos e firmes o suficiente para arranhar e danificar as bigas de quem chegasse perto demais, e como a biga das duas era propositalmente 20cm mais baixa que os padrões, aqueles espinhos ainda podiam arranhar algumas rodas. Ela era essencialmente de madeira, mas com revestimento de alumínio nas laterais e na traseira – não iria resistir por muito tempo, mas por tempo suficiente para dar às garotas alguma vantagem, além de não acentuar o peso da carruagem. As rodas eram de ferro, resistentes a golpes sujos que focassem ali. Também teriam pequenas hastes cruzando o diâmetro de cada roda, como de uma bicicleta, mas Jasmine notou antes o ponto fraco que isso dava e dispensou aquela ideia. Ela ficara feliz em ver entra as bigas da corrida um par de rodas como as que ela pensara antes, com o tal ponto fraco do qual ela havia se livrado.

- Adorei – disse Madison, pegando a filha de Trivia de surpresa por estar distraída. – Conheci nossos cavalos hoje – ela dissera, como se fosse exatamente como conhecer uma pessoa.

- Ah, são legais? – Aimée perguntou, se arrependendo depois. A garota começara a tagarelar sobre os cavalos com uma animação até mesmo infantil, falava de modo que Jasmine não entendia nada a respeito, e quando ela começou a falar de cor, raça e aparência dos cavalos então...




_ _ _



O sinal fora dado, e enquanto todas as bigas disparavam na frente, ou poucos segundos depois. Quando baixou o pó daquele primeiro momento, via-se que Madison estava atando os cabelos louros, e só então segurou as rédeas dos cavalos para que eles começassem a se mexer.

- Você está de palhaçada comigo, não é? – Jasmine perguntou em um tom ríspido, tendo como resposta apenas um levantar de ombros indiferente.

Por mais desatenta ou loira que Madison pudesse ter sido, isso estava nos planos, o que fez a filha de Trivia sorrir com certo divertimento. Os outros legionários que estavam competindo não pareciam estar dando muito valor para elas na corrida, a começar pela ascendência divina das garotas: não eram guerreiras por natureza e com exceção de Madie, sem talento natural com cavalos. Aliás, Madison era loira, de aparência e de personalidade. E também, alguns poderiam ver Jasmine como a “cópia” visual da pretora, mas que parecia mais inofensiva. Pensar naquilo fazia o sangue de Aimée ferver sob sua face.

E era justamente isso que elas usariam como arma principal: a subestimação para consigo mesmas. Vistas como uma ameaça menor em comparação com supostos guerreiros natos, seria uma surpresa interessante se elas superassem todas as expectativas, e isso era bem possível. Para começar, Madison poderia controlar os cavalos alheios melhor do que quem os estivesse conduzindo, dificilmente seria abatida durante a batalha, e era bem mais esperta do que os fios loiros a faziam aparentar. Já Aimée, poderia não ter dotes naturais para batalha em sua ascendência, mas passou parte de sua infância e adolescência sendo treinada como gatuna, então era ágil e também sabia lidar com uma spatha – ainda que de brinquedo, feita de madeira, cuja qual só as farpas poderiam machucar, e o cabo era de alumínio com enfeites e detalhes em plástico. Ela também levara com um cajado, com fitas de cetim decorando-o, cor azul e o topo em preto. Jasmine ficou profundamente irritada ao ver que Julianne tinha levara cajado também, muito parecido com o seu no porte.

Não demorou tanto quanto Jasmine imaginou para que se aproximassem dos outros competidores, o que lhe provava que Madison realmente sabia o que estava fazendo como auriga. Um filho de Marte, ou Bellona, estaria naquele momento escolhendo seu alvo de ataque enquanto diminuía a distância. Entretanto, Engels e Collin combinaram de chegar o mais próximo possível dos primeiros posicionados antes, afinal, não demoraria para que alguém as escolhesse como alvo, principalmente contando com aquela subestimação. Jasmine tentou pensar em tudo, todas as possibilidades naquela pista, todas as surpresas desagradáveis que fossem possíveis e todas as formas de evitar que aquilo atrapalhasse. Teve a ajuda de Madison para saber quem iria competir, felizmente, para ter alguma vantagem no planejamento. Bem, digamos que Madison era muito bem informada das coisas que aconteciam no Acampamento.

Dois legionários da IV Coorte estavam na biga mais próxima, e se aproximaram com tudo contra as garotas, fazendo as bigas chocarem-se com brutalidade. Uma garota, que parecia ser filha de Apolo devido aos cabelos em loiro-dourado e olhos azuis, estava conduzindo, e um garoto como o lutador. Jasmine observara um treino de arquearia uma vez com muita atenção, pois preferia observar bastante primeiro e praticar depois, e notara o quão trabalhada é a musculatura braçal de arqueiros. Principalmente na parte superior, claro, nos ombros, e supôs que os pulsos também sabiam lidar com força, pois tinham que manter a tensão da corda antes de soltar o cordel. Bem, o garoto parecia ser um bom arqueiro, naturalmente, era bom com a mira, mas não devia ser tão bom em combates diretos.

Jasmine colocou a lâmina de sua spatha em frente ao queixo, absorvendo o primeiro golpe do garoto, e talvez ela tivesse esquecido a força que ele poderia ter, pois foi com esforço que ela não se desequilibrou na biga. Defesa na diagonal à altura do ombro esquerdo, ataque com a lâmina de madeira passando próximo a lateral do abdômen dele, desvio para a direita e um golpe em direção ao pulso do garoto no mesmo instante para fazê-lo soltar a arma. Não deu certo, mas assim continuaram o duelo com lâminas de madeira, até que Aimée finalmente pensou direito.

- Isso está ficando sem graça – Aimée disse com um tom de voz parecido com o de Madie, do jeito que poderia ser julgado como “patricinha mimada e irritante”. Era apenas para que o garoto a atacasse incomodado com o comentário, então Jasmine abaixou-se para esquivar e com a spatha, atingiu a parte posterior do joelho esquerdo dele. Era um ponto sensível para a maioria, ainda mais para alguém que tem mais trabalho muscular nos braços.

Foi então que Jasmine notou que Madison estava se comunicando com os cavalos da biga deles de alguma forma, e murmurou algo para eles. Eles relincharam e empinaram de repente, derrubando o garoto que estava como lutador, e deixando a garota bastante nervosa com os cavalos descontrolados. Então Madie apressou os cavalos de sua biga, provavelmente temerosa que os cavalos desgovernados pudessem afetar os que ela conduzia.

- Striiiiike um! – ela gritou animada, e Jasmine sorriu.

- Madie? – ela chamou, antes que se envolvessem em uma batalha novamente, o que não devia demorar. Elas estavam terminando a primeira curva, umas três bigas já haviam saído da pista, o que significava que estavam restando apenas os mais fortes, mais competitivos, hábeis e determinados. Elas estavam percorrendo pelo canto interno da pista, quase alcançando uma biga vermelha (a cor era pouco sugestiva). – Aconteça o que acontecer, se eu cair, continue.

A garota loira já ia protestar com algum de seus comentários debochados, mas sequer teve tempo para isso, quando ouviram um “crounch” e outra biga saiu da pista. Um garoto com uma espada mais longa que as de cavalaria e com sorriso travesso cantou vitória. Após desviar dos destroços de guerra da biga que derrubara, olhou ao redor procurando a biga mais próxima como novo alvo. Viu Madie e Aimée, isso contava? Pelo visto sim, pois o seu piloto jogou sua biga contra a outra azul, agitando-a e desequilibrando Jasmine. Por que Madie não desviava logo dele? Aquilo estava agoniando a filha de Trivia fortemente, aquele ruído delas se chocando era muito irritante, e Jasmine pensava nos danos que a biga estava sofrendo.

Então, repentinamente, Madison puxou as redes dos cavalos, deixando que os garotos as ultrapassassem momentaneamente e até perdessem por algum instante o domínio dos cavalos, já que estavam se jogando com a biga na direção delas. Jasmine não estava entendendo aquele raciocínio loiro até que olhou para a biga adversária, com belos arranhões na lateral causados pelos espinhos de ferro que haviam na lateral da sua, e as rodas também teriam sido prejudicadas se não fosse por um “escudo” nelas. Mas teve um detalhe: o escudo da roda esquerda caiu depois dessa, aparentemente não estava perfeitamente ajustado. Então, sem a cobertura improvisada para aquela roda, notava-se as finas hastes postas pelo diâmetro da roda que lembravam uma bicicleta, com aquele ponto fraco que Jasmine buscou evitar para sua biga.

Madie se reaproximou deles pouco após, e parecia estar novamente incomodando os cavalos da biga adversária. Não devia ser muito difícil para ela, e Jasmine não pensava isso pelo seu dom hereditário. O bom é que eles estavam vulneráveis agora e talvez não precisasse muito para desmontar aquela biga. Jasmine sorriu, sua spatha estava presa improvisadamente ao cinto, e ela desprendeu seu cajado das costas rapidamente, o que era mais justo, tendo em vista que o garoto usava uma lança.

O abobado lutador daquela biga fez um comentário idiota para tentar chamar a atenção de Madison, e quando Aimée esperou profundamente que ela inconsequentemente batesse a biga contra a dele, ela simplesmente não pareceu dar atenção. Durante os breves segundos em que o garoto se irritava com o descaso da loira, Jasmine atacou a roda com o cajado. No primeiro momento, a madeira do cajado rachou, e depois quebrou. Sua intenção era pará-los travando a roda, mas parece que teria tido mais sucesso se sua arma fosse de um material descente. “Droga, Término”.

O garoto atacou com sua lança contra o abdômen de Jasmine, e ela não teve grande sucesso em tentar desviar, recebendo-o na lateral. Se fosse uma arma de verdade, teria perfurado. A garota segurou o local do golpe buscando conter a dor, ainda que não tivesse lhe atravessado, o garoto não era muito delicado, e aquilo certamente lhe deixaria alguma marca. Madie, atenta ao que se passava, bateu nossa biga na deles, duas vezes seguidas. Da primeira vez que fez isso, Jasmine notou que os espinhos de ferro na lateral estavam corroídos, alguns haviam caído, outros quebraram na carruagem inimiga, e aquilo era grave. Da segunda vez, Aimée, um tanto quanto recomposta, acertou da caixa torácica do garoto usando seu cajado, e colocando tanta força para isso que o fez perder o equilíbrio e cair. A biga que corria logo atrás ainda caiu junto na tentativa de desviar.

- Striiiiiiiiiiike dois! – Madie gritou erguendo os braços e soltando as rédeas, mas sem que os cavalos deixassem de fazer o caminho corretamente. Estavam virando uma curva, e assim terminara a segunda volta. – Você está legal?

Aimée não se importou com aquilo, o golpe, mas com a biga. – Temos que mudar de lado, Madie. Os espinhos do nosso lado direito já eram depois dessa, vamos ter que ir pelo canto externo para ainda termos essa vantagem.

Jasmine imaginou que ela tinha enxergado a desvantagem em seguir pelo canto externo da pista: demoraria mais nas curvas. Ainda assim, a biga estava prejudicada, não valia a pena arriscar que ela tombasse na próxima só para continuarem no trajeto mais fácil, então Madison atravessou-a para o outro canto da pista.

A morena lançou o olhar por sobre o ombro, para ver o que restara do término da segunda volta, e viu que outras quatro bigas tombaram na pista até ali. Os saldos eram interessantes agora que começava a terceira e última volta, na qual todos estavam com o sangue fervendo, os ânimos a mil e a competitividade ao extremo. Por um lado, Jasmine queria estar com aquele pique todo, mas ela já estava cansada, sentia os pontos de seu corpo que seriam hematomas no dia seguinte, e queria poder acabar com aquilo logo. Não estava com o sangue fervendo sob sua face, não queria sair loucamente derrubando bigas, não sentia necessidade em vencer, não era tão competitiva quanto os demais. Era isso que a fazia pensar direito em cada etapa da corrida, talvez aquele controle que ainda a estivesse mantendo ali.

-Filhos de Mercúrio se aproximando logo atrás, Jasmine – Madison comentou, e sem questionar, puxou o “freio” que na verdade fora conectado à saída posterior de um tanque extra, o qual estava repleto de um líquido viscoso que faria até o Batmóvel dançar na pista. Ao menos fora o que Madie assegurara a Aimée. A legada virou-se para trás, não poderia perder o encanto daquela cena, de ver aqueles dois semideuses resvalar na pista e cair um tombo lindo, assim como aqueles que seguiam após.

- Rancor desses garotos, loira? – Jasmine questionou.

- Eles fizeram uma brincadeira com meu secador de cabelo uma vez, me encheram de farinha – Ela gritou, encurtando a resposta que Jasmine sabia que seria bem mais longa. E se não fosse a situação naquele momento, Aimée teria rido; muito. Ainda bem que Madison não se descuidara e acabara liberando o líquido viscoso antes da última volta, senão elas próprias podiam ter problemas com a própria armadilha.

Agora seriam quantos na pista? Quatro. Alguém estava sobrando para o ranking após a linha de chegada, e a biga “Na na na Diva” podia dar um jeito nisto. Bem, outra dupla teve a mesma conclusão, e foi ao encontro da biga de Madie e Jasmine. Diferente das outras, não foram abruptamente contra a biga das garotas, mas avançaram sutilmente e se colocaram mais a frente com sua carruagem cinza. O lutador estava quase que emparelhado com Madie, o que deixou Jasmine nervosa, principalmente por não ter pensado muito naquela possibilidade, e não ter ideia do que eles iriam fazer. Até que Jasmine olhou com atenção os detalhes.

- Madie!! As lanças das rodas deles vão machucar os cavalos!

Então tudo aconteceu rápido demais, fora de controle. Madie não tinha lado para jogar a biga e livrar os cavalos de se machucarem: era contra a biga deles e enterrar a lâmina em uma das patas do cavalo da esquerda ou era contra as paredes do Circus. Do modo como os adversários se posicionaram, se nossos cavalos parassem, a lança posta na roda da outra biga iria rasgar as patas do cavalo da esquerda também, a única alternativa viável parecia avançar, o que era difícil no canto externo da pista.




_ _ _



Aimée balançou a cabeça, sentindo a superfície fofa sob seu corpo, havia algum gosto que parecia comida mexicana em sua boca, mas de forma pastosa. Ela abriu os olhos com dificuldade e se viu ainda no interior do Circus Maximus, e logo após a voz de Julianne “Está tudo bem, a legionária acordou. Levem todos os feridos para os Auxiliares Médicos na colina dos templos”. Então direcionara os olhos castanhos para o lado, e estava Madison, com um pote de ambrosia.

- O que aconteceu? – Jasmine perguntara, ainda atordoada e com a cabeça latejando.

A loira respirara fundo, como se tomasse ar para falar muita coisa, e a mexicana se arrependeu da pergunta. O que quer que tivesse acontecido, Jasmine já imaginava: ela caíra da biga na tentativa de livrar os cavalos, ou durante a batalha com a biga cinza, e depois de terminar aquela volta ou não, Madison fora ajuda-la com qualquer ferimento.

- Conte-me tudo depois, sim? – Ela dissera desanimada, sem que Madie concluísse sequer sua primeira frase.

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Jasmine Aimée Engels participou da Corrida de Bigas com Madie W. Collin. Ela está vestida assim e a música tema, evidentemente, é Diva, da Beyoncé.

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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Dom Mar 03, 2013 6:51 pm

Party Rock Anthem!
Party rock is in the house tonight Everybody just have a good time And we gonna make you lose your mind Everybody just have a good time Shake that!



Acho que pouco importa o quanto você se esforce, alguém sempre julgará errado ou mal. O próprio deus Apolo cometeu esse erro com Cupido e sofreu consequências. Então, se o próprio deus do sol, ao qual muitos atribuem a perfeito, foi dada uma punição por seu julgamento errado, o que será desses reles legados e semideuses que gostam de julgar uma garota pela cor de seus cabelos ou sua aparência?

____________________________

▬ Vamos fazer um acordo! – disse, interrompendo Jasmine pela enésima vez. ▬ Vamos participar juntas das corridas, eu dou conta dos cavalos e você dos outros competidores.

Ah, vai, até eu sabia quando estava sendo irritante, e não entendia com que paciência aquela garota não pulara ainda no meu pescoço. O que aconteceu foi o seguinte: ela queria uma dica para os cavalos, e realmente procurara a melhor pessoa naquele acampamento inteiro que entendia de todo e qualquer animal. E desde que foram anunciadas as festividades eu estava a fim de participar da corrida, justamente como auriga, mas não sabia exatamente com quem participar. Ou achou que eu ia sozinha? Não sou tão doida.

Eu teria convidado Aleksander, mas... Bem, sei lá, ele é o centurião da coorte, sabe, e provavelmente já tinha com quem participar – alguém com quem teria mais chances de vencer. Também tinha meu primo, Brandon, centurião da II Coorte, mas não falei com ele também o mesmo motivo. Já estava até desistindo do desejo de participar da corrida, até que Jasmine visitou o templo das curas. Eu queria participar! E ela não tinha ninguém para isso, a dupla era ideal.

Acho que Jasmine Aimée teria me odiado se não tivéssemos nos conhecido com o mesmo objetivo, pois era de se notar que éramos muito diferentes. Tudo bem, era só um detalhe. A conclusão disso é que tive que insistir na seguinte troca com a garota da terceira coorte: eu lhe ajudava com os cavalos e ela me teria consigo no time. Ninguém perdia nesse acordo, embora ela tivesse dificuldades em acreditar em mim.

▬ Nossos cavalos vão ser de raça dinamarquesa, Frederiksborg. São cavalos robustos, resistentes e fortes, perfeitos para nos levar pelas três voltas da Corrida sem ofegar ou nos deixar para trás, porque essa raça tem todas as qualidades que qualquer cavalo de carruagem tinham de ter – disse, praticamente que em uma única respiração. É que quando eu começava com alguma informação do tipo, era complicado parar, mas pelo menos eu não deixara dúvidas a Jasmine que eu podia dar conta daquilo. Sorri ao notar sua expressão de “loading”. ▬ Vou falar com meu primo, ele é da segunda coorte, acho que pode nos conseguir uma dupla Frederiksborg.

~ ~ ~

Toc toc toc, Madison? Toc toc toc, Madison? Toc toc toc, Madison? Alguém já batia sem paciência na porta do Quartel 2 da quinta coorte, onde os outros legionários já não estavam mais devido aos preparativos para os eventos em Nova Roma. Eu estava em frente ao espelho, ainda secava os cabelos e cuidava de me arrumar, com fones de ouvido murmurando alguns trechos de Girl on Fire. Havia trocado de roupa umas três vezes para achar o que era confortável e bonito para a ocasião, e na terceira vez, o fone de ouvido caiu enquanto me movimentava, e então ouvi a voz de Jasmine após a porta me fazendo alguma ameaça por não ter saído ainda.

▬ ... sua peruca loira no Tártaro!.

▬ Ei! – gritei para ela, reclamando, e joguei a escova de cabelo contra a porta antes de ir lá abri-la. ▬ Pode até dizer que é mega-hair, mas peruca??

~ ~ ~

Para mim era impossível não notar o alto cavalo puro-sangue ibérico que estava com a pretora Julianne, um belíssimo Andaluz “colonizador”. Ter um cavalo daquela raça significava prestígio nas cortes ao longo da História, mas atualmente a raça era adestrada para competições ou para o cinema, já que os cavalos andaluzes são dóceis, elegantes e de bom temperamento. Eu não imaginaria um cavalo dessa raça no Acampamento que não estivesse com um dos pretores.

▬ “Madie, tem alguma coisa me machucando”, ouvi Fred, um dos nossos cavalos, protestar preso a carruagem. Levei o olhar para os estribos e o que pudesse estar mal-ajeitado e me prontifiquei a arrumá-los imediatamente, mas não pude notar antes o olhar “observativo” de Jasmine para sua irmã gêmea. Ah, sim, eu achei que fosse a própria pretora no Templo das Curas aquele outro dia, pois não havia reparado antes que ela tinha uma irmã gêmea. Ou tinha reparado e quem sabe achava que enxergava a mesma pessoa com mais frequência?

▬ O que você acha dos outros cavalos, Doug? Parecem assustadores, bem treinados ou coisa assim? questionei ao outro cavalo, com o talento de comunicação que tinha com os animais.

▬ “São bem preparados, mas alguns parecem mais fortes do que um legionário desses possa controlar. Tem uma maçã?” Peguei uma sacola que estava dentro da biga com algumas maçãs, e dei uma para cada um deles, Fred e Doug. Era difícil tirar muita coisa útil deles, mas foi informação útil o bastante. Foi suficiente para me fazer pensar: qual dupla de cavalos parecia mais difícil de controlar do que seus legionários esperassem? Tirei minhas próprias conclusões e marquei a cor e o número das bigas das quais iria nos conduzir para perto.

Jasmine dissera que a subestimação por parte dos outros legionários seria nosso trunfo; considerava-a uma boa estrategista, ela teve boas ideias para a biga e anotou tudo para aquela corrida. Ela disse que eu devia me aproximar o quanto desse das primeiras bigas, pois combinamos que ficaríamos para trás propositalmente, para deixar os outros legionários se engalfinharem primeiro e termos chance de ocupar um dos primeiros espaços. Mas é sério, vendo pelos cavalos, eu iria “manipular” um pouco disso, tiraríamos mais bigas da pista se eu desse jeito nos cavalos mais descontroláveis primeiro.

▬ Vamos lá, meninos, já praticamos isso, e vocês são demais. Não esqueçam que ganham doces depois – disse incentivando-os e fui para meu lugar na biga enquanto os demais se ajeitavam. Na semana anterior à corrida eu e Jasmine fizemos o percurso da corrida, aproveitamos para testar se tudo estava certo na biga, e eu para “treinar” os nossos cavalos.

▬ Preparada? – Jasmine perguntou, e fiz uma cara de “a pergunta é séria?” com um sorriso debochado nos lábios. Então mantive os olhos na pretora até que ela desse o sinal para a largada. E assim foi feito, mas, como combinado, não avançamos junto aos demais. Estava ocupada demais atando meus cabelos mesmo.

E nossas expectativas estavam perfeitamente certas: os outros competidores já estavam engalfinhados, poucos não estavam em algum duelo, e com eles distraídos, era mais fácil chegar mais longe assim. Uma das bigas que eu havia marcado estava bem mais adiante, como era de se esperar pelos cavalos que a conduziam, e era nela que pararia com nossa biga.

▬ Fred, Doug. Vamos avançar até a biga branca, onde estão os cavalos Árabes. - Eles relincharam e foram aumentando sutilmente a velocidade. Daquele ponto, tínhamos que ter cuidado com as bigas que iam tombando, já que estávamos bem atrás, e nossa dupla estava avisada disso. Instruí também que não abusassem da energia logo no começo da corrida, pois tinha muito pela frente ainda, que exigiria muito mais do que trabalhamos no “ensaio”. Foi questão de pouco tempo para alcançarmos a tal biga. Interessante que Jasmine reparava nos legionários que estavam postos na biga, eu reparava nos cavalos que conduziam.

Naquele caso, eram cavalos árabes. E não é que fossem difíceis de controlar, tanto é que eram comuns em torneios por serem rápidos, valentes e resistentes, mas não era com pouca prática que dava para conter suas rédeas. Jasmine naquele momento cuidaria do outro lutador, e eu só tinha que manter a nossa biga emparelhada e sem aproximar demais da outra. Poxa, que sem graça. Olhei para o lado, para a outra auriga, era filha de Apolo, IV Coorte pela placa de probatio. Sem chance.

▬ Mantenham esse ritmo, meninos – disse a Fred e Doug depois que contornamos uma curva, então soltei as rédeas deles. Era preciso manter concentração e controle sobre os animais para ter tamanha confiança naquele instante, não podia desviar a mente dos nossos cavalos dinamarqueses. Franzi as sobrancelhas observando exatamente o que faria, e sem poder demorar, pois não acho que os cavalos iam dar conta da próxima curva sozinhos.

Peguei a machadinha de madeira que levara, sua “lâmina” ia minguando conforme se aproximava de onde deveria ser o fio, e em lugar deste, colei a face áspera de uma lixa. Como uma lixa de unha, mas áspera como uma que seja usada com reformas de casa para lixar os excessos de gesso. Se uma lixa de unha normal já cortava fios uns tanto mais grossos que lã (eu sei, já precisei arrumar a roupa do meu cachorro um tanto que urgentemente), uma lixa áspera como as de parede seria suficiente para pelo menos rasgar uma das rédeas daquela biga.

▬ Garotos, vocês são lindos. Essa cor-de-cobre de vocês... combina bastante com a origem da raça de vocês – comecei a tagarelar, para distraí-los, e a menina de Apolo parecia nervosa demais para fazer alguma coisa comigo, pelo jeito não havia se importado com armas. ▬ Mas só tem um problema, porque vocês têm essas marcas no pescoço? Um deles respondeu algo sobre chicotes e algum descuidado da II Coorte, e eles tinham um belo ressentimento com isso, pelo que notei. ▬ É mesmo? Questionei com um interesse exagerado. ▬ Mas vocês viram que quem está conduzindo vocês está com chicote?

Saltei para minha biga no mesmo instante que terminara de dizer isso, pois já deixara uma das ligas de couro praticamente rasgadas com a machadinha, e os cavalos se agitaram e saíram do controle da outra auriga com aquela falsa informação. Jasmine se recompôs na parte posterior da biga após o duelo com o outro garoto, e assim que tive certeza que ela estava firme, apressei nossa biga, para tomarmos distância dos cavalos desgovernados e rebeldes.

Olhei para trás após a curva, e a biga branca estava tombada, os cavalos estavam soltos fora de controle, e os legionários da II Coorte que estavam a serviço na corrida os controlaram. ▬ STRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIKE UM! Gritei levantando o braço esquerdo. Então Jasmine me chamou, e disse algo sobre seguir caso ela caísse da biga. “Ora, deixe de ser tola” eu dia dizer, mas não deu tempo.

Ouvimos uma biga cair ruidosamente, e outra dupla comemorar aquela vitória. Olhei para o auriga e seus cavalos, e ao notar quais eram, fiquei até contente por serem eles a vir contra nós. Era uma das bigas que eu já tinha marcado, por ser uma que os cavalos eram melhores que os condutores, não seria difícil derrubá-los também.

Os cavalos eram Mustang, rebeldes e difíceis de domar por natureza, mas uma das coisas que eu sabia quanto a eles é que eram velozes. Reparei na biga dos adversários, com revestimento de cobre, sendo dois garotos que formavam o time dela, dois garotos nada leves. Deixei que eles se aproximassem um pouco mais, até certo limite, um pouco mais e... Puxei as rédeas de Fred e Doug. A biga deslizou lateralmente na nossa frente, já que, como previ, os cavalos não conseguiriam parar em tempo para evitar aquilo, ainda mais com o peso extra.

Fiquei conversando com os cavalos da biga vizinha, tentando distraí-los ou achar algo que pudesse surtir um efeito como o da última vez. Estava sendo complicado, pois os cavalos montang não tinham o mesmo respeito que os demais, então era preciso manter a paciência para não cometer uma bobagem. “Vocês estão sendo maravilhosos, garotos” disse a Fred e Doug, para incentivá-los enquanto estávamos a recém na metade do trajeto.

Estava cuidando apenas do caminho por enquanto, e atenta à Jasmine e o outro lutador. Quando ouvi algo de errado, olhei para trás, ainda mantendo-me atenta aos cavalos, e percebi que o outro lutador havia a acertado. Primeiro precisava ter certeza que ela não iria se desequilibrar da biga, depois disso, tomei distância da biga deles e atingi-a novamente com tudo. Aqueles “pregos espetados ao contrário” em nossa carruagem, como me referia àqueles espinhos, cuidariam de dar uma estragada na outra. Repeti isso mais uma vez, quando achei melhor não continuar. Nossa biga, pelo que Jasmine me explicou, era até leve demais, e se o auriga resolvesse desviar da próxima batida, eu e Aimée iríamos deslizar de um lado ao outro da pista. Mas tudo bem, a garota morena cuidou do resto.

Depois da segunda volta, tivemos que mudar de lado por causa dos espinhos de prego da lateral direta. Que porcaria, não teríamos a vantagem de estarmos no canto de pista nas curvas! Tudo bem, respirando fundo...

Para amenizar o incômodo que aquilo me causou, pude ao menos me vingar dos filhos de Mercúrio que fizeram a brincadeira com o meu secador de cabelos. Eles tinham colocado uma quantia de farinha ante a turbina, e quando liguei o secador no quartel, toda aquela farinha voou pra cima de mim. Ao menos estava apenas Aleksander no quartel comigo quando isso acontecera, então só precisei bater em uma pessoa que rira disso.

Usei alguns ingrediente de poção que tinha, misturei-os e tratei de transformar em uma coisa viscosa que faria qualquer veículo dançar bonito na pista. Até o Batmóvel. Foi por causa da blusa que Jasmine usava hoje que fiz esse comentário, ela realmente deve ter levado em consideração por ter dito dessa forma. Liberei aquele líquido na pista quando aqueles garotos vinham logo atrás, e eles dançaram ao ritmo de I’m Sexy and I Know It na pista, sem falar nos que vinham atrás deles.

▬ Uepa! Gritei, ao estilo de Rick Martin, fazendo-os notar quem os derrubara, fazendo-os perceber que era a vingança.

A próxima biga com a qual lutaríamos estava se emparelhando, seus cavalos eram andaluzes mestiços, e seu auriga... não sei, mas parecia saber controlar os seus cavalos melhor que a grande maioria ali. Só esperava que não fosse filho de Poseidon, senão eu não tinha grandes chances em tentar manipular os seus cavalos. Só que aquilo estava estranho... O auriga avançou ainda com seus cavalos, estavam distantes demais para que pudesse comunicar-me com eles sem que me distraísse demais dos meus próprios cavalos; aquilo até parecia proposital... O lutador estava emparelhado comigo e, se fosse como parecia, era um golpe sujo e covarde. Eu ia avançar a nossa biga e ensinar o outro auriga como emparelhar, mas Jasmine gritou ▬ Madie!! As lanças das rodas deles vão machucar os cavalos!

Meu coração gelou por um instante, em preocupação com nossos garotos, não queria que por nenhum motivo eles se machucassem ou sequer se arranhassem. Estudei as possibilidades: nenhum dos lados dava, pois estávamos encurraladas contra a parede, nem para trás, freando. Éramos obrigados a continuar e correr o risco. Tinha que me manter concentrada a qualquer centímetro que eles mudassem em relação a nossa biga para acompanha-los sem correr o risco de ferir Doug, que estava ao lado deles.

“Madie, não fique nervosa”, me disse Fred. “Podemos pular”. Franzi as sobrancelhas, realmente considerando essa possibilidade e observando como ela se tornava viável. ▬ Não, vocês não podem... Disse meio desanimada a eles, pois realmente não dava. Eles não tinham como adquirir distância para impulso, e assim não poderiam atravessar a biga em relação à deles.

“Conseguimos pelo menos não nos machucar”, insistiu Doug. Considerando assim, disse a eles que assim fizessem. Disse para Jasmine se segurar, e me agarrei às rédeas dos nossos cavalos de raça dinamarquesa. Eles deram um impulso mínimo, o quanto foi possível sem que nenhum se machucasse naquilo, e deram o salto para se livrar da armadilha daquelas malditas rodas. Foi algo meio desastrado, os cavalos foram para um lado, mas a biga pouco saiu do chão, então meio que dançou para os lados. Deu uma batida na parede e um chega-pra-lá na outra biga, mas aquelas mini-lanças das rodas deles estavam agora emparelhadas com nossas rodas, já afetadas e arranhadas ao longo da corrida.

Tentei encontrar a melhor forma de escapar deles, sem destruir de vez nossa roda, ainda mais agora que faltava tão pouco para o fim da corrida. Jasmine se entendia com o lutador da outra biga, enquanto eu instruí a Fred e Doug outro pequeno salto, suficiente para levantar nossa biga e fazermos avançar meio metro em relação à outra. Eles relincharam em concordância e assim fizeram. Levei a mão por um segundo à lateral esquerda da nossa carruagem para me equilibrar depois do salto e notei que ela estava frágil depois de “algumas” batidas que recebera, e com um pouco mais de força, eu poderia tê-la derrubado definitivamente. Olhei para trás e... ONDE ESTAVA JASMINE?

Olhei desesperadamente para um lado e para o outro, procurando-a, tinha caído da biga após o salto. Então a vi, rolara ainda a uma distância que felizmente era suficiente para que não se machucasse com as outras bigas que vinham atrás. Lembrei de suas palavras duas voltas atrás “Aconteça o que acontecer, se eu cair, continue”. E realmente, a linha de chegada estava a uns 150m, ou um pouco mais.

Não conseguimos derrubar a outra biga que nos colocara em problemas, e não era sozinha que eu iria conseguir. Só memorizei o rosto deles para “o caso” de muito por acaso os encontrar por aí no Acampamento. Sabe como é. Olhei para as patas de Doug, que antes estava na mira daquela lança na roda deles, e dois filetes de sangue escorriam timidamente por suas patas.

Puxei as rédeas deles e dei a volta, indo direto ao encontro de Jasmine, que estava inconsciente no canto externo da pista. Ela talvez ficasse incomodada que eu não tivesse terminado a corrida, mas... Ah, fala sério, eu não terminaria com ela inconsciente lá atrás! Levei-a ao centro da pista, onde Julianne ficava observando a todos, o espaço verde que não fazia parte da corrida, e ali cuidaria de Jasmine até que acordasse. Como uma boa membro da L.A.M., eu não sairia sem um pouco de néctar e ambrosia, sempre podia ser útil.

Depois de tratar Jasmine, que batera a cabeça quando caiu da biga, cuidei de enfaixar a pata arranhada de Doug e dar-lhes suas merecidas recompensas. Vamos combinar, né, eles foram fabulosos nessa corrida.

Spoiler:
 

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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Dom Mar 03, 2013 9:16 pm



Wacky Races…

Or Should I Say Witchy Races?



M. R. Warren
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My Own Creepy Coupe


E
ra absolutamente injusto que eu devesse correr sem Fillipo. Ele era tão perfeito e maravilhoso. Trabalhávamos em equipe há séculos, éramos um. Dentro e fora de batalha, para dizer a verdade. Mas lá estava eu, indo correr com o Áugure, Ross Nell, que também era legado de uma deusa ligada à magia. Obviamente, eu havia passado no Coliseu antes de ir ao Circus Maximus, jamais fazia nada sem no mínimo roubar um beijo de Fillipo. Ele estava tão lindo, com a capa roxa, falando com autoridade...
O chamado de meu aliado me trouxe de volta à realidade. A biga estava pronta para que colocássemos nossos encantamentos sobre ela. Eu sabia muito bem que a pretora, Julianne, havia proibido o uso de certos poderes durante as corridas, mas ela nada disse sobre o uso desse tipo de poder antes de entrarmos na pista. Peguei meu Grimório e folheei até uma parte mais ao fim onde eu mesmo havia anotado alguns encantamentos que poderiam me ser úteis. Ross atrelava os cavalos e sussurrava para eles alguma coisa que eu não conseguia entender direito. Ele também tinha algum tipo de dom mágico ligado à fala, mas não sabia qual a extensão de suas habilidades. Achei a página que procurava e fitei a biga.
Parecia algo bem simples, nada de incomum. Exceto pelo fato de que, faltando apenas alguns minutos para entrarmos na pista, iríamos colocar nossas surpresas. Ross fez alguma coisa com as mãos e no instante seguinte, tudo ficara silencioso. Nem a poeira se mexia. Olhei para ele, curioso, mas ele deu de ombros.
Achei que seria melhor para sua concentração. Agora vai, enquanto eu tento prever as estratégias dos outros.” ele falou.
Preveja em silêncio.” brinquei, voltando a fitar o livro.
Inicialmente, eu precisaria reforçar as defesas físicas da biga, sua resistência. Depois, teria de preparar algumas surpresas para nossos oponentes que tentassem fazer contato. Havia estudado bastante o que eu deveria fazer, encontrando nas rimas que herdei de minha família a estrutura base dos encantamentos que faria. Concentrado no veículo, comecei a falar, sentindo o Livro das Sombras emitir uma imensa carga de energia para mim. “É assim que se sente quando se usa o próprio feitiço escrito no Livro?”

Esta biga jamais se quebrará,
Aguentará a mais vil atitude.
Todo dano se atenuará.
Resistência será sua maior virtude.

Fixei o olhar no veículo. Eu precisava fazer alguma coisa a mais para nos auxiliar. “O problema será desviar os ataques que vierem até nós, principalmente com a proibição de usar poderes durante a corrida. A não ser que eu...” Sorri e olhei para Ross, que ergueu as sobrancelhas.
Martin... O que você...” começou ele.
Não se preocupe, Ross. Confie em mim...” respondi.
Fechei o livro e os olhos, deixando as palavras surgirem na minha mente enquanto compunha outro feitiço, direcionado a Ross Nell.

A arma atroz é desviada de Ross,
E todo ataque, afastado de nós.
A partir de agora, até o fim da corrida,
Até sua intenção estar totalmente cumprida.

Apareceram algumas luzes ao redor dele, que se espantou um pouco e quase me paralisou. Sorri para ele, como que dizendo “Está tudo bem!” e me virei para as laterais da biga. Término não nos deixara entrar com armas. Tive a discussão de sempre com ele a respeito do Livro das Sombras, mas o deus dos limites ainda não tinha conseguido achar uma brecha que me impedisse de entrar com ele. O último encanto foi bastante simples.

Aquele que a toca será atacado
Com espinhos que terão crescidos.
Somente ao ter o embate acabado,
Essas pontas estarão banidas.

Vi as laterais da biga tremeluzirem no ar antes de voltar ao normal. Se meu encanto desse certo, os espinhos cresceriam apenas quando a outra biga ou outra pessoa tentasse nos tocar. Ross terminou de atrelar os cavalos e, antes de subirmos, restaurou parte minha energia com seu poder de cura. O Áugure disse que tinha uma boa ideia do que fariam contra nós e foi me informando no caminho.



E
stávamos prontos. Ross controlava os cavalos, eu tinha uma arma na mão. Ross tinha conseguido algumas lanças sem ponta (eram mais bastões, exceto pelas estrias de metal que possíam) e alguns cetros. Como fez isso não soube dizer, mas ele parecia confiante de que arranjaríamos as armas a tempo. Ele provavelmente havia previsto isso antes de sair de sua casa, em Nova Roma. Alguns campistas aplaudiam e outros vaiavam quando entramos na pista. Os das Primeira e Terceira Coortes não sabiam se aplaudiam ou vaiavam. A disputa iria render pontos às coortes vencedoras e portanto, a competição era muito grande. Junto conosco estava uma outra dupla da Quarta Coorte: um filho de Vulcano com uma biga totalmente automatizada, com aparatos que Término deveria ter proibido, e uma filha de Mens que segurava um tanto hesitante sua haste de metal. Aquilo com certeza teria algum truque.
Ouvimos o sinal de que iríamos começar e Ross atiçou os cavalos. Os animais corriam e estávamos em alta velocidade. Eu me controlava para não lançar um feitiço nem usar outro poder que certamente nos desclassificaria da prova. Na biga ao lado, o rapaz castigava os cavalos com um chicote, aparentemente sem dar atenção às alavancas à sua frente (e eu não fazia ideia do que ativariam, mas não queria descobrir naquele momento). A garota brandiu sua haste contra mim, que aparei com meu próprio bastão. Na mesma hora um choque percorreu meu corpo e quase larguei a arma. Ela ergueu as sobrancelhas, surpresa assim como eu, mas sorridente. Logo depois, senti algo se forçando para dentro da minha mente.
Com toda força de vontade, resisti à tentação de erguer as mãos e lança-la longe com um movimento telecinético. Concentrei-me em impedi-la de entrar em minha mente. Ross e o filho de Vulcano avançavam, chegando perto da primeira curva. Estavam indo bastante rápido. Senti mais do que vi (pois estava fixando o olhar nos olhos da menina, que não os desviava de mim) que a outra biga se aproximava.
Fizeram contado. O veículo cheio de aparatos deles emitiu um chiado e um choque teria percorrido nossa própria biga se a madeira não estivesse protegida. Os espinhos cresceram de repente nas laterais da nossa, bem diferentes do que eu havia imaginado. Eram de madeira, sim, mas parecia um tanto cristalizada. As rodas não havia sofrido dano algum com o ataque. Entretanto, me desconcentrei e tive de me segurar para não cair. Ross agora estava ficando um pouco para trás. Os espinhos não eram nada aerodinâmicos.
Deveríamos ter pensado na velocidade...” berrou ele, atiçando mais os cavalos. “Por que eu não vi isso?
Tarde demais para isso...” respondi, tentando atacar a garota, que se abaixou.
A boa notícia é que ela havia se desconcentrado também e o ataque à minha mente havia parado. Os dois se afastavam da gente, ganhando vantagem quando coloquei as mãos nas laterais de nosso carro. Os espinhos se retraíram e voltamos a ganhar velocidade. Ross agora estava apenas levemente concentrado nos cavalos. Eu podia ver seus olhos desfocados. Peguei um cetro de madeira que estava na bolsa ali perto e calculei as possibilidades. Levando em conta as estimativas da velocidade do vento, das variações de posição relativas entre as duas bigas (e entre cada uma e o solo), do peso do cetro e de minha (péssima) habilidade com projéteis, teria sorte se conseguisse. Precisava me aproximar mais...
Mas Ross havia planejado tudo. Torceu as rédeas e, no momento seguinte, fizemos contato outra vez com a biga, numa posição diferente. Se meus cálculos estimados estavam corretos, causaria um estrago e tanto para as duas equipes. Mas não estavam. Os espinhos cresceram nas laterais de nossa biga outra vez, que resistiu ao impacto e danificou o “painel de controle” deles. Entretanto, o curto circuito emitiu faíscas em todas as direções, atingindo a todos, inclusive os quatro cavalos. Meus cabelos estavam em pé e Ross parecia o mais atingido. Os juízes provavelmente nos obrigariam a parar. Entretanto, não contava com um dispositivo escondido do filho de Vulcano e nem outro ataque da filha de Mens.
A garota tentou invadir nossas mentes e nos fazer desmaiar, parar ou qualquer outra coisa. Talvez até usar nossos poderes em desespero. Ainda tinha o cetro na mão e, na distância em que estávamos e com a resistência herdada de minha mãe, era impossível errar. Acertei-a na cabeça, causando um grande hematoma. Talvez eu a curasse ao fim da corrida, para me redimir. O filho de Vulcano sacou a haste da mão dela e a colocou para conduzir os cavalos.
Ele tentava me atacar e estocar, enquanto eu tentava me defender com o cetro. Era difícil. O filho do deus da forja era forte e insistente, com golpes precisos e intensos. Até que uma ideia me ocorreu (e eu atribuo isso às bênçãos de Minerva). Expandi minha própria mente em direção aos cavalos deles, assustando-os com minhas palavras. Não sabia se eles entendiam, mas eu os dizia que estavam indo exatamente na direção contrária, que estavam indo para o local em que seriam sacrificados. Maddie Collins, a veterinária da Legio, me mataria se soubesse o que eu havia feito. Ross embicou a biga mais uma vez de um jeito que não entendi, mas senti quando nossos cavalos se chocaram com os deles. Os espinhos apareceram de novo e levei uma pancada forte no ombro antes de deixa-los para trás. Que quer que fosse que Ross tivesse feito, nos dera vantagem na curva seguinte. Estávamos chegando ao final. Joguei todos os cetros que tinha contra eles, mas batiam em alguma proteção da biga. Geralmente faíscas elétricas acompanhavam o impacto.
Martin... Os raios da roda. Se os pararmos...” começou Ross.
Eles não terão como continuar...” completei.
Jogue a lança. É sua vez de confiar em mim.” ele falou, decidido e confiante.
Peguei a lança, um tanto duvidoso. Ross parecia com um olhar ao mesmo tempo no presente e no futuro. Por fim, consegui, ainda sem saber como, jogar a lança na direção da filha de Mens, que se assustou e se abaixou. O filho de Vulcano moveu rapidamente sua haste de metal para deter minha lança sem ponta e acabou por enroscar sua arma entre os aros da roda.
O acidente foi feio. A biga virou com o peso e os cavalos em seu desespero arrebentaram as correias que os prendiam, correndo agora na direção contrária. Haviam acreditado, eu acho, no que eu havia dito mentalmente. Ross sorria, vitorioso. Nossos planos haviam dado certo. Sorri, comemorando com faíscas depois de cruzarmos a linha de chegada. Agora era esperar a contagem de pontos. Ross desceu sorridente e desatrelou os cavalos. E então, juntos, fomos verificar como estavam nossos oponentes na corrida, que agora eram nada mais nada menos que semideuses precisando curar seus ferimentos. Tinha meu Grimório comigo para o caso de precisar de algum encanto. E mal esperava para contar a Fillipo em detalhes tudo o que acontecera.

Colours
Martin
Others
Spells


Passive Power

FILHO DE TRIVIA
Perícia com Cajados (Level 01): O cajado é uma das armas da deusa. Assim, seus filhos são peritos naturais em utilizá-los.
Telepatia (Level 07): A mente é um dos mais importantes atributos quando se trata de magia. Assim, os filhos de Trivia podem comunicar-se entre si, com aliados e inimigos usando telepatia.
Blindagem Mental (Level 23): A mente de um usuário de magia deve ser muito bem protegida. Dessa maneira, nenhuma técnica de controle mental terá efeito sobre os filhos da deusa da magia, e ataques mentais causarão menos dano.

LEGIO AUXILIA MEDICA
Defesa Astral (Level 11): Os semideuses dessa Legião ganham maior resistência a ataques de natureza mental, espiritual ou emocional que não causem dano, como ataques telepáticos, empáticos e mediúnicos. Qualquer ataque que vise causar dano (ou seja, não dominar o Legionário) agirá normalmente.
Resistência (Level 23): Devido às bênçãos e às habilidades de cura, os membros da Legio Auxilia Medica resistem muito mais a ataques físicos lançados contra eles, embora sua força de ataque permaneça inalterada. É uma habilidade puramente pessoal.

Special Power

Magia Literária: A linguagem é algo muito importante na magia. Por conta disso, alguns filhos de Trivia aprendem a canalizar seus encantos fora das fórmulas do Grimório, através de rimas. É uma habilidade limitada apenas pela criatividade do semideus em relação às rimas e pelo seu poderio mágico. Fica a cabo do narrador da missão a efetividade do poema arcano. A cada dez níveis, o semideus consegue compor uma rima a mais por ocasião (ou seja, uma rima no nível 01, duas rimas no nível 10, três rimas no nível 20 e assim por diante).

Blessings

Bênção de Conhecimento (Conhecimento): Os Sapientes de Minerva possuem todos um vasto conhecimento enciclopédico sobre ciência, universo, magia (o que não significa que possam usar magia), mecânica/tecnologia, literatura, história, etc. Todas as informações e conhecimento natural ou sobrenatural podem ser plenamente compreendidos com essa capacidade. Através essa bênção, seu estudo é muito melhor aproveitado, pois aumenta sua compreensão das mais diversas disciplinas e áreas de estudo. É muito comum os Sapientes de Minerva citarem livros, pessoas e qualquer fonte de saber com perfeição, palavra por palavra.
Bênção de Inteligência (Inteligência): Os Sapientes de Minerva adquirem uma boa memória e suas capacidades mentais são expandidas, permitindo pensar em vários níveis diferentes de uma só vez. Estes conseguem sem muito esforço conceber fórmulas complexas e modelos, resultados possíveis e outros fatores com a velocidade de um computador, podendo acessar claramente qualquer memória vivida rapidamente, também. Conseguem processar várias informações ao mesmo tempo, de diferentes maneiras, como se houvesse mais espaço em suas mentes.

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Ross O. Nell
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Dom Mar 03, 2013 9:59 pm



When suddenly, my seer is on my side, bringing love while forgetting his pride. In his eyes I see there'll be better times along my way.


THAT DESTINATION SHOWS
YOU LEGENDS LONG EXTINCT


Vou admitir que não havia previsto nem planejado ter o líder da Legio Auxilia Medica como parceiro na corrida de bigas que o Acampamento fazia para comemorar a eleição. É claro, eu havia planejado participar e sim, havia planejado também conduzir os cavalos. Passei uma semana inteira aprendendo o máximo que podia sobre como conduzir e tratar os equinos, além de praticar bastante com dois cavalos baios (que seriam os que eu usaria na corrida). Essa semana, entretanto, havia sido a semana anterior à eleição dos pretores. Eu havia previsto que algo assim estivesse para acontecer e decidido me preparar e planejar para os possíveis futuros. Coisas de um legado de Providentia. Minha mãe me ajudara a me preparar, me apresentando a um de seus colegas da Legião. Fora ele quem a ensinara a montar e cavalgar, certamente poderia me dar dicas preciosas.

Martin veio até mim depois que foram anunciadas as festividades. Eu estava sorridente depois que minhas premonições haviam se confirmado. Só esperava que as demais não passassem de simples enganos de interpretação. Vinha sonhando com um corvo que era iluminado e depois uma constelação do sul que aparecia no hemisfério norte. O líder dos médicos do Acampamento, e também centurião da III Coorte, me chamou depois de uma das muitas reuniões periódicas entre os líderes dos diversos grupos que possuíamos (os Áugures me pediram para representa-los naquela vez, já que era meu turno na escala que havíamos feito). ▬ Ei... Você é o Ross, não é verdade? Da I Coorte? ▬ Ele chamou, agarrado ao seu livro mágico (ele simplesmente levava aquele livro para todo lugar que ia).

Eu mesmo. Você é Martin Warren, não? O líder da L.A.M. e centurião da III Coorte. ▬ Respondi. ▬ Eu me lembro bem. Você propôs que os Áugures utilizassem instrumentos de vidência, como cristais e espelhos, para focar nossas visões numa reunião anterior. Foi bem efetivo. ▬ Falei, sabendo que era bom demonstrar que realmente o conhecia ou ao menos me lembrava dele.

Eu mesmo. ▬ Replicou, um tanto espantado que eu me lembrasse daquilo. ▬ Você sabe que os pretores planejaram alguns eventos pra comemorar as eleições, não sabe? Então, tem a corrida de bigas e eu gostaria de saber se... Se você consideraria correr junto comigo...

Sorri para o filho de Trivia e assenti. Logo depois começamos a traças esboços de planos e alguma coisa para nos prevenir das possíveis surpresas. Ele prometeu trazer encantamentos e a biga para nos ajudar. Fiquei responsável pelos cavalos e, se conseguisse, algumas armas. Ele havia escutado rumores de que poderes não seriam permitidos durante as corridas (e que uma visão confirmou logo em seguida). ▬ O problema vai ser com o Término.
Deixa o Término comigo. Eu preciso ir encontrar Fillipo agora, mas... ▬ Ele começou, corando um pouco.

Nem precisa dizer mais nada. Pode ir. Terça-feira pode me encontrar na frente daquela fonte que tem na praça? Sei de um lugar próximo ao Fórum onde a gente pode conversar e planejar a respeito. ▬ Falei. Ele obviamente queria um tempo a sós com o namorado. Planejamos os detalhes do nosso próximo encontro (deveria ter cuidado ao usar aquela palavra perto do recém-nomeado pretor).



Prestes a entrar na pista, Martin estava um pouco distraído e desfocado. Havíamos planejado tudo direito. Eu investiguei através de alguns cristais que ele encantou para mim quais seriam nossos possíveis oponentes. Chamei-o, puxando seu braço. ▬ Martin? Tá aí? ▬ Minha voz soou um pouco preocupada.

Ah, desculpe-me Ross. Estava só... Pensando... ▬ Ele pegou o livro mágico e começou a folhear, olhando para a biga enquanto eu atrelava os cavalos. Ele lançou um de seus feitiços sobre o carro e depois mais outros dois. Um deles foi sobre mim (ou sobre nós dois), com o intento de nos proteger dos ataques de nossos inimigos. Imediatamente, tentei visualizar se daria certo e sorri ao receber uma boa vibração. As armas que havia conseguido eram nada mais nada menos que madeira e um pouco de metal. As duas lanças não tinham ponta e eu tinha certeza que Martin acharia um uso para os cetros de madeira. Passavam pela Linha Pomeriana. Martin tinha discutido bastante com o deus que guardava as fronteiras a respeito do Grimório, mas ao que parecia era rotineiro.

Eu tinha paralisado o ambiente enquanto Martin fazia suas alterações e, enquanto isso, procurava acalmar os cavalos. Os animais estavam mais calmos e eu fazia exatamente o que o amigo de minha mãe me dissera. Sustentava o olhar dos bichos, acariciando seu rosto comprido. Eram belíssimos animais. Subimos na biga (não sem antes eu usar meus poderes de cura em meu parceiro, que parecia um pouco cansado) e nos preparamos para partir. Nossos oponentes, como eu havia previsto, eram um filho de Vulcano e uma filha de Mens, ambos da IV Coorte. O centurião da minha Coorte não havia aprovado minha aliança com o Martin, por conta da competitividade entre as Coortes, mas, como Áugure, eu tinha um pouco de neutralidade.

As clássicas vaias e aplausos acompanharam quando as duas bigas entraram na pista. E depois do sinal de início, estalei as rédeas, mas não de maneira agressiva (agressividade contra os animais só os faria se tornar mais difíceis de domar). Incitei os animais a correr cada vez mais rápido, tentando ignorar Martin e a garota lutando. Ele parecia se controlar para não usar seus poderes. Se eu ao menos eu pudesse usar os meus... O filho de Vulcano aproximava sua biga da minha, uma estratégia bem comum. Tentei fugir dele, mas não consegui evitar e o impacto foi bastante forte. A biga dele emitiu faíscas e um choque, mas o feitiço de Martin manteve a corrente elétrica longe. Espinhos cresceram na lateral da biga. Foi algo bom e bem pensado pois causou sérios danos à biga adversária. Entretanto, diminuíam a nossa velocidade. ▬ Deveríamos ter pensado na velocidade. Por que eu não vi isso? ▬ Gritei.

Tarde demais para isso. ▬ Replicou meu companheiro, tentando se equilibrar. Assenti e continuei com o plano original. Uma hora ou outra eu teria de me chocar com eles para garantir que tudo corresse como planejado. Torci as rédeas e me choquei com eles, a parte da frente de nossa biga na diagonal com a deles, de modo que eles recebessem maior impacto que nós (Martin havia me dito algo nesse sentido). Os espinhos danificaram o painel de controle deles e enquanto Martin os atacava eu comandava os animais para fora dali. Os espinhos sumiram e estávamos saindo quando senti uma forte pressão mental. Tão forte que quase larguei as rédeas. Instantes depois, a pressão sumiu. A garota agora comandava os cavalos e o filho de Vulcano atacava Martin sem piedade alguma. Precisava agir.

Movi as rédeas, incitando nossos cavalos na direção dos cavalos deles. As bigas se chocaram e os espinhos mais uma vez danificaram nossos adversários. Os encantamentos do Martin nos protegeram de suas armadilhas elétricas. Estávamos na frente agora e subitamente tive uma visão (que quase nos custou a corrida se não tivesse sido rápida). Vi um cetro entre os raios da roda esquerda deles e sua biga tombando. ▬ Martin... Os raios da roda. Se os pararmos... ▬ Comecei, sem olhar para trás.

Eles não terão como continuar! ▬ Completou Martin, entendendo a ideia. Sorri e disse a ele o que fazer. Estava confiante na minha visão e ele era ótimo com cálculos. Tinha recebido uma bênção de Minerva, a deusa da sabedoria. ▬ Jogue a lança. É sua vez de confiar em mim.

Martin obedeceu, mas estava concentrado na pista à minha frente. Faltava muito pouco e os cavalos, apesar de cansados, pareciam sentir isso. E o mundo se tornou mais uma vez fora de foco. Vi nossa biga passar pela linha de chegada enquanto a deles se encontrava acidentada metros atrás. Pouco tempo depois, a premonição se confirmava. Descemos da nossa biga para ajudar. Eu sorria enquanto liberava nossos cavalos, parabenizando-os e lhes dando torrões de açúcar. Segui Martin para auxiliar os feridos, e não me surpreenderia se, de repente, saísse levitando até lá.



Poderes:
 



post: 002 ~ tagged: event; Chariot Races; horses ~ clothes: normal clothes ~ people: Martin R. Warren.


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Chris L. Downey
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Ter Mar 05, 2013 7:32 pm


R a c i n g - W i t h - P y e t r o


C h a n g i n g - P l a n s


A corrida de bigas era um evento que estavam todos discutindo. Aqui e ali, combinando seus pares, preparando estratégias. Era contagiante. Peguei meu caderno de desenho e fiz um desenho incrível de uma biga cheia de apetrechos e um cata-vento no canto direito. Além disso, uma parte estava destinada a armazenar várias flechas de diversos tipos. Término era cheio de regras demais, afinal, ele não era normal como os filhos de Mania. Além disso, um arco bem manuseado podia causar estragos mesmo com gravetos. E eu tinha a pessoa perfeita para me acompanhar: Pyetro Léon.

•••

O quartel estava uma bagunça. Os desenhos espalhados pelo cômodo mostravam minhas ideias. O desenho de um rosto da Quarta Coorte espetado na parede, com chifrinhos saindo da testa estava com feições levemente alteradas. Era o garoto que Pyetro havia chamado para ser seu parceiro na corrida. Mas aquilo não ficaria assim.
Pyetro vai ser o meu par... Vai sim...
Levantei e recolhi depressa todos os desenhos (deixei apenas o desenho com chifres na parede), colocando-os na pasta. E saí do quartel. Precisava ver Ian, o centurião, e Pyetro. E talvez fizesse uma visitinha ao garoto que Pyetro havia escolhido para ser seu parceiro. Seria necessária uma pequena mudança nos planos.

•••

Depois de algumas horas, algumas ilusões e uma insinuação de que talvez cooperasse com as outras Coortes ao invés da minha própria, eu estava pronto para entrar na pista. A biga não era nada parecida com os meus desenhos, exceto pelo cata-vento que eu trazia nas mãos. Pyetro me avistou e corri para ele, empolgado como estivera sempre ao seu lado.
Pyetro! Que surpresa! — Exclamei, erguendo os braços.
Chris, oi. — E fez sons de muxoxo, como se esperasse isso.
Notei o centurião saindo dali e notei que ele havia falado com Pyetro. Sorri e girei displicentemente a corda de violão que usava como pulseira.
O parceiro que você tinha escolhido não estava se sentindo muito bem... Ian me contou e resolveu que eu seria a pessoa mais disposta a acompanhar você.
Seu olhar displicente só o deixava mais lindo. Estendi a mão para tocar seu rosto, mas pensei melhor e simplesmente coloquei o cata-vento na biga. Talvez ele pensasse que eu armara tudo aquilo. Não era totalmente verdade, qualquer ser normal iria entender.
Não tenho nada a ver com isso, tá bom? Ele que se intrometeu enquanto eu treinava meus poderes.
Se você diz, Chris. Eu acredito. — Ele falou, um pouco descrente demais para o meu gosto.
Mas não havia escolha, então, sorridente, subi na biga e acenei para ele, pegando os saquinhos de couro para guardar projéteis que eu havia arrumado. Pyetro subiu, um pouco desajeitado e se posicionou na parte de trás, pegando uma funda e conferindo o material no saquinho. Desci mais uma vez e recolhi algumas pedras e areia nos saquinhos e entreguei a ele. O filho de Apolo não percebeu o conteúdo dos saquinhos. Era uma pequena surpresa. Peguei as rédeas e conduzi os cavalos para o início da pista.

•••

Conduzir os cavalos era bem simples. Era só fazer com que acelerassem mais do que os do adversário e seguir em direções que os outros jamais imaginariam. Fácil e simples. Pyetro deveria se sentir bem, visto que Apolo arrastava o sol pelo céu em sua carruagem... Não devia ser tão complicado para ele, assim. Se pelo menos ele tivesse herdado o bom senso dos filhos de Mania. Mas se fosse assim, jamais avançaríamos na nossa relação.
Chris, o que tem nos saquinhos? — Disse o filho de Apolo, de repente.
Areia. Pros olhos. — Respondi, sem perder o foco, segurando as rédeas e tentando manter os cavalos na linha. — E pedras.
Arrisquei olhar para trás, sorrindo. Arriscava tudo só para olhar para ele. Mas foi uma desvantagem para nossa corrida. Quase perdi o controle, algo inadmissível, e tive de lutar com as rédeas para não sair da pista. Pelo menos confundimos os cavalos dos oponentes, então o dano não foi muito alto. Eles só estavam mais próximos.
Ótimo. — Disse ele, concentrado
Ele se segurava à biga com as pernas cruzadas sobre uma haste de metal que fora projetada justamente para que ele pudesse ter algo em que se prender. Será que viram meus desenhos ao fazer a biga? Era provável. Embora a minha tivesse o rosto dele esculpido do lado de dentro. Pyetro colocou um deles na funda e disparou mirando nos olhos de alguns campistas que corriam ao nosso lado. Graças à sua mira acentuada, o disparo foi certeiro, mesmo considerando que os cavalos chacoalhavam bastante e que vários obstáculos no caminho faziam chacoalhar bem mais que o normal.
E houve muitos disparos, consecutivos... Pedrinhas eram arremessadas contra os cavalos, contra os campistas, contra as bigas, e a cada disparo eu me surpreendia mais. Tentava manter-me segurando firme as rédeas, e conversava com os cavalos como se eles não fossem loucos e pudessem entender-me realmente. De fato, alguns cavalos eram mais normais que muitos humanos.
Va-vamos... Co-conti-tinuem!! — Meus dentes chacoalhavam por conta do caminho acidentado. — Va-vai dar tu-tudo certo!! Vai, Py-Pyetro!!
Subitamente o caminho voltou ao normal, o que agradeci. Meu amor (porque embora não fôssemos namorados, eu o amava) agora mandava projéteis com maior precisão. Ele era tão talentoso. Meu Pyetro estava bastante ocupado em causar dano às outras bigas, e esqueceu que ficaria vulnerável a ataques, principalmente aos que viriam pelas costas. Ele estava voltado para os campistas que corriam atrás da gente, tentando nos ultrapassar, sua tática era impedir que isso acontecesse inutilizando-os e fazendo os cavalos de sua biga seguirem sem direção e sem controle. O triste disso é que os campistas que corriam à nossa frente também pensaram o mesmo, atirando contra ele... Uma pedra de causaria um estrago enorme se o atingisse. Eu deveria protegê-lo... Larguei os cavalos e tomei o golpe, a última coisa que me lembro é de ter sido atingido.



Son of Mania

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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Ter Mar 05, 2013 8:02 pm



Cura y Locura

El niño arquero
no se arquea
para nadie.
Apesar de claramente me ver como um lutador, fui impelido por algo forte a correr na corrida de bigas. Os cavalos seriam fáceis de conseguir, a biga seria mais difícil, mas haviam algumas bigas a serem reformadas no arsenal, só precisava convencer o Ian a pedir uma delas para a Quarta Coorte e então pedir para um filho ou legado de Vulcano reformá-la e a incrementar... Tendo o centurião conseguido, restava pra mim arranjar um aliado para guiar os cavalos.... Tudo pronto, era montar a estratégia e trabalhar com os "ensaios" de tudo no Circus Maximus.

Chegou então o grande dia, e qual não foi a minha surpresa ao ter sido informado que o legionário que correria comigo não estava muito bem e que teria que ser substituído. Culpei as Coortes adversárias, mas me arrependi de ter feito isso quando vi o Chris perto da minha biga... Caiu a ficha então... havia sido obra dele. O garoto estava parado com um cata-vento na mão, algo bastante estranho, mas não para o Chris...

- Pyetro! Que surpresa! - Ele disse, não me convencendo nem um pouco.

- Chris, oi. - Respondi. - Tsc tsc tsc...

- O parceiro que você tinha escolhido não estava se sentindo muito bem...

O olhei displicentemente, e corri ao redor da biga observando cada detalhe e me perdendo em meus pensamentos... Até vê-lo colocar o tal cata-vento na biga.

- Não tenho nada a ver com isso, tá bom? Ele que se intrometeu enquanto eu treinava meus poderes. - Ele disse, depois de um tempo.

- Se você diz, Chris. Eu acredito. - Eu disse, mas na verdade não acreditava nem um pouco no que ele havia dito. Muito provavelmente ele sabotara o garoto, fazendo-o se sentir mal e ter que largar a corrida.

Subi na biga, depois dele, e recebi os saquinhos de couro examinando atentamente o que se tratava aquilo. Chris desceu da biga e começou a catar algumas pedrinhas, depois de ter me visto com uma funda... Ele era bastante... legal... Após ter subido na biga, segurou as rédeas dos cavalos, conduzindo-os com maestria assim que o apito soou para que acorrida começasse.

Ele fazia tudo parecer simples, e eu já começava a calcular o que devia fazer. - Chris, o que tem nos saquinhos? - Perguntei, curioso.

- Areia. Pros olhos. - Ele disse, focado em manter os cavalos "nos trilhos".

- Ótimo. - Respondi, cruzando minhas pernas em um pedaço de ferro da biga, que pedi que anexassem para eu ter onde me fixar. E comecei a atirar... graças a Apolo a minha mira estava ótima, mesmo levando em consideração os sopapos e solavancos da biga... Os saquinhos estourava na cara dos alvos, cobrindo seus olhos de poeira, na verdade, terra... E continuei disparando enquanto pude... contra campistas, usava os saquinhos de areia. Contra os cavalos, as pedras. Também atingia suas bigas com pedras, meu objetivo era fazê-los pensar que havia algo errado com suas bigas e hesitavam a cada estalo.

Eu virei-me então para a biga de trás, tentando fazer com que meus oponentes não conseguissem nos ultrapassar, e acabei esquecendo dos que estavam à frente da nossa biga, às minhas costas. Houve então um estampido, e eu não pude acreditar até ter visto tudo, e sentido o impacto do corpo do Chris sobre o meu. Consegui pegar as rédeas dos cavalos e puxar tão forte quanto pude, fazendo-os parar. Apenas depois de ter deitado o Chris pude perceber o estado dos ferimentos. Uma bica de sangue tingia a areia marcada pelas rodas dos cavalos, brotando de sua testa. Por sorte, havia ido um ferimento de raspão, e eu poderia fazer algo até que os médicos da legião chegassem. O sol ainda brilhava no céu, e eu procurei canalizar toda a energia que extraía dele para a palma das minhas mãos, que repousavam sobre a cabeça dele.

"Apolo, Oh Apolo, ouça minha prece
Deus do sol que de sua prole não esquece
Me ajude a curar usando o dom garantido
O ferimento causado no amigo ferido...

Que o sol brilhe mais forte e sua luz me cubra
Pare, estanque o sangramento dessa poção rubra
E o descanso curativo seja permitido
E o poder de ti em mim desperte o adormecido...
"
Eu cantava, tremendo um pouco. A sensação de indiferença que eu guardava pelo Chris, pouco a pouco se esvaía enquanto o ferimento fechava. Era impossível não sentir por alguém que teria se arriscado por você, por alguém que havia corrido um risco grande para te salvar. A luz que as minhas mãos emitiam começavam a se esvair, e eu não tomava isso como um bom sinal.

- Chris, acorda, por favor. - Os médicos da L.A.M chegaram, eu sequer havia me lembrado de chamar por eles. - Se ele morrer, eu mato vocês!

- Pyetro, calma, por favor. Venha comigo. - Um deles me chamou, em sua voz havia algo que me fizera acalmar... Era de uma serenidade intensa...

- Eu vou com vocês. - Disse, com uma calma que forçadamente não era minha... Meus olhos estavam marejados, pela culpa. O Chris tinha sido tão fofo comigo, e eu o ignorado por tanto tempo... E logo quando eu começava a me sentir bem quanto a ele isso dava errado. Segui com eles, aflito, ao lado da maca, continuando a cantar a Apolo...

Poderes & Habilidades Usados
Armas, Equipamentos & Itens Usados


------------------------------
Yo creo,
lucho hasta el final:
no hay manera de perder,
no puedo dejar de ganar.
¡Te lo advertí!
------------------------------
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Andrew H. Foster
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Ter Mar 05, 2013 10:07 pm


Chariot Races


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Jim Shen era um bom companheiro, embora muito atrapalhado. Depois que tropeçou nas lanças que carregava e caiu passei a reconsiderar minha escolha. Entretanto, já era tarde demais para encontrar outro parceiro de corrida. Com certeza teria de ser eu a conduzir os cavalos. Era bem provável que Shen deixasse cair as rédeas e estas se enroscassem nas rodas. Entretanto, eu havia visto o irmão dele lutando entre os gladiadores. Jim parecia saber todos os golpes, porque sussurrava para si mesmo e fazia algumas avaliações. "Se ele sabe lutar, porque é tão desastrado?"

Mas era melhor não ficar pensando nisso. Ele era de uma família residente em Nova Roma e, se seu gêmeo era excelente em batalha, Jim deveria ter tido o mesmo treinamento. Subi na biga e peguei as rédeas enquanto o garoto praticava com a lança. Ele era bom, qual quer que fosse seu patrono divino. Talvez houvesse alguma esperança para ele afinal de contas. Estávamos já na pista e Jim tinha, além das duas lanças, um bastão (que ele dizia ser muito diferente de manejar uma lança) e uma haste de metal. E logo a corrida havia começado.

Eu agradecia à Ariana pelo meu excelente senso de direção. Não fosse por isso, também lidava bem com cordas, fios, chicotes e coisas do tipo. Talvez fosse por conta da história do Fio de Ariadne, a lenda grega sobre o Labirinto de Creta e que contava como minha mãe fora usada por Teseu, até que Baco a encontrara e cuidara dela. Agora Ariadne, ou Ariana, vivia no Olimpo com seu esposo imortal. Os cavalos obedeciam bem aos comandos e corríamos sem muita dificuldade, apesar das constantes variações do terreno. No lado de trás, Jim lutava com os oponentes da outra biga.

Não sei o que meu companheiro fez, mas tive de mudar bruscamente de direção, pois o carro oponente vinha contra nós. Vinha rápido e descontrolado até que tombou e quase fomos atingidos. Olhei para trás, procurando ver o que tinha acontecido.

O que houve? — Perguntei.

Vi a biga adversária com uma das lanças quebrada entre as patas de um dos cavalos, que estava caído. A biga virara quando o cavalo caiu, eu presumi, e os incapacitou. Voltei a olhar para frente quando Jim me avisou para tomar cuidado. Mudei a direção de novo, pois sairia da pista se não o fizesse. Essa batalha com a biga nos deixou muito atrás, mas tínhamos mais possibilidades se reduzíssemos o peso de nosso carro.

Jim, precisamos reduzir o peso. Temos de nos livrar dessas armas.

E eu já sei exatamente como... — Replicou ele.

Jim pegou a lança que restava e a haste metálica. Para minha surpresa, mais uma vez lançou contra a biga da frente. Errou com a lança, que não acertou por pouco, mas a haste atingiu a perna do lanceiro da equipe adversária. O condutor se virou, mas seu parceiro havia caído no chão. E para evitar atropelá-lo, tive de desviar de novo. Batemos no carro adversário, mas não capotamos por muito, muito pouco. Nesse momento, outra biga cruzava a linha de chegada.

Desculpe, Andy. Eu não quis... — Começou a dizer, quando cruzávamos em quarto lugar.

Tudo bem, Jim. Eu sei. Ao menos não chegamos em último. — Respondi. — Você foi muito bem lá atrás, eu ouvi. E vi. Quem quer que seja seu parente divino. Deve estar bem orgulhoso.

Sorri para ele. Estava chateado por termos perdido, é claro, mas ao menos tinha feito um amigo. Convidei-o para comer alguma coisa na festa que aconteceria dali a algum tempo. Jim respondeu que sim, dizendo que procuraria levar o gêmeo.

Vai fazer bem ao Shao, depois da batalha dele, e a mim depois dessa corrida. — Ele respondeu, chateado. — Sei o quanto uma derrota significa para ele, assim como para nós. Temos de nos redimir disso.

Se precisar de ajuda, já tem um amigo a quem chamar! — Falei, com um sorriso.

Jim retribuiu o sorriso, agradecido, e foi procurar o irmão. Quanto a mim, tinha algumas coisas para aprontar antes de partir para as comemorações.
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Jim Deshi Shen
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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Ter Mar 05, 2013 10:38 pm

Labirintos e I-Chuan




Depois de assistir à luta de meu irmão, fui para o Circus Maximus junto de meu parceiro, Andy. Ser um semideus-legado oriental no Acampamento Romano não era nada fácil, ainda mais quando se era membro do clã Shen. Meu pai e meu avô eram muito rígidos com nosso treinamento (adicionando o fato de que o Avô era muito reclamão). Minha mãe era um tanto ausente, uma deusa, e encontrá-la era difícil. Só conseguíamos vê-la durante noite e mesmo assim uma vez por mês isso se tornava mais difícil.

Shao foi realmente bem e eu comentava baixinho cada golpe que ele aplicava. O fato de o gládio ser diferente das espadas com as quais costumávamos praticar deve tê-lo atrapalhado um pouco e contribuído para a derrota. Se ao menos tivesse decidido correr comigo...

Eu estava pronto para entrar com Andrew Foster, um legado da deusa dos labirintos, eu acho. Estava entrando com as lanças quando tropecei e caí. Peguei as duas lanças, o bastão e a haste de metal. Voltei para a biga, onde Foster estava encarregado de conduzir os cavalos.

Quando dei por mim, estávamos correndo e eu com a lança na mão, me defendendo dos ataques dos inimigos. Pelos trigramas, eles eram rápidos. "Pelos trigramas"... Shao costumava rir quando eu dizia isso. O fato de sermos gêmeos, eu creio, não influenciava muito em nossa amizade. Éramos amigos, irmãos, não pelo sangue, mas pela confiança que tínhamos um com o outro, pela proximidade de nossas personalidades. Era difícil imaginar um mundo sem Shao. E sem meu pai nos ensinando a lutar (e criticando minha falta de ofensiva enquanto eu focava na defensiva), sem o Avô reclamando sobre seu chá, sobre os deuses, sobre tudo, basicamente.

Enfim, estávamos mais ou menos na metade da pista quando tive de agir depressa. Joguei a lança, tentando acertar o condutor. Errei e ao mesmo tempo foi mais vantajoso. A lança bateu entre as patas do cavalo e a biga virou, expulsando os dois participantes. Entretanto, o carro tinha muito peso, segundo Andy. Queria poder usar meus poderes para ajudar.
Jim, precisamos reduiz o peso. Temos de nos lvirar dessas armas. — ele disse.
E eu já sei exatamente como... - respondi.

Peguei a lança que restava e a haste metálica. Atirei na biga da frente, e errei com a lança, mas a haste acertou o lanceiro na perna, que caiu. Andy teve de desviar e perdeu o controle por um momento, batendo no outro carro. Não viramos, mas nos custou a vitória, por minha culpa. Eu deveria ter em esforçado mais. Já conseguia ouvir meu pai dizendo sobre minha honra manchada.

Desculpe, Andy. Eu não quis... — disse, tentando me desculpar com ele.
Tudo bem, Jim. Eu sei. Ao menos não chegamos em último. — respondeu Andrew. — Você foi muito bem lá atrás, eu ouvi. E vi. Quem quer que seja seu parente divino. Deve estar bem orgulhoso.
Você também foi ótimo, Andy. Conduzir os cavalos daquela maneira. Pelos trigramas, eu jamais conseguiria.

Ele sorriu, apesar de estar chateado por não termos ganhado. E me convidou para ir à festa dali a algum tempo. Disse a ele que levaria Shao.

Vai fazer bem ao Shao, depois da batalha dele, e a mim depois dessa corrida. — respondi, chateado. — Sei o quanto uma derrota significa para ele, assim como para nós. Temos de nos redimir disso.

Se precisar de ajuda, já tem um amigo a quem chamar! — Falei, com um sorriso.

Sorri de volta para ele. Era bom ganhar um amigo para variar. Depois de prometer encontrá-lo mais tarde, fui à procura de Shao. Não deixaria que enfrentasse sozinho o sermão de nosso pai enquanto o Avô reclamava do chá.




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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Qua Mar 06, 2013 12:04 pm



Premiação



Todos os postadores na I Etapa da Pre-Trama foram bonificados com 300 XP.
Atualizados.


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MensagemAssunto: Re: {Pré-Trama / Party Like a Roman!} Corrida de Bigas   Qua Mar 13, 2013 10:08 pm



Premiação da Pré-Trama




Espero seriamente que vocês não tenham achado que ganhariam apenas 300xp por postar. E se pensaram, o que posso dizer? “Sintam-se trollados”.

As premiações além do XP foram feitas de acordo com a qualidade de posts de cada um, e para isso, os ADMS avaliaram as postagens seguindo os seguintes critérios para pontuação: ortografia, narração, coerência, uso de armas/criatividade. Abaixo segue o ranking e o score de cada um, junto com a sua premiação.




{Circus Maximus} / Corrida de Bigas



Martin R. Warren
Score: 94%


- - - Ganha um item de reconhecimento de sua mãe:

Trivia

★Cajado Arcano [Um cajado feito de carvalho, encantado para não ser destruído. Possui um cristal puro incrustado na extremidade superior. Possui uma carga de 50 MP para a realização de feitiços e encantamentos sem que seja preciso gastar os próprios pontos de energia.]


+ 200 denários


Ross O. Nell, Madison W. Collin e Jasmine A. Engels
Score: 90%
(Empate triplo)

- - - Ganham poderes especiais provindos de seus respectivos patronos:

Ross: Em aberto. Visto que legados, em princípio, não têm poderes especiais, entre em contato com seu patrono divino ou Lupa para resolver isto e ganhar uma habilidade especial referente.

Jasmine: (Magia) Silêncio Arcano
É a habilidade de executar magias sem enunciar uma única palavra, o que significa que podem lançar os feitiços e encantamentos do Grimório sem a necessidade de sequer murmurar as fórmulas. Entretanto, precisam mentalizá-las claramente e focar suas mentes para a estrutura da magia em questão. Alguns dos filhos de Trivia possuem esta habilidade. É uma habilidade passiva, ou seja, não requer nenhum custo em energia e nem precisa ser ativada. Os semideuses abençoados com esse poder continuam podendo lançar encantamentos e feitiços falados normalmente.

Madison: Em aberto. Visto que na lista dos poderes de Esculápio não há poderes especiais por enquanto e sequer legados têm poderes especiais, entre em contato com seu patrono divino ou Lupa para resolver isto e ganhar uma habilidade especial referente.


+ 150 denários aos três.



3º[u] Hugh Ewald Dörsbach
Score: 82%


- - - Ganha um item especial:

Lentes de Contato [Elas têm a cor que o seu dono desejar. Quando ativadas, lhes permitem ter uma visão infravermelha ou ainda podem adquirir um brilho hipnótico que distrai os adversários que fitarem seu olhar por muito tempo - o que só ocorre uma vez por ocasião e não dura mais que dois turnos.]

+ 100 denários.



Pyetro León
Score: 81%


- - - Duas das armas que usou se tornam reais e com atributo especial:

♦ Projéteis em Pó Dourado [Um suprimento de 35 destes projéteis, que são do tamanho de bolas de pingue-pongue. Elas podem tanto ser disparadas por uma funda como ser presas a uma flecha – já que são leves o suficiente para não prejudicar a rota da flecha. Tal pó, ao atingir um adversário, faz com que ele comece a ter coceira, seu corpo fica cheio de pequenas feridas, e se atingir os olhos então, prejudica-o por um tempo.]

♦ Lira Prateada [Tem incrustado uma clave de sol em diamante. Seu tamanho é manipulável pelo portador para poder carrega-la de qualquer modo, e ela tem a curiosa capacidade de memorizar as canções que seu dono toca.] {Visto que a funda usada durante a corrida já era sua, foi-lhe concedida a lira em alusão à canção que cantou para tentar curar seu parceiro ao cair}



Viktorie Slowli Westhuize
Score: 80%

- - - Armas que usou se tornam reais e com atributo especial:
{Baseadas nas armas que seu parceiro NPC utilizou, visto que por dirigir a biga, não chegou a utilizar nenhuma}


♦ Arco Composto [Resistente e leve, por ser de titânio, e tem cada parte trabalhada com riqueza de detalhes.]

♦ Dangerous Arrows [Aljava contendo 20 flechas de diferentes tipos. 10 delas são de madeira, têm a ponta de ferro e penas de harpia completam para lhes conferir o detalhe aerodinâmico. 3 delas têm as mesmas características, mas são de aço, da haste à seta. As outras 7 têm a ponta de Bronze Sagrado, mas em caráter especial, contêm veneno de cobras – o que só afeta humanos ou semideus -, e uma delas contêm veneno de górgona.]





{Coliseu} / Duelo de Gladiadores


John Connington
Score: 87%


- - - Ganha um item de reconhecimento por parte de um de seus ascendentes divinos:

Nêmesis

★ Corrente da Justiça [Mede aproximadamente 5m. Quando o motivo é justo deixa os golpes mais ágeis e precisos. Possui em uma das extremidades, uma lâmina curta, representando uma espada, que quando atinge o oponente, lhe deixa preso em pensamentos sobre os erros cometidos em seu passado.]

+ 200 denários



Christopher H. Gledson e Nathaniel S. Mitchell
Score: 81%
(Empate)

- - - Ganham poderes especiais provindos de seus respectivos patronos:

Christopher: (Céus) Príncipe/Princesa dos Céus
Esta habilidade torna o semideus ou semideusa de Júpiter capaz de fazer tudo envolvendo os céus. Desde mover nuvens para esconder o sol até derrubar projéteis ou veículos aéreos.

Nathaniel: Em aberto. Visto que na lista dos poderes de Vênus não há poderes especiais por enquanto, entre em contato com seu patrono divino ou Lupa para resolver isto e ganhar uma habilidade especial referente.

+ 150 denários



Shaoqiang Deshi Shen
Score: 80%


- - - Ganha um item especial:

♦ Pulseira de Prata [Dois de seus pingentes são especiais; um deles lembra a lua cheia em seu formato, sendo um recipiente com capacidade ilimitada para néctar. O segundo pingente ativa-se sob a luz do luar e anula gastos de MP quando em uso – apenas por uma rodada a cada evento.]

+ 100 denários



Aaron S. Francis
Score: 74%


- - - Duas das armas que usou tornam-se reais e com atributo especial:

• Armadura de Madeira → Armadura do Gladiador [É constituída de platina – tem densidade próxima à do outro, é um metal leve e forte, resistente à corrosão, dúctil e boa resistência mecânica, constituindo-se na cor cinza opaco. É perfeitamente adaptável ao corpo de seu portador, e também possui um par de lâminas no punho direito, ativadas por pressão à altura do pulso, feitas de Bronze, têm cerca de 20cm e são bem afiadas.]

• Adaga de Madeira → [Adaga em Bronze Sagrado e lâmina serrilhada. Tem logo após o punhal um rubi incrustado que, quando acionado – o que só ocorre uma vez por evento –, faz com que temperatura da lâmina se eleve, o que faz os golpes causarem maior dano. A lâmina tem um limite de temperatura a ser alcançada para não danificar que, em condições normais de temperatura e pressão, leva 7 minutos para atingir.]



Ian E. Lemacks

Sem score, por ter participado apenas como espectador. Ganha 70 denários e uma lembrancinha do evento.

• Rede Gladiator [Como os mais clássicos gladiadores de Roma - que portavam um tridente e uma rede - o item é exatamente como os antigos usavam: uma rede de 2½m x 2½m com bolinhas de ferro do tamanho de bolinhas de gude nas pontas, comprimida em uma cápsula como uma bola de tênis. Pode ser utilizada apenas uma vez.]



} Os demais ganharam 80 denários!



Foi uma excelente participação da parte de todos. Agora é hora de aproveitar a festa!



Por Vênus - do amor, da beleza, patrona de Roma.



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