InícioInício  PortalPortal    Registrar-seRegistrar-se  LoginLogin  
Quer ter conta divina? Converse com algum membro da administração, simples e rápido.
Dúvidas? Veja o menu de links importantes à esquerda.
Ficha de Reclamação para Semideuses e Sistema de Legados.
Ficha de Coorte.





















Seis meses se passaram desde que "o acontecimento" perturbou a paz do Acampamento Júpiter. Um titã invadiu o lugar até antes chamado “seguro”, trazendo consigo uma série de acontecimentos de cunho inferior, porém de grande importância também. Campistas e mais campistas haviam sumido, e uma única hipótese cunhava as ideias dos pretores: eles haviam se aliado a Saturno. As notícias não eram boas... Fillipo já não dormia direito havia quase um mês. A preocupação o assaltava durante o dia, os pesadelos vinham durante a noite. O receio de não ser um bom líder e a ansiedade pelo que estava por vir eram constantes companheiros. Martin, seu namorado centurião e fiel escudeiro, o ajudava com planos de batalha e pesquisava feitiços e encantamentos incansavelmente... Julianne parecia um pouco avulsa a tudo. Mais dura, mais rígida e ao mesmo tempo mais sentimental, parecia não ter superado o fato de que seu ex-namorado Brandon ter mudado de lado, em favor dos titãs. A pretora talvez achasse que havia esperança para ele. Um sentimento tão profundo que talvez nem ela mesma soubesse, a despeito de ser uma filha de Vênus. Os treinos haviam sido dobrados... E os centuriões passavam a exigir mais dos campistas de sua Coorte. O ritmo era acelerado, mas depois de meio ano passado, todos já haviam se acostumado. Filhos de deuses ligados à magia – como Mercúrio, Trivia e Angita – e que tivessem determinadas habilidades eram reunidos praticamente todos os dias para juntos encontrarem defesas e ataques mágicos que fossem eficientes. Aqueles que podiam ver o futuro, o passado e o presente, em especial o Áugure, tentavam interpretar suas visões. A alegria da nomeação dos pretores e as festividades que ocorriam quase sempre pareceu esmorecer de repente. Já não se viam pessoas rindo nas ruas. Estas mesmas pessoas estavam com armas e artefatos, treinando suas capacidades físicas, treinando seus poderes... Treinando... Casais eram vistos sempre juntos, como se não tivessem tempo a perder com a guerra iminente. Em Nova Roma, a transformação era ainda maior que no Acampamento Júpiter. A cidade todos os dias acordava cedo e todos os ex-legionários eram chamados aos treinos diários. Centuriões estavam exigindo que mesmo aqueles que fossem muito jovens ou muito idosos treinassem três vezes por semana, para o caso de precisarem. Os romanos não reclamavam. Pelo contrário, se empenhavam para defender seu amado lar. Mas nenhuma mudança era maior do que a expressão das pessoas. Enquanto os prédios se mantinham no lugar, a arquitetura magnífica se mantinha e a cidade se preparava para a batalha, as pessoas se preparavam inconscientemente para perder muitos de seus amigos e familiares, mesmo com a vitória. A batalha não seria simples e os semideuses e legados sabiam muito bem disso. Um sorriso era algo incrivelmente raro de se ver. Entre os legionários, olheiras e cansaço eram visíveis e tangíveis o tempo todo. Aqueles que tinham habilidades singulares eram vistos ainda mais acabados, exauridos de suas forças para controlar cada vez mais seus poderes. Por vezes, os pretores davam a ordem de convocar a Fulminata no meio da madrugada para um simulação surpresa. “É necessário estar preparado para tudo.” Era a declaração deles. Os legionários sonolentos concordavam e treinavam. Logo a maioria estava se acostumando a dormir pouco para recuperar a energia. Aqueles que possuíam talento com ervas vendiam energéticos a preços altos, e o estoque se esgotava rapidamente. Até mesmo alguns centuriões aderiram às compras massivas de energéticos. Certas pessoas ganhavam dinheiro com a guerra. Nova Roma estava tensa com a guerra. Mas ainda assim, havia uma chama que não poderia ser apagada. Nova Roma tinha esperança. A XII Legião Fulminata sabia que tinha uma chance. Eram legionários, eram semideuses, eram legados. Eram romanos. E a chama que ardia em seu peito era a esperança...


















































O Camp Jupiter RPG é baseado na saga "Os Heróis do Olimpo", de Rick Riordan. O conteúdo vem em maior parte de Wikis tematizadas na saga citada; os sistemas, testes, fichas, concursos, e poderes & habilidades, são de autoria de R. Rinehardt (Júpiter), F. Segheto (Mercúrio) e J. Esteves (Vênus), co-fundadores do RPG. Plágio ou uso indevido das informações contidas neste RPG serão notificados à Forumeiros, que tomará as providências cabíveis.

Aproveitando este ensejo, agradecemos a todos que colaboraram e colaboram com o CJRPG, seja admnistrando, moderando ou apenas jogando conosco. O nosso muito obrigado!


Compartilhe | 
 

 Missão Externa {Perdidos no Deserto}

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
Jano
Deuses
Deuses


Mensagens : 73
Data de inscrição : 02/07/2012

Perfil de Guerra
Vida:
9999999999/9999999999  (9999999999/9999999999)
Energia:
9999999999/9999999999  (9999999999/9999999999)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Sab Nov 10, 2012 1:50 pm

The Desert



~Acontecimentos;

Perto do deserto do Arizona, próximo ao Grand Canyon algumas coisas estavam acontecendo. Não sabia ao certo o que era mas sempre ao anoitecer emitia uma brilho esverdeado do local que chamava a atenção inexplicavelmente de algumas criaturas.

Como o vale ficava próximo isso preocupava a todos, pois turistas desavisados poderiam entrar em perigo ou descobrir o que não se deve. Os Pretores decidiram mandar quatro semideuses filhos de Trivia, pois queriam acabar com este problema sem sobrar nenhuma evidencias.

~Escolhidos;

Elliot ocupava a IV Coorte, Martin da III, Julianne Centuriã da II Coorte e Brianna da V, souberam da missão por um meio diferente, pois cada qual estava fazendo seus afazeres de suas coortes.

O local marcado do encontro foi nas colinas Berkeley no entardecer, onde eles puderam observar quatro águias gigantes lhe esperando no alto de uma pequena colina. Ainda nenhum som tinha emitido deles, mas puderam observar que em cada águia continha uma moeda em seu bico.

Pegaram com sutileza e puderam encarar melhor aquele objeto, era de bronze e tinha um brilho diferenciado, mostrava as duas faces do deus Jano, não entenderam o motivo de tal acontecimento, apenas guardaram as suas moedas e montaram nas aves.


~Regras;

○ 72 horas para postar;
○ Não tem uma ordem de postagem;
○ Conte o que fizeram no seu dia todo até se encontrarem na colina, e também como cada um recebeu a notícia da missão;
○ Armas que conseguirem portar;
○ Boa sorte.

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Julianne E. Burn
Semideuses Legados
Semideuses Legados


Mensagens : 58
Data de inscrição : 21/04/2012
Idade : 19
Localização : Me ache, amor

Perfil de Guerra
Vida:
410/410  (410/410)
Energia:
410/410  (410/410)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Sab Nov 10, 2012 9:21 pm


This rage that lasts a thousand years, will soon be gone, magic - it's a kind of magic, it's a kind of magic

VESTINDO link | TAGGED: none | WITH Wein Elliot, Martin e Brianna |




O sol já não mais atravessava as janelas iluminando o ambiente, o que para mim, àquela altura, era sinal de que eu perdera a noção do tempo com Wein. Estava nos estábulos do Acampamento, distraída, enquanto escovava os pelos do meu precioso andaluz, e “conversava” com ele, como um confidente. Eu sei que é estranho, mas ele era o mais confiável do lugar, ao menos para mim. Outra vantagem em estar ali com Wein era evitar estar na Coorte na possível companhia de Brandon. É que... Sei lá, as coisas têm estado estranhas... O andaluz relincha me dando um leve empurrão, como se tivesse percebido o quanto estava distante por alguma razão que me incomodava. Dei um sorriso fraco, acariciando os pelos próximos ao seu focinho.

O nome daquela belíssima espécie de cavalo andaluz era em homenagem ao meu pai de consideração, Will. Ele é filho de Baco, o responsável pelo meu excelente presente, e batizei-o de Wein: “uva”, em alemão, a língua materna de meu segundo pai. Sempre sinto falta dele, muita falta, principalmente pelo fato de ele entender a anormalidade do mundo semideus e também me conhecer como ninguém. Às vezes sinto falta dos conselhos e repreensões dele (sim, a que ponto chegamos) e mais ainda de um abraço amigo e aquele sussurro agradável ”Tudo vai ficar bem”

Em um relance, decidi ligar para lá, mesmo sabendo que a ligação para o México era complicada e cara, e também sabendo que somos aconselhados a não portar aparelhos eletrônicos... Não importa, eu seria rápida. Passei a escova uma última vez pela crina de Wein e me afastei em direção à porta. Dei alguns passos e, franzindo o cenho ao perceber algo, diminuí o ritmo dos dois próximos passos, para depois, subitamente, dar outros três passos apressados. Então ouvi um ”ploc”, era o que eu precisava ouvir. Virei-me de repente e disse, um tanto alto:

▬ Ah – há! Te peguei! – disse apontando para Wein, que estava seguindo meus passos.

Eu nunca saía do estábulo sem dar uma volta com ele, ou no mínimo, para compensar quando eu não cumpria essa rotina, dava-lhe muuuitas verduras e torrones. Ao me seguir, não sei se ele queria cobrar o passeio ou a comida, mas o passeio eu não poderia ceder-lhe agora, e não havia trazido comida. Acariciei o pescoço dele, bagunçando os pelos que estavam alinhados, e mandei um beijo a ele a 5cm de distância de seu focinho.

▬ Já volto, prometo.


(...)



Não, eu não conseguiria voltar. Com o celular em mãos ao sair do quartel, em busca de um local tranquilo e de bom sinal, fui surpreendida. “Burn!”, alguém gritara a pouca distância, o suficiente para me assustar e fazer com que eu derrubasse o celular. Antes de juntá-lo do chão, olhei quem havia me chamado: nosso pretor. Felizmente ele havia fingido não ver o celular.

▬ Sim?
▬ Você será enviada a uma missão, centuriã. Acompanhe-me, vou explicar.

Guardei o celular no bolso e acompanhei-o, a passos apressados para conseguir acompanhar seu ritmo, e em poucos minutos fomos parar na sala dos pretores. Em pouco tempo ele me explicara o teor da situação: coisas estranhas ocorriam no Grand Canyon. O pretor deu mais detalhes das descrições dos turistas, coisas que realmente eram de outro mundo no cenário do Grand Canyon. Era certo que havia alguma coisa errada, e quanto mais cedo fôssemos, melhor.

▬ E quanto ao transporte?
▬ Esteja nas colinas de Berkley ao pôr-do-sol, tipo, daqui a quinze minutos.

Que ótimo, uma missão para a qual não tinha como dizer “não” e eu teria que me arrumar correndo. Eu culparia o pretor por não ter me avisado antes, mas eu também não devia ficar tanto tempo à toa nos estábulos em vez de, sei lá, cumprir minha função como centuriã. Então só me restava uma ciosa: correr em direção ao quartel, voando, e separar minhas coisas. Não, não teria tempo para trocar de roupa, mal teria tempo para passar um gloss nos lábios, só tinha minhas coisas a separar.

A maioria dos campistas, ao sair em missão, separava as coisas em uma mochila. Já eu, optara por uma bolsa. Eu sei que é estranho, mas tem utilidade o suficiente, além de soar mais discreto. Separei armas leves e discretas, e no único minuto que tive para ir à frente do espelho, coloquei meu bracelete especial no braço direito. Depois de uma breve piscadinha para o reflexo, saí apressada do quartel, mal tendo tempo para falar com o outro centurião, ao menos avisá-lo que ele estaria encarregado sozinho da II Coorte por algum tempo.


(...)



Eu estava ainda virando as faces da moeda, observando alguns detalhes, buscando perceber algo importante nos detalhes menores, mas nada tinha demais ali: era apenas uma moeda, não um denário nem um George Washington em uma das faces, mas as duas faces do mesmo deus: Jano. Não tinha muito a se concluir desde fato. Apenas guardei a moeda no bolso, junto com o celular tombado no chão.

Ergui o olhar então para os outros legionários que estavam nesta missão, que só sabia que não eram da minha Coorte, e meu instinto mágico me dizia que eram meus irmãos. Logo de primeira eu concluí que em nada era parecida com eles, e provavelmente eles estavam me achando uma patricinha arrogante, que mal os havia cumprimentado ao chegar e ainda tinha uma Coroa Mural para aumentar o ego. É, eu não esperava que eles estivessem pensando melhor ao meu respeito.

Observei a imensa águia ao meu lado, quieta e indiferente à carícia que fazia em suas penas. Isso era meu nervosismo, não sei se quanto ao fato de estar com irmãos desconhecidos (ainda dava pra sentir uma tensão no ar), ou se era por causa da viagem que estava por vir. Provavelmente a segunda opção, mas não era a hora de dizer que eu não gostava muito de altura.

▬ Espero que você saiba pra onde tem que ir – murmurei à ave gigante enquanto subia em suas costas.


Equipamentos Levados:
 



Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Martin R. Warren
Filhos de Trivia
Filhos de Trivia


Mensagens : 45
Data de inscrição : 17/04/2012
Idade : 22

Perfil de Guerra
Vida:
500/500  (500/500)
Energia:
500/500  (500/500)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Sex Nov 16, 2012 11:36 am



Lost Like Me

Highway To Spell



M. R. Warren
Post #001
Arizona
The Desert


Q
uando Fillipo chegou, eu estava feliz. Muito feliz. As paredes do quartel tinham diagramas mágicos gravados. Eu mesmo estava com o Livro das Sombras aberto nas mãos, posicionado no centro de um círculo que, segundo os registros antigos, auxiliava o aprendizado da magia. Fechei a capa do Grimório, olhando para a Triquetra gravada. Ela brilhava, prateada contra o fundo negro. Ouvi a porta se abrir e meu noivo chegar.
Eu consegui, Fillipo... Eu mestrei o Grimório...” sorri, abraçando-o com força.
Meu noivo mal teve tempo de reagir, apenas sorriu e me abraçou também. Passando os braços ao redor de seu pescoço, roubei um beijo apaixonado e intenso, embora não chegasse nem perto do beijo de quando ele me pedira em casamento. Nenhum beijo se igualara àquele.
Eu te amo...” sussurrei, beijando-o outra vez.
Eu te amo mais...” sussurrou ele de volta, voltando ao beijo.
Sentamos no meu beliche, abraçados, envolvidos no beijo. Acariciei seu rosto perfeito, olhando profundamente em seus olhos perfeitos... Ele me beijou outra vez. Correspondi ao beijo dele, feliz.
Martin...” ele disse.
Sim, Fillipo??
Os pretores precisam de você... Tem uma missão que precisa do uso da magia e...” ele corou.
E...” corei também, imaginando o que viria a seguir.
E eu sugeri que poderíamos mandar você...
Ele pegou minhas mãos. Entrelacei meus dedos nos dele outra vez, olhando em seus olhos, muito corado. Ele havia sugerido meu nome para os pretores.
Só não quero que se machuque, amor...” ele disse, o rosto preocupado. “Eu não quero perder você...
Eu vou voltar pra você, meu centurião...” prometi, olhando em seus olhos. “Assim como você voltou pra mim...
Cada uma das missões de Fillipo me matava de preocupação. Não que não confiasse nas habilidades dele. Ele era impecável, incrivelmente talentoso. Mas ainda assim, quando eu não o acompanhava, por dentro eu ficava aflito, principalmente se ele não me mandasse notícias. Só me sentia aliviado quando ele chegava e eu podia finalmente estar junto dele outra vez e cuidar de seus ferimentos, restaura-lo, ajuda-lo ou simplesmente estarmos abraçados. E ele se sentia da mesma maneira, agora que eu havia sido escolhido.
Eu não vou deixar nada ficar no meu caminho de volta...” repeti.
E mais uma vez, meus lábios estavam unidos aos dele num beijo. Fillipo era tudo pra mim.



D
epois de tudo arrumado, cheguei às Colinas de Bekerley. Lembrei de quando Fillipo e eu fizemos um piquenique por ali. Nós dois de mãos dadas ao pôr do Sol... Mas havia outros semideuses ali naquele momento e, se meus instintos místicos estivessem corretos, eram meus irmãos. Meu Grimório estava em minhas mãos, as adagas gêmeas embainhadas na cintura. Minha mochila tinha alguns suprimentos de primeiros-socorros caso se tornasse necessário.
“Queria ter tido tempo de pegar alguns ingredientes...” pensei, embora fosse pouco provável que eu teria tempo para preparar poções. Em meu pescoço, havia um medalhão em forma de chave. ‘Médaillon Clef’. Era um item nosso, que abria o ‘Médaillon Grimoire’ que nunca deixava o pescoço de meu noivo.
As águias gigantes estavam prontas para nos levar. Cumprimentei os demais semideuses, acenando. Eram duas garotas e um rapaz. Todos eles, eu podia sentir, tinham magia.
Er... Boa tarde...” falei, meio sem jeito.
Olhei para trás. Era difícil deixar Fillipo para trás e partir numa missão. Ele estivera comigo todo o tempo, partir sem ele chegava a ser... Errado. Mas os outros me apressavam, então não tive escolha senão subir na águia. Mas minha mente estava longe dali, estava em Fillipo, o beijo que me dera no quartel, o beijo de boa sorte. Eu voltaria para ele. Eu prometi.
Eu voltarei para os braços do meu Fillipo.” sussurrei, prometendo masi uma vez.



A
s águias gigantes voavam pelo céu, o crepúsculo dando lugar à escuridão da noite. Só esperava que a Lua nascesse para nos dar mais forças àquela missão. Não me arrependia de ter tentado deixado meu Grimório com Fillipo. Eu conseguia me lembrar da maior parte dos feitiços e encantamentos que estavam contidos nele. Mas meu noivo não quis, dizendo que era importante para mim manter o Livro comigo, já que não existiam apenas as fórmulas arcanas, mas informações sobre monstros e outros textos mitológicos.
Por isso eu agora tinha o Grimório na minha frente, as páginas virando com o vento enquanto eu tentava encontrar alguma coisa a respeito de Jano. Fillipo havia dito que a moeda era um ótimo símbolo para seu pai divino, pois representava dois lados, duas escolhas. Fillipo. Eu estava com meus irmãos, mas era nele que eu pensava a todo momento para o sucesso daquela missão. Meu Fillipo, meu noivo, meu amor...


Colours
Martin
Fillipo
Others
Spells



Weapons

Adagas Gêmeas: Simbolizam a entrada na XII Legião Fulminata. Nas lâminas, gravados “Martin R. Warren - III Coorte”.
Grimório: Também chamado de Livro das Sombras, é necessario para realizar magias específicas, é um livro encadernado em couro, com detalhes em prata (uma triquetra ou um triskelion representando a face tríplice da deusa no centro da capa). Não contem apenas os feitiços e encantamentos, mas informações específicas sobre monstros, deuses e a história da família do semideus. Conforme a necessidade, páginas vão sendo acrescentadas. Cada geração de semideuses adiciona algo, como sua história, os monstros que encontra, encantamentos e feitiços que cria. É impossível de destruir, uma vez que Trivia abençoa o material no momento de sua confecção, página por página.
Vinculum Amoris: Aliança de Casamento com Fillipo Righi Favoretto. Feita em prata e encrustada com as pedras preferidas dele, âmbar e ametista.
Médaillon Clef: Chave em ouro e prata (18k), exclusiva para abrir o ‘Médaillon Grimoir’. Tem inscrita a frase “La raison je t’aime c’est vous”.

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Elliott R. Blanchard
Filhos de Trivia
Filhos de Trivia


Mensagens : 12
Data de inscrição : 23/06/2012

Perfil de Guerra
Vida:
490/490  (490/490)
Energia:
490/490  (490/490)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Sex Nov 16, 2012 2:08 pm

Os Quatro
Perdidos no Deserto

A lua já poderia ter se mostrado bonita naquela tarde. Apesar de ser claramente por volta das dezesseis horas, não havia sinal desta. Eu, Elliott, praticava alguns encantamentos à beira do lago... Apesar de estar com água até os joelhos, eu preferia considerar todo o ar ao meu redor, o elemento ao qual eu mais me apegara.

Desejei, e o meu Grimório se abriu para que eu pudesse conferir as fórmulas arcanas de alguns feitiços. Uma corrente de ar agitou as páginas, como o usual, caindo randomicamente em uma página... “Feitiço das Flechas de Vento”, li. - Ventus Spiculum! - Gritei, assistindo a água se turvar e sua superfície se ondular. Segurei o grimório na mão esquerda, e apontei a direita na direção em que queria que o ataque fosse. Eu sentia uma leve pressão em toda a mão, que se concentrou em um ponto, impelindo o disparo rápido. Dei as costas para o lago - inútil, já que eu estava em cima dele - e voltando-me para a parte de terra, lancei o meu ataque em algumas pedrinhas que se afastaram alguns centímetros. Eu poderia dizer que já estava em nível intermediário com aquele feitiço.

- Ventus Spiculum! - Gritei outra vez, e mais uma vez as pedras atingidas se moveram para o meu contentamento.

Continuei a treinar, até ter um pouco de suor escorrendo pelo rosto. Fazer feitiços consome muita energia. Decidi então que por hoje o treinamento estaria terminado. Segui em direção à Nova Roma, um sorvete não faria mal depois de um treino puxado... Caminhava lentamente, e sorria para alguns legionários que passavam, por educação.

(...)
- Um sorvete de chocolate, por favor. - Disse à senhora da sorveteria. - Eu realmente espero que não tenha problema um semideus suado e cheirando a lago sentar aqui. - Sentei-me, com um sorriso dela, que não demorou em trazer o meu sorvete.

- Elliott, te requisitaram para uma missão. Ao que parece, você e outros três semideuses terão que ir em direção a um deserto. - Disse a centuriã da IV Coorte, chegando de não se sabe de onde, direta e reta, talvez um comportamento não tão usual.

- E pelo jeito eu não posso dizer não. Não é? - Disse, um pouco divertido, mas ciente do que deveria fazer (e levemente chateado por ela ter me interrompido na melhor hora do dia). - Ok, chego à principia em meia-hora.

- Pedem que se encontrem nas Colinas de Berkeley, perto do sol se pôr.

- Tudo bem, mais tempo descansar. - Disse, rolando os olhos.

- Não tenho essa informação. Desculpe.

- Ah, sim. Ok, então, se não se importar desejo aproveitar o sorvete que talvez seja o último que eu chegue a tomar.

- Bom apetite. - E tão rápido como veio, foi, andando pesadamente com aquela armadura de guerra.

(...)
Passei então na casa de banho. De jeito nenhum iria fedendo a uma missão. Não sabia quanto tempo iria passar fora, ou seja, não sabia quanto tempo iria passar sem um banho... Tratei de demorar bastante, e aproveitar bastante, também. Já vestido, pegaria o necessário. Não muita coisa. Em primeiro lugar, o fiel grimório, depois, minhas adagas gêmeas, e por último o meu bracelete-escudo. Estava pronto.

Rumei para o destino inicial, as Colinas de Berkeley. Mesmo munido do que precisava, não parecia muito mais pesado que antes, afinal, isso seria um sacrilégio para um mago do ar. Caminhava cantando algumas letras aleatórias de músicas, fazendo mash-ups loucos, para distrair, até que cheguei ao local combinado. Eu fui o primeiro a chegar, e observei cada um deles chegar. Pela atmosfera do local eu tinha a certeza de que éramos todos magos. Essa missão reservava muitas surpresas... quatro filhos de Trivia, isso, dependendo do ponto de vista poderia ser uma mau-presságio. Já tinha ouvido falar de todos os três, mas não havia tido contato com nenhum deles. Um era Martin Warren. As duas garotas, Julianne Burn, e Brianna Nicalgumacoisa.

- Er... Boa tarde... - Ele disse, Martin. Eu apenas movi a cabeça, positivamente. Ele tinha seu Grimório, assim como todos nós. As águias deram um pio alto como se dissessem “está na hora”. Me aproximei de uma delas. Era incrível a minha tendência ao individualismo dentre pessoas que não tenho muito contato. Usei do poder do vento para dar um salto mais alto que o normal, montando uma águia-gigante. Percebi em seu bico uma moeda, retratava o deus Jano e suas duas faces. Sorri, pela ironia, mas quando percebi o clima que já se instalara entre a gente, voltei a deixar minhas feições sérias.

- Então, vamos lá. - Disse, colocando a moeda em um dos bolsos da calça.


Post: Um.

Local: Acampamento Júpiter, Califórnia.

Tagged: Centuriã da IV Coorte, Filhos de Trivia.

Itens:
Adagas Gêmeas Fulminata [Simbolizam a entrada na XII Legião Fulminata. Nas lâminas, gravado "Elliot R. Blanchard - IV Coorte".]

Grimório [Necessário para realizar magias específicas, é um livro encadernado em couro, com detalhes em prata (uma triquetra ou um triskelion representando a face tríplice da deusa no centro da capa). Não contem apenas os feitiços e encantamentos, mas informações específicas sobre monstros, deuses e a história da família do semideus. Conforme a necessidade, páginas vão sendo acrescentadas. Cada geração de semideuses adiciona algo, como sua história, os monstros que encontra, encantamentos e feitiços que cria. É impossível de destruir, uma vez que Trivia abençoa o material no momento de sua confecção, página por página.]

Feitiços:
Feitiço da Flecha de Vento [Esse feitiço permite aos filhos de Trivia concentrar o ar e lança-lo na direção de um oponente como se fossem flechas. É uma habilidade que é incrivelmente útil pela utilidade, já que ignora as defesas da vítima.]

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Brianna A. Nikolaev
Filhos de Trivia
Filhos de Trivia


Mensagens : 4
Data de inscrição : 19/09/2012

Perfil de Guerra
Vida:
280/280  (280/280)
Energia:
280/280  (280/280)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Sex Nov 16, 2012 4:24 pm


I'm trapped in a vile world where the end game's all the same as every other...

O dia estava sendo normal demais para mim. Há tempos eu não matava nada e nem tinha o sangue em minhas mãos. Estava no quartel da V Coorte quando me veio a ideia de fazer uma pequena "visitinha" aos animais da floresta que havia nas colinas de Oakland. Não poderia levar meu gládio, pois provavelmente teria de deixá-lo com Julia; revirei meus olhos ao lembrar disso. Saí do quartel sem nada em mãos, apenas trajava um short jeans e uma blusa de alça branca. Ao chegar nas colinas os malditos lares começaram a me encher o saco, dizendo que eu não poderia passar dali – de onde eles estavam –, e também dava para se ouvir os uivos dos lobos que ficavam por ali. Revirei meus olhos e adentrei na mata que tinha por ali, meus sentidos ficaram mais aguçados, e peguei um pedaço de madeira que estava no chão, vendo que sua ponta estava afiada como a de uma lança. Escondi-me atrás de uma árvore após ouvir um barulho de um possível animal que viva por ali, e quando eu vi o que era, mirei e lancei aquele pedaço de tronco de árvore afiado em sua direção, acertando em cheio o pequeno e inofensivo coelhinho branco que pulava alegremente pela mata... Agora nem tanto.

Um sorriso diabólico surgiu em meus lábios vermelhos ao me aproximar do animal morto, arrancando aquela estaca e vendo seu sangue escorrer pela madeira. Suspirei fraco, vendo aquele líquido vermelho e denso pingar pelo chão. Não matei porque precisava de um coelho, foi apenas para tirar o tédio que me consumia há dias. Quando me levantei novamente vi um menino assustado atrás de mim. Deveria ter os seus quinze anos de idade, tão jovem e tão amedrontado. Não pude esconder o riso sarcástico ao vê-lo se aproximar de mim com receio. Apenas joguei o pedaço de madeira no chão e vi que minhas mãos e minha blusa branca estavam manchadas de sangue.

O que quer aqui, garoto? ━ Perguntei já impaciente, daqui a pouco ele faria xixi nas calças e não diria o que queria atrás de mim. Peguei o coelho morto nas mãos – que já começava a cheirar mão; carniça –, manchando ainda mais minha roupa e minhas mãos. Sorri com o canto dos lábios e me virei para o menino, jogando-lhe o animal. ━ Pensa rápido! ━ Ele gritou assustado, tropeçou e caiu no chão. Uma gargalhada alta passou por minha garganta, não pude contê-la ao ver aquele fedelho medroso cair no chão e quase chorar, pedindo para que eu não fizesse nada com ele.

P-por favor! Não me bata! Eu só vim lhe dar um aviso de um pretor! ━ Ele gritava, ai... Doce som parar os meus ouvidos. Gritos de crianças inocentes e com medo. Voltei a mim quando repeti a frase dele em minha cabeça. Um aviso de um pretor, e o que seria?

Comece a falar... ━ Ordenei enquanto pegava o coelho e o jogava entre os arbustos que havia por ali, escondendo-o para que não houvesse problemas pra mim mais tarde, não que eu me importasse, haha.

Ele não te achou, então mandou eu vir te procurar. Ele disse que tem uma missão de suma importância para você ir, e quer que estava em dez minutos nas colinas de Berkeley. ━ Explicou ele enquanto se levantava ainda amedrontado e receoso. Então era uma missão? Hm... Pelo menos algo para me alegrar, só esperava que fosse sozinha, não gostava da companhia de semideuses.

Assenti com a cabeça ao que o menino me dissera e fui em direção à ele, faltava pouco para ele sair correndo e chorando, mas não o fez, provavelmente sabia que não teria chance. Nada disse, nem um "obrigada", apenas limpei minha mão ensanguentada em sua blusa e aí sim ele saiu correndo e gritando. Não fiz nada, apenas dei mais um a gargalhada divertida e de puro escárnio. Eu teria dez minutos – agora menos – para me arrumar e ir à colina. Enquanto voltava para a V Coorte, ignorei todos os olhares curiosos e assustados dos outros campistas ao verem minha roupa manchada. Fui diretamente à casa de banho e me lavei rapidamente, deixando a água um pouco avermelhada. Saí de lá e agora só tinha seis minutos, ou menos. Já era tarde, a noite começava a cair, deveria ser um pouco mais rápida, não que me importasse com atrasos.

Coloquei uma calça apertada de couro, uma blusa de alça preta escrito "I need a bit of Blood" em uma esquisita e em tons de vermelho, se destacando bem no preto do tecido. Calcei uma bota preta sem salto, de camurça e que ia até o meu joelho. Peguei a mala vermelha que estava sob minha cama, e tirei de lá uma capa preta que era intangível. Coloquei-a, ficando totalmente coberta, até os pés. Fui até o baú que se localizava ao lado de minha cama e tirei de lá o boldrié, colocando-o em minha cintura e embainhando meu gládio. Do outro lado coloquei o facão de um gigante, que apareceu no meu arsenal como um presente, mas nunca me questionei o porquê de tê-lo. E por fim, o meu Livro... Meu Grimório. A coisa mais importância que tinha em todo o meu arsenal. Continha meus feitiços de magia negra e toda a minha história, nunca deixava ninguém se aproximar dele, e quem o fizesse teria suas mãos arrancadas sem piedade.

Coloquei-me à frente do espelho, dando alguns retoques na maquiagem, passando um lápis de olho bem escuro em meus olhos, deixando em evidência a cor azulada e brilhante de meus orbes; brilhantes e tão perturbadores. Passei um batom vermelho nos lábios e deixei meus longos fos negros caírem livremente pela minha cintura. Tudo pronto, tudo em seu devido lugar. Saí do quartel da V Coorte sem ao menos avisar à nossa centuriã. Não precisava, ninguém tinha nada a ver com a minha vida e não teria de dar explicações sobre para onde eu estava indo. Eu, com certeza, sabia bem o que fazia, e nada era mais perigoso do que eu mesma.

● ● ●
Finalmente consegui chegar às colinas e... Inferno! Eu iria em uma missão com mais gente. Haviam três pessoas ali, paradas, provavelmente me esperando. Revirei meus olhos e bufei, erguendo meu rosto e caminhando até uma águia gigantesca que estava ali. Haviam quatro, mas três já estavam ocupada, supus que a última seria minha. Meus sentidos me disseram que todos que estavam ali eram meus "irmãos". Irmãos... Tive que segurar a minha gargalhada ao pensar em tal palavra. Aqueles idiotas nem de longe seriam meus meio-irmãos, não passavam de proles de uma deusa romana que saiu tendo casos com nossos pais. Recusava-me a chamá-los de tal forma, e ignorei todos os cumprimentos que eles deram, apenas levando o indicador da mão direita à boca, simulando algo como se estivesse com vontade de vomitar.

Havia uma garota morena, de cabelos castanhos e longos. Ela tinha uma espécie de broche de coroa, certamente deveria ser centuriã de alguma Coorte. Ri com o canto dos lábios discretamente, nada mais poderia ser tão idiota quanto aquilo. O outro parecia um retardado com o corpo ali, mas a mente em outro lugar. Olhos azuis, pele clara, rostinho delicado... Own, tínhamos um bebezinho no grupo, que lindo! E o outro... Alto, forte, cabelo escuro e uma expressão no rosto de um verdadeiro boçal. Definitivamente ele foi o que eu não gostei mais, não queria saber seus nomes e nem os diria o meu. Nada mais desanimador do que uma missão com "irmãos" babacas. Revirei meus olhos e suspirei pesadamente.

Havia uma moeda no bico da águia, peguei e a girei em meus dedos, percebendo que não era um denário qualquer. Havia as duas faces do deus Jano na moeda, algo bem diferente e que deixava uma questão no ar, mas nada disse, apenas guardei no bolso da calça e subi na águia, segurando meu Grimório com força para que não caísse. A enorme ave abriu as asas e alçou voo. Não sabia para onde iria, só queria voltar rápido para não estar mais na companhia daqueles três.

Armas Levadas:
 

With ━ Julianne, Elliot e Martin ♥ Where ━ Colinas de Berkeley/Acampamento Júpiter Notes ━ Desculpa a demora, pessoal. ç.ç
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Jano
Deuses
Deuses


Mensagens : 73
Data de inscrição : 02/07/2012

Perfil de Guerra
Vida:
9999999999/9999999999  (9999999999/9999999999)
Energia:
9999999999/9999999999  (9999999999/9999999999)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Dom Nov 18, 2012 12:12 pm

First Problem



Levantaram voo finalmente, todos parecia se conhecer de vista. A noite estava fria, desconfortante para eles que rasgavam os céus nas águias. Aproveitaram o tempo para se conhecerem melhor, um grupo unido traria êxito na missão.

Tinha alguma coisa errada no clima parecia estar muito pesado, o tempo se passou e quando desceram em terra firme já se sentiam cansados. Ao olhar o horizonte conseguiam ver o brilho intenso, mas a paz tinha acabado.

Surgiram cerca de mais ou menos dez cães infernais em torno deles, assustadas as águias voaram em direções separadas. Os filhos de Trivia com dificuldade de visão escutavam os latidos dos monstros. Sem juntar forças não conseguiriam acabar com eles, mas um cão infernal já era complicado imagine um bando deles.

Querendo ou não teriam que desenvolver um plano coerente para acabar com todos eles. A lua era cheia e brilhava fortemente, era por enquanto a única fonte de luz deles, a areia debaixo dos teus pés era fofa, o que causaria um pequeno desconforto de locomoção. Juntaram-se cada um olhando em direções opostas em forma de um círculo, a luta começa quando dois cães pulam em cima deles, mas foram ágeis desviando deles...


~Regras;
○ 1 semana pra postar;
○ Não tem uma ordem de postagem;
○ Bom vocês terão que combinar posts e acabar com todos os cães infernais, tem que mencionar como vocês desviaram do primeiro ataque, é meio que uma pequena parte narrativa, dica mais união e menos individualismo;
○ Poderes Utilizados no final em spoiler dividos entre passivos e ativos; cuidado para não perderem tanta energia.

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Elliott R. Blanchard
Filhos de Trivia
Filhos de Trivia


Mensagens : 12
Data de inscrição : 23/06/2012

Perfil de Guerra
Vida:
490/490  (490/490)
Energia:
490/490  (490/490)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Ter Nov 20, 2012 10:16 pm

Quatro Contra Dez
Perdidos no Deserto

Tédio. A palavra que definia com maestria aquele momento. Imagine então, quatro semideuses montados em águias gigantes sem saber o que aconteceria, para onde iriam, e o que deveriam fazer para voltar vivos para casa. Tédio e preocupação, uma contradição... A única coisa que me impedia de dormir, tamanho o tédio, era ter o vento batendo no rosto, uma sensação que sem dúvida me apetecia continuar a sentir. O vento sempre foi meu aliado, e nesse território, eu me sentia mais apto a qualquer coisa.

Meus irmãos permaneciam calados, mas volta e meia algum deles deixava escapar um sussurro quase audível que dizia: "TIREM-ME DAQUI ANTES QUE EU MORRA ENTEDIADO". Às vezes a calma deles me surpreendia... contudo, o que me chamou atenção realmente foi o fato da centuriã entre nós estar portando um celular... Algo não muito aconselhável para um semideus, ainda mais um semideus que exala magia até na respiração.

- O que você tá fazendo? Quer atrair metade do mundo dos monstros pra perto da gente? - Disse, mostrando notas de curiosidade, sarcasmo, determinação e quem sabe ainda, um pouco de raiva por uma centuriã arriscar nos expor a perigo... esperei sua resposta, com as mesmas feições, notei em seu olhar um pouco de incerteza... seu olhar era um pouco triste... - Desculpa. - Murmurei. Só esperava não começar uma revolução por conta disso...

- Estava tentando contatar meu pai adotivo... - Ela disse, respirando fundo. – É uma noite de celebração hoje, Primus Luna. Queria estar lá...

- Primus Luna? - Perguntei, curioso, esperando que meu olhar mostrasse a curiosidade e o desejo de fazer com que ela esquecesse do meu impulso anterior...

- Ah, é que os ciganos callón sempre fazem uma grande celebração na primeira noite de lua cheia do mês, e nunca é uma festa igual a outra... Acho que isso faz com que seja mais especial ainda... – Ela parou de falar por um instante. Seus olhos perderam o foco, como se lembrasse de algo, ou se tivesse escolhendo o que me contar. – Dizíamos que era a noite dos ciganos porque não tínhamos nenhum problema com o resto da cidade naquele dia, e todos aproveitavam tudo o que oferecíamos para diversão e extroversão. Eu acabava cedendo mais tempo com as danças, e já quanto a isso não sei se é um gosto maior devido à cultura da família ou por ser neta de Vênus. - Eu sorri, demonstrando interesse na história...

O clima se descontraíra bastante, apesar do nosso, até então, curto diálogo... Eu achava um pouco estranho associar tudo... Tipo, a garota que voava numa águia ao lado da que eu voava, a Trivia, ciganos, e Vênus... Mas quando se é um semideus você aprende que tudo, ou quase tudo, está relacionado de uma maneira ou de outra.

- Então... Elliot... E você? Sua família? - Ela me perguntou. Semicerrei os olhos, ponderando o que eu poderia contar... Aprendi de uma maneira ruim o preço das coisas... então, sorri, e falei com naturalidade forçada. - Vim de Delaware. Dover, pra ser mais exato... - Lembrei do meu primeiro lar e esbocei um sorriso verdadeiro ao lembrar do tempo onde a única preocupação era assistir desenhos. - Então... Meu pai morreu cedo, e desde então, fui criado pelo meu avô, que por sinal, é meu meio-irmão, também, filho de Trivia. - Tratei de ser bem objetivo, e de não deixar brechas, com o intuito de afastar possíveis perguntas... A conversa seguiu calma e cada um de nós falou ou mostrou um pouco de si, seja contando, ou agindo.

As águias então pousaram. Pela forma como os outros reagiram percebi que também notaram que o ar ao nosso redor estava bastante "carregado", como se enunciasse que algo estava para acontecer... - Ju, eu concordo... - Murmurei, ao descer das costas da ave, sem ter a mínima dificuldade em perceber o que se passava ao meu redor graças ao dom de poder enxergar bem no escuro e à sensilidade do ar à nossa volta. Tão mal descemos, e o barulho começou a aumentar... Passadas sem ritmo (apesar de ser sobre a areia fofa) determinavam que algo se aproximava. Coloque isso no plural. Várias coisas se aproximavam... Com a distância ficando menor foi mais fácil de discernir o que vinha: cães infernais. Um número bom deles, por sinal, e vinham de várias direções. As águias levantaram vôo, assustadas, e se pudéssemos voar, sem dúvida alguma o teríamos feito, ao menos de início...

Nos colocamos em um círculo. Julianne voltada para o leste, Brianna a oeste, Martin para o norte, e eu a sul. Desembainhamos as nossas armas e nos colocamos em posição de batalha, prontos para atacar e defender. Dois deles avançaram, primeiro. A Ju segurou o meu braço nesse momento, e o meu instinto protetor me fez agir nessa hora. E, no mais, eu poderia fazer algo... Me desprendi de seu braço rapidamente.

- Fechem os olhos! - Gritei, esperando que me atendessem. - Aer Dominus! - O jato de ar saiu forte e eu criei uma redoma de ar ao nosso redor. Durou apenas três segundos, mas foi suficiente para dispersar também um pouco de areia em todas as direções, o que poderia servir se atingidos os olhos e focinhos das bestas. O intuito disso era ganhar algum tempo pra gente, e causar algum dano.

Saquei as adagas. - Senatus Populusque Romanus! - Gritei, incentivando os meus irmãos. Mostraríamos a esses cães um pouco do orgulho romano!


Post: Dois.

Local: Arizona, Deserto.

Tagged: Martin Warren, Julianne Burn, Brianna Nikolaev.

Itens:
Adagas Gêmeas Fulminata [Simbolizam a entrada na XII Legião Fulminata. Nas lâminas, gravado "Elliot R. Blanchard - IV Coorte".]

Grimório [Necessário para realizar magias específicas, é um livro encadernado em couro, com detalhes em prata (uma triquetra ou um triskelion representando a face tríplice da deusa no centro da capa). Não contem apenas os feitiços e encantamentos, mas informações específicas sobre monstros, deuses e a história da família do semideus. Conforme a necessidade, páginas vão sendo acrescentadas. Cada geração de semideuses adiciona algo, como sua história, os monstros que encontra, encantamentos e feitiços que cria. É impossível de destruir, uma vez que Trivia abençoa o material no momento de sua confecção, página por página.]

Feitiços:
Encantamento de Aerocinese (Aer Dominus) Esse encantamento, o mais importante de toda a Escola de Magia Elemental do Ar, permite que o filho de Trivia controle ventos e correntes de ar.
> Nível 20: Controle avançado, podendo flutuar a poucos centímetros do chão, também permite concentrar o ar para lançar oponentes a uma distância longa, parar ou começar ventanias e ações do gênero. (Custo: 35 MP por turno.)]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Julianne E. Burn
Semideuses Legados
Semideuses Legados


Mensagens : 58
Data de inscrição : 21/04/2012
Idade : 19
Localização : Me ache, amor

Perfil de Guerra
Vida:
410/410  (410/410)
Energia:
410/410  (410/410)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Qua Nov 21, 2012 12:24 am


This rage that lasts a thousand years, will soon be gone, magic - it's a kind of magic, it's a kind of magic

VESTINDO link | TAGGED: none | WITH Elliot, Martin e Brianna |



Certa vez estive reparando em dois filhos de Ceres de minha coorte, filhos de Mania, de Mens... Todos sempre tinham alguma característica em comum. Algo que, ao olharmos para cada um, dava para dizer que tinham a mesma mãe ou pai. Lembrando disso, observei com ainda mais atenção cada membro da missão; afinal, tinha que ter alguma coisa que tivéssemos em comum como irmãos!

Observei cada um atentamente enquanto se aproximavam, e as primeiras aparências não me fariam crer que somos irmãos. De relance já dava para notar que tínhamos personalidades um tanto fortes e distintas, e a única coisa em comum até agora entre nós era não aparentarmos bom um humor nem o tipo de pessoa sociável. Imagine, apenas o garoto dos legionários médicos cumprimentou-nos.

Eram quatro águias, e só tínhamos três ocupadas. Ainda faltava alguém – alguém que, muito querido, fazia o favor de se atrasar quando o que não devíamos perder era tempo. E, para constar, eu odeio esperar. Então a noiva demorada chega, e levanto os olhos para visualizar quem era. Sim, era uma noiva pelo tempo que demorou, e provavelmente a noiva de Frankstein. Acho que não consegui disfarçar a expressão em meu rosto de ”what that fuck?” ao ver seu visual, reprovando-o. A garota era realmente bonita, mas o modo de se vestir desacentuava essa beleza. Sabe, personalidade é uma coisa, exagerar no gótico é outra...

“Então, esses são meus irmãos...”, pensei. Então, após respirar fundo, como se isso fosse me preparar para aquela missão, segurei-me com mais firmeza à “cela” da águia enquanto ela levantava voo.

(...)


Pouco após os primeiros minutos de voo que já haviam se passado, eu já estava começando a sentir frio, e para resolver, simplesmente desejei que um casaco longo cobrisse meu corpo naquele momento, e assim se sucedeu. Também estava distraída durante os primeiros momentos da viagem, e ainda confesso que não estava me sentindo muito à vontade junto aos demais integrantes da missão.

Fechei os olhos enquanto o vento batia em meu rosto e busquei pensar no que fosse agradável a mim naquele momento, e meus pensamentos me levaram diretamente à minha família, os ciganos, e meu pai adotivo. Aquela era a primeira noite de lua cheia do mês, e nós, ciganos, sempre fazíamos alguma celebração para comemorar e passar a noite ao som de músicas e a base de bebidas. Também era a noite do mês em que não víamos preconceito para conosco, as pessoas abriam seus ouvidos à quiromancia e apreciavam nossas danças. Como sinto saudades...

Que droga! Por que o pretor teve que me chamar justo quando eu ia ligar para Will? Bufei irritada ao lembrar disso, e ajeitei uma mecha de cabelo que esvoaçara em direção ao meu rosto. Poxa... Se ao menos eu tivesse falado com meu pai adotivo antes de sair para esta missão, talvez estivesse com um humor melhor para encarar toda essa situação.

“Mas espere um minuto...”, parei para pensar um instante e recordei que havia colocado o celular no bolso do short ao sair apressada para as Colinas. Reanimada e ansiosa, tirei o celular do bolso para digitar uma mensagem de texto para meu pai adotivo, e teria que ser breve.

” ¡Feliz Primus Luna, Will!
Conmigo está todo bien, solo estoy muy triste por no estar ahí.
Besos para nuestra Madre Rosario. Te amo.”


Terminado o pequeno texto, selecionei o destinatário e dei send, e aguardei. Aguardei, aguardei longos minutos. Então o aparelho fez um barulhinho agudo e extenso para informar que não havia disponibilidade de sinal. Respirei fundo, visivelmente chateada, e apenas salvei a mensagem para reenviar depois.

Um de meus meio-irmãos... hm, acho que era Elliot seu nome, foi aguçado pela curiosidade ou pelo tédio, e me deu um leve susto, me pegando desatenta, ao perguntar o que eu estava fazendo. Foi naquele momento que o silêncio tenso, tênue e palpável finalmente estava rompido. Eu só esperava que não tivéssemos problemas... É que dizem que não é aconselhável que semideuses portem objetos eletrônicos consigo por atrair monstros, então esperava que não houvesse nenhum atrito por culpa minha.

▬ Estava tentando contatar meu pai adotivo... – disse, depois de respirar fundo pela tentativa frustrada. ▬ É uma noite de celebração hoje, Primus Luna. Queria estar lá...

Assim que terminara de falar, percebi que havia dito demais a uma pessoa que sequer conhecia. Eu nem tinha completa certeza de seu nome, e assumira a fraqueza de querer estar longe da vida romana naquele momento. Era a proximidade arcana fez com que eu sentisse que podia contar isso para Elliot ou era a grande vontade de quebrar a tensão daqueles momentos de silêncio. Mas ainda não fora tudo - ele ainda perguntara sobre o tal Primus Luna.

▬ Ah, é que os ciganos callón sempre fazem uma grande celebração na primeira noite de lua cheia do mês, e nunca é uma festa igual a outra... Acho que isso faz com que seja mais especial ainda – meus olhos se perderam momentaneamente nas lembranças daquelas celebrações enquanto eu falava a respeito, com um leve sorriso nos lábios. ▬ Dizíamos que era a Noite dos Ciganos porque não tínhamos nenhum problema com o resto da cidade naquele dia, e todos aproveitavam tudo o que oferecíamos para diversão e extroversão. Eu acabava cedendo mais tempo com as danças, e já quanto a isso não sei se é um gosto maior devido à cultura da família ou por ser neta de Vênus.

Parece que naquele momento todos tiveram uma atenção ou alguma curiosidade maior quanto ao que eu dissera, pois indiretamente acabara também de revelar que era cigana. As opiniões quanto aos ciganos sempre é bem diversificada, e me pergunto qual seria a opinião deles. De qualquer forma, eu não queria falar muito mais ao meu respeito naquele momento.

▬ Então... Elliot... E você? Sua família?

(...)


Apesar de tudo, pelo menos o silêncio e o clima tenso não haviam mais entre nós. Porém, no ar o clima estava tenso, pesado de alguma forma – primeiro achava que era alguma influência da pressão relacionada à altitude em que voávamos, mas dentro de mim sabia que não era isso. Comentei a respeito, apenas dizendo “Isso tá estranho”, mas não que pudéssemos ter certeza do que se tratava àquela altura.

Nossas águias desceram ao chão, e logo após desmontamos de suas costas. Será que apenas eu não conseguia me afeiçoar àqueles animais? Bem, enfim. Estava feliz em estar calçando um All Stars naquele momento, pois assim que toquei os pés no chão, senti a areia fofa e espessa. Que desastre se eu estivesse com um sapato aberto, e também já deu para perceber que aquela areia iria retardar a locomoção. A iluminação era apenas graças à Lua, mas nossos olhos se adaptavam muito bem a qualquer pouca iluminação – afinal, nossa mãe era associada à noite.

A uma relativa distância, era possível notar a aproximação de algo/alguém/alguma coisa, mas só tivemos certeza do que eram ao ouvir: cães infernais. E eles não vinham só de uma direção, tanto que, de frente para os monstros, fechamos um círculo para encarar a primeira dificuldade da missão. As águias, assustada, foram-se. Foram-se também maiores chances de êxito. Agora alguém entende porque não gosto daqueles animais?

Dois daquelas bestas caninas pularam em nossa direção, e sem disfarçar a surpresa, segurei o braço de Elliot, mas ele precipitou-se adiante, e usou sua magia do ar para afastar os cães, e para isso, tivemos que proteger os olhos dos grãos de areia. Agora parecíamos ter, tipo, dois segundos de vantagem, e nesse meio tempo olhei para o restante do espaço, tentando contar quantos cães vieram em nossa direção. Dois que atacaram, outros três que estavam vindo em nossa direção antes de serem repelidos, e outros quatro, cinco que ainda estavam distante. Deuses, são muitos!

Em um movimento rápido da mão, retirei o Grimório da bolsa, e abri direto em uma das páginas marcadas. Eu já sabia o que seria inteligente fazer naquele momento, afinal, não se deixa para ler sobre monstros no meio do campo de batalha.

Em um fim de tarde, depois da rotina da Legião e antes dos jogos da noite, estava atirada sobre minha cama no quartel, com o grimório aberto no que seria o Bestiário. Uma das mil coisas interessantes naquele livro é que a dislexia deixava de existir ao lê-lo. Lembro perfeitamente da página em que falava sobre Cães Infernais: no topo algumas imagens (nenhuma tão assustadora quanto os animais ao vivo e a cores), a descrição, duas narrações de quem os havia enfrentado e os pontos fracos.

Os pontos fracos... Cães Infernais são naturalmente animais sombrios, ou seja, não vão ser muito receptivos à luz. Ergui a mão esquerda em direção ao maior grupo de cães, depois que Elliot também os havia atingido com alguma magia, e gritei o feitiço.

▬ Fulmen!

Então, com o comando, um relâmpago foi conjurado de minha mão em direção aos cães. Passado o efeito de arrepio pelo meu braço esquerdo, contemplei o resultado – a diferença entre as cargas positivas e negativas no ar fez essa energia emitida a partir do encantamento ir contra os cães rapidamente. Aquilo deveria deixa-los atordoados.

Voltei a deixar o Grimório ao alcance da mão na bolsa, e retirei da bainha a esquerda uma das minhas adagas, preparando-a para o momento de aproximação do próximo cão infernal. Eu não teria piedade destes cães, digo apenas.

Poderes Passivos:
 

Poderes Ativos e Feitiços:
 

Equipamentos Levados:
 



Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Martin R. Warren
Filhos de Trivia
Filhos de Trivia


Mensagens : 45
Data de inscrição : 17/04/2012
Idade : 22

Perfil de Guerra
Vida:
500/500  (500/500)
Energia:
500/500  (500/500)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Seg Nov 26, 2012 7:51 pm



Lost Like Me

Highway to Spell



M. R. Warren
Post #002
Arizona, the Desert
Hellhounds and Magic


P
oder enxergar no escuro era excelente para a leitura. Julianne e Elliott conversaram no caminho pelos céus e, num instante depois, eu fechava o Grimório e conversava com os dois também. Brianna ainda estava calada, mas eu esperava que falasse um pouco mais.
Eu sou de Delaware, Dover, pra ser mais exato...” dizia Elliott. “Então... Meu pai morreu cedo, e desde então, fui criado pelo meu avô, que por sinal, é meu meio-irmão, também, filho de Trivia.
Eu compreendo como é perder o pai...” falei. “E a família inteira... Minha família é descendente de Trivia desde o século XIX, mas de nada serviu no outono passado... A premonição da minha tia não foi clara o suficiente e... Nossa magia não foi forte o bastante...
Me calei por um tempo, tentando me segurar. Mesmo já tendo passado alguns meses, ainda doía falar de todos os que eu perdi de uma única vez. Se Fillipo estivesse ali, eu conseguiria contar tudo em detalhes. Meu noivo me dava forças, me fazia capaz. Olhei para o céu.
Se ao menos eu soubesse o que sei hoje, se eu pudesse fazer o que consigo hoje... Talvez eu pudesse ter salvo os Warren... ” falei. “Talvez seja por isso que ingressei na Legio Auxilia Medica, para ajudar e salvar, para curar... Eu nem sei se os outros ramos da família ainda existem... Os Rinehardt, por exemplo, são os mais recentes, mas não tenho muita informação...
Contei a eles um pouco da minha chegada ao Acampamento Júpiter. “Eu cheguei no Acampamento com minha mochila e meu Grimório, apenas isso... Foi quando vi Fillipo pela primeira vez...” falei, corando um pouco. “Desde então nós... Nos tornamos cada vez mais próximos... Começamos a namorar... Treinamos juntos... Juntos nós crescemos naquele Acampamento, nos tornamos mais fortes...
Conforme nos aproximávamos do local (as águias agora voavam mais para baixo que para frente), olhei para meus irmãos. Julianne, com a beleza de Vênus impossível de não notar. Elliott, os olhos fechados sentindo o vento. Brianna, parecendo entediada que não estivéssemos lutando. Era com eles que eu me encontrava para a missão. Era com eles, não com Fillipo. Eu havia me acostumado a lutar lado a lado com ele. Incapacitava os oponentes antes dos golpes diretos.
Eu nunca saí do Acampamento sem ele...” confessei, num sussurro.
Mas não sei se tiveram tempo de processar aquilo. Assim que pousamos, as águias levantaram voo outra vez. Em instantes, estávamos cercados de cães infernais. Graças aos deuses, enxergávamos muito bem no escuro e vimos sua aproximação. Consegui contar dez dos monstros. Foi como se pensássemos como um só, nos aproximando de costas, fechados num círculo apertado. Esperava que todos nós estivéssemos concentrados. Simplesmente isso. Tirei as adagas gêmeas da bainha no instante em que Elliott conjurava a força do vento.
Fechem os olhos!” berrou. “Aer Dominus!
Os dois cães infernais que avançavam na frente foram jogados para trás com a força do vento. A cúpula de ar que meu meio-irmão havia erguido foi suficiente para confundir as bestas. Julianne também abrira seu Grimório e lançara um feitiço contra os monstros: um relâmpago saiu de suas mãos na direção dos cães, lançando-os para trás.
Fulmen!” ordenara a menina.
O ar se encheu de cheiro de ozônio e meus cabelos se arrepiaram. Cabelos escuros. Os fios que antes eram claros haviam se tornado escuros depois da festa de Halloween, devido a um efeito colateral do encantamento que compus para ter uma aparência fantasmagórica. Agora eu estava mais pálido e meus cabelos escureceram. Magia deveria ser bem calculada, mas não era uma ciência. A magia é uma arte. Os cães estava avançando outra vez. Ergui os braços e os lancei para trás, fazendo uso de meu poderio telecinético. Afastei uma mecha do rosto e ergui os braços. As sombras pareceram se reunir e, instantes depois, dois lobos espectrais uivavam para a lua cheia.
Ataquem!” ordenei.
Em instantes estavam cada um dos lobos atracados com um cão infernal. Era uma luta sangrenta entre criaturas formadas do sobrenatural: um do Mundo Inferior, outro, pela própria Névoa se os textos em nossos Livros das Sombras estavam certos. Fiz um gesto no ar e uma proteção apareceu entre nós e os monstros. Não era a magia arcana, era a magia divina. Algo que aprendi quando entrei para a Legio Auxilia Medica é que boas defesas são a melhor precaução contra ferimentos. Expandi minha mente até que tocasse a de meus irmãos. Senti suas defesas na mesma hora, mas eles baixaram seus escudos internos quando perceberam que era eu. “Posso confundi-los, se Elliott me ajudar” pensei para eles, enquanto desviava outro cão demoníaco com telecinese. “Posso usar um encantamento para criar uma neblina e Elliott pode ajudar a espalhar. Existe uma maneira de aumentar a duração desse encanto...” Mas não tivemos muito tempo para pensar a respeito. Um dos demônios quase furara nossas defesas. Lancei as adagas em sua direção, dominando-as com a mente para golpea-lo. Não me arriscaria a ficar cansado logo agora só para move-lo para longe. Precisávamos de um jeito rápido e eficiente de nos livrarmos daquelas criaturas sem que tivéssemos de gastar energia.
Nossa melhor opção é a luz...” sussurrei para eles.

Colours
Martin
Fillipo
Others
Spells



Passive Power

Perícia com Pequenas Lâminas (Level 03): Normalmente, bruxos e magos utilizam como arma física adagas, punhais e facas. Os protegidos de Trivia possuem um talento natural para armas desse tipo.
Adestramento (Level 07): Pelo fato de cães e lobos serem os animais mais associados à deusa, os filhos de Trivia tem facilidade em lidar com eles, mesmo que sejam Cães Infernais e lobos espectrais. Também podem usar de mediação com Licantropos (Lobisomens).
Telepatia (Level 07): A mente é um dos mais importantes atributos quando se trata de magia. Assim, os filhos de Trivia podem comunicar-se entre si, com aliados e inimigos usando telepatia.
Presença Revigorante (Level 20): Membros da Legio Auxilia Medica causam uma sensação boa nos que estão ao redor, amenizando as dores (sejam físicas ou psicológicas) de todos. Isso acontece por conta da bênção dos deuses. Em Templos Romanos comandados por esse grupo (como o Templo das Curas no Acampamento Júpiter), até mesmo movimentos hostis são pouco frequentes.

Active Power

Matilha de Trivia II (Level 12): Nesse nível, os filhos de Trivia podem invocar também dois lobos espectrais com HP igual a 100/100. O poder só pode ser usado uma vez por ocasião.
Telecinese (Level 20): A capacidade mental dos filhos da deusa da magia está mais forte. São capazes de levitar objetos e move-los. Podem levitar a si mesmos por certo tempo (duas rodadas) e disparar raios psíquicos.
Proteção Divina II (Level 18): Uma aura de poder divino envolve os semideuses da Legião, protegendo-o de todos os ataques que forem lançados sobre eles e seus aliados, anulando os danos feitos por ataques de nível menor aos do Legionário (ataques de nível maior apenas cortam o dano pela metade).

Weapons

Adagas Gêmeas: Simbolizam a entrada na XII Legião Fulminata. Nas lâminas, gravados “Martin R. Warren - III Coorte”.
Grimório: Também chamado de Livro das Sombras, é necessario para realizar magias específicas, é um livro encadernado em couro, com detalhes em prata (uma triquetra ou um triskelion representando a face tríplice da deusa no centro da capa). Não contem apenas os feitiços e encantamentos, mas informações específicas sobre monstros, deuses e a história da família do semideus. Conforme a necessidade, páginas vão sendo acrescentadas. Cada geração de semideuses adiciona algo, como sua história, os monstros que encontra, encantamentos e feitiços que cria. É impossível de destruir, uma vez que Trivia abençoa o material no momento de sua confecção, página por página.
Vinculum Amoris: Aliança de Casamento com Fillipo Righi Favoretto. Feita em prata e encrustada com as pedras preferidas dele, âmbar e ametista.
Médaillon Clef: Chave em ouro e prata (18k), exclusiva para abrir o ‘Médaillon Grimoir’. Tem inscrita a frase “La raison je t’aime c’est vous”.

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Jano
Deuses
Deuses


Mensagens : 73
Data de inscrição : 02/07/2012

Perfil de Guerra
Vida:
9999999999/9999999999  (9999999999/9999999999)
Energia:
9999999999/9999999999  (9999999999/9999999999)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Seg Dez 03, 2012 10:04 am

A shot in the dark



Elliot afastou os cães com uma grande rajada de vento, mesmo com a força da corrente de ar não matou as criaturas, apenas as deixou atordoadas. A legada de Vênus conseguiu destruir dois cães com seu relâmpago, não destruiu mais pois sumiram nas sombras, um dos poderes dos cães do inferno, teletransporte pelas sombras.

Martin parecia entender o que enfrentava, criou uma proteção eficaz em torno dos seus companheiros, Brianna sentiu um mal estar antes que a proteção a cobrisse e acabou caindo na areia, batendo sua cabeça com força. Os lobos do filho de Trivia destruíram mais três cachorros, porém foram eliminados em seguida. Sobraram cinco criaturas que correram até a garota caída, com ferozes mordidas nos braços dela a arrastaram para as sombras até sumirem.

O combate parecia ter chegado ao fim, mas a missão parecia tomar um segundo rumo. Encontrar a filha de Trivia desaparecida, além de resolver o problema anterior do deserto.

Escutaram um forte som vindo do leste, ao fitarem com dificuldade o horizonte viram as luzes esverdeadas mudarem para amarelas e por fim tomarem uma colorização embranquecida, já sabiam o caminho que deveriam tomar, andar seria desgastante, sem mencionar os problemas pela falta de luz.

~Regras;
○ 1 semana pra postar;
○ Não tem uma ordem de postagem;
○ Armas sempre em spoiler.
OFF:
 

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Elliott R. Blanchard
Filhos de Trivia
Filhos de Trivia


Mensagens : 12
Data de inscrição : 23/06/2012

Perfil de Guerra
Vida:
490/490  (490/490)
Energia:
490/490  (490/490)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Dom Dez 23, 2012 6:46 pm

Dois Times
Perdidos no Deserto

- BRIANNA! - Gritei ao ver a garota sendo arrastada pelos cinco cães infernais. A culpa foi minha. Eu deveria ter sido mais claro quando decidi usar a redoma de ar. Provavelmente o jato de ar a desequilibrou, e quando o Martin conjurou a barreira de proteção talvez ela já tivesse caído, e batido a cabeça. Nossa última visão dela foi as sombras engolindo-a. Olhei para os lados, tentando reunir a equipe, mas só havíamos Martin e eu. Como se não fosse suficiente, Julianne havia sumido também. Chegava a ser surreal o fato de termos perdido as duas numa noite tão bonita.

A lua cheia estava imponente no céu. Nox tinha o seu manto coberto por estrelas muito brilhantes, não fosse tamanha a beleza da noite, as luzes ainda insistiam em mudar de cor. Era lindo, ao mesmo tempo estranho. Talvez, também, assustador. Todos os indícios apontavam para este local. Provavelmente alguém teria visto alguma utilidade na Brianna e quisesse usá-la junto à Julianne para uma troca. O que poderiam pedir em troca é o que eu não sabia. Essa era apenas uma suposição, mas intuitivamente eu sabia que era mais que isso...

- Então, Martin. Somos nós dois. - Guardei as adagas no cinto. Olhei dentro dos olhos azuis dele. Sua pele um tanto pálida incomodava um pouco. - O que a gente vai fazer? - Perguntei. Ele me parecia ser do tipo pensante. Eu preferia, no fim das contas, seguir meus instintos.

- Eu tenho uma ideia, El... - Ele falou, olhando para mim. - Brianna e Julianne sumiram, não podemos deixar nossas irmãs, eu tenho total certeza disso. Posso tentar compor um encantamento para rastrear, mas pode demorar um pouco...

- Ok, Martin. Não quero te pressionar, mas não sabemos o que podemos enfrentar, ou o que as garotas estão passando. Tenta não demorar. - Enquanto ele compunha as rimas, eu brincava com o vento, movendo alguns grãos de areia...

"Areias do deserto e sopro de vento,
Ajudem-nos agora com nosso intento.
Cruzem o caminho, indicando no ar,
Mostrando direção que devemos tomar.
"
A areia com a qual eu estava brincando começou a se mover diferentemente do meu desejo... Foi um efeito bonito para um feitiço. Como uma camada fina de tecido se movendo sobre o solo, as areias "caminharam" na direção das luzes... Nos olhamos com um olhar que dizia "O que estamos esperando?" e então apressamos o passo, de modo a acompanhar o sinal de areia...

- Sabe!? - Disse, enquanto corríamos... - Pode me ensinar a fazer isso qualquer hora dessas.

- Assim que voltarmos ao Acampamento eu te mostro como se faz. - Ele disse. - Mas de vez em quando não funciona como a gente quer... Minha última rima mágica teve efeitos colaterais: escureceu meu cabelo e me deixou incrivelmente mais pálido. Acho que não detalhei o suficiente o que queria dizer com ‘aparência de fantasma’ e acabei ficando assim.

Conversamos um pouco, mas ainda sim demoramos algum tempo para chegar ao nosso destino. Uma caverna... era linda, adornada com cristais luminosos, um lugar divino e perfeito para um semideus-mago.

- Esses cristais não geram a própria luz... Mas a fonte de luz não deve estar tão longe... Ou é muito forte... - Martin disse...

- Quem sabe se acharmos essa fonte, achamos as garotas. - Emendei, como acabando de dizer algo útil.

Ele assentiu e caminhamos, juntos, Martin e eu caverna adentro. - Só um minuto, Martin... - Disse-lhe. - Aer Dominus! - Gritei, mandando o quanto pude de ar para dentro da caverna. Isso me faria sentir mais confiante, caso precisasse de um suprimento extra de ar. Segui à frente... Minhas adagas, uma em cada mão, faziam-me sentir mais seguro, mas à medida em que nos afastávamos da entrada o ar ficava mais difícil de moldar... Cristais do mesmo jeito dos que adornavam a entrada estavam estendidos por entre o túnel... Chegamos então a uma bifurcação... as coisas começavam a ficar mais estranhas agora. Um caminho era escuro. O outro, claro... - Qual caminho agora? - Antes que eu pudesse terminar de dizer isso, um Martin notoriamente mais habilidoso em termos de magia (e muito provavelmente nos outros termos, também) tomou a palavra.

- Bem... Vá pela direita... Segundo uns textos que li, o Ar é o elemento ligado à Luz e fica à direita. Com sorte você achará Julianne... E se seguirmos essa lógica, eu vou à esquerda, onde estão os elementos ligados à Sombra, sendo a Água um deles. Talvez eu ache Brianna.

Silenciei. Respeitei a sua opinião, e como tudo fazia sentido, concordei...

- Tem razão, irmão. Então, aqui nos separamos. Mas ainda sim, não podemos contar com nada. Nem sabemos o que acontecerá. Nos encontramos aqui em algum tempo. Não muito tempo... Que tal checamos o local e voltamos? A prioridade deve ser resgatar as garotas, mesmo que a missão falhe. - Olhei fundo em seus olhos, encorajando-o.

Ele retribuiu o olhar, e então dei-lhe um abraço. - Boa sorte. - Eu disse, telepaticamente... E caminhamos, cada um para um lado. Eu segui o caminho da direita, meu irmão, obviamente, o da esquerda... Alguns minutos de caminhada se passaram... O caminho se tornara uma rede de túneis e bifurcações, tanto que eu já não sabia se conseguiria voltar para onde o Martin me esperaria. Fui tentado a voltar, mas já havia vindo tão longe... Minha intuição me dizia para seguir em frente... E, ainda receoso, o fiz assim mesmo.

Não havia soltado as adagas... Suas lâminas, prontas para cortar o vento em qualquer ocasião. Me mantinha alerta, não poderia deixar que algo me acontecesse. A culpa me consumiria. Não conseguiria chegar aos Elísios, do outro lado...

De longe, percebi uma formação maior... Era uma câmara... No centro, nada mais nada menos que Brianna Nikolaev, filha de Trivia, minha irmã. Um cão infernal rosnava, à frente dela, como se já tivesse percebido o invasor: eu. Neste caso, poderiam haver mais... e eu sinceramente contava com isso... Avancei. A garota jogada ao canto permanecia inerte, e um cristal escuro preso em um colar estava pendurado em seu pescoço. Um diamante negro... Se existia uma joia digna de cobiça, esta era o diamante preso em seu pescoço...

O cão infernal se aproximou, e pelo seu "sorriso" (que mostrava sua dentição afiada e pronta para dilacerar a minha pele) eu deveria fazer algo bem rápido. Girei, com os braços abertos e concentrando a força do vento nas minhas adagas. Meu plano era revestir as lâminas com ar, um elemento que sob pressão é capaz de cortar tão bem como qualquer metal, e isso combinado à tenacidade da lâmina deveria causar um bom dano. - GRRRRRRRRRR! - Eu rosnei, em contra-partida, descrevendo um arco com a minha lâmina esquerda no focinho do bicho... Aconteceu rápido. A lâmina combinada à força do ar foi suficiente para cortar um de seus olhos. A órbita vermelha de antes agora era um traço cheio de sangue no rosto do canino

Usei do ar para me propulsionar, e me impelir na direção do cão infernal, de modo a realizar o meu segundo ataque, cortando a carótida do animal. Isso não foi suficiente para pará-lo. Muito pelo contrário, só serviu para motivá-lo a fazer melhor... Ele uivou, eu tremi. Estremeci de medo, e talvez por isso não consegui reagir antes de ter três riscos no peito, das garras do animal. Caí, ainda gritando, e nesse momento ao olhar para o teto percebi as estalagmites. Eram como lanças. Eu só precisava arremessar o cão infernal até o teto. Fácil, muito fácil, afinal ele só tinha uma ou duas toneladas...

Mas uma ideia me ocorreu... Se não posso levar o cão às estacas, trarei as estacas ao cão. E rolei de lado, com ele em meu encalço... A dor era lancinante, mas eu conseguiria dar conta... O fiz me perseguir (vi a Brianna, pela primeira vez depois de ter começado a luta, como se me desafiasse a fazer melhor) por toda a câmara, teria sido mais fácil em um lugar aberto, mas eu consegui um tempo. Dominei o ar ao meu redor, e consegui me impulsionar até o teto usando as correntes de vento que eu havia puxado de fora da caverna... Mais uma vez as reuni nas lâminas e cortei uma estalagmite, no alto... O cão-infernal agora estava exatamente abaixo de mim, e quando vi, a pedra pontuda caía rapidamente em sua direção... ele não teve tempo de esquivar, para a minha alegria... Tombei no chão meio segundo depois, o cachorro havia virado pó, mas em compensação eu estava muito cansado, e o ferimento em meu peito ardia e incomodava...

Olhei para a semideusa perto de mim, e respirei um pouco antes de tentar algo... Ela estava bastante debilitada, e eu só poderia associar o seu estado àquele cristal... Brianna permanecia deitada, e o cristal em seu peito pulsava, emitindo energias estranhas, pude reconhecer. Tirei o meu grimório do bolso e o abri, folheei por algumas páginas e parei no Encantamento de Cancelamento de Magia... Coloquei as minhas mãos acima do amuleto e murmurei o feitiço lentamente. - Cessari Mox. - O cristal brilhou instantaneamente, e eu senti pequenas lufadas de vento saindo dele, à medida em que eu me sentia um pouco drenado...

Brianna acordou. Aquele rosto cansado não era usual à garota... Aquele cristal era realmente poderoso. Conversamos brevemente... havia muita coisa a perguntar, mas já que a tinha encontrado, deveríamos voltar... Seria bom, ótimo na verdade, se o Martin tivesse encontrado a Julianne. Tentei sugerir que voltássemos, mas a minha irmã me incitou a seguir em frente... Disse lembrar do caminho reverso ao que fizeram ao trazê-la para esta sala... Ela estava um pouco fraca, e contou começou a se sentir assim quando colocaram o colar em seu pescoço.

Ajudei a garota a levantar e juntos saímos andando pela caverna... Talvez ela estivesse fraca mesmo, mas eu sentia que ela fazia manha, se apoiando em mim bem mais do que deveria. - Por aqui. - Ela dizia. E me guiava, mesmo em seu estado. - Estamos perto, Elliott. É na câmara a seguir. - Me preparei psicologicamente. Respirei fundo por algumas vezes, e entramos na câmara.

A atmosfera era ligeiramente mais densa que antes. Havia um trono feito de brilhantes, aos pés deste, crânios feitos de cristais escuros... Brianna disse que ele estava chegando... Parecia sentir a conexão do local e de quem quer que fosse com as trevas... Sentei a garota em um canto e observei lentamente as estruturas...

- Permita-me. - Virei-me a ponto de ver o garoto... Suas feições eram pálidas e as olheiras escuras em seus olhos o associavam a um fantasma. A semelhança com um morto era bem maior que a do Martin, mas isso não havia me abalado. Ele emitia uma aura forte... - Simon Banks, filho de Plutão. - Não desviei o olhar, mas senti a tensão de tudo. Ele havia surgido de uma porta de pedra. Parecia bem familiarizado com o elemento... "Geocinese..." pensei.

- E estes são... - Estalou os dedos e quatro massas cinzentas tomaram a forma de cães. - ...Opala, Topázio, Ametista e Esmeralda... Vocês destruíram minhas outras gemas preciosas. - Ele disse, furioso. A raiva brotando em seu olhar. - Eu adorava a Rubi. A cadela infernal que você acabou de matar. - E acenando com as mãos, mandou os quatro em nossa direção.

Brianna continuava escorada no canto da câmara, e eu percebi que teria que apelar para um trunfo importante... - Rallentare! - Não iria pará-los, mas serviu para retardá-los, desacelerando-os enquanto eu conjurava dois lobos espectrais. Vi como o Martin havia conseguido, e consegui, de certa forma... só sei que em poucos instantes dois caninos estavam à minha frente. Se eu tivesse conseguido trazer o Fang, meu lobo familiar, poderia ter a certeza de uma possibilidade de vitória maior... De um lado, dois lobos e dois semideuses, estando uma deles debilitada. Do outro, quatro cães infernais e um semideus em perfeitas condições. Nada justo, seria uma árdua batalha, e o risco de morte era iminente.

Pedi que os meus lobos espectrais atacassem dois cães-infernais do semideus de Plutão. Eles, não-afetados, já que chegaram no ambiente após eu ter lançado o feitiço. Esperei que causassem algum dano, já que em velocidade normal estavam em vantagem. - Arci Argenterum! - Lancei uma saraivada de flechas prateadas na direção dos outros dois, os que estavam mais ao canto. Acertei todas. Manipulei o vento para que as flechas atingissem onde eu queria, e que fossem impelidas de forma mais rápida, aumentando a perfuração e assim, o dano. Um pouco de sangue vermelho-enegrecido escorreu deles. O semideus assistia, atônito, movendo-se mais lento que o normal.

Propeli-me com a força do vento e lancei as minhas adagas sobre o pescoço de um dos cães infernais, rasgando-o e transformando-o em pó... O ferimento em meu peito, causado pela Rubi (ok, eu consegui decorar o nome) não parava de doer, mas eu precisava terminar o embate da forma esperada, com a minha vitória. O cansaço já começava a me consumir... os combos de feitiços gastaram muita energia...

A batalha entre os caninos estava bem equilibrada, um bom sinal... Utilizei a telecinese e o domínio sobre os ventos para fazer as minhas adagas irem na direção do outro cão-infernal livre. Desejei que estas fizessem cortes profundos na pele dele, mas o resultado não foi tão bom quanto o que eu tinha esperado, contudo, ao ver as gotas de sangue caindo fiquei um pouco mais confiante. Usava do ar para aumentar minha velocidade e não ser facilmente atingido. Esquivava facilmente a maioria de seus ataques, mas volta e meia recebia uma patada ou um arranhão. Consegui destruí-lo também. Graças a Trivia.

O semideus tentava se afastar. Lentamente a sua velocidade ia aumentando, e eu percebia que o efeito do feitiço não tardaria a se dissipar. Um dos meus lobos estava seriamente ferido, o outro ainda poderia aguentar dano. Fui em ajuda do que estava mais fraco, mas não consegui ajudá-lo, ele foi morto pelo cão infernal, e virou areia. Apesar do tempo ter desacelerado, era clara a diferença de poder entre meus lobos e os cães infernais. Não fosse o fato do tempo correr mais lento para os demais, eles já teriam sido destruídos há muito tempo... Inferi-lhe um golpe contra o seu estômago, agradecendo a tenacidade e o fio das minhas adagas. Rasguei sua pele, e o seu sangue tornou-se areia, sendo espalhada pelo vento... Um a menos, faltava o último.

Virei-me a tempo de ver o meu lobo ser dilacerado. Sua essência se dissipou, como o primeiro... Os efeitos no tempo haviam cessado, ele vinha em minha direção, seguido pelo seu dono. Respirei fundo, tentando retirar do ar a energia que precisava... - Lapido Corpus! - Disse, mirando no cão que rapidamente se transformara em pedra.

Ouvi passos, esperei que fosse algum aliado. Talvez não vivesse o suficiente para descobrir. Reuni a última centelha de energia que eu tinha e lancei um feitiço que julguei bom o suficiente para fazer quebrar. - Saldiri! - Gritei, emitindo das minhas mãos o orbe azul de luz.

Vi que o semideus lançou uma rajada de energia negra em minha direção, eu não teria energia o suficiente para resistir... Olhei para a Brianna, meus lábios moveram-se silenciosamente. - Não consegui... - Protetoratta! - Ouvi. Eu conhecia aquela voz... Julianne, e ao seu lado, Martin. Havia uma terceira pessoa, a qual não consegui discernir.

O feitiço não foi suficiente para me proteger... Eu fui atingido... Caí, morto, talvez.


Post:
Três.


Local:
Arizona, Deserto.


Tagged:
Martin Warren, Brianna Nikolaev, Julianne Burn.


Itens:
Adagas Gêmeas Fulminata [Simbolizam a entrada na XII Legião Fulminata. Nas lâminas, gravado "Elliot R. Blanchard - IV Coorte".]

Grimório [Necessário para realizar magias específicas, é um livro encadernado em couro, com detalhes em prata (uma triquetra ou um triskelion representando a face tríplice da deusa no centro da capa). Não contem apenas os feitiços e encantamentos, mas informações específicas sobre monstros, deuses e a história da família do semideus. Conforme a necessidade, páginas vão sendo acrescentadas. Cada geração de semideuses adiciona algo, como sua história, os monstros que encontra, encantamentos e feitiços que cria. É impossível de destruir, uma vez que Trivia abençoa o material no momento de sua confecção, página por página.]


Poderes & Habilidades
◆ (Magia) Telepatia [Nível 07] {A mente é um dos mais importantes atributos quando se trata de magia. Assim, os filhos de Trivia podem comunicar-se entre si, com aliados e inimigos usando telepatia.}

◆ (Energia) Sensitividade [Nível 05] {Todos possuem uma aura mágica ao redor, mesmo que não possam criar encantos. Os filhos de Trivia são capazes de vê-las em certos momentos. Podem usar sem custo esta habilidade, mas apenas três vezes por missão, duas rodadas.}

◆ (Lobos) Matilha de Trivia II [Nível 12] {Nesse nível, os filhos de Trivia podem invocar também dois lobos espectrais com HP igual a 100/100. O poder só pode ser usado uma vez por ocasião.}

◆ (Magia) Telecinese [Nível 20] {A capacidade mental dos filhos da deusa da magia está mais forte. São capazes de levitar objetos e move-los. Podem levitar a si mesmos por certo tempo (duas rodadas) e disparar raios psíquicos.}


Feitiços:
Encantamento de Aerocinese (Aer Dominus) Esse encantamento, o mais importante de toda a Escola de Magia Elemental do Ar, permite que o filho de Trivia controle ventos e correntes de ar. [Nível 20: Controle avançado, podendo flutuar a poucos centímetros do chão, também permite concentrar o ar para lançar oponentes a uma distância longa, parar ou começar ventanias e ações do gênero. (Custo: 35 MP por turno.)]

Encantamento de Cancelamento de Magia (Cessari Mox) Esse encanto é capaz de anular a magia conjurada por outros magos. É perigoso, contudo, pois a energia a ser gasta é proporcional ao da magia original. Portanto, é comum que filhos de Trivia despreparados desmaiem ao tentar anular uma magia além de sua capacidade.

Encantamento de Desaceleração (Rallentare) Uma vez lançado, esse feitiço faz com que todo o ambiente ao redor dos filhos de Trivia se desacelere, inclusive os ataques por energia (bolas de fogo, raios, ataques mágicos, poderes especiais) até que para por algum tempo (no turno seguinte). Deve haver no mínimo dois turnos de descanso entre os usos desse encanto.

Feitiço dos Arqueiros (Arci Argenterum) Puramente de ataque, esse feitiço é conhecido como Saraivada de Flechas. Cria diversas flechas incorpóreas de prata que são lançadas contra um ou mais inimigos. Apesar de serem constituídas de pura energia, seu dano é bem físico. Seu alcance é o mesmo de um arco comum. As flechas podem ser anuladas por Cancelamento de Magia.


Feitiço de Petrificação (Lapido Corpus) {Esse feitiço transforma o oponente em pedra durante certo período de tempo. Depois de lançada, o oponente não poderá se mover, devido a isso, nem usar qualquer um de seus poderes. O dano sofrido será dobrado, exceto para ataques baseados em Água (inclusive Gelo/Frio), Fogo e Luz (inclusive Eletricidade).}

Jinx do Ataque Mágico (Saldiri) {Uma esfera de energia azul clara que se propaga na direção de um oponente a grande velocidade. É o mais simples dos feitiços de ataque. Seu efeito de ataque é mais concussivo que danoso.}

Encantamento da Proteção Mágica (Protetoratta) {O semideus usa sua magia para proteger, criando uma barreira translúcida ao redor de si ou de um aliado. Protege contra ataques físicos e místico. Contudo, esse poder é tão pouco complexo que pode ser quebrado.}

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Martin R. Warren
Filhos de Trivia
Filhos de Trivia


Mensagens : 45
Data de inscrição : 17/04/2012
Idade : 22

Perfil de Guerra
Vida:
500/500  (500/500)
Energia:
500/500  (500/500)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Dom Dez 23, 2012 9:45 pm



Lost Like Me

Highway to Spell



M. R. Warren
Post #003
Arizona, the Desert
To Call a Lost Witch


T
udo estava indo nos conformes. A redoma de ar havia sido suficiente para afastar os cães infernais, minha proteção estava erguida... Até que tudo, é claro, desandou. Nêmesis cismava em querer manter o equilíbrio entre boa e má sorte. Brianna havia sido levada pelos cães infernais depois de bater a cabeça. Infelizmente a minha proteção não havia se estendido a ela. “Idiota! Burro! Burro! Burro!” me xinguei, mentalmente. Quando me virei, Julianne havia sumido também. Baixei os braços, dissolvendo o campo de proteção.
Elliott me olhava nos olhos. A cor castanha de seus olhos me mostrava a paixão que tinha pela liberdade do vento. Ele gostava de sentir livre. Peguei meu Grimório e comecei a folhear, procurando algum encantamento que nos ajudasse a encontra-las. Nada. Todas aquelas páginas de feitiços, encantos, rimas, informações, história e mitologia e nenhuma simples frase que nos permitisse achar o que procurávamos. Elliott parecia estar esperando uma decisão minha; notei isso quando ele me fitou, sério.
Então, Martin. Somos nós dois.” ele falou, embainhando as adagas. “O que a gente vai fazer?
Eu tenho uma ideia, El...” falei. “Brianna e Julianne sumiram, não podemos deixar nossas irmãs, eu tenho total certeza disso. Posso tentar compor um encantamento para rastrear, mas pode demorar um pouco...
Ok, Martin. Não quero te pressionar, mas não sabemos o que podemos enfrentar, ou o que as garotas estão passando. Tenta não demorar.” preveniu meu irmão, brincando com o vento.
Assenti, fechando os olhos, me concentrando. Não podia ser alguma coisa muito complicada, ou eu demoraria a encontrar a estrutura certa do encanto. Além disso, eu teria de usar o que tinha ao meu redor se quisesse algo que não demandasse muita energia. Era melhor indicar a direção correta do que gastar mais energia do que podia tentando encontrar e trazer nossas irmãs até nós. De repente, me veio a inspiração. Ergui os braços para o seu, sentindo a brisa que Elliott criava.

Areias do deserto e sopro de vento,
Ajudem-nos agora com nosso intento.
Cruzem o caminho, indicando no ar
Mostrando a direção que devemos tomar.

O vento se moveu sobre a areia, levantando nuvens de poeira, criando um rastro. Era um efeito delicado, simples. Quase não senti o encantamento cobrando seu preço sobre meu corpo. As areias, movidas pela brisa, apontaram a direção de onde as estranhas luzes. Nos entreolhamos e passamos a nos mover mais apressadamente. Elliott olhou pra mim enquanto praticamente corríamos.
Sabe!? Pode me ensinar a fazer isso qualquer hora dessas?” ele falou, animado.
Assim que voltarmos ao Acampamento eu te mostro como se faz.” comentei. “Mas de vez em quando não funciona como a gente quer... Minha última rima mágica teve efeitos colaterais: escureceu meu cabelo e me deixou incrivelmente mais pálido. Acho que não detalhei o suficiente o que queria dizer com ‘aparência de fantasma’ e acabei ficando assim.



D
izem que conversar faz o tempo passar mais rápido, mas ainda assim pareceu uma eternidade. A areia dificultava nossa corrida para onde quer que fosse. O cânion estava a poucos metros, mas nosso progresso era lento. Fiquei grato por Elliott não ter usado nenhum feitiço, já que não sabia quais seriam as consequências para o Encanto de Rastreamento. Por fim, chegamos a uma das cavernas, coberta por estranhas luzes. Havia cristais incrustados irregularmente na entrada, brilhando nas mais diversas cores.
Esses cristais não geram a própria luz...” concluí, colocando minha mão para fazer sombra sobre um deles, que se apagou de imediato. “Mas a fonte de luz não deve estar tão longe... Ou é muito forte...
Quem sabe se acharmos essa fonte, achamos as garotas.” sugeriu meu irmão.
Assenti e entramos um pouco na caverna, onde a nuvem de poeira se dissipava, caindo no chão. Olhamos ao redor. O túnel era cheio daqueles cristais, que brilhavam, a luminosidade pulsando sutilmente. Era lindo de se ver. Nós dois podíamos sentir a energia fluindo entre os cristais, como as batidas de um coração quando estamos num sono profundo e tranquilo (no meu caso, sono profundo significa sonhar com Fillipo).
O vento para aqui....” sussurrei, sentindo a conexão com a brisa me deixar imediatamente.
Elliott tomou a dianteira e seguiu, o braço erguido para usar seus poderes. Havíamos desembainhado as adagas e guardados os Grimórios. Caminhamos cautelosamente por um túnel comprido e cheio de voltas e a cada passo a luminosidade aumentava, assim como a intensidade das pulsações. No fim, chegamos a uma bifurcação. À direita, o túnel era iluminado pelos cristais, a luz ficando ainda mais brilhante, cada pulsação de poder lançando milhares de cores sobre nós ao passar pelas estruturas vítreas. O túnel da esquerda era escuro, embora não totalmente. Ali os cristais eram negros (uma cor que eu nunca havia notado), roxos, vermelhos e azuis, mas seu brilho era muito fraco, quase impossível enxergar em condições normais. Graças a Trivia, nós enxergávamos bem no escuro.
Qual caminho agora??” ele perguntou, embora eu já visse que alguma ideia se formava em sua mente.
Trivia era a deusa das encruzilhadas e nós tínhamos como decidir facilmente. Lembrei de um livro antigo da biblioteca do Senado que li alguns dias atrás, o “Tratado do Equilíbrio Energético” do centurião William Slikhart (pelo que entendi, Slikhart era de alguma forma relacionado a Esculápio ou Mens, não consegui interpretar direito as folhas manchadas das primeiras páginas). Como membro da Legio Auxilia Medica, eu tinha acesso à biblioteca, ainda que não participasse das reuniões como senador. Costumava ficar por lá enquanto meu namorado estava nas sessões do Senado com os outros centuriões.
Bem... Vá pela direita... Segundo uns textos que li, o Ar é o elemento ligado à Luz e fica à direita. Com sorte você achará Julianne.” sugeri. “E se seguirmos essa lógica, eu vou à esquerda, onde estão os elementos ligados à Sombra, sendo a Água um deles. Talvez eu ache Brianna.
Nos abraçamos e desejamos boa sorte e seguimos nosso caminho. Conectamos nossas mentes telepaticamente durante parte do caminho, mas a distância ficou grande demais e desistimos. Tínhamos de resguardar nossas energias.
Eu deveria ter preparado algumas poções antes de vir...” pensei alto, arrependido de ter me esquecido desse detalhe.
Logo eu fiquei tonto. Curvas, subidas, descidas e em certos momentos eu pensei estar caminhando no teto. Além dos cristais, vi pedaços de metal precioso (ouro e prata principalmente) nas paredes. Eu devia estar no coração do Grand Canyon. De repente, vi uma movimentação. Agradeci a Trivia por poder enxergar com a pouquíssima luz que os cristais escuros forneciam. Estava receoso de usar magia para fornecer luz, focando em expandir minha mente para tentar detectar algum perigo. Até que vi uma fonte de luz ao mesmo tempo branca e multicolorida, mas meu espanto foi quando percebi
quem estava ali. Eram duas meninas. E uma delas, inconsciente, era Julianne. Corri até elas, uma vez que não me pareceram ser hostis. A menina que acompanhava Julianne, velando seu sono (seria mesmo sono ou pura inconsciência) tinha traços delicados, com olhos levemente maiores que os de uma pessoa normal e pontudas orelhas de elfo. Suas feições eram mais angulosas que os de um humano e seus olhos pareciam dois diamantes. Em seu pescoço, tinha um cristal que emitia um arco-íris em todas as direções. Não restavam dúvidas de que a garota era uma ninfa.
O que houve com ela? Quem é você?” perguntei.
Fillipo teria dito que eu não deveria baixar a guarda, mas a ninfa me pareceu amigável. Parecia estar cuidando de Julianne.
Sou uma oréade. Assim como Eco e Dafne. Uma ninfa das grutas e das cavernas.” ela explicou. “Meu nome é Cristália...
A voz da oréade, Cristália, era fraca, cansada. Sentei-me ao lado das duas naquele canto da caverna e apertei a mão que a oréade estendia. Olhei para minha irmã, preocupado. Havia um colar prateado com um diamante branco em seu pescoço, uma joia linda, de valor inestimável, o mais puro diamante já visto na face da Terra. Ele pulsava com energia, eu podia sentir. Mas eu parecia reconhecer essa energia em particular, parecia ter algo de familiar nesse padrão... Fechei os olhos e me concentrei. Abri os olhos quase imediatamente, vendo a energia à minha frente. Eu amava esse dom sensitivo.
É a energia dela...” percebi, horrorizado. “Esse diamante está absorvendo a energia da minha irmã. E tem outra, mesclada a essa...
Pisquei para dissipar a habilidade, voltando a fitar a oréade. Nem precisei olhar o encantamento no Livro das Sombras. Sabia de cor. Cristália colocou uma mecha de seu cabelo negro para trás da orelha esquerda. Fitei o diamante.
Cessari Mox!” falei, claramente.
O brilho diminuiu e tirei imediatamente o colar do pescoço de Julianne. Minha irmã acordou, o olhar fora de foco, atordoada. Balbuciou alguma coisa que não entendi e tentou se levantar. Mas se desequilibrou e quase bateu a cabeça na pedra, se não fosse por eu e Cristália a termos segurado. Estava pálida e visivelmente fraca. Mas ainda assim, dava pra notar que Vênus estava em seu sangue.
O que... Quem??” sussurrou Julianne.
Calma, Ju...” sussurrei, para acalma-la, usando um pouco de minha energia. “Tá tudo bem agora... Sou eu, Martin... Seu irmão, lembra??
Martin...” ela sussurrou.
A fragilidade da voz dela me assustou. Parecia que Julianne estava por um fio. Estendi minhas mãos e percebi uma leve luz se formar ao redor delas, me preparando para cura-la. Mas a ninfa se adiantou e ela mesma tocou a pele de minha irmã. A legado de Vênus e herdeira maga de Trivia pareceu ganhar um pouco mais de cor e ficar mais forte. Seus olhos agora me fitavam, como se pedisse para sair dali, mas ciente do perigo que talvez tivéssemos que enfrentar.
Poupe sua energia...” avisou Cristália. “Há um perigo maior aqui...
Assenti, agradecido. Olhei pelo resto do corpo de minha irmã, procurando ferimentos. A oréade cuidava deles o melhor que podia. Quem me dera ter uma enfermeira daquelas na
Legio Auxilia Medica. Cristália era muito talentosa. Mas o tornozelo roxo de minha irmã estava além de suas capacidade e também das minhas.
Eu não vou fazer uma cirurgia num lugar desses... É arriscado demais, pode infeccionar e eu não quero correr esse tipo de risco, ainda mais na sua condição...” disse a Julianne. “Podemos tentar aliviar sua dor, posso colocar uma tala e enfaixar. Você espera chegarmos ao Acampamento?? Lá terei tudo que é necessário.
Ela assentiu, se apoiando em nós dois para ficar sentada. Me ajoelhei e usei algumas habilidades herdadas de minha mãe para criar uma tala, faixas, gaze e álcool 70 °GL. Usei a gaze e o álcool para limpar a região do tornozelo e só então pus a tala e enfaixei, bem firme. Estava inchando um pouco, mas não parecia tão sério, ainda que fosse grave o suficiente para precisar de cirurgia.
Obrigada, Martin...” agradeceu minha irmã, colocando o pé para cima com uma careta de dor.
Você precisa descansar um pouco, ainda está muito fraca, Julianne...” falei. “Ordens médicas...
Ela sorriu um pouco e se recostou o melhor que pôde na parede da caverna. Enquanto isso, nossa curiosidade se voltou para a Cristália. Ela olhou para longe, a luz do cristal em seu pescoço diminuindo um pouco. Voltou a olhar para nós.
Eu sei o que querem saber... Quem eu sou, porque estou aqui, porque
vocês estão aqui, quem está por trás disso... E eu vou contar...” disse ela, meio hesitante.
Ótimo... Estamos realmente precisando saber...” comentei. “Não precisa ter medo, fomos enviados para encontrar o problema e ajudar...
Julianne assentiu, calada, mas prestando atenção. A oréade tocou o cristal em seu pescoço e, olhando para ele, contou sua história. Conforme ia falando, o cristal mudava, ficando mais claro ou mais escuro dependendo de suas emoções.
Eu sou uma protetora das cavernas e, desde que me entendo por ninfa, vivi aqui. Minha mãe havia sido a guardiã desse lugar antes de mim e meu avô antes dela. Mas eu me tornei muito mais do que a simples guardiã da Gruta dos Cristais. A cada geração, um espírito da natureza é escolhido pela deusa Íris para guardar um de seus itens mais valiosos. O Cristal das Sete Cores, uma pedra pura criada pela própria Íris e capaz de transportar indefinidamente o usuário para qualquer lugar, para qualquer plano, para qualquer tempo. Também permite absorver a aura de outras pessoas, ver e ouvir qualquer lugar, controlar as emoções com as cores e, mais recentemente, manipular as comunicações eletrônicas dos mortais. É um item muitíssimo poderoso e poucos sabem que ele existe. Quando eu nasci, fui escolhida pela deusa. O meu destino era devotar minha vida para proteger este item...” contou, sonhadora. “Eu cumpri minha missão bastante bem... Escondendo-o, protegendo com todos os meus poderes, mantendo as possíveis ameaças afastadas... Mas eu não contava com... Ele...
Ele quem??” perguntei, curioso, parando de escrever.
Desde que a oréade havia começado a falar, eu anotava no Livro das Sombras sua história. Julianne continuava calada, muito atenta, incomodada com o tornozelo. Eu sentia a mente de minha irmã sondando as redondezas, era algo que ela podia fazer sem colocar em risco sua saúde física.
Simon Banks...
Cristália sussurrou o nome como uma maldição. Julianne e eu trocamos um olhar compreensivo, que confirmava nossos temores. Havia sempre alguém mais poderoso manipulando os fios da marionete.
Continue, por favor...” pediu Julianne.
Fiquei contente em notar que a voz de minha irmã estava mais forte. Pelo jeito a cura que Cristália havia exercito fazia efeito. Seu tornozelo estava um pouco menos inchado, mas me preocupava do mesmo jeito. Não poderíamos nos demorar muito ali.
Cristália...” chamei, hesitante.
Desculpem-me... Eu... Me distraí com uma visão...” falou a oréade. “Precisamos sair daqui, eu conto no caminho. Tem mais alguém junto de vocês??
Meu irmão Elliott veio comigo atrás de Julianne e Brianna...” respondi, cauteloso.
Eles estão bem??” indagou a centuriã, preocupada.
Estarão se chegarmos a tempo...” foi a resposta.
Mas Julianne ainda não está forte o suficiente para andar... O ferimento é interno, ela pode piorar se...” comecei. “Cristália, você pode cuidar dela enquanto eu vou ajudar Elliott e Brianna??
De jeito nenhum eu ficarei para trás!!” protestou minha irmã.
Ju, você ainda não está forte o suficiente...” contestei.
Eu sou uma centuriã de Roma, eu não vou ficar para trás... E não é um legionário auxiliar que vai me impedir...” ela falou, me olhando nos olhos.
Não havia como impedir a centuriã, ela iria teimar até o fim. Estendi a mão para ajuda-la a se levantar, suspirando. Minha irmã estava decidida. Apesar de dizer que podia caminhar sozinha, mas se apoiava em mim dolorosamente. Cristália logo veio ao nosso lado e permitiu que minha irmã se apoiasse nela também. Avançávamos lentamente, e enquanto isso, a oréade nos guiava pelo labirinto de câmaras, túneis, cavernas e bifurcações. Ao mesmo tempo, terminava de contar a história.
Simon Banks é um filho de Plutão. Ele tem Cães Infernais sob o comando dele, todos com nomes de joias. Apareceu aqui do nada, dizendo que sentia alguma coisa de um poder e riqueza imensos. Eu tentei, mas meus poderes não foram suficientes. Ele me derrotou e dominou, mas não possui acesso ao Cristal das Sete Cores, por isso me mantém aqui. Ele quer arranjar uma maneira de drenar minha energia para poder domar a energia do Cristal.” ia dizendo. “E eu acabei de ver um garoto com adagas lutando contra ele e seus demônios. Tinha uma menina caída no chão também, mas não vi nada além disso. Parecia uma briga feia.
Elliott... É ele, Martin... E Brianna, provavelmente” falou Julianne, com uma careta de dor. “Precisamos ir atrás dele. Precisamos...
Falta muito??” perguntei à ninfa.
Não muito. Um corredor, uma câmara e chegamos à Câmara da Luz.” respondeu Cristália.
Ela continuou contando como a cada dia o Cristal reagia à presença do filho de Plutão, lutando contra ele. As luzes eram sua defesa, lançadas por toda a rede de túneis dentro do Grand Canyon, aparecendo nas mais diversas cores do lado de fora. Cristália conduzia esse pedido de ajuda quando o semideus a deixava em paz.
O que é quase impossível. E eu sinto meu poder enfraquecer a cada dia...” confessou, o medo em sua voz. “Embora eu seja a mais poderosa guardiã até agora, eu estou enfrentando o pior de todos os testes...
Logo a ninfa chorava enquanto nos guiava. Suas lágrimas pareciam diamante derretido. Ela contava a história, falando dos Cães Infernais e da captura das meninas assim que soubera delas.
Você sabe o motivo de ele querer Julianne e Brianna??” perguntei, ajudando minha irmã a subir um “degrau” em uma bifurcação.
Filha de Trivia... Ele quer alguém que possa dar a ele o poder sobre a pedra.” contou Cristália.
Então vou dar a ele o poder de uma maneira que ele sequer espera...” disse Julianne, com raiva.
Você não vai fazer nada do jeito que está. Deixe que eu resolvo isso.” falei.
E foi o ponto final da conversa. Naquele momento, chegávamos a uma entrada. Mas eu mal registrei a aparência do lugar, com cristais multicoloridos que antes deveriam formar arco-íris entre si e naquele momento se pareciam com uma região do Mundo Inferior. Eu via Elliott, vi Brianna caída e cães infernais se transformando em pó. Vi um garoto mais pálido que eu, com a aparência de um fantasma tornado sólido. E vi o momento em que esse rapaz lançava contra Elliott um raio de energia negra. Julianne ergueu a mão, desesperada.
Protetoratta!” ela gritou, arfando.
Sua proteção se formou à frente de nosso irmão, mas se quebrou com a força do poder do filho de Plutão. O Mago do Ar tombou, atingido pelo raio negro e bateu a cabeça com força na parede da câmara. O gasto de energia foi demais para minha irmã, fraca como estava, que desmaiou. A pousei delicadamente no chão, junto com Cristália e corri para ao menos fechar o corte na cabeça de Elliott. O filho de Plutão olhou, divertido.
Ora, ora, ora... O que temos aqui??” ele zombou, a voz tremendo de raiva. “Um já acabou com minhas preciosas gemas... É hora de eu acabar com os tesouros dele... Se é que essa ralé possa ser chamada de tesouro... Quem é você??
Ele parecia se deliciar com a ideia de causar dor e morte. Provavelmente se fortalecia com isso. Franzi a testa, com raiva. O corte de Elliott se fechou e o sangramento parou no mesmo instante, mas eu teria de esperar para curá-lo com perfeição.
A última ralé com quem você vai lutar...” respondi, pondo a mão na bainha das adagas gêmeas.
Virei o rosto para o semideus, com raiva também. Mas não era nada comparado ao que eu via em seus olhos. Ele tinha ódio estampado em seu olhar, um ódio tão intenso que eu jamais vira igual. Desembainhei as adagas gêmeas e as separei, ficando de pé. Eu havia decorado o Grimório de toda maneira, então não o teria em minhas mãos para atrapalhar meus movimentos. Ele fez um gesto com a mão e o chão tremeu, abrindo uma fissura que ele conduzia na minha direção, mas também gesticulei e o joguei para trás. Não fui forte o suficiente, mas ele parecia um pouco cansado da luta com Elliott. Ele caiu no chão, ainda que fosse minha intenção jogá-lo contra a parede.
Simon Banks se levantou enquanto eu corria na direção dele e jogava as duas adagas contra seu corpo. Não pretendia mirar com perfeição, mas estendi os braços para controla-las telecineticamente. Mas as sombras se moveram, convergindo em um escudo para ele que parou as lâminas. Parei ao ver seu escudo se moldando outra vez, agora tomando forma para me atacar. Na mesma hora, criei meu próprio escudo. Não usando magia arcana, mas a magia divina que me havia sido oferecida ao ingressar na
Legio Auxilia Medica.
Minha proteção conseguiu conter o raio negro que ele mandara contra mim. E os outros que vieram em seguida. Mas manter aquele escudo luminoso custava. Quando Simon Banks lançou outro de seus raios de escuridão contra mim, eu estava preparado. Duas páginas inteiras dedicadas a estrutura do feitiço, logo depois do
Feitiço do Raio Místico. O ataque do filho de Plutão se aproximava quando dei voz à minha própria magia.
Reflexus” disse claramente, lançando o
Feitiço de Reflexão.
Não pude deixar de sorrir ao ver seu ataque se voltando contra ele, fazendo-o se abaixar. O raio obscuro atingiu a parede da caverna e explodiu em sombras, deixando um buraco e fazendo tremer algumas estalactites. Aproveitei essa distração para usar meu poder telecinético e trazer minhas adagas de volta, fazendo questão de passar por ele. Só consegui fazer alguns cortes pouco profundos em seus braços, mas o irritou, portanto, valeu a pena. Logo as adagas levitavam à minha frente e as lancei outra vez contra meu oponente. Mas ele estava preparado e ergueu a mão, invocando um morto-vivo.
O zumbi foi atingido pelas lâminas, mas nem demonstrou sinal. Para ele não fazia diferença, estava morto mesmo. Mas sua resistência a ataques físicos era compensada pela locomoção lenta. Entretanto, o semideus se movia perfeitamente e lançava contra mim uma série de pedras e rochas. Não tive escolha senão recorrer a outro feitiço. Ou melhor, mais dois feitiços.
Frigidus!” falei, apontando para o zumbi e em seguida erguendo as mãos para o filho de Plutão. “Outren et Alia, Outren et Alia, Outren et Alia...
O morto-vivo congelou imediatamente ao ser atingido pelo
Feitiço Congelante. Minha preocupação era continuar entoando o Feitiço de Transformação Elemental. As rochas se transformavam em água ao atingirem o alcance de meus poderes. Entretanto, eu sentia o cansaço daquilo. Eu precisaria recuperar minha energia antes. Finalmente o filho de Plutão parou de lançar ataques contra mim, ao menos as pedras e rochas. Agora mais uma vez convocava as sombras para me atacar enquanto o morto-vivo permanecia congelado. Tentei usar um feitiço simples, mas não consegui.
Vai ser da maneira mais difícil...” sussurrei, trincando os dentes.
Saquei as adagas de novo e avancei contra ele, desviando de seus ataques, já que corria pela lateral da caverna. Sempre que ele atacava um ponto atrás de mim, eu avançava; se ele atacasse um ponto à minha frente, eu conseguia parar ou mudar o curso, indo em sua direção. O último de seus ataques quase me acertou, mas instintivamente ergui a mão esquerda.
Uma luz azul-arroxeada a envolveu e desviou o raio sombrio, acertando o teto. Algumas estalactites caíram contra ele, mas seu poderio geocinético era invejável.
Você não pode contra um filho de Plutão numa caverna...” gritou ele, rindo malignamente.
Por sorte (ou por uma bênção de Trivia), uma delas esmagou o zumbi, que estivera congelado depois de meu feitiço. Sabendo que podia usar meus poderes de novo, disse duas palavras que sabia que em ajudariam e o pegariam de surpresa.
Aqua Dominus.” falei, calma e claramente.
A água que havia se formado a partir de suas rochas e pedras lançadas contra mim saltou pelo ar e o atingiu no rosto. Continuei dominando-a com meus gestos, atrapalhando seus movimentos e, principalmente, sua visão. Com um gesto, me preparei para lançar um segundo feitiço quando o chão tremeu (me desequilibrando) e um raio de escuridão se aproximou. Rapidamente tentei defleti-lo, mas agi tarde demais por conta da falta de equilíbrio. Fui erguido no ar e aterrissei com força no chão, do outro lado da câmara, e a força foi tremenda que me arrastou pela pedra áspera, ralando meus braços e me forçando a largar as adagas. Ainda estava consciente, o que me surpreendeu. Elliott havia sido atingido com muito mais força. Provavelmente eu havia conseguido defletir parte do raio (o que se provou pela destruição de inúmeros cristais no canto esquerdo de onde eu estava). Havia um sangramento em minha perna que não tinha sentido. Os jeans ainda estavam inteiros. Levantei com dificuldade e me lembrei do que estava ali. O colar de diamante que sugara a energia de Julianne. Sorri e comecei a falar enquanto empurrava meu oponente com a força da mente.

Naquilo que antes era contido
Se tornará mais nova prisão.
Será libertado o poder restituído,
E absorvida a energia de Plutão.

Coloquei toda a minha força arcana naquela rima. Aparentemente não tinha dado certo, até que Simon Banks tentou nos atacar de novo, abrindo uma fissura e convocando esqueletos. Os ataquei com o dom telecinético, mas então, o filho do deus dos mortos caiu de joelhos. Pisquei os olhos, vendo sua energia sair de seu corpo e prender-se ao diamante em minhas mãos. Os esqueletos se desfaziam, a caverna se enchia de luz. Por fim, o semideus estava caído, não apenas inconsciente. Seu corpo era uma concha vazia. Todo o seu ser estava aprisionado pela eternidade naquele diamante. Eu sabia o que tinha de fazer. Entreguei a Cristália e fui cuidar de Elliott e Brianna enquanto Julianne observava. A oréade colocou o diamante sobre uma elevação que se mantivera intacta na caverna parcialmente destruída.
Agora chegou o seu fim...” disse ela para a pedra.
Os cristais brilhavam e sua luz confluía para o diamante, que pulsava numa luz pura e branca. No momento em que Elliott acordava e os ferimentos de Brianna se fechavam, a pedra onde estava aprisionado Simon Branks se explodia em pó e desaparecia num flash. Cristália sorriu para nós enquanto eu ajudava meus irmãos a ficarem de pé. Julianne não precisaria de cirurgia afinal. Eu havia de alguma maneira conseguido. Pensei em Fillipo e no quanto estaria orgulhoso de mim. Corei um pouco, deixando meus irmãos com um olhar confuso.


V
oávamos de volta para o Acampamento Júpiter, as águias tendo chegado logo depois de Cristália ter guiado nós quatro para fora da Gruta dos Cristais. Nós, os quatro irmãos, filhos de Trivia, semideuses e magos, saíamos daquilo mais unidos. Pelo menos era o que parecia. O que eu pensava era em Fillipo. Tudo o que queria era estar em seus braços outra vez.
Estou voltando, meu amor...” sussurrei, cansado, apertando o Médaillon Clef em meu pescoço.

Colours
Martin
Fillipo
Others
Spells



Passive Power

Perícia com Pequenas Lâminas (Level 03): Normalmente, bruxos e magos utilizam como arma física adagas, punhais e facas. Os protegidos de Trivia possuem um talento natural para armas desse tipo.
Sensitividade (Level 05): Todos possuem uma aura mágica ao redor, mesmo que não possam criar encantos. Os filhos de Trivia são capazes de vê-las em certos momentos. Podem usar sem custo esta habilidade, mas apenas três vezes por missão, duas rodadas.
Telepatia (Level 07): A mente é um dos mais importantes atributos quando se trata de magia. Assim, os filhos de Trivia podem comunicar-se entre si, com aliados e inimigos usando telepatia.
Visão Especial (Level 13): Os filhos de Trivia conseguem enxergar muito bem na noite, mesmo sem a presença do luar. Na escuridão total, também conseguem enxergar melhor que a maioria, embora sofram limitações (exceto se for uma escuridão de origem divina ou arcana).
Independência (Level 17): A partir desse nível, os magos se tornam independentes de seu Grimório, ou seja, não precisam do Livro das Sombras para realizar os encantamentos (a não ser que requeira). Se aplica, entretanto, apenas a feitiços e encantamentos do estágio anterior. [Nível 25: aplicado a feitiços e encantos de nível 20, inclusive Especialização.]
Cura Própria II (Level 19): A partir deste estágio, os Legionários Auxiliares Médicos passam a recuperar dez pontos de vida (HP) e de energia (MP) por rodada. Assim como a habilidade anterior, só é válido quando estão descansando, ou seja, fora de combate ou qualquer outra tarefa que exija concentração e uso de poderes e/ou armas.
Resistência (Level 23): Devido às bênçãos e às habilidades de cura, os membros da Legio Auxilia Medica resistem muito mais a ataques físicos lançados contra eles, embora sua força de ataque permaneça inalterada. É uma habilidade puramente pessoal.

Active Power

Detecção de Magia (Level 02): Filhos de Trivia podem detectar a presença de magia ou de outros magos. Ainda não são capazes de identificar qual a natureza dos encantos ou a identidade do mago.
Identificação de Magia (Level 04): Agora, os filhos de Trivia podem predizer com perfeição o encanto que detectam. Essa habilidade só é possível quando Detecção de Magia está ativo. Pode ser usado até três vezes por missão.
Deflexão (Level 08): Um escudo mágico a base de energia luminosa azul-pulsante se forma nas mãos do filho de Trivia, permitindo que possam mandar de volta ao oponente ataques diretos de ordem mágica (ou seja, flechas, dardos e projéteis físicos não são afetados). Essa habilidade dura três turnos e só pode ser usada uma vez por ocasião.
Convocação (Level 08): Ao dizer o nome de sua arma ou objeto, seja qual for, estendendo a mão, os filhos de Trivia conseguem convoca-la(o) para si. Esse poder só tem efeito sobre aquilo que está dentro do campo de visão do semideus e que não esteja sendo segurado por outra pessoa de nível igual ou superior.
Proteção Divina II (Level 18): Uma aura de poder divino envolve os semideuses da Legião, protegendo-o de todos os ataques que forem lançados sobre eles e seus aliados, anulando os danos feitos por ataques de nível menor aos do Legionário (ataques de nível maior apenas cortam o dano pela metade).
Telecinese (Level 20): A capacidade mental dos filhos da deusa da magia está mais forte. São capazes de levitar objetos e move-los. Podem levitar a si mesmos por certo tempo (duas rodadas) e disparar raios psíquicos.
Conjuração (Level 22): Essa habilidade permite aos filhos de Trivia conjurar objetos do nada. Entretanto, só podem conjurar objetos comuns (velas, canetas, papel, cadeiras, etc), se estendendo a adagas e cajados (que são armas típicas dos filhos de Trivia, embora os cajados conjurados não tenham habilidade mágica alguma). O objeto aparece envolto em uma nuvem escura, que se dissipa logo depois. Armas (adagas e cajados) conjurados com esse poder desaparecem depois de dois turnos, dissipando-se em trevas.
Cura de Ferimentos Graves (Level 24): Canalizando a energia dos deuses, os membros da Legio Auxilia Medica são capazes de curar ferimentos bem mais graves e extensos, aumentando 15 pontos de vida (HP) por turno em que se manter sustentável.

Special Power

Magia Literária: A linguagem é algo muito importante na magia. Por conta disso, alguns filhos de Trivia aprendem a canalizar seus encantos fora das fórmulas do Grimório, através de rimas. É uma habilidade limitada apenas pela criatividade do semideus em relação às rimas e pelo seu poderio mágico. Fica a cabo do narrador da missão a efetividade do poema arcano. A cada dez níveis, o semideus consegue compor uma rima a mais por ocasião (ou seja, uma rima no nível 01, duas rimas no nível 10, três rimas no nível 20 e assim por diante).

Book of Shadows

Encantamento de Cancelamento de Magia (“Cessari Mox”): Esse encanto é capaz de anular a magia conjurada por outros magos. É perigoso, contudo, pois a energia a ser gasta é proporcional ao da magia original. Portanto, é comum que filhos de Trivia despreparados desmaiem ao tentar anular uma magia além de sua capacidade.
Feitiço de Reflexão (“Reflexus”): Um feitiço defensivo, reflete todos os ataques não-físicos lançados contra o mago, enviando-os de volta à sua origem. Não pode ser usado para repelir ataques como controle mental, hipnose, empatia, ilusões e outras habilidades semelhantes.
Encantamento de Cinese (Água) (“Aqua Dominus”): Esse encantamento, o mais importante de toda a Escola de Magia Elemental da Água, permite que o filho de Trivia controle a água presente no ambiente (mas apenas a água, não outros líquidos e nem em estado sólido ou gasoso). [Nível 20: Controle avançado, movendo maiores quantidades, podendo também caminhar sobre um rio, piscina, lagos, mares, etc. ]
Feitiço Congelante (“Frigidus”): Esse feitiço dispara um raio azul-gelo das mãos dos filhos de Trivia que, ao atingir um alvo, o congela instantaneamente por certo tempo. O alvo não poderá se mover (obviamente) nem usar poderes, exceto aqueles cuja ascendência possua ligação com Água, Gelo, Frio ou Fogo que podem tentar escapar. Caso sofram dano, o feitiço é quebrado imediatamente.
Feitiço de Transformação Elemental (Água) (“Outren et Alia”): Um dos feitiços com versão para todos os elementos, basicamente transforma ataques diretos baseados em Fogo (bolas de fogo, labaredas, chamas e similares), Terra (rochas, pedras, areia e similares) e Ar (rajadas de vento, lâminas de ar e similares) em água líquida. Enquanto esse feitiço estiver em ação, nenhum outro poder ativo ou especial pode ser utilizado, nem na rodada seguinte à sua suspensão. É necessário entoar a fórmula constantemente para mantê-lo.

Weapons

Adagas Gêmeas: Simbolizam a entrada na XII Legião Fulminata. Nas lâminas, gravados “Martin R. Warren - III Coorte”.
Grimório: Também chamado de Livro das Sombras, é necessario para realizar magias específicas, é um livro encadernado em couro, com detalhes em prata (uma triquetra ou um triskelion representando a face tríplice da deusa no centro da capa). Não contem apenas os feitiços e encantamentos, mas informações específicas sobre monstros, deuses e a história da família do semideus. Conforme a necessidade, páginas vão sendo acrescentadas. Cada geração de semideuses adiciona algo, como sua história, os monstros que encontra, encantamentos e feitiços que cria. É impossível de destruir, uma vez que Trivia abençoa o material no momento de sua confecção, página por página.
Vinculum Amoris: Aliança de Casamento com Fillipo Righi Favoretto. Feita em prata e encrustada com as pedras preferidas dele, âmbar e ametista.
Médaillon Clef: Chave em ouro e prata (18k), exclusiva para abrir o ‘Médaillon Grimoir’. Tem inscrita a frase “La raison je t’aime c’est vous”.

Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Jano
Deuses
Deuses


Mensagens : 73
Data de inscrição : 02/07/2012

Perfil de Guerra
Vida:
9999999999/9999999999  (9999999999/9999999999)
Energia:
9999999999/9999999999  (9999999999/9999999999)
Armamentos e Itens:

MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   Dom Dez 23, 2012 11:51 pm

Externa: 400 XP, 2 Itens e 200 Denários


Avaliação


Adorei a missão de vocês, achei muito criativa. Geralmente eu não gosto que utilizem muitos poderes, pois assim o nível da missão aumenta. Todos vão receber uma recompensa, mas Martin e Elliot receberão completas, pois terminaram a missão.
Julianne - 75 XPS
Brianna - 45 XPS

Martin
325 XPS
80 denários.
• Rosário Mágico [Um amuleto feito de cristais transparentes, denominado como rosário, que possui 108 contas (esferas) - representando os pecados da humanidade. Esse rosário pode absorver qualquer energia que tenha como fonte um ser vivo - energia cinética, impacto, energia psíquica, etc - e que seja direcionada a qualquer uma de suas esferas. Essa energia pode ser armazenada ou direcionada para o portador do rosário, recarregando sua energia de acordo com a definição do narrador]
• Escudo de Ferro & Prata [Com imagens representativas de Trivia - Ao ser acionado, mortos protegerá o usuário fazendo os ataques e golpes de armas atravessar seu corpo, como se não fosse sólido, não o atingindo - uma vez por missão e dura uma rodada]

Elliot
335 XPS
70 denários.
• Silêncio Arcano. É a habilidade de executar magias sem enunciar uma única palavra, o que significa que podem lançar os feitiços e encantamentos do Grimório sem a necessidade de sequer murmurar as fórmulas. Entretanto, precisam mentalizá-las claramente e focar suas mentes para a estrutura da magia em questão. Alguns dos filhos de Trivia possuem esta habilidade. É uma habilidade passiva, ou seja, não requer nenhum custo em energia e nem precisa ser ativada. Os semideuses abençoados com esse poder continuam podendo lançar encantamentos e feitiços falados normalmente. ▬ Poder especial adquirido!
• Círculo do Imperfeito [Um anel negro, que ao centro tem um triângulo branco invertido, e cinco linhas verticais no topo. Tem como função auxiliar Elliot, diminuindo 20% dos gastos de energia ao utilizar uma magia de seu Grimório e, ao mesmo tempo, uma vez por missão, pode duplicar a força de uma magia de seu livro.]


SENATUS POPULUSQUE ROMANUS!




ϟ Atualização Efetuada ϟ


Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: Missão Externa {Perdidos no Deserto}   

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Missão Externa {Perdidos no Deserto}
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Missão Externa | Fortaleza Digital
» Oblivion - missão externa mediana para Sweet C. Rowell [Filha de Héstia e Mentalista 15]
» Sensually Dangerous [Missão Externa para Taylor Helsing]
» Trees, Goats and Moons [Missão Externa, para Cameron, Dominique e Claire]
» Correio – missão one-post mediana externa [Drake Stark]

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Camp Jupiter RPG :: Estados Unidos :: Arizona-
Ir para: